domingo, 21 de abril de 2013

QUANTO VOCÊ ESTUDA?



Muitos alunos, diante de notas fracas, perguntam: por que estudo tanto e tiro notas baixas? essa tem sido uma das perguntas mais frequentes em nosso meio.
Ora, estudar tem que ser tomado como um hábito, um dever, não como uma obrigação; por isso, entre o desejo de aprender e a obrigação de estudar tem feito a diferença. Então, diante desse grande dilema, o aluno tem que se educar, mudando alguns hábitos para obter melhores notas.
O fato  não é só o QUANTO você estuda, mas sim COMO e ONDE você estuda. Primeiro, selecione um lugar de sua casa que possa estudar, se possível estude só nele; faça sempre, se possível, no mesmo horário todos os dias. Escolha uma disciplina por vez e, quando for estudar, coloque sobre a mesa apenas o material NECESSÁRIO da disciplina que vai estudar. Limite seu horário em, no máximo, duas horas diárias (se necessitar estude mais). Se achar que duas horas diárias é muito tempo e cansativo para você, então comece por meia hora e vá aumentando gradativamente. 
Anote tudo que tiver dúvida ou não conseguiu fazer. No dia da aula, peça esclarecimento ao professor antes que ele prossiga o assunto.
Lembre-se: a cama foi feita para dormir e não para estudar. Evite estudar deitado!
                             
                                                                                              Joerlândio Cordeiro

O HOMEM DOS SONHOS



--Mãe
--Que é?
--Encontrei o homem de meus sonhos!
--Que bom!
--Ele é maravilhoso!
--Diga mais!
--Tem um bom carro, zero quilômetro!
--Só?!
--Tem uma empresa  de ônibus!
--Interessante!
--Tem olhos azuis, alto, forte...
--Solteiro?
--Totalmente desimpedido!
--O que ele disse?
--Ele disse para mim que um dia ainda iria encontrar também a mulher dos sonhos dele.
--Então, é melhor você acordar e ir logo lavar essas roupas!!

Joerlândio  Cordeiro

UM LINDO ÍNDIO


Um dia lindo,
Um lindo índio,
Indo à Índia
Na ida e vinda
 Da linha,
Ainda
Lia a Ilíada.


                                                             Joerlândio Cordeiro






sábado, 20 de abril de 2013

PRONOMES DE TRATAMENTO





Pronomes de tratamento
Abreviatura
Singular
Abreviatura
Plural
Usados para:
Você
V.
VV.
Usado para um tratamento íntimo, familiar.
Senhor, Senhora
Sr., Sr.ª
Srs., Srª.s
Pessoas com as quais mantemos um certo distanciamento mais respeitoso
Vossa Senhoria
V. S.ª
V. Sª.s
Pessoas com um grau de prestígio maior. Usualmente, os empregamos em textos escritos, como: correspondências, ofícios, requerimentos, etc.
Vossa Excelência
V. Ex.ª
V. Ex.ªs
Usados para pessoas com alta autoridade, como: Presidente da República, Senadores, Deputados, Embaixadores, etc.
Vossa Eminência
V. Em.ª
V. Em.ªs
Usados para Cardeais.
Vossa Alteza
V. A.
V V. A A.
Príncipes e duques.
Vossa Santidade
V.S.
       -
Para o Papa.
Vossa Reverendíssima
V. Rev.mª
V. Rev.mªs
Sacerdotes e Religiosos em geral.
Vossa Paternidade
V. P.
VV. PP.
Superiores de Ordens Religiosas.
Vossa Magnificência
V. Mag.ª
V. Mag.ªs
Reitores de Universidades
Vossa Majestade
V. M.
V V. M M.
Reis e Rainhas.
Observação importante:
# O pronome de tratamento concorda com o verbo na 3ª pessoa. Por exemplo:
Vossa Senhoria está feliz.

O EU POÉTICO

Precisamos estabelecer as diferenças que demarcam o eu poético e o autor, haja vista que o primeiro foi criado para expressar as ideias do segundo.
O texto poético deve apresentar características indispensáveis, tais como: subjetividade, emoção, lirismo, entre outras. Partindo desse princípio, levantamos um questionamento que se mostra relevante: haveria um ponto de contato, uma semelhança, enfim, uma afinidade, entre quem escreve (no caso, o autor) e o enunciador de um poema, ou seja, a voz que fala, que se expressa dentre desse?
Assim, analisemos as palavras de um renomado crítico, Yves Stalloni, fazendo referência à concepção do eu lírico:
[...] O lirismo é a emanação de um eu – que o romantismo gostava de confundir com a pessoa do poeta, mas que pode se apagar por detrás de uma de suas personagens. 
STALLONI, Yves. Os gêneros literários. Rio de Janeiro: Difel, 2001, p. 151.
Por meio delas, dá-se a entender que não podemos confundir tais elementos, haja vista que autor é quem cria, notadamente, e o eu poético representa um ser criado para expressar as emoções intuídas pela autoria do poema.
Quando lemos uma poesia, além de sabermos que se trata de um texto diferente daqueles que contêm início, meio e fim, damos atenção a outros detalhes e nos perguntamos se toda aquela emoção expressa pelas palavras é constituída pelo próprio autor ou se pertence a outra pessoa.
Quando falamos “eu poético” estamos nos referindo à voz que se expressa dentro do poema, ou seja, aquela voz responsável por nos transmitir sentimentos e emoções. 
 O eu poético é a voz que fala, que expressa sentimentos dentro do poema; e autor é quem o cria.

