segunda-feira, 30 de março de 2015

Dica de Linguagens e Códigos – Elementos da Comunicação

O caderno de Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias do Enem consiste em questões de Língua Portuguesa, Língua Estrangeira, Arte e alguns conhecimentos interdisciplinares. Dentro da área de Linguagem, um dos assuntos mais importantes que auxilia tanto diretamente como indiretamente para interpretação de texto e redação é a Teoria da Comunicação.
Toda comunicação tem como objetivo principal transmitir uma mensagem de maneira eficaz, ou seja, se fazer entender. Não existe uma única maneira de fazer isso. Uma mesma mensagem pode ser transmitida de várias formas, por exemplo, de maneira formal ou informal, com mensagem escrita ou oral, verbal ou através de imagens.
Afinal, como se dá o processo de comunicação? Para a comunicação ser efetiva, é necessário que seis elementos atuem concomitantemente. Nesta matéria você aprenderá a função e como reconhecer cada um deles. Confira o esquema e a descrição abaixo:
comunicacao
  • Emissor: aquele que emite a mensagem.
  • Receptor: aquele a qual a mensagem se destina.
  • Mensagem: conteúdo transmitido.
  • Canal: meio utilizado para transmitir a mensagem. No caso da fala, o canal é o ar, no qual as ondas do som são transmitidas; se a mensagem é escrita, o canal é o papel etc.
  • Código: são os elementos utilizados para codificar uma mensagem. Idiomas e sinais são códigos. Quando falamos ou escrevemos no Brasil, a Língua Portuguesa é o código utilizado. Ao dirigir, placas e as luzes do semáforo são códigos utilizados para sinalizar algo, por exemplo, sabemos que “verde” significa “siga em frente” e “vermelho” significa “pare”. Braile e Libras também são códigos, e assim por diante.
  • Referente: é o contexto ou situação utilizados para dar sentido a uma mensagem. Nada adianta haver um emissor transmitindo uma mensagem em um determinado código para um receptor através de um canal, todos não estiverem sob um mesmo contexto. Não haverá entendimento. O contexto geralmente é um aspecto cultural, havendo variação dependendo da região, da geração (idade das pessoas envolvidas) etc.

Novo Acordo Ortográfico Será Cobrado no Enem 2016


As regras de ortografia da Língua Portuguesa estão em transição. O Novo Acordo Ortográfico está em período de adaptação desde 2009 até 2016. Isso significa que até 31 de dezembro de 2015, as duas ortografias são oficialmente aceitas.
Como o exame nacional geralmente é aplicado no final de cada ano, é esperado que o Enem 2015 aconteça entre outubro e novembro deste ano, período em que as duas ortografias, a antiga e a nova, são aceitas. Já a partir de 1 de janeiro de 2016, somente a nova ortografia será aceita como correta na norma formal da Língua Portuguesa.
No caderno de Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias, não é comum haver muitas questões de gramática que requeiram que o aluno saiba regras de ortografia. Entretanto, como esse é o último ano de adaptação, o Enem pode surpreender muitos candidatos e professores trazendo nessa prova questões que tratem sobre o uso formal da Língua e a aplicação da ortografia.
Além das questões, a parte do exame que mais preocupa os candidatos quando se trata do Novo Acordo Ortográfico é a redação. Para escrever a dissertação, é necessário seguir a norma culta da Língua Portuguesa aplicando todas as regras gramaticais, o que inclui a ortografia oficial. Essa norma é a Primeira Competência da Redação do Enem, ou seja, o primeiro critério de avaliação. Escrever gramaticalmente correto vale 200 pontos de um total de 1000 na redação.
Por isso, caso você esteja se preparando para prestar vestibular esse ano, deve se atentar para esse fato. As provas realizadas ainda em 2015, como possivelmente será o Enem, podem ser escritas ainda na ortografia antiga. As provas realizadas em 2016, mesmo que seja segunda fase de algum vestibular desse ano, deverão obrigatoriamente serem escritas a luz da nova ortografia.


