domingo, 18 de janeiro de 2015

Aleivosia




Pensamento podre,
Sorriso falso,
Lábios da mentira.
Na igreja,
Joelhos doloridos,
Aos  amigos,
Castigo.
Aleluia, Senhor!
Crucifixo na mão;
 Ódio no coração.
Gente maculada,
Desalmada,
Que ainda te
Olha rindo,
Como se tu
Fosses um menino,
E quer te convencer
Que estás errado.
Ó, Deus, 
Cuida de meus irmãos!
Só se Ele te matar,
Pois és tu,
A cruel nesta nação.
Ó, morte, se tu
Tiveres  sorte,
Leva contigo
Essa de mente impura.
E a ti juro,
Que ajudo a carregar.

JSC

Opressão




Dia triste e chuvoso,
Rua longa e fria.
Nela , meio dela,
Apenas um homem,
Não um homem só;
Tinha um megafone.
Sozinho de outros
Que o ajudassem a gritar.
Havia outros homens:
Escondidos e amedrontados.
Apesar de não estarem na luta,
Também sofria a mesma agonia.
Povo, saia do esgoto!
Povo, a gente não é bobo!
Povo, grite de novo!
Ecoava a voz de apenas um homem,
Não um homem só;
Um homem sozinho de outros homens.

JSC


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Proposta de Redação


Além de não se esquecer das cinco competências, é de fundamental importância ter em mente um parâmetro de texto, isto é, ler e analisar dissertações-argumentativas que obtiveram boas notas, tanto no Enem quanto em outros vestibulares, auxilia a enxergarmos as inadequações e as lacunas em nossos textos. Vamos ver um exemplo de redação nota alta no Enem?

Todos reconhecem a riqueza da diversidade no planeta. Mil aromas, cores, sabores, texturas, sons encantam as pessoas no mundo todo; nem todas, entretanto, conseguem conviver com as diferenças individuais e culturais. Nesse sentido, ser diferente já não parece tão encantador. Considerando a figura e os textos acima como motivadores, redija um texto dissertativo-argumentativo a respeito do seguinte tema.
O DESAFIO DE SE CONVIVER COM A DIFERENÇA
Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender seu ponto de vista e suas propostas, sem ferir os direitos humanos.
A Necessidade das Diferenças
De acordo com a Teoria da Educação das Espécies, o que possibilita a formação do mundo como conhecemos hoje foi a sobrevivência dos mais aptos ao ambiente. A seleção natural se baseia na escolha das características mais úteis eEstas somente se originam a partir das diferenças determinadas por mutações em códigos genéticos com o passar do tempo.
Se no âmbito Biológico as variações são imprescindíveis à vida, no sociológico não é diferente. Uma vez todos iguais, seríamos atingidos pelos mesmos problemas sem perspectiva de resolução, já que todas as ideias seriam semelhantes.
A maioria das pessoas está inserida em um contexto social contudo grandes inovações se fazem a partir do reconhecimento da individualidade de seus integrantes. Assim, é de nossa responsabilidade respeitar nossos semelhantes independentes de sexo, raça, idade, religião, visto que dependemos mutuamente.
Obviamente nem todas as diferenças são benéficas. Por exemplo, a diferença entre classes sociais não poderia assumir tal demissão. Para somá-la (?), necessitamos de uma melhor distribuição de renda aliada a oportunidades de trabalho, educação e saúde para todos.
Devemos nos conscientizar de que somos todos iguais em espécie, mas conviver com as diferenças (por mais difícil que pareça), pois elas nos enriquecem como pessoas. Nossos esforços devem ser voltados contra discriminações anacrônicas e vis, como o racismo ou perseguições religiosas. Estas não nos levam a lugar algum, apenas nos desqualificam como seres humanos.
Em negrito, sinalizamos as correções das quais esta redação necessitava. Nosso objetivo em exibi-la é mostrar que textos com notas altas não são textos sem inadequações e desvios e sim textos com teses e argumentos bem definidos; desde que estas inadequações não atrapalhem a fluidez da leitura do texto de maneira integral, poucos descontos de nota serão pontuados.
A proposta de intervenção social, nesta redação, é o maior ponto fraco, pois aponta a importância da conscientização, mas não disserta sobre como esta conscientização pode ser alcançada pelas pessoas. Caso este texto tivesse sido escrito em outro vestibular, não haveria problemas, mas o Enem tem como quinta competência a elaboração de uma proposta de intervenção social detalhada, algo que ficou falho neste caso, mas não impediu uma boa nota, pois há uma proposta: a conscientização.

