sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Redação X Cursos de Exatas e Biológicas


Alunos de todas as regiões do Brasil se perguntam e questionam seus professores sobre os conteúdos de cada disciplina escolar passados em sala de aula e cobrados pelo Enem e pelos vestibulares. Eu mesma, durante toda a minha trajetória escolar, como sempre gostei mais e me saía melhor nas matérias humanas, questionava meus professores de matemática, química e física do porquê estudar aquilo se eu nunca iria usar, já que pensava em cursar Direito, mas no fim cursei Letras.
Tirando a minha impertinência juvenil, muito se tem discutido acerca do currículo da educação básica no Brasil e, portanto, do que deve e/ou pode ser ensinado nas escolas brasileiras e, assim, ser cobrado em exames para o ingresso na universidade. Este debate sempre esteve presente entre educadores, mas tomou maiores proporções com o lançamento, em 2014, do Plano Nacional da Educação (PNE) que foi aprovado por meio da Lei 13.005 assinada pela Presidente da República Dilma Rousseff.
O PNE terá uma vigência de 10 anos e lista uma série de metas para a educação brasileira que devem ser atingidas no fim deste prazo. Dentre universalizar, até o fim de 2016, a Educação Infantil, o Ensino Fundamental de nove anos e o Ensino Médio, alfabetizar todas as crianças até o 3º ano do Ensino Fundamental e oferecer ensino integral em, pelo menos, 50% das escolas públicas do país, está a meta da base curricular comum com direitos e objetivos de aprendizagem para cada aluno do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.
Obviamente que cada professor irá incentivar o ensino e o aprendizado de conteúdos de suas disciplinas, o que não é diferente nesta coluna de redação, já que vários alunos que prestam cursos nas áreas das exatas e das biológicas, por exemplo, questionam a obrigatoriedade da prova de redação e de Língua Portuguesa.
correção redação
Todos nós, independente do curso que faremos na graduação e do emprego que teremos ou que já temos, podemos e devemos nos expressar adequadamente por meio da nossa língua materna, tanto na modalidade oral quanto na modalidade escrita. Infelizmente, por ser uma seleção massacrante, os grandes vestibulares precisam avaliar todos os candidatos em uma mesma prova (exceto alguns menores que realizam provas específicas para candidatos a Medicina, por exemplo, com conteúdos mais próximos ao curso como química e biologia e provas de redação com temas específicos) e aí está a necessidade de se realizar provas de produção textual com um único tema para todos os candidatos.
Mesmo em vestibulares especiais há propostas de redação, isto é, os candidatos devem ser avaliados, classificados e selecionados por meio de uma prova de leitura e escrita: leitura do tema e da proposta de redação como um todo e escrita de um determinado tipo textual ou gênero, no caso do vestibular da Unicamp, por exemplo, que exige a produção de dois gêneros.
A língua e a linguagem são de todos para todos e fazem parte do dia a dia de todos os cidadãos, independentemente se trata-se de um químico ou de um historiador: todos, em algum momento do dia, precisam escrever algo, desde uma mensagem eletrônica até um relatório.
Dados de alguns grandes vestibulares, como a Fuvest e o da Unicamp, mostram que os candidatos com maiores notas em redação são aqueles que disputam vagas nos cursos mais concorridos, como Medicina e Engenharias, ou seja, são aqueles que são das exatas e das biológicas, mas que sabem que devem se preparar o melhor possível. Assim, devemos dar valor à nossa língua e à linguagem e perceber os benefícios de saber ler e escrever bem, de modo adequado a cada situação comunicativa.