InfoEnem

domingo, 29 de março de 2015

Lollapalooza

Em inglês americano informal, o substantivo lollapalooza (também lollapaloosa oulalapalooza) significa espetáculo (algo ou alguém que impressiona pela grande beleza, eficiência, desempenho). Fontes: Oxford Dictionary e Collins Dictionary
Exemplos:
a) There will be a huge birthday bash that promises to be a lollapalooza.
(Haverá uma grande festa de aniversário que promete ser um espetáculo.)

b) It’s a lollapalooza, just like your other books.
(É um espetáculo, assim como seus outros livros.)

lollapaloosa, lalapalooza, lallapalooza, lollapalooza show in brazil, chile, argentina, eua
Ain’t it a lollapalooza?
Não é um espetáculo?

Origem da palavra “lollapalooza” em inglês

A origem do vocábulo lollapalooza (também lallapaloosa, lallapalootza) é incerta. Dizem, porém, que lollapalloza surgiu no inglês americano entre os anos de 1896 e 1901. Já o show anual de música pop norte-americano começou em 1991. Fontes:Etymonline e Webster Dictionary.

Inglês no Supermercado

Obrigação


sábado, 28 de março de 2015

Víbora

Lá está ela, moribunda,
Olhos enormes nos observando,
Lambendo seus próprios lábios;
Louca para nos sugar a medula dos ossos
E  transformar em mais um cadáver
Nu  de nossa própria carne.
.
Quem é essa infame que não se sacia
Desde os primórdios da Terra?
E como  Eva, que nasceu no paraíso,
Essa horrenda  quer nos devorar.
Maldita é essa víbora que vive a  espreitar.
Que esperança temos contra ela?

Qualquer um desde criança
Carrega da infância
Que um dia vai passar por isso.
Quem quer ganhar o paraíso
E morar com Cristo?
Todos, mas agora não; eu fico. 

JSC

sexta-feira, 27 de março de 2015

Variedades Linguísticas

 Há duas modalidades de língua, a oral e a escrita e, em paralelo, há duas variedades: a formal e a informal. Dentro dessas variedades, há outras mais relacionadas a aspectos geográficos (urbana e rural), de gênero (homem e mulher e as gírias dos diversos grupos de representação como gays, transexual, travestis etc), sociais, econômicos dentre outros.
Assim, devemos seguir as modalidades e as variedades requeridas pelo contexto no qual estamos inseridos. Em uma entrevista de emprego, por exemplo, devemos falar de modo formal, já que estamos conversando com alguém que está nos avaliando e que, provavelmente, caso a entrevista seja positiva, será o nosso superior na hierarquia da empresa. Já em um encontro com amigos em um barzinho, por exemplo, estaremos conversando com uma pessoa igual a nós, isto é, do mesmo nível e, portanto, podemos falar de modo informal.
variedades-lingusticas
O mesmo ocorre ao escrevermos. Você escreveria, na mesma variedade linguística, uma mensagem por e-mail para o seu professor da universidade e outra mensagem para um amigo? Não. Apesar de ambas estarem na modalidade escrita, as variedades podem ser diferentes e são, pois sempre tendemos a nos adequarmos à situação de comunicação.
Em uma mensagem para o professor da universidade, devemos nos dirigir com polidez, com respeito, ou seja, de maneira formal; já em uma mensagem para um amigo, também devemos mostrar respeito, mas podemos fazê-lo com mais intimidade, carinho e, portanto, de maneira informal.
Esses exemplos foram postos para fazermos com que você, leitor, reflita acerca da variedade linguística existente no Brasil e sobre como devemos nos adequar nas mais diversas situações de comunicação, orais e escritas, nas quais estamos envolvidos no nosso dia a dia.
Na redação do Enem 2015, por se tratar de uma situação avaliativa na qual devemos escrever uma dissertação-argumentativa, isto é, um tipo textual de caráter escrito e formal, devemos atentar às regras gramaticais da Língua Portuguesa e seguir determinados padrões. Não devemos escrever gêneros formais como escrevemos gêneros informais, para interlocutores íntimos.
Durante a semana passada, o Jornal Hoje, da rede Globo, exibiu uma série de reportagens a respeito da língua que falamos no Brasil e tratou, de maneira quase inédita, das variedades linguísticas brasileiras. O “quase inéditas” deve-se ao fato de haver, nas reportagens, entrevistas de linguistas como Ataliba Teixeira de Castilho (professor da USP e UNICAMP) e Rodolfo Ilari (UNICAMP) explicando que não há certo e errado e sim adequado e inadequado dependendo do contexto da situação de comunicação no qual estamos inseridos. Falas de linguistas, normalmente, não são incluídas em matérias jornalísticas sobre língua e linguagem no nosso país; esperemos que esse seja o início de uma mudança.
Deste modo, caro leitor, esperamos que tenhamos contribuído para a sua reflexão acerca da adequação no momento de falar e escrever.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Ansioso

espera
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passa
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para
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espera
passar