Competência na redação

COMPETÊNCIA 1 – Demonstrar o Domínio da Norma Culta da Língua
  • Domínio precário da norma culta, com graves e frequentes desvios gramaticais, de escolha de registro e de convenções da escrita.
  •      
  • Domínio razoável da norma culta, com desvios gramaticais, de escolha de registro e de convenções da escrita, pouco aceitáveis nessa etapa de escolaridade.
  •      
  • Bom domínio da norma culta, com pontuais desvios gramaticais e de convenções da escrita.
  •      
  • Muito bom domínio da norma culta, com raros desvios gramaticais e de convenções da escrita.
ASPECTOS DA NORMA CULTA A SEREM CONSIDERADOS:
A – Adequação de Registro
     
  • Formal/coloquial
  •      
  • Variante adequada ao tipo de texto e à situação de interlocução
B – Norma Gramatical
     
  • Sintaxe de concordância, regência e colocação.
  •      
  • pontuação
  •      
  • flexão
C – Convenções da Escrita
     
  • Escrita das palavras (ortografia/acentuação)
  •      
  • Maiúsculas e minúsculas
  • COMPETÊNCIA 2 – Compreender a Proposta de Redação e Aplicar Conceitos Das Várias Áreas de Conhecimento para Desenvolver o Tema, Dentro Dos Limites Estruturais Do Texto Dissertativo/ Argumentativo.
         
    • Desenvolvimento tangencial do tema e apresentação embrionária do tipo de texto dissertativo/argumentativo; ou desenvolvimento tangencial do tema e domínio razoável do tipo de texto dissertativo-argumentativo; ou desenvolvimento razoável do tema e apresentação embrionária do tipo de texto dissertativo-argumentativo.
    •      
    • Desenvolvimento razoável do tema, a partir de considerações próximas do senso comum e domínio precário do tipo de texto dissertativo.
    •      
    • Desenvolvimento razoável do tema e domínio razoável do tipo de texto dissertativo-argumentativo.
    •      
    • Bom desenvolvimento do tema, a partir de um repertório cultural produtivo e de considerações que fogem ao senso comum, e bom domínio do tipo de texto dissertativo-argumentativo.
    ASPECTOS A SEREM CONSIDERADOS:
         
    • Tema
    •      
    • Autoria: compreensão do tema, articulação de diferentes perspectivas para defesa de um ponto de vista
    •      
    • Utilização de conceitos de várias áreas
    •      
    • Citações, alusões, analogias, exemplificações, dados e informações
    •      
    • Estrutura
    •      
    • Introdução, desenvolvimento e conclusão
    •      
    • Encadeamento e progressão temática


    COMPETÊNCIA 3 – Selecionar, Relacionar e Interpretar Informações, Fatos, Opiniões e Argumentos Em Defesa de Um Ponto de Vista.
         
    • Apresenta informações, fatos e opiniões precariamente relacionados ao tema proposto
    •      
    • Apenas apresenta informações, fatos e opiniões, ainda que pertinentes ao tema proposto, ou limita-se a reproduzir os argumentos da proposta de redação
    •      
    • Seleciona informações, fatos, opiniões, argumentos pertinentes ao tema proposto, organizando-os e relacionando-os de forma pouco consistente em relação ao seu projeto de texto
    •      
    • Seleciona, organiza e relaciona de forma consistente, informações, fatos, opiniões e argumentos pertinentes ao tema proposto em defesa do ponto de vista defendido em seu projeto de texto.
    ASPECTO A SER CONSIDERADO: Coerência


    COMPETÊNCIA 4 – Demonstrar Conhecimento dos Mecanismos Linguísticos Necessários para a Construção da Argumentação.
    • Desarticulação das partes do texto.
    •      
    • Articulação precária das partes do texto, devido a problemas frequentes na utilização de recursos coesivos.
    •      
    • Articulação razoável das partes do texto, com problemas eventuais na utilização dos recursos coesivos.
    •      
    • Boa articulação das partes do texto, sem problemas graves na utilização de recursos coesivos.
    ASPECTOS A SEREM CONSIDERADOS:
         
    • Coesão lexical: sinônimos, hiperônimos, repetição, reiteração etc
    •      
    • Coesão gramatical: (uso de conectivos, tempos verbais, pontuação, seqüência temporal, relações anafóricas, conectores intersentenciais, interparágrafos, intervocabulares etc.)