InfoEnem

Escolas Literárias Brasileiras – Pré-Modernismo


A Escola Literária desse período é a Parnasiana, contudo esta já não representava o contexto social da época e era chamada pelos idealistas modernos de “literatura sorriso”. Portanto, os movimentos de contestação por uma revolução artística, em todos os seus aspectos, se tornaram intensos e viáveis.
Vários escritores brasileiros assumiram uma postura mais crítica diante dos problemas sociais. Apresentavam, portanto, novas vertentes estilísticas e temáticas em nossa literatura. O avanço científico e tecnológico no início do século XX trouxe novas perspectivas à humanidade, criando um clima de conforto e praticidade com suas invenções. A literatura era vasta nos primeiros anos deste século, com poetas desde os parnasianos e simbolistas, até aqueles que escreviam sobre política e detalhes de sua região. A fase pré-modernista marca a transição literária entre o simbolismo e o modernismo.

Contexto histórico:

  • Consolidação da República (Construção de um país mais justo e moderno).
  • Conflitos sociais: Guerra da Vacina, Guerra do Contestado, Cangaço e Revolta da Chibata.
  • Industrialização.
  • Urbanização.
  • Imigração europeia.
  • Surgimento do proletariado.

Principais características do Pré-Modernismo no Brasil

  • Abordagem de problemas sociais brasileiros (desigualdade, conflitos, pobreza, exclusão social e política).
  • Regionalismo: valorização dos aspectos culturais de diversas regiões.
  • Estética literária marcada por valores do naturalismo.
  • Uso de linguagem coloquial.
É importante ressaltar que por não se tratar de uma escola literária, mas sim de um período de transição, as características acima não estão presentes nas obras de todos os escritores pré-modernistas. Cada escritor possui seu próprio estilo e suas próprias temáticas de destaque.

Principais autores Pré-modernistas

  • Euclides da Cunha (Os Sertões).
  • Lima Barreto (Triste Fim De Policarpo Quaresma, Recordações Do Escrivão Isaías Caminha, O Homem Que Sabia Javanês).
  • Monteiro Lobato (Urupês, Cidades Mortas).
  • Graça Aranha (Canaã).
  • Augusto dos Anjos (Eu) – traz elementos pré-modernos no conteúdo, embora sua linguagem esteja mais para realismo/naturalismo e é considerado também um poeta simbolista e parnasiano pela estrutura formal (sonetos).

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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

4 Dicas Para Melhorar sua Capacidade de Memorização



  1. Procure, na medida do possível, contextualizar o que está tentando gravar.
    Por mais que seja uma tentativa de memorizar de forma totalmente mecânica uma repetição ou alguma sequência de nomes, faça pequenas leituras para contextualizar o mínimo possível o conteúdo. Essa atitude pode criar alguns atalhos para que sua memória consiga buscar mais facilmente as informações quando for preciso. Por exemplo: Estudou a taxonomia dos seres vivos? Que tal ler algum artigo sobre quando foram feitas tais divisões? Ou ainda, quem foram os responsáveis?

  2. Faça suas memorizações sempre que estiver tranquilo
    Nada de decorar conteúdos em momentos de estresse. Afinal, a decoreba já não é algo muito interessante. Imagine tentar realizá-la com outras preocupações na cabeça. A chance de sucesso é muito baixa.

  3. Apenas repetir não funciona. Faça algumas associações e, de preferência, divertidas!
    Vários estudos já revelaram que a pura repetição não ajuda muito. Associar o que está tentando fixar à alguma situação engraçada é um caminho bastante interessante. Tal habilidade requer treino, é verdade. Mas depois de “pegar o jeito”, sua capacidade de memorização aumenta significativamente. Sabe aquelas pessoas que conseguem decorar sequências enormes de cartas, por exemplo? Elas usam esse método! Inclusive, diversos professores de cursinhos utilizam muito essa técnica, inventando músicas ou piadas da matéria para seus alunos. Portanto, não se acanhe e abuse da criatividade!

