quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Redação no Enem: Cuidados na Coerência



O tipo textual exigido na prova de redação do Enem, a dissertação-argumentativa, assim como todo tipo e todo gênero tem sua estrutura composicional, seu tema e seu estilo e todos estes aspectos devem estar presentes de maneira planejada e organizada de modo que o texto seja coerente.
Uma dissertação-argumentativa coerente é aquela que estabelece uma relação harmônica entre ideias, informações, fatos e argumentos e é uniforme em seu todo. Para obter esta harmonia e uniformidade e, consequentemente, coerência, é essencial atentar-se a alguns pontos essenciais.
Os argumentos apresentados não devem estar escritos de maneira confusa ou desordenada nem devem estar postos de modo a parecer uma lista de comentários aleatórios com pouca ou nenhuma relação com o tema da proposta de redação. Textos confusos e bagunçados denotam nenhum ou um mau planejamento e não cumprem satisfatoriamente a questão da abordagem do tema, já que “atiram para todos os lados”, pois não relacionam-se entre si e/ou com o ponto de vista defendido ou ainda são contraditórios.
Os argumentos também não devem ser escritos de maneira circular, ou seja, de maneira em que não há progressão temática. Trata-se de dissertações-argumentativas que abordam, apenas, um aspecto, uma informação, um fato ou um argumento e não progride, isto é, não avança no raciocínio e, por isso mesmo, é circular.
Tratando-se, agora, especificamente da qualidade dos argumentos, para haver coerência, estes não devem ser tratados de maneira superficial, ou seja, com pouco ou nenhum desenvolvimento. Não basta opinar, deve-se argumentar e aprofundar esta argumentação em relação a tese e ao tema da proposta de redação.
O desenvolvimento argumentativo ruim gera lacunas para o leitor, isto é, o leitor fica com dúvidas em relação às afirmações feitas pelo autor do texto e isso não pode acontecer, já que o autor coloca-se como a voz da verdade e da razão ao defender um ponto de vista sobre determinado tema. O leitor não pode perguntar-se “como” ou “por quê” certas afirmações foram feitas.
Outra consequência do mal desenvolvimento é a questão das digressões, ou seja, das quebras argumentativas. Elas ocorrem quando o autor apenas menciona algo, não o desenvolve e já aborda outro aspecto muito distante do primeiro. Textos coerentes não têm digressões.
Dissertações-argumentativas ideais são completas, ou seja, são escritas organizadas em torno da estrutura clássica do tipo textual (introdução, desenvolvimento e conclusão) sem desequilíbrio entre essas partes, isto é, todas são desenvolvidas de maneira igualitária e sem haver contradições entre elas. Por exemplo, a conclusão não deve contradizer a tese e vice e versa. Todos os argumentos devem ser desenvolvimentos e não apenas um ou outro e todos devem convergir para o ponto de vista defendido, além de não haver lacunas ou digressões entre eles.
Normalmente, a maioria dos alunos ao escrever uma dissertação-argumentativa na escola, no Enem ou em qualquer exame, na introdução, indica os principais argumentos que abordará em relação ao tema proposto pela prova de redação. A principal orientação é: desenvolva todos os argumentos indicados na introdução de seu texto; não deixe nenhum de fora, pois todos devem ser desenvolvidos de maneira profunda e coesa para haver coerência.