    COMPETÊNCIA 5 – Elaborar Proposta de Solução para o Problema, Mostrando Respeito aos Valores Humanos e Considerando a Diversidade Sociocultural.
         
    • Não elabora explicitamente uma proposta
    •      
    • Esboça algumas ideias que podem ser o núcleo de uma proposta, respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural
    •      
    • Elabora proposta genérica de intervenção sobre a problemática desenvolvida, respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural
    •      
    • Elabora proposta específica, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural
InfoEnem

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Gírias em inglês

 

 

Gírias do Inglês Americano

CHILLAXING

» de boa, relaxando, morgando
  • He didn’t get that by chillaxing. He had to work hard for it. (Ele não conseguiu isso ficando de boa. Ele teve de ralar muito.)
  • I was at home chillaxing, you know. (Eu fiquei morgando em casa, tá ligado.)
  • But instead of chillaxing, Hannah Bukzin ’17 was sweating it out. (Mas ao invés de ficar de boa, Hannah Bukzin, 17 anos, estava dando um duro danado.)

CRAY-CRAY

» doidão, doidinho, malucão; maluquice, doideira
  • Did you see that new Ke$ha video where she has snails crawling on her face? Girl has gone cray-cray. (Cê viu o novo clipe da Ke$ha em que ela aparece com caramujos no rosto? A guria tá mó doidona.)
  • Are you really going there!? That’s cray-cray! (Você vai lá!? Isso é doideira!)

CRUNK

» da hora, demais, mó legal, show de bola
  • Dude, you shoulda been there last night – it was crunk. (Véi, cê tinha que ter ido lá ontem à noite – foi da hora.)
  • I wish my hair was as mega crunk as Cristina’s. (Eu queria que meu cabelo fosse assim show de bola que nem o da Cristina.)

DAT

» o mesmo que that (uma prova de que o ‘th’ está começando a ser pronunciado como ‘d’ em alguns cantos)
  • Hey, take a look at dat girl. (Ei, saca só aquela gata.)
  • Dat’s the craziest thing ever. (Essa é a coisa mais maluca que já vi.)
  • I want a piece of dat. (Eu quero um pedaço disso.)

FOREVS

» para sempre, uma eternidade (o mesmo que forever)
  • It’ll take them forevs to do that. (Vão levar uma eternidade para fazer isso.)
  • I’ll be with you forevs. (Vou ficar com você para sempre.)
  • Forevs is that kind of thing they thing it’s a word but it isn’t. (Pracempre é aquele tipo de coisa que eles pensam ser uma palavra mas não é.)

GRIND

» ralação (relacionado ao fato de estar fazendo extremamente difícil)
  • I’m on that midterms grind. I have to study hard, bro! (Tô na maior ralação das provas semestrais. Tenho de estudar pra cacete, parceiro.)
  • We were on the grind from 5 in the morning till the sun goes down. (A gente ficou na ralação das 5 da manhã até o sol sumir.)

KILLIN’ IT

» arrasando, mandando bem, botando pra quebrar
  • OMG I totally was killin’ it on the dance floor. (PQP Eu tava super arrasando na pista.)
  • Keep up the good work, girl! You’re killing it! (Continue assim, guria! Você está mandando bem!)
  • He must be killing it. (Ele deve estar arrasando.)

MAD

» muito (o mesmo que very)
  • Dat’s mad awesome, G. (Isso é muito legal, véi.)
  • It’s mad cold outside. (Tá frio pra cacete lá fora.)
  • That was mad expensive. (Isso foi muito caro.)

OFF THE CHAIN

» da hora, o bicho, show de bola
  • The party was really off the chain, G. (A festa foi show demais, véi.)
  • The Alpha Beta Omega party last night was off the chain. (A festa dos Alfa Beta Omega ontem à noite foi o bicho.)
  • Dat purse you bought is totes off the chain. (Aquela bolsa que você comprou e super da hora.)