  4. Escreve e rabisque.
    Dica simples, mas que pode ajudar um pouco. Caso esteja tentando memorizar alguma informação sem nenhum dos artifícios anteriores, ao menos coloque isso no papel! Escrever uma fórmula duas ou cinco vezes é mais eficiente que apenas lê-la dez vezes.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Escolas Literárias Brasileiras – Simbolismo


Para dar continuação aos estudos sobre Linguagens e Códigos apresentamos mais uma escola literária. Dessa vez veremos a última escola que se apresentou no fim do século XIX, o Simbolismo, que foi um movimento literário surgido na França, na mesma época que nascia a pintura impressionista, como reação à poesia do parnasianismo e a poesia naturalista.
simbolismo
Os poemas simbolistas distinguiam-se por apresentar uma visão de mundo subjetiva, simbólica e espiritual, pela atitude reflexiva e afetiva, pela valorização da musicalidade verbal, da sutileza estética e da sugestão. Entre as características do simbolismo estão o uso de figuras de linguagem (metáfora, sinestesia e personificação) e a religiosidade(consequência da vocação para a espiritualidade).
Como vimos nos artigos anteriores, os movimentos artísticos fazem rupturas e retomadas, rompendo com determinados modelos da estética anterior e retomando marcas formais e temáticas de outras escolas anteriores. Os poetas parnasianos orientavam-se por objetividade, cientificismo e racionalismo em oposição aos subjetivos e inspirados poetas românticos. Já os poetas simbolistas aliaram a paixão pela estética e a preocupação formal dos parnasianos à subjetividade e a busca pela totalidade dos românticos.
Os simbolistas buscavam a realidade transcendental revelando seu desconforto em relação ao mundo exterior, marcado pelo materialismo, pelo Positivismo, pela ciência. Para os simbolistas, a beleza estava na sugestão, no mistério, no absoluto etéreo, na força do inconsciente. O eu lírico do simbolismo busca instituir a realidade do sonho, a fantasia e o misticismo por meio da investigação dos sentidos e da maximização das sensações.
Os poetas simbolistas brasileiros mais conhecidos foram Alphonsus de Guimarães, Cruz e Souza, Pedro Kilkerry e Mário Pederneiras. Abaixo, um trecho do poema “Violões que choram”, de Cruz e Souza, com aliteração (figura de linguagem – repetição de consoantes iguais ou de sonoridades semelhantes):
Vozes veladas, veludosas vozes,
Volúpia dos violões, veladas vozes,
Vagam nos velhos vórtices velozes,
Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.

InfoEnem 

domingo, 9 de agosto de 2015

Crase

Crase ‘pra’ que?
Antes de chegar a uma resposta para essa questão, vamos esclarecer um ponto importante:
Crase NÃO é o acento que colocamos sobre o A!
Então, é o quê, afinal? Bem, para entender o conceito, vamos fazer uma ‘regressão’ para conhecer a origem do termo:
CRASE vem da palavra grega κράσις (krásis), que significa ‘fusão’, ou seja, a junção de elementos e, no caso específico da Língua Portuguesa, a junção de duas vogais iguais. Pode ocorrer ao longo da evolução das palavras (num recorte diacrônico do idioma), como observamos na passagem de algumas palavras do Latim ao Português:
Color> coor> cor (pela fusão dos dois ‘o’)
Ou ainda num recorte sincrônico (observando só a versão atual do idioma), quando ‘encavalamos’ as duas vogais e pronunciamos só uma:
“Querida amiga” acaba sendo pronunciado “queridAmiga” – essa é a crase no plano da sonoridade.
Existe também a crase na poesia. Quando separamos as sílabas poéticas de um verso (a chamada ‘escansão’ do verso), pode ocorrer de duas vogais, uma tônica e uma átona, de palavras diferentes, ficarem na mesma sílaba. Observe estes versos de Vinícius de Moraes:
(…) Mai/o/r a/mor/ nem/ mai/s es/tra/nho e/xis/te
Que o/ meu/, que/ não/ so/sse/ga a/coi/sa a/ma/da (…)
Aqui temos duas crases, o final de ‘sossega’ que ‘gruda’ no artigo ‘a’ e o final de ‘coisa’ que emenda com o início de ‘amada’.
Agora, a crase que tira o sono de muita gente é a crase gramatical. Essa pode ser a fusão:
  • da preposição A com o artigo A; ou
  • da preposição A com o pronome demonstrativo A; ou ainda
  • da preposição A com a primeira letra dos pronomes demonstrativos AQUELE(S)/ AQUELA(S)/ AQUILO.
Podemos então responder à (crase!) pergunta inicial, ou melhor, reformular a pergunta inicial e então responder:
Acento grave ‘pra’ quê? Para indicar que ali existem duas letras iguais que se fundiram e passamos a escrever e a pronunciar como se fosse somente uma (sim! Pronunciamos como uma só!!! Não fale ‘vou AA feira’, pois já fundimos as duas justamente para ‘economizar o esforço’ de pronunciar duas coisas iguais!)
Esclarecidos os fundamentos – a diferença entre o conceito e o acento, já estamos aptos a passar para os casos práticos… na próxima semana!