JSC

sexta-feira, 20 de março de 2015

Dicas de Leitura Enem 2015 – Protestos Políticos

O último final de semana foi marcado por muitas manifestações políticas. Entre os principais
tópicos discutidos apareceram corrupção, impeachment e intervenção militar, que
possivelmente devem cair no Enem 2015. Por isso, separamos alguns conteúdos
 para você entender melhor
como esses processos funcionam e as origens e motivos de algumas reivindicações.

Corrupção

Tirinha Corrupção
O historiador Leandro Karnal comenta sobre o processo de corrupção estrutural no Brasil
 nesse trecho de uma entrevista para o Jornal da Cultura em dezembro de 2014. Em menos de 3
 minutos de vídeo, Karnal dá uma aula sobre corrupção.Confira.
Para prolongar a discussão sobre a corrupção estrutural, vale a pena ler esse artigo
escrito pelo deputado federal pelo PSOL-RJ Jean Wyllys na Carta Capital. Leia aqui.

Intervenção militar

A Revista Superinteressante criou uma linha do tempo super bacana para explicar o período
 de Ditadura Militar no Brasil. Além disso, você pode realizar um teste que simula o que
 aconteceria com você dependendo das suas atitudes se você vivesse sob um regime militar.
Acesse.
Já se quiser ver algumas cenas para entender melhor como era o Brasil na época da Ditadura,
reveja nosso artigo do Portal InfoEnem que contém indicações de filmes sobre o Regime Militar.

InfoEnem

Redação do Enem: A Importância de Dominar a Norma Culta


A redação do Enem é avaliada pelos corretores de acordo com uma grade de correção composta por cinco competências, todas igualmente importantes, mas de uns anos para cá temos a impressão de que houve um acréscimo de rigor na avaliação referente a competência número um que avalia o domínio, por parte do candidato, da norma culta da Língua Portuguesa.
O enunciado da competência número um ressalta que a redação deve demonstrar que o candidato domina os seguintes requisitos da ordem textual: coesão, coerência, sequenciação e informatividade.
Consequentemente, a dissertação-argumentativa não deve conter traços de oralidade e/ou informalidade e deve ter precisão vocabular e obedecer às regras de concordância verbal e nominal, regência verbal e nominal, pontuação, flexão de nomes e verbos, colocação de pronomes oblíquos (átonos e tônicos), grafia das palavras (acentuação e emprego de letras maiúsculas e minúsculas) e divisão silábica na mudança de linhas.
Quanto mais o candidato dominar a norma culta da língua, mais chances ele possui de atingir, nesta competência, a nota máxima. Porém, diferentemente de demais vestibulares que atribuem boas notas para textos com poucos desvios que não atrapalham a leitura geral, o Enem concede nota máxima nesta competência somente para as redações que não apresentam nenhum desvio da modalidade escrita.
A descrição da nota máxima – 200 pontos – menciona casos excepcionais e não reincidentes, mas o que temos observado das correções divulgadas é que apenas redações sem nenhum desvio ganham nota máxima nesta competência e no total.
Talvez essa mudança seja devido ao fato de a imprensa ter criticado duramente correções que atribuíram notas máximas a redações que continham alguns desvios da modalidade escrita, porém essa é apenas uma hipótese.
O fato é que, com esse rigor, é necessário que o candidato atente à sua escrita e tenha certeza de que domina a norma culta da Língua Portuguesa. A leitura é parte essencial nesse processo; deve-se ler prestando atenção na escrita das palavras, na concordância verbal e nominal, na regência dos verbos, na colocação de pronomes etc. Ler e escrever, atentamente, é fundamental para dominar, cada vez mais, a modalidade escrita e o dicionário e uma gramática de qualidade são grandes aliados nessa tarefa.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Seja Ponderado na Redação do Enem

