sexta-feira, 16 de maio de 2014

Os maiores problemas do professor hoje

Atratividade e formação são os dois maiores problemas da docência no país. Sem desatar esse nó, fica difícil avançar


Formação inicial desvinculada da prática. Formação em serviço frágil. Longas jornadas de trabalho. Violência. Indisciplina. Turnos excessivos. Muitos alunos. Falta de apoio da gestão. Infraestrutura deficiente. A lista de problemas dos professores brasileiros é longa, mas a questão de fundo é uma só: o país precisa de uma ampla reforma educacional. "Não temos uma politica nacional para a docência", afirma Amábile Mansutti, coordenadora técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), em São Paulo.

Países como a Finlândia e a Coréia do Sul têm propostas consolidadas, que contemplam não apenas o salário dos profissionais, mas também planos de carreira bem estruturados, boa formação inicial e em serviço e ambientes de trabalho de qualidade. O resultado dessas medidas pode ser comprovado pela posição dessas nações em rankings como a do Pisa. Já no Brasil, onde não há uma política voltada aos docentes, os resultados continuam ruins, ano após ano. E a ausência de uma politica de Estado traz impactos já na atração e retenção dos profissionais.
Importância do Professor Especial Importância do Professor
Matérias especiais para você entender a importância do professor na sala de aula e como valorizar essa profissão.
Entre os jovens, a docência é vista como uma opção mal remunerada e cheia de problemas. Desvalorizada, ela é opção profissional de apenas 2% dos alunos do Ensino Médio, segundo pesquisa da Fundação Carlos Chagas (FCC) sob encomenda da Fundação Victor Civita (FVC). Hoje, o magistério atrai alunos com baixo rendimento acadêmico. "Em geral, eles fazem parte das camadas menos favorecidas da população. São os primeiros da família a chegar ao ensino superior e acreditam que dar aulas é uma opção segura, pois sempre há postos de trabalho", explica Marli André, professora da Pontifica Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), que pesquisa formação há 30 anos.

Outra questão crucial diz respeito à formação que esses jovens recebem ao ingressar no curso superior. O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de Pedagogia, de 2008, indica que 14% dos cursos apresentam desempenho insuficiente. Apenas 3% foram considerados excelentes. Além disso, a maioria dos currículos não contempla as questões práticas da sala de aula. A ênfase recai sobre saberes teóricos distantes da realidade, enquanto as metodologias de ensino e as didáticas de cada disciplina são negligenciadas. Segundo o estudo da FFC e da FVC, apenas 28% das matérias se referem à formação profissional específica. Depois da formatura, os problemas não se encerram. Não há planos de carreira que contemplem o desenvolvimento profissional, a fixação do docente em uma escola, a formação em serviço atrelada à oportunidades de estudo e de reflexão sobre a prática.

O resultado dessa conjuntura fica escancarado nas pontuações dos alunos brasileiros em exames como o Saeb e a Prova Brasil.

Educar Para Crescer

quarta-feira, 14 de maio de 2014

UMA BOA AULA

O professor olha para trás e se pergunta: eu aprendi com a aula de hoje? Se o professor também aprendeu, então a aula valeu a pena. 
JSC

domingo, 11 de maio de 2014

TALVEZ

Talvez, quando meu silêncio for maior que o seu.
Talvez, quando não escutar o sussurro  meu.
Talvez, quando a solidão te fizer companhia.
Talvez, quando seu corpo precisar de um abraço.
Talvez, quando você quiser meu rosto no seu.
Talvez, quando seus lábios quiserem os lábios meus.
Talvez, quando você  quiser voltar.
Talvez, quando talvez a gente se amar.
Talvez, quando talvez me encontrar.

A dúvida e o tempo muitas vezes seguem em caminhos opostos.
(JSC)

sábado, 10 de maio de 2014

Certeza



Quando este corpo repousar,
Quem  cobrirá?
Quem chorará?
O que dirá?
Por que dirá?
Alguns passos para trás, 
Já não lembrará.
E, se lembrar, o que dirá?
Perecerá  todo o corpo,
Em pó tornará toda a carne:
Pobre e rico, coxo, cego
Professor,  Juiz,  analfabeto.
Quando chegará?
Católico, espírita ou cristão,
Honesto,  desonesto, certinho ou não.
Todos na mesma barcaça, alguns ontem,
Outros hoje, e amanhã eu e você, meu irmão.

(JSC)

Uma foto pro FACE



- Peraí, mulher... mais uma foto!
- Essa tá boa!
- Tá nada. Fiquei feia demais!
- Não, mulher. Vou tirar mais não!
- Por quê?!
- Já tirei dez fotos, e tu não gostasse de nenhuma.
- É porque ficou feia!
- Então, a gente vai ter que mudar a tua cara!