InfoEnem

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Como se escreve?

1. Manteguera – a forma correta é “manteigueira”. A vogal “i” é omitida na pronúncia, mas está na palavra original (manteiga) e no sufixo “eira”, que indica local.
2. Xuxu – o correto é “chuchu”.
3. Apartir – deve vir separado, sem crase nem acento agudo: “a partir”. Assim como “a gente” (no sentido de “nós”).
4. Esteje – o certo é “esteja”. O professor já constatou o mesmo erro com os verbos “ser” (“seje” em vez de “seja”, o correto) e até “ter” (que vira “teje”, em vez da forma correta “tenha”).
5. Menas –  “menos” é sempre com “o”.

Gramática Para Quê?

capim o comeu boi 

É claro que você entendeu a minha mensagem aí em cima, certo? Não? Ora, mas as palavras que eu queria dizer estão todas ali! Por que será que você não compreendeu? Será um problema seu? Ou meu?
Bem, o problema é da frase: nela falta uma ordem lógica (a sintaxe), que estabelece o ‘rumo’ da mensagem, a função e o significado dos termos, em linguagem técnica, falta o que se chama ‘gramaticalidade’. E que diabos é ‘gramaticalidade’?
Segundo o dicionário Houaiss, é “característica de uma sentença gramatical, ou seja, aquela que foi gerada pelas regras da gramática de uma língua”.
Isso quer dizer que não é possível apenas amontoar as palavras de qualquer jeito para construirmos nossas mensagens. Com isso concorda Othon Moacir Garcia, ao afirmar que: “Nossa liberdade de construir frases está, assim, condicionada a um mínimo de gramaticalidade – que não significa apenas nem necessariamente correção (há frases que, apesar de, até certo ponto, incorretas, são plenamente inteligíveis). Carentes da articulação sintática necessária, as palavras se atropelam, não fazem sentido – e, quando não há nenhum sentido possível, não há frase, mas apenas um ajuntamento de palavras.”1
“Então preciso saber de cor todas as regras da Gramática para escrever bem?” você poderá perguntar. E a resposta é “Não necessariamente!” Se eu afirmasse que sim, seria o mesmo que garantir que após decorar toda a Gramática do italiano, por exemplo, eu estaria habilitado a sair por aí me comunicando em italiano e sabemos que isso não acontece. Só o conhecimento da Gramática ou a aplicação automática das suas regras não garante a produção de um bom texto, mas podemos dizer que a gramática é o esqueleto do idioma.
Fazendo uma analogia com a construção civil: alguém pode até levantar uma casa apenas assentando tijolo sobre tijolo e colocando um telhado por cima, mas sem os cálculos estruturais, possivelmente a obra iria ao chão mais cedo ou mais tarde. A Gramática é essa estrutura que serve para manter firme a mensagem e comunicar claramente para o receptor (leitor ou ouvinte) aquilo que temos em mente.
Outro exemplo? Compare as frases abaixo:
O mecânico cheirava a gasolina.
E
O mecânico cheirava à gasolina.
O que dizer delas? Ambas erradas? Ambas correta? Uma certa e outra errada?
Acertou que disse que ambas estão corretas. Mas elas não dizem a mesma coisa. Para informar que o mecânico sentia o cheiro da gasolina eu não uso o acento de crase, mas para dizer que o mecânico exalava o odor da substância, eu preciso acrescentar o acento. E é a Gramática que vai me ajudar a decidir.
Nesta coluna, nosso objetivo não é fornecer as regras da Gramática, pois isso pode ser obtido em qualquer bom livro sobre o assunto. A intenção é abordar as principais dificuldades que surgem no momento em que estamos redigindo, além de mostrar a aplicação prática de alguns tópicos que geralmente são abordados nas aulas de gramática de maneira isolada, sem sentido para o aluno na maior parte das vezes.