Atualmente, nas principais redes sociais da internet, podemos observar e participar de debates e discussões acaloradas sobre os mais variados assuntos. O advento da tecnologia digital e virtual nos proporcionou uma acelerada e contínua atualização de informações e notícias, regionais, nacionais e internacionais, em tempo real; mal aconteceu alguma coisa, já ficamos sabendo.
Por meio destas conversas nas redes sociais e lendo os comentários de internautas em notícias, artigos de opinião e outros gêneros, podemos notar como a colaboratividade e a interatividade estão presentes no mundo virtual; podemos trocar ideias com familiares, amigos e até desconhecidos e esta é uma das principais características da contemporaneidade.
Porém, como tudo possui um lado negativo, o que mais lemos ultimamente, tanto em redes sociais como em comentários de leitores, são opiniões generalizadoras, desrespeitosas e radicais que expressam o quanto as pessoas estão intolerantes e professando discursos de ódio.
Para alertar os candidatos ao Enem 2015 sobre este perigo ao opinar em relação a um tema que escrevemos este texto de hoje, pois receamos que algumas pessoas tenham esse mesmo comportamento na prova de redação.
Normalmente, os ânimos esquentam ao discutirmos assuntos polêmicos, como por exemplo, os que envolvem política, religião e saúde, mas temos a impressão que, hoje em dia, em qualquer debate, acerca de qualquer tema, isso está acontecendo. Ninguém mais respeita a opinião de ninguém e não conseguimos discutir de modo saudável, ponderando e tendo bom senso.
Ponderação e bom senso são as palavras-chave tanto para debates quanto para se escrever uma redação no Enem ou em qualquer outro vestibular. É necessário mostrar respeito pela opinião alheia e paciência para ouvir e ponderar o que o outro pensa e para argumentar contrariamente se este for o caso.
Posicionamentos intolerantes só demonstram desprezo e indiferença pelo outro e pelos seus pensamentos e sentimentos e, normalmente, são acompanhados pela falta de educação.
Ao opinarmos, devemos ser, além de respeitoso e ponderados, polidos, ou seja, educados; precisamos saber medir as nossas palavras e não ser grosseiros. Na redação do Enem, isso é julgado na competência que avalia o respeito aos direitos humanos: qualquer sinal de racismo, machismo, homofobia, misoginia (ódio ou aversão às mulheres) e/ou demais intolerâncias desrespeita os direitos humanos, algo crucial na correção da redação do Enem.
Portanto, tanto na rede real e na virtual quanto no Enem é preciso ponderação, bom senso e respeito para com a opinião do outro.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Questão de Geografia no Enem: Relações Étnico-Raciais

Recentemente, propomos aqui um estudo sobre as relações étnico-raciais que constituíram o Brasil e tratamos da importância do tema para o Enem, já que o ensino da História da África e da Cultura Afro-Brasileira é obrigatória por lei nos currículos escolares.
Como prometido, trazemos hoje uma questão do Enem 2014 sobre o tema. Leia com atenção e tente resolver. Depois disso, confira a resolução completa do professor Bruno Picchi, formado em Geografia na UNESP.
Enem 2014 – Caderno Amarelo – Questão 1
Parecer CNE/CP n° 3/2004, que instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.
Procura-se oferecer uma resposta, entre outras, na área da educação, à demanda da população afrodescendente, no sentido de políticas de ações afirmativas. Propõe a divulgação e a produção de conhecimentos, a formação de atitudes, posturas que eduquem cidadãos orgulhosos de seu pertencimento étnico-racial — descendentes de africanos, povos indígenas, descendentes de europeus, de asiáticos — para interagirem na construção de uma nação democrática, em que todos igualmente tenham seus direitos garantidos.
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Disponível em: www.semesp.org.br. Acesso em: 21 nov. 2013 (adaptado).
A orientação adotada por esse parecer fundamenta uma política pública e associa o princípio da inclusão social a
a) práticas de valorização identitária.
b) medidas de compensação econômica.
c) dispositivos de liberdade de expressão.
d) estratégias de qualificação profissional.
e) instrumentos de modernização jurídica.


RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS
Alternativa A
O parecer CNE/CP n° 3/2004 é um documento que evidencia o caráter político engajado na valorização das identidades do leque étnico-racial que compõem a cultura brasileira de modo lato sensu. Esse fragmento apresenta uma grande diversidade de palavras e trechos que corroboram com a alternativa correta (letra A, “práticas de valorização identitária”), como “políticas de ações afirmativas”, “descendentes de africanos, povos indígenas, descendentes de europeus, de asiáticos” e, principalmente, na parte sobre a formação de atitudes e “posturas que eduquem cidadãos orgulhosos de seu pertencimento étnico-racial”.
De modo geral, essa pergunta trata da valorização de nossas matrizes culturais, com destaque às matrizes europeia, negra e indígena, no processo de reconhecimento e pertencimento dos cidadãos. Também vai no sentido da criação de um respeito e valorização de manifestações étnicas tidas como minoritárias ou historicamente não valorizadas. Um exemplo é o dever por parte dos professores em trabalhar o tema África no ensino básico através de uma normativa do Ministério da Educação.
A alternativa E, “instrumentos de modernização jurídica”, é uma distratora perigosa, que pode induzir o candidato em razão do fragmento da questão ser um parecer do Conselho Nacional de Educação e, principalmente, por tratar de “direitos garantidos” para a “construção de uma nação democrática”. Vale ressaltar que essa alternativa é errada em razão deste parecer ter uma natureza política, e não jurídica.

InfoEnem 

segunda-feira, 9 de março de 2015

Dicas de Leitura: Da Pena de Morte à Saúde da Mulher

A indicação de hoje traz artigos sobre três assuntos de atualidade que envolvem aspectos sociais e direitos humanos, podendo ser abordados tanto na redação quanto em questões do Enem 2015.

1) Pena de morte

Você sabia que a pena de morte é aceita em mais de 50 países? Sabia que dentre os motivos que alguns países mais condenam estão homossexualidade, adultério e tráfico de drogas? Pois é!
Esse artigo do UOL Vestibular traz essas informações, alguns dados estatísticos e discute a ligação entre a pena de morte e a criminalidade, informando que “diversas organizações de direitos humanos afirmam que não existem quaisquer provas de que a pena de morte tenha um efeito redutor no que diz respeito à criminalidade, assim como ela não intimida pessoas ligadas ao terrorismo.”
Além disso, o texto discute a diferença da prática da pena de morte dependendo da cultura de cada país, já que em muitos casos, o “crime” está ligado a questões morais ou religiosas, e não jurídicas. A diferença também se apresenta no método de execução. Alguns países utilizam apedrejamento, decapitação ou cadeira elétrica, outros, como os EUA, tentam “humanizar” o processo utilizando injeção letal.

2) Regulamentação da mídia

A regulamentação da mídia no Brasil é bastante confundida com as expressões “liberdade de expressão” e “liberdade midiática”, mas vai além disso.
Nesse texto do Pragmatismo Político, a regulamentação é explicada como uma padronização da linguagem jornalística e definição do que é e como fazer jornalismo, com o objetivo de que não haja controle da opinião pública e a mídia consiga cumprir seu papel social.

3) Saúde da mulher

Há muitas questões que precisam ser discutidas ligadas à saúde feminina. Essa matéria da Revista Fórum nos leva a refletir sobre o tráfico de mulheres, o estupro e o aborto.
Apesar de serem questões “polêmicas”, não podemos polarizar a discussão em certo ou errado, contra ou a favor. Por exemplo, como o tráfico de pessoas e o aborto são ações ilegais, há uma dificuldade em computar oficialmente o número de casos. Com isso, se torna mais difícil criar políticas públicas que auxiliem nas problemáticas e consequências negativas.
Todos esses casos devem ser tratados, além de questões jurídicas, como questões médicas, já que envolvem a saúde da mulher.