Rssss

(JSC)

segunda-feira, 5 de maio de 2014

EU E VOCÊ APENAS


Passamos o dia todo e quase a noite toda juntos. Que prazer COMPARTILHAR esses momentos ao seu lado. Sabe, eu acho que aprendi alguma coisa com você. Ainda bem que você não me exige nada porque eu só quero CURTIR. Adoro COMENTAR suas ideias. Acho que estou viciada em você. Esqueço de fazer as refeições; quando faço, esqueço de lavar as louças, de limpar a casa, até de cuidar de mim mesma... enfim, minha casa vira um lixo, mas eu te amo, meu FACEBOOK. (JSC)

sábado, 26 de abril de 2014

OBRIGADO(A): é o suficiente

Na hora de agradecer a um elogio, não tente enfeitar. Apenas agradeça com um " (muito) obrigado(a)" ou "obrigado(a) pelo elogio".
Veja os exemplos:
1º)
- Como você está linda!
- Obrigada. (são seus olhos)
>>> Se alguém diz que você está linda, é lógico que ele vê pelos olhos. Então, pra que dizer "são seus olhos"?
2º)
- Como você está cheirosa!
- obrigada. (é o seu nariz)
>>> Se você não diz "é o seu nariz", então por que dizer "são seus olhos"?
3º)
- Que voz linda você tem!
- Obrigado. (são seus ouvidos)
>>> Você não diz "são seus ouvidos", não diz "é o seu nariz", então não dirá "são seus olhos".
Por isso, elimine de seus agradecimentos "são seus olhos".
>>> Não há como rejeitar a expressão "é muita gentileza sua". Cuidado para não sair por aí com esta expressão em todo ou  em qualquer  momento.

(JSC)

quarta-feira, 23 de abril de 2014

ENTREVISTA DE EMPREGO


- O que você gosta de ler?
- Não gosto. Mas, às vezes, olho "revista de novelas".
- Qual o seu site preferido?
- Facebook.
- Qual seu telejornal preferido?
- Não assisto nenhum telejornal; só novela. Mas gosto do Brasil Urgente.
- Qual o seu programa de televisão favorito?
- O Pânico.
- Tá empregada. Mas aguarde um pouco que o caminhão de limpeza de fossa tá chegando.
- Pra quê?
- Pra fazer uma limpeza no seu cérebro.
(JSC)

terça-feira, 15 de abril de 2014

SALAS CHEIAS DE MENTES VAZIAS



Infelizmente, a profissão de professor está cada vez  mais árdua.  Uma grande parcela dos alunos não quer "discutir" assuntos relevantes em sala. Falar de assunto supérfluo (futebol, novela, namoro de "a" ou "b", programas sem cunho educativo, entre outros) pode ser mais divertido, emocionante, atraente... nada de  assunto realmente importante para eles da atualidade vai atrair profundamente.
Nossas salas estão pobres de alunos antenados ou/e críticos nas questões políticas e sociais do nosso país. Nossos alunos não assistem a um bom Jornal, não gostam de MPB, não se interessam por literatura, não acessam sites de assuntos educativos.  
O professor, muitas vezes, fica refém dessa situação. "Algemado" por essa letargia mental, tenta ao máximo de suas forças trazer um pouquinho de informação e  tornar sua  aula um pouco mais `rica`... contudo, também, depara-se com um alunado de leitura artificial, isto é, não consegue ler as `entrelinhas`; apenas o básico. Muitos  apenas leem o suficiente para fazer uma avaliação.
O resultado está aí no índice de reprovação na Enem, principalmente em redação, com um número alto de alunos com nota zero. Nossas escolas estão com salas cheias de mentes vazias.

`Quem só curte uma `Xuxa` não tem como discutir um `Zé Ramalho`.

Joerlândio Cordeiro

segunda-feira, 14 de abril de 2014

MUDANÇA




Amo demais este, porém, infelizmente já não dá mais para mim.
Fiz de tudo por ele e com ele com muito carinho.
Quando descolou, colei.
 Quando  rasgou-se, costurei. 
Quando  sujo,  lavei. 
Suportou-me por muitos caminhos que percorri
Entre pedras, areia, mato, lamaçal...
Foi meu companheiro por um longo período.
Mas o tempo passou, ele ainda está lá.
Eu o amo.
Mas não dá para mim;
Tenho que substituí-lo.
Ele ainda me suporta,
Mas  aperta-me,  machuca-me, faz-me sofrer.
Ele não é culpado, sou eu que cresci e mudei.
Adeus, meu par de sapato.