Por Margarida Moraes

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

A Estética da Redação no Enem

Primeiramente, gostaria de agradecer pelo carinho e apoio que recebi de alguns leitores por conta do falecimento de minha avó: muito obrigada! Foi muito bom ler palavras tão doces.
Em nossa coluna sobre a redação no Enem, abordamos questões complexas como organização, planejamento, cumprimento do tema, domínio da dissertação-argumentativa, coesão, coerência, norma culta da Língua Portuguesa, fluidez e por aí vai. Assim, algumas vezes, nos esquecemos de prestarmos atenção em detalhes estéticos que podem parecer banais, mas que no fundo também contribuem muito para com um bom desempenho em uma prova de produção textual.
Desde o momento em que somos alfabetizados, a professora do Ensino Fundamental nos lembra de escrevermos com letra legível, a não sujar a folha do caderno (algumas até proíbem o uso de corretivos quando os alunos passam a escrever à caneta), a rasurar o menos possível o texto, a obedecer as margens e as linhas e a respeitar o limite de linhas imposto.
Tudo isso pode parecer bobagem ou ter menos importância, mas na realidade conta muito e diz bastante sobre o autor de uma redação. A letra legível, de fôrma, técnica ou cursiva, é fundamental para que o leitor compreenda o que está escrito e em uma situação de avaliação oficial, como no Enem e nos demais vestibulares, é essencial para que a correção seja feita integralmente, pois o corretor não tem todo o tempo de mundo para tentar adivinhar o que está escrito se a letra não é legível; ele simplesmente vai pular aquela palavra indecifrável e seguir em frente.
Treinar Redação
Já as questões da sujeira e das rasuras dizem respeito ao cuidado e à atenção empregadas pelo candidato no momento da escrita da redação. Muitas pessoas, pelo nervosismo, ansiedade e pressa, acabam escrevendo errado por pura falta de atenção, o que acarreta em perda de pontos na competência número um que avalia o domínio da norma culta da língua em sua variedade escrita formal. Além disso, eventuais sujeiras e rasuras podem atrapalhar a leitura do corretor, assim como a letra ilegível, e não é possível fazer mais nada se ambos os corretores tiveram dificuldades para ler o texto.
Em relação à obediência às margens da folha definitiva, é curioso como muitos candidatos não aproveitam todo o espaço disponibilizado ao não escrever até o fim da margem direita, o que pode acarretar em outro grave problema: extrapolar o limite de 30 linhas. Corretores de vestibulares são orientados pela banca elaboradora a não considerarem o que está escrito além do limite estipulado e textos que ultrapassam as 30 linhas, escrevendo nas margens, no verso da folha ou embaixo serão muito prejudicados. Sabemos que, dependendo do tema, a vontade é a de escrever sobre muitas coisas e mostrar conhecimento, mas aqui planejamento e organização são fundamentais.
Outro detalhe que muitos se esquecem: o texto deve ser escrito à tinta, ou seja, à caneta. Textos escritos à lápis não são corrigidos em vários vestibulares e em concursos públicos.