InfoEnem

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

A Interlocução na Dissertação-Argumentativa



A dissertação-argumentativa é um tipo textual da esfera escolar, ou seja, um tipo de texto ensinado e escrito no ambiente escolar, e somente nele. Ao concluirmos o Ensino Médio, partiremos para o ensino superior e/ou para o mercado de trabalho e nunca mais escreveremos uma dissertação-argumentativa, já que trata-se de um tipo textual escolar. Escreveremos gêneros da ordem do dissertar e do argumentar, como por exemplo, artigos de opinião, resenhas, editoriais, cartas do leitor, cartas denúncia, manifestos etc, mas a dissertação-argumentativa clássica, do modo como conhecemos, não mais.
Devemos este fenômeno ao fato de a dissertação-argumentativa ser um tipo textual que necessita de uma simulação para ser escrita, já que é um tipo textual escolar. Isto quer dizer que não há uma situação de produção efetiva, próxima à realidade; não há uma motivação real. As propostas de redação produzidas pelas livros didáticos, pelas apostilas, pelos professores e pelos vestibulares são simulações, diferente de alguém que, movido por uma motivação, escreve uma carta do leitor a um jornal criticando uma reportagem, por exemplo.
Dissertações-argumentativas não possuem um leitor alvo como um artigo de opinião em uma revista e sim têm como leitores, somente, professores e corretores de redação dos vestibulares, mas por ser uma simulação, devemos imaginar, ao escrevermos dissertações-argumentativas, um leitor universal.
Esta situação simulada deve ser imaginada pelo candidato, no momento da prova de redação do Enem, por exemplo, pois a dissertação-argumentativa é um tipo textual por meio do qual ele demonstra sua habilidade de analisar de modo coerente o tema proposto, com o objetivo de defender um ponto de vista claro a respeito deste mesmo tema. Assim, o candidato deve demonstrar sua habilidade em organizar ideias, informações, dados, fatos – isto é, argumentos – e estabelecer relações entre eles de modo a extrair conclusões coerentes. Portanto, deve haver a defesa de uma tese e uma conclusão coerente com esta tese.
Um candidato ao Enem ou a qualquer outro vestibular ou concurso deve colocar-se, como autor de uma dissertação-argumentativa, como alguém que possui a voz da razão, a voz da verdade e do bom senso e idealizar um leitor universal que seja dotado de razão e, assim, construir um texto sem marcar a interlocução, ou seja, escrever de modo impessoal.
Podemos demonstrar como deve ser a interlocução por meio do seguinte esquema:
Como a interlocução não deve ser marcada em uma dissertação-argumentativa, o autor deve deslocar-se da situação de produção escrita do vestibular e, assim, evitar o uso da 1ª pessoa do singular, evitar referir-se à coletânea de textos e à proposta de redação, evitar marcar a interlocução com o leitor não usando o modo imperativo, por exemplo e não pressupondo que o leitor conheça a coletânea textual e/ou a proposta de redação.