infoEnem

Geopolítica no Enem: Relações Étnico-Raciais

A Lei 11645 de 2008 “estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.
O Enem, a cada ano, tem ajudado a moldar o currículo do Ensino Médio. Estudamos o que é cobrado na prova. Dessa forma, o exame se torna uma oportunidade de conhecer e discutir conteúdos e ideias.
As relações étnico-raciais são uma questão importante a serem trabalhadas em sala de aula e exigidas no Enem. É a partir disso que refletimos sobre ações afirmativas como cotas raciais, representação identitária, convivência e respeito às diferenças culturas, crenças, cultos e tradições.
Para iniciar, vamos entender a diferença dos significados de etnia e raça.
Raça compreende os aspectos morfológicos como estatura física, cor de pele, cabelo etc. Etnia é mais amplo e compreende, além da raça, os aspectos culturais como religião, idioma e tradições.
Devido à riqueza do assunto, separamos algumas leituras importantes que guiarão seu estudo na área. Vamos lá:
  • No Portal Namu, a psicóloga Vanessa Andrade comenta sobre o projeto Afrobetizar que tem como objetivo a valorização da cultura africana. Confira aqui.
  • secretaria de educação da Bahia traz em sua página explicações, programas, exemplos de ações e materiais de aula sobre o tema.
  • Este link da UNESCO trata sobre a discriminação racial no Brasil e contém as principais ações em prol das relações étnico-raciais.
  • Revista Fórum traz nesta matéria um estudo sobre os resultados do sistema de cotas após 10 anos de implementação.
  • Pragmatismo Político traz a opinião de um juiz federal sobre as cotas raciais. Leitura interessantíssima.
  • E, por último, trazemos aqui as diretrizes curriculares para a educação das relações étnico-raciais elaboradas pelo próprio Ministério da Educação.
InfoEnem

sábado, 7 de março de 2015

`Não vou à escola. Meus pais me ensinam em casa`. Pode?

O homeschooling está liberado no Brasil!

Explico. Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, os tratados internacionais sobre direitos humanos devidamente ratificados pelo Congresso Nacional (antes da Emenda 45) têm status supralegal. Isso quer dizer que esses tratados são hierarquicamente inferiores à Constituição (lei positiva máxima), mas superiores às demais leis. Ora, o ECA (Estatuto da Criança e Adolescente), que é uma lei ordinária, diz: “Os pais ou responsáveis têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino” (art. 55). Mas a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Convenção Americana dos Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica), que são tratados internacionais ratificados pelo Brasil, dizem o contrário e, portanto, prevalecem: “Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos” (artigo 26.3 da Declaração Universal dos Direitos Humanos); “Os pais e, quando for o caso, os tutores, têm direito a que seus filhos e pupilos recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com suas próprias convicções.” (Artigo 12.4 da Convenção Americana dos Direitos Humanos).
Ambos os textos são claríssimos. Repito: esses tratados são hierarquicamente superiores ao ECA e à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Com efeito, não só o ECA e a LDB, mas qualquer outra lei que impeça o homeschooling perde a eficácia, pois os tratados mencionados têm status supralegal. Portanto, juridicamente, não há nada que proíba os pais de adotar o homeschooling para os filhos. E mais: outro direito que se depreende das aludidas normas é o de rejeitar qualquer conteúdo ministrado nas escolas regulares que seja considerado impróprio pelos pais, como o famigerado kit gay, por exemplo.
Vimos que não há qualquer óbice jurídico ao homeschooling no Brasil. Sendo assim, os pais poderiam adotar o método da educação em casa desde já, sem que para isso fosse necessária qualquer mudança legislativa. Porém, a coisa é um pouco mais complicada. O problema, quase sempre, é fazer valer esse direito dos pais. Os diplomas internacionais citados, plenamente válidos e eficazes no Brasil, são ignorados até pelos juízes, que continuam a usar o ECA para forçar a matrícula das crianças. Os empecilhos são muito mais políticos, culturais e ideológicos do que jurídicos. Mas creio que nem tudo está perdido. Cabe aos pais zelosos recorrer aos tribunais contra a tirania. Quanto mais processos houver, quanto mais o tema for ventilado na imprensa, na internet e nas esquinas, maior a chance de obter resultados favoráveis. Trata-se de uma guerra cultural a ser travada, com boas possibilidades de vitória. Afinal, não deve ser difícil compreender que a educação é assunto da família e da sociedade, não de burocratas do estado.
Henrique Cunha de Lima é procurador do Ministério Público de Contas do Estado do Rio de Janeiro.

Fonte: A Vida Sacerdotal – Divulgação: www.juliosevero.com