TOTES

» totalmente, completamente (o mesmo que totally)
  • I’m totes doing that, G. (Eu vou muito fazer isso, véi.)
  • I totes want to go to the mall ’cause I totes needa purchase new heels. (Eu quero muito ir ao shopping pois tô precisando muito de um sapato novo) [heels = sapato de salto alto]
  • Totes! (Totalmente!)


inglesnapontadalingua

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

O significado por trás de dez termos tecnológicos

Bluetooth
No século 10, o rei escandinavo Harald Gormsson ficou conhecido por unir toda a Escandinávia por seu dente. Relatos afirmam que o dente era tão podre, que chegava a ser azul, o que tornou o rei conhecido e fez ele "cair no gosto do povo". Assim, o monarca recebeu o apelido de "blue tooth" (em inglês, "dente azul") e mais tarde, foi escolhido por Jim Kardach, desenvolvedor da Intel, para nomear a tecnologia sem fio da empresa.
Spam
Você pode não conhecer, mas durante anos, Spam era o nome de uma marca de carne enlatada que era encontrada facilmente, mas não era muito apreciada pela maioria das pessoas. Tanto foi que o grupo de humor Monty Phyton resolveu fazer uma esquete em que a palavra era repetida várias vezes por garçonetes, clientes e até mesmo um grupo de Vikings.
Como a maioria dos fãs do grupo eram os primeiros usuários de serviços como AOL, Prodigy e MUD, eles usavam a palavra "spam" em chats para se referir a pessoas que criavam macros para repetir a mesma coisa diversas vezes, entupindo as salas de bate-papo. Foi só mais tarde, nos anos 90, que os usuários resolveram adotar o termo para designar e-mails indesejados.
Troll
Tem o costume de falar "que troll" ou dizer que alguém foi "trollado"? Bom, se você já teve contato com o folclore escandinavo do século 17 ou outros tipos de ficção, pode achar que troll é uma criatura fictícia que seria anti-social, briguenta e de raciocínio lento.
Na verdade, a origem da palavra é muito mais antiga e deriva do verbo inglês "trolling", que significa uma técnica de pesca que consiste em arrastar lentamente um anzol de um barco em movimento.
Google
O nome "Google" vai muito além de um conglomerado de serviços, aplicativos e produtos. Ele deriva do termo matemático "googol", que responde por um número representado pelo numeral um seguido de 100 zeros. Quando Larry Page e Sergey Brin criaram a empresa, a ideia era uma metáfora na qual o buscador fosse capaz de armazenar uma quantidade aparentemente infinita de informações na internet.
Hack
Muito antes de surgirem os hackers, a palavra "hack" significava, em inglês, durante o ano 1200, um corte bruso ou truque inteligente. Foi só em 1975 que a palavra "hacker" apareceu no The Jargon File, um glossário para programadores. O termo possuía oito definições, sendo que o último designava alguém que fosse um "intrometido malicioso que tenta descobrir informações confidenciais".
Hashtag
Tem o costume de falar "hashtag" para designar o símbolo #? Pois saiba que, linguisticamente, está errado. O símbolo de jogo da velha em inglês é conhecido como "hash sign" e a palavra "hashtag" significa o símbolo precedido de de um termo.
Uma curiosidade que você provavelmente não conhece ou não se lembra é que antigamente, o símbolo # era conhecido como sinal de libra no Reino Unido e como sinônimo de número nos Estados Unidos. No segundo caso, era muito comum ouvir frases como "Mãe, você é a #1" ou "Me passa seu #"?
Emoji
Com origem japonesa, a palavra "emoji" vem dos caracteres japoneses çµµ (e = imagem) æ–‡ (mo = escrita) å­— (ji = personagem). Ela foi criada pelo japonês Shigetaka Kurita em 1999 para símbolos como ":)". Além disso, Kurita foi responsável pelos 250 primeiro emojis que conhecemos hoje, no entanto, como sua antiga empresa Docomo não foi capaz de obter copyright para sua invenção, a Apple "roubou" a ideia e incluiu em seus produtos.
Mouse
Em 1950, o usuário Douglas Engelbart resolveu criar um dispositivo que prometia melhorar o uso dos computadores, especialmente porque eles eram do tamanho de um quarto e só podiam ser acessados por uma pessoa de uma vez. Como o termo CAT (que em inglês, signigica na tradução literal, "gato") foi designado para o cursor de uma tela, Engelbert resolveu dar um companheiro para ele e chamou o acessório de mouse (em inglês, rato").
Cookies
A origem do termo cookies na tecnologia é uma metáfora e tanto. Para quem não sabe, "cookies" responde pelo conjunto de informações armazenadas pelo navegador, como senhas e nomes de usuários. Quando programadores resolveram achar um nome para designar esses dados, eles tiveram a ideia de compará-los com biscoitos da sorte chinês. Isso porque enquanto o biscoito salva fortunas dentro de seus conselhos, o programa também salva informações muito valiosas.
Bug
Quem sabe falar inglês sabe que "bug" significa "inseto". E parece que foi mesmo um inseto que foi responsável pelo surgimento no termo na tecnologia. Isso porque uma teoria de 1947 afirma que quando Grace Hopper, pioneiro da programação, estava trabalhando no computador Harvard Mark II, seu trabalho foi suspenso pela presença de uma mariposa que ficou presa no relay, um dos componentes do equipamento. O computador teve de ser reiniciado e daí, surgiu o termo "debugging".
Vale comentar, no entanto, que há quem acredite que o surgimento da palavra esteja em Thomas Edison, que em seus cadernos de anotações chegou a usar a palavra "bug" para descrever um sistema que não funcionava direito.