InfoEnem

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

6 Pontos Fundamentais na Redação do Enem



1. Cumprimento do Tema
Para se obter a nota máxima, é fundamental que o candidato cumpra o tema integralmente. Como exemplo, o tema da redação do Enem 2013 foi “Os efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil” e, neste caso, o candidato deveria ter escrito uma dissertação-argumentativa que explorasse, justamente, os efeitos, os resultados, as consequências da implantação da Lei Seca no Brasil, concordando ou discordando desta implementação e propondo uma ação de intervenção social para esta temática a fim de abrandar a lei (caso discordasse da mesma) ou de torná-la mais rígida.
O candidato que redigiu uma redação abordando outra lei, como a Maria da Penha, por exemplo, ou que abordou a Lei Seca de outros países, esquecendo-se do contexto brasileiro ou, ainda, que escreveu sobre a legislação brasileira em geral não cumpriu o tema de maneira integral e, portanto, o tangenciou.
Já o candidato que escreveu sobre meio ambiente, sobre as manifestações de junho de 2013, sobre a Copa do Mundo da FIFA no Brasil ou sobre qualquer outro tema que nada tenha ver com os efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil fugiu do tema e, por isso, teve sua redação anulada.
O fundamental, em relação ao cumprimento do tema, é abordá-lo em todos os aspectos postos pelo comando da tarefa, pois uma prova de redação, nada mais é, do que uma tarefa a ser cumprida. No exemplo que demos, do Enem 2013, a tarefa dada pelo comando era expôr um ponto de vista sobre os efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil.
2. Cumprimento do Tipo Textual
O tipo textual requerido pela prova de redação do Enem é a dissertação-argumentativa. Deste modo, o candidato que escreve um outro tipo textual ou um outro gênero não cumpre este aspecto da proposta e tem o seu texto anulado. Já o candidato que, eventualmente, escrever um texto híbrido, isto é, um texto que mistura tipos ou gêneros textuais terá uma nota muito aquém do esperado, já que a tarefa exige uma dissertação-argumentativa completa e, por isso mesmo, também não deve ser uma dissertação-argumentativa incompleta, sem alguma parte de sua estrutura (introdução, desenvolvimento e conclusão) nem deve existir um desequilíbrio este estas partes, ou seja, uma parte ser melhor desenvolvida do que a outra.
Portanto, para se obter uma nota máxima na redação do Enem, o candidato deve escrever uma dissertação-argumentativa completa, sem falhas ou desequilíbrios.
3. Cópia Integral dos Textos Motivadores
A coletânea de textos motivadores do Enem tem dois objetivos: (a) apresentar o tema para aquele candidato que não o conhece ou que teve pouco contato com ele e (b) inspirar e motivar aquele candidato que já conhece e/ou domina aquele tema. Este conjunto de textos não deve ser copiado pelo candidato e sim utilizado de maneira crítica a fim de tecer relações, criar contrapontos, fornecer exemplos etc.
Deste modo, a redação que não passa de uma cópia integral dos textos motivadores é anulada, pois, quando isto acontece, o candidato apenas copiou ao invés de escrever uma texto próprio.
4. Cópia Articulada dos Textos Motivadores
Além da cópia integral, a grade prevê a cópia articulada, ou seja, uma cópia dos textos motivadores na qual o candidato conecta partes da coletânea com algumas palavras e/ou construções próprias. Os corretores são capazes de notar quando isto ocorre porque conhecem muito bem a proposta e a coletânea de textos motivadores da proposta de redação e, nesses casos, a nota é muito baixa.
5. Identificação da Redação
Para haver total isenção e imparcialidade na correção, os corretores não podem e não devem saber quem são os autores das redações e, por isso, as provas não devem estar identificadas com as assinaturas dos candidatos. Em alguns vestibulares, textos identificados são anulados automaticamente, isto é, nem ao menos são lidos pelos corretores. Portanto, para evitar anulações, os candidatos de todos os vestibulares, inclusive do Enem, não devem assinar suas redações.
6. Número Insuficiente de Linhas
No Enem, dissertações-argumentativas com menos de sete linhas são anuladas de maneira automática, assim como as identificadas. Por isso e para escrever um texto completo, com toda a sua estrutura presente e equilibrada, o candidato deve escrever mais do que sete linhas. Geralmente, uma dissertação-argumentativa completa contém, mais ou menos, 25 linhas. Em seus estudos, o candidato deve ter como objetivo, assim, escrever redações com uma média de 25 linhas ou que usem todas as linhas da folha definitiva, tomando cuidado, claro, para não ultrapassá-las.
Em alguns vestibulares, textos com até quinze linhas ou menos têm pontos descontados, já que este número de linhas não é suficiente para explorar adequadamente o tema da proposta de redação.
Atentando-se para estes seis pontos em sua preparação, o candidato estuda de uma maneira mais adequada e focada para atingir a nota máxima na redação do Enem.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

6 técnicas para ler mais rápido no Enem



1) Leia a questão antes do enunciado

Ao ler um texto, já sabendo qual a informação que deseja encontrar, você conseguirá ler mais rápido as partes que não fazem tanta importância para responder a questão, e com mais atenção o trecho que contém a informação desejada.

2) Leia mentalmente

É claro que, por ser um vestibular, você não poderá ler em voz alta. Entretanto, muitas pessoas têm o costume de ler baixinho ou mexendo a boca como se imitasse a fala. Essa ação retarda a leitura, já que seu cérebro precisa processar a informação e distribui-la aos músculos responsáveis pela fala.

3) Use a caneta para acompanhar a leitura

Ao fazer isso, você evita perder em qual ponto parou a leitura ou se confundir com as linhas, economizando tempo em caso de algum tipo de distração, como o aviso de tempo restante pelo fiscal ou algum barulho na sala.