Joerlândio Cordeiro

sexta-feira, 28 de março de 2014

JARDIM DOS PARASITAS


Algumas pessoas são como parasitas que vivem no jardim das mentiras, escondendo-se embaixo das sombras de flores da falsidade, germinando contendas e discórdias; alguns lindos na presença e, nas escondidas,  apodrecem as raízes dos que levaram muito tempo para crescer.

 (Joerlândio Cordeiro)

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

SEPARAÇÃO DE AMIGOS (na escola)

"Meu amigo não está mais na minha classe". "A professora me mudou de lugar". "Minha turma não é mais a mesma". Queixas como essas são comuns entre as crianças, especialmente no começo de cada ano letivo. Mas por que será que as escolas misturam os grupos, separam amigos ou, por vezes, colocam alunos que já brigaram em uma mesma equipe para fazer trabalhos? São várias as respostas possíveis para essa pergunta: busca de uma maior integração entre as crianças, tentativa de resolver conflitos e de obter um melhor rendimento escolar.
Não existe uma receita pronta que diga o que é certo e o que é errado na formação de turmas ou definição de grupos de trabalho. Cada escola tem os seus métodos e os pais podem - e devem - procurar o colégio para entender esses critérios e com isso ajudar os filhos a superar eventuais problemas que surjam por conta das mudanças. Veja abaixo alguns motivos que levam à separação de turmas ou de amigos na escola:

1-"Misturar" as turmas para maior integração
Pode parecer contraditório, mas às vezes é preciso separar para conseguir maior união. Em escolas com várias classes do mesmo ano, a estratégia de "misturar" os alunos formando novas turmas é uma maneira de fazer com que todos se conheçam e de tentar diminuir os problemas causados pelas "panelinhas".
"No sexto ano, procuramos formar as turmas agrupando alunos que já estudavam juntos em outras escolas, para que eles se sintam melhor ambientados no novo colégio. Mas a partir do sétimo ano misturamos os alunos com o objetivo de criar grupos mais homogêneos e para que todos se conheçam melhor", explica Onofre Rosa, coordenador pedagógico do Colégio Bandeirantes, de São Paulo, que tem seis turmas em cada ano a partir do Ensino Fundamental 2.

Na formação das novas turmas são levadas em consideração também as notas dos alunos. "Cada sala terá tanto alunos que passaram com notas máximas quanto aqueles que passaram com notas mínimas. Isso para não fazer diferenciação entre sala mais forte ou sala mais fraca", diz Onofre.
2-Separar para conseguir maior rendimento
Amigos, amigos, estudos à parte. Nem sempre estar com os amigos na hora de aprender é o melhor para obter um bom rendimento. Às vezes basta separar amigos na hora de fazer um trabalho para conseguir um melhor comprometimento dos alunos. "Em algumas ocasiões, os professores permitem que os alunos escolham livremente suas duplas ou grupos de trabalho. Em outras situações, eles determinam essa configuração para garantir maior eficácia na realização da atividade, pois nem sempre bons amigos trabalham produtivamente", diz Ana Cláudia Smaira, coordenadora pedagógica do Ensino Fundamental 1 do Colégio Santa Cruz, em São Paulo.

Mas há situações em que o melhor é mudar turmas inteiras para conseguir um melhor rendimento. É o que faz o Colégio Bandeirantes com os alunos do Ensino Médio. "Nessa fase os alunos já têm personalidade mais definida e mais maturidade. Por isso montamos turmas por desempenho acadêmico. As salas com menor rendimento têm menos alunos para que os professores possam acompanhá-los mais de perto. Já as salas de melhor rendimento ficam com maior número de alunos", diz Onofre Rosa, coordenador pedagógico do Colégio Bandeirantes.
 
Veja mais
3. Separar para unir meninos e meninas
4. Mudar de lugar para conseguir mais atenção
5. Separar amigos e unir desafetos para resolver conflitos

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

BLOODY

Como gíria ou expressão de uso comum, bloody é usada em vários contextos. No geral, costuma ser usada para expressar ênfase ao que está sendo dito:
  • It’s bloody hot today. (Tá quente pra cacete hoje.)
  • That’s a bloody good idea. (Mas que ideia genial do cacete.)
  • It’s bloody cold out there. (Tá frio pra p*rra lá fora.)
  • Where’s the bloody car? (Cadê a m*rda do carro?)
  • It’s bloody raining again. (Já tá chovendo de novo.)
  • Don’t be so bloody stupid. (Não seja tão ridículo.)
  • I can’t see a bloody thing in here. (Não tô vendo b*sta nenhuma aqui.)
  • I had a bloody good time last night. (Me diverti pra caramba ontem a noite.)
  • Stop beeing so bloody arrogant. (Larga mão de ser tão arrogante.)                                                                                                                                          
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