DEUSA PROIBIDA



Na fúria da beleza,

A natureza construiu

Diversos monumentos,

Mas há um em que me contento

Em todo esse infinito,

Entre eles o mais bonito:

És tu quem mais admiro.


Despojada em cabelos pretos,

Cintura bela,

Que lindas pernas!

Mulher, o que te falta mais?!


Pele linda e macia,

Jeito meigo e sorridente,

Voz suave e eloquente.


Estou completamente perdido.

Fui abduzido, talvez seduzido.
Entendo, deusa-mulher,

Que  é um amor proibido.



Mas desafio o perigo,

Prefiro assim  fazer

Do que aos poucos  morrer

E nunca ter coragem de dizer

Tudo o que há em mim.


Fingindo não ser assim

Sofreria muito mais

Nas lembranças de um belo passado.

Nesse tempo todo afastado

Do teu corpo inteiro desgarrado

Não consegui  nem  teu cheiro esquecer.


Assim me provocas sem quereres me provocar.

Infinita ilusão!

Até quando essa situação

Conseguirei aguentar?!


Às vezes tímida,  delicada
De beijos ardentes, direta e compreensiva,

Apaixonada, romântica e devotada.

Caminharei com mágoa,

Se ao longo da estrada

Deste amor proibido,
Um pouco não ser correspondido.
Manterei  para sempre, 
Meu amor, tudo escondido.


Joerlândio Cordeiro


quinta-feira, 18 de abril de 2013

GRANDES PENSADORES DA EDUCAÇÃO


O que pensou
Anísio Teixeira pensava a educação escolar como um direito que deveria ser estendido a toda a população, o que demandaria escolas gratuitas de todos os níveis de ensino. Além disso, acreditava que a educação seria o meio para acabar com as diferenças sociais existentes na sociedade brasileira.
Frase
“A educação e a sociedade são dois processos fundamentais da vida, que mutuamente se influenciam.”
De 1900 a † 1971

O que pensou

Brousseau elaborou reflexões no campo da Educação Matemática, visando explicar suas dimensões epistemológicas, cognitivas e sociais. Em seus estudos destacou a relação entre alunos e professores, as condições e a forma pela qual o conhecimento matemático pode ser aprendido. Sua teoria também inovou ao defender que o erro é fundamental para o aprendizado.

Frase

"O aluno não só deve comunicar uma informação como também precisa afirmar que o que diz é verdadeiro dentro de um sistema determinado"

O que pensou

Expoente máximo da escola progressiva americana. Para Dewey, o pensamento não existe isolado da ação. A educação deve servir para resolver situações da vida e a ação educativa tem como elemento fundamental o aperfeiçoamento das relações sociais.

Frase

“O professor que desperta entusiasmo em seus alunos conseguiu algo que nenhuma soma de métodos sistematizados, por mais corretos que sejam, pode obter”; 
“A meta da vida não é a perfeição, mas o eterno processo de aperfeiçoamento, amadurecimento, refinamento”

O que pensou

Elaborou os “Códigos da Modernidade”, que são sete competências mínimas para a participação produtiva e a inserção social do ser humano no século 21. Para desenvolvê-los, o ensino deve ser contextualizado, o que significa tratar de assuntos que fazem sentido na vida dos alunos.

Frase

“A escola tem a obrigação de formar jovens capazes de criar, em cooperação com os demais, uma ordem social na qual todos possam viver com dignidade”

O que pensou

Foi o primeiro a formular a pedagogia como uma ciência: organizada, abrangente e sistemática. Sua estrutura teórica se baseia numa filosofia do funcionamento da mente, o que a torna duplamente pioneira: por seu caráter científico e por adotar a psicologia aplicada como eixo central da educação.

Frase

“A pedagogia mostra os fins da educação; a psicologia, o caminho, os meios e os obstáculos”; 
“Virtude é o nome que convém ao objetivo pedagógico em sua totalidade. É a idéia da liberdade interior convertida em realidade permanente numa pessoa

quarta-feira, 17 de abril de 2013

POR QUE AVALIAR?



Seu filho vai ser avaliado. Não importa qual seja a série, a escola ou o sistema de ensino: ele receberá uma nota - nem sempre boa - por seu desempenho. Mas isso é mesmo necessário? Sim, dizem os especialistas, a avaliação é a melhor maneira de medir o rendimento do aluno. Mas ela é mais do que isso: também pode revelar ao professor se o método de ensino que ele está utilizando é eficiente. 

Agora, atenção: avaliação não é igual a prova. Há muitas maneiras de ver se o conteúdo foi aprendido que não passam necessariamente pelos exames, chamadas orais e outros "cabeludos" que tanto assustam os estudantes. Alguns exemplos: atividades em sala, trabalhos em grupo e individuais, pesquisas, lição de casa. E provas, claro. 
A avaliação mede o nível de aprendizado de cada aluno e também busca identificar possíveis problemas no método de ensino. Isto quer dizer que ela não serve apenas para aprovar ou reprovar: a avaliação deve detectar as facilidades e as dificuldades de aprendizagem que possam ser acompanhadas em longo prazo. "A nota informa a família, o aluno, mas deveria informar principalmente o professor, para permitir o acompanhamento: mostrar precisamente o que o aluno sabe; o que falta saber; e, portanto, o que precisa ser ensinado", diz o professor Ocimar Munhoz Alavarse, da Faculdade de Educação da USP. 
É por isso que o Conselho Nacional de Educação recomenda que a avaliação dos alunos seja contínua e cumulativa. Afinal, uma nota isolada nem sempre contém a informação necessária ao professor, isto é, a medida precisa de quanto o aluno realmente sabe.

                                                                                                                                      Marina Pastore