4) Não se aproxime muito da folha

Evite ficar com os olhos muito próximos da folha. Mantenha uma boa postura na cadeira e leia de longe. Isso irá aumentar o seu campo de visão. Caso tenha alguma deficiência visual, como miopia ou astigmatismo, não esqueça de usar óculos adequados na prova. Se ainda não tem ou está com grau defasado, aproveite essas últimas semanas para procurar um médico e corrigir isso.

5) Não se mexa muito

Não mexa muito a cabeça ou os olhos para acompanhar a leitura. Ao fazer isso por horas, pode te causar enjoo, tontura ou embaraço da vista, o que, além de atrapalhar a leitura, pode comprometer todo seu desempenho na prova.

6) Não leia sem entender

De nada adianta as dicas acima se você ler mais rápido do que é capaz de interpretar. Se isso acontecer, você acabará tendo que ler uma segunda vez, o que fará perder ainda mais tempo. Por isso, treine essas técnicas ao estudar e fazer questões, para que, no dia do exame, você saiba qual o seu tempo ideal de leitura. 

InfoEnem

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Barroco


O período conhecido como Barroco, ou Seiscentismo, é constituído pelas primeiras manifestações literárias genuinamente brasileiras ocorridas no Brasil Colônia, embora diretamente influenciadas pelo barroco europeu, isto é, vindo das Metrópoles. O termo denomina genericamente todas as manifestações artísticas dos anos 1600 e início dos anos 1700. Além da literatura, estende-se à música, pintura, escultura e arquitetura da época.
"Vaidade" (sem data), de Domenico Piola

Contexto Histórico
Após o Concílio de Trento, realizado entre os anos de 1545 e 1563 e que teve como consequência uma grande reformulação do Catolicismo, em resposta à Reforma protestante, a disciplina e a autoridade da Igreja de Roma foram restauradas, estabelecendo-se a divisão da cristandade entre protestantes e católicos.
Nos Estados protestantes, onde as condições sociais foram mais favoráveis à liberdade de pensamento, o racionalismo e a curiosidade científica do Renascimento continuaram a se desenvolver. Já nos Estados católicos, sobretudo na Península Ibérica, desenvolveu-se o movimento chamado Contrarreforma, que procurou reprimir todas as tentativas de manifestações culturais ou religiosas contrárias às determinações da Igreja Católica. Nesse período, a Companhia de Jesus passa a dominar quase que inteiramente o ensino, exercendo papel importantíssimo na difusão do pensamento aprovado pelo Concílio de Trento.
O clima geral era de austeridade e repressão. O Tribunal da Inquisição, que se estabelecera em Portugal para julgar casos de heresia, ameaçava cada vez mais a liberdade de pensamento. O complexo contexto sociocultural fez com que o homem tentasse conciliar a glória e os valores humanos despertados pelo Renascimento com as ideias de submissão e pequenez perante Deus e a Igreja. Ao antropocentrismo renascentista (valorização do homem) opôs-se o teocentrismo (Deus como centro de tudo), inspirado nas tradições medievais.
Essa situação contraditória resultou em um movimento artístico que expressava também atitudes contraditórias do artista em face do mundo, da vida, dos sentimentos e de si mesmo; esse movimento recebeu o nome de Barroco. O homem se vê colocado entre o céu e a terra, consciente de sua grandeza mas atormentado pela ideia de pecado e, nesse dilema, busca a salvação de forma angustiada. Os sentimentos se exaltam, as paixões não são mais controladas pela razão, e o desejo de exprimir esses estados de alma vai se realizar por meio de antíteses, paradoxos e interrogações. Essa oscilação que leva o homem do céu ao inferno, que mostra sua dimensão carnal e espiritual, é uma das principais características da literatura barroca. Os escritores barrocos abusam do jogo de palavras (cultismo) e do jogo de ideias ou conceitos (conceptismo).

