quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

A minha nega





A minha nega tem beleza
Não é da realeza
Não carrega mala 
Veio da senzala 
É da pobreza
A minha nega é faceira
 Adora dançar
Adora cantar
Adora requebrar
Ah, a minha nega
É tudo que aspiro
É meu respiro
É da minha sinhá
E, às vezes,  é minha sinhá
Tá com moço branco
Pra fugir do tronco
Essa é minha nega sinhá
Fala como a gente
Pensa como a gente
É da cor  da gente
É o negro da gente
Essa é minha sinhá.

JSC