Olhar Digital

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Por que você não volta para a igreja?


Um homem encontra uma fiel da igreja, a qual ele frequentou por alguns anos.

-  Por que você não volta a frequentar  a igreja?
- Mas, por quê?
- Deus está lá.
- E os que deveriam servi-lo também estão realmente lá?
- Sim.
- Tem certeza?
- Tenho.
- Então, ou Deus mudou ou a doutrina mudou.
- Por quê?
- O prédio da igreja pode ser o mesmo, mas a doutrina e a reverência com Deus, nesta igreja, estão muito longe da qual frequentei por muito tempo...
- Mas, nosso foco é Cristo.
- Pois bem, agora você respondeu corretamente minha pergunta. Se nosso foco é Cristo, a igreja que você frequenta não está obedecendo seus ensinamentos.  
- Por quê?
- Querida, não é a igreja que vai me salvar. Por isso, sentirei mais confortado longe dessa podridão, que coloca uma bíblia embaixo do braço, passa o tempo todo dizendo `amém`, usa minissaia, roupa transparente, enche os lábios de batom, usa pulseiras, anéis, toma bebida alcoólica, transa antes do casamento, trambiqueiro... pois, sou mais feliz assim: não indo a esta igreja, assim não escandalizo; procuro ser justo com os outros, ajudo o próximo, amo a todos... além do mais, não finjo ser uma coisa dentro da igreja, enquanto lá fora ser outra completamente diferente.
- É... acho que alguma coisa tem que mudar; senão eu não vou mais pra essa igreja também.

JSC


sábado, 3 de janeiro de 2015

Vento



Abri a porta do apartamento.
Achei que era você,
Mas era o vento
Que veio me chamar
Pra te procurar.
Olhei pra trás
E vi a tristeza lá dentro,
Que insistia em ficar.
Ela foi minha companheira
O dia todo e a noite inteira.
Então dessa vez, eu vou mudar.
Precisava de força,
O vento veio me dar.
Precisava de uma rota,
Ele veio me ensinar.
Vento , vamos atrás dela
Em todo lugar.
Na praça, na academia,
Ou até mesmo em uma mesa de bar.
Vento, esse amor está acabando comigo;
Preciso logo a encontrar.
Sei que pisei na bola,
Pelo seu perdão vou implorar.
Vento,  já andei a cidade inteira
E não consigo encontrar.
E agora o que faço,
Pra esse amor me perdoar?
Vento, por que está me levando pra casa?
Vento, vamos outra rota encontrar?
Abri a porta do apartamento,
Encontrei meu amor lá dentro
De onde nunca mais sairá.
Pedi perdão;
Aprendi  que é teu meu coração.
Viveremos nossas vidas,
Não deitarei mais em outro colchão.

 JSC