Temas frequentes na Literatura Barroca
- fugacidade da vida e instabilidade das coisas;
- morte, expressão máxima da efemeridade das coisas;
- concepção do tempo como agente da morte e da dissolução das coisas;
- castigo, como decorrência do pecado;
- arrependimento;
- narração de cenas trágicas;
- erotismo;
- misticismo;
- apelo à religião.        


www.soliteratura.com.br                           

sábado, 27 de setembro de 2014

Redação do Enem: há teses corretas e teses erradas?

O Enem está se aproximando e este é um bom momento para desmistificarmos algumas falácias acerca da sua prova de redação.
Uma ideia falaciosa que há muito tempo está entre alunos é a de que existem teses corretas, que devem ser colocadas em dissertações-argumentativas, e teses erradas, que devem ser evitadas. No que diz respeito ao Enem, muitos acreditam que teses que vão contra o Governo Federal não devem ser escritas, já que o exame é uma política pública de ensino e de acesso à universidade do Governo Federal.
Em vestibulares sérios e no Enem as bancas elaboradora e corretora não esperam uma determinada tese, já que qualquer opinião pode ser posta e defendida, desde que haja consonância entre a redação e a proposta e fundamentação consistente em argumentos e estratégias argumentativas.
Porém, isto não significa que toda e qualquer tese possui o mesmo peso em uma proposta de redação. Teses óbvias, pautadas no senso comum ou em preconceitos, por exemplo, não possuem um bom potencial, já que não são originais, são facilmente derrubadas e ferem os direitos humanos.
Assim, o candidato deve escolher uma tese defensável, mas que se distancie do senso comum, pois estas não demonstram uma adequada capacidade argumentativa. A tese ideal é aquela que se aprofunda no tema, desenvolvendo-o de uma maneira objetiva, mas completa; a tese ideal é aquela que explora o tema e o aproveita da melhor forma possível.
Elaborar teses a respeito de assuntos polêmicos ajuda a analisarmos e a refletirmos acerca dos nossos pontos de vista e do nosso embasamento argumentativo, já que o objetivo de uma dissertação-argumentativa é convencer o leitor.
Temas como descriminalização da maconha e demais drogas, legalização do aborto, diminuição da maioridade penal, casamento homoafetivo, racismo, preconceito religioso, estado laico etc estão em alta, principalmente neste período eleitoral, e devem ser tratados profundamente, sendo explorados em todas as suas instâncias e aspectos.
  • Você é a favor da descriminalização da maconha e demais drogas? Sim? Não? Por quê?
  • Você é a favor da legalização do aborto? Sim? Não? Por quê?
  • Você é a favor da diminuição da maioridade penal? Sim? Não? Por quê?
E por aí vai. Lembrem-se de pensar não apenas no seu principal argumento, mas também nos possíveis contra-argumentos para que haja o devido embate ideológico.

InfoEnem

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Entenda as diferenças dos porquês

  • Por que: Preposição por + pronome interrogativo que. Tem função de pergunta e equivale a Por qual razão? Por qual motivo?
  • Por quê: Deve ser empregado somente no fim da oração, tendo o mesmo significado de por que.
  • Porque: Conjunção utilizada para explicar ou mostrar a causa de algo citado anteriormente. Equivale a pois, já que.
  • Porquê: Substantivo masculino. Equivale a: o motivo, a razão, a causa.
Para fixar melhor o uso correto dessas palavras, veja a charge abaixo criada pelo ilustrador catarinense Alexandre Beck. Analise e relacione cada frase com sua respectiva explicação dada acima.
Imagem: Reprodução / Mundo Texto
Imagem: Reprodução / Mundo Texto
Ficou mais claro?
Veja que as primeiras frases são, respectivamente, uma pergunta (por que) e uma resposta (porque). Em seguida, a personagem realiza outra pergunta, só que dessa vez, com o por quê no final da frase, o que faz com a palavra receba acento circunflexo. Por último, porquê é utilizado como substantivo; observe que poderia ser substituído, sem perda de sentido, por: “O motivo eu não sei!”.


InfoEnem

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Psicologia de um vencido

Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênese da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.

Produndissimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância...
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.

Já o verme — este operário das ruínas —
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,

Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há-de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!

Augusto dos Anjos