infoEnem

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Escolas Literárias Brasileiras – Parnasianismo


Dando continuidade aos estudos de Literatura para o caderno de Linguagens e Códigos do Enem, abordaremos a escola literária do século XIX, o Parnasianismo, que teve seu marco inicial no Brasil em 1882, com a publicação de “Fanfarras” de Teófilo Dias.
É preciso ressaltar que diferentemente do Realismo e Naturalismo que abordam temas com crítica à realidade, o parnasianismo representou na poesia um retorno ao clássico, o princípio do belo na arte, a busca do equilíbrio e a perfeição do formal.
parnasianismoOs parnasianos acreditavam que a arte reside nela mesma e não no mundo exterior. Estudando as escolas literárias, percebe-se que o homem está sempre rompendo com o que considera ultrapassado e propondo algo “novo”. Esse “novo” tem algumas de suas características no Arcadismo. Em oposição à revolução romântica, formou-se na escola parnasiana novos valores artísticos, que desejavam restaurar a poesia clássica que os românticos rejeitaram.
O Movimento Parnasiano distancia-se da realidade e não tem como objetivo artístico tratar de problemas sociais e humanos e sim, alcançar a perfeição na sua construção: rimas, métrica, equilíbrio, imagens e vocabulário culto. Com referências a personagens da mitologia e o equilíbrio formal, o conteúdo dessa arte não passava de uma pintura artificial com o objetivo de ganhar prestígio entre as classes letradas da sociedade brasileira. A letra do Hino Nacional Brasileiro, escrita por Joaquim Osório Duque Estrada, segue o estilo parnasiano, o que justifica a presença de uma linguagem culta e inversões sintáticas, que dificulta a compreensão.

Principais características da poesia parnasiana

  • Quanto à forma: busca da perfeição formal, descrições, soneto, vocabulário culto.
  • Quanto ao conteúdo: objetivismo, racionalismo, apego ao tradicionalismo clássico, presença da mitologia greco-latina, universalismo, arte pela arte.

Principais autores e obras

  1. Olavo Bilac (Poesias-1888, Crônicas e novelas-1894, Crítica e fantasia-1904, Tratado de Versificação- 1910).
  2. Raimundo Correia (Primeiros Sonhos-1879, Sinfonias-1883, Poesias-1898).
  3. Alberto de Oliveira (Meridionais-1884, Céu, Terra e Mar- 1914, O culto da Forma na Poesia Brasileira-1916).

Análise de Questão Sobre Variações Linguísticas no Enem


Vimos que as variações linguísticas podem ocorrer por diversos fatores. Desta forma, é importante para o vestibulando em fase de preparo para o Enem conhecer e saber identificar estas modificações. Para demonstrar a atualidade do conteúdo, selecionamos uma questão do caderno de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias do Enem de 2014. A questão foi resolvida e comentada pela professora Margarida dos Santos Marques Moraes, que possui graduação e mestrado em Letras pela Universidade de São Paulo (USP).
Enem 2014 – Caderno Rosa – Questão 100
Óia eu aqui de novo xaxando
Óia eu aqui de novo para xaxar

Vou mostrar pr’esses cabras
Que eu ainda dou no couro
Isso é um desaforo
Que eu não posso levar
Que eu aqui de novo cantando
Que eu aqui de novo xaxando
Óia eu aqui de novo mostrando
Como se deve xaxar

Vem cá morena linda
Vestida de chita
Você é a mais bonita
Desse meu lugar
Vai, chama Maria, chama Luzia
Vai, chama Zabé, chama Raqué
Diz que eu tou aqui com alegria

BARROS, A. Óia eu aqui de novo. Disponível em: www.luizluagonzaga.mus.br. Acesso em: 5 maio 2013 (fragmento).
A letra da canção de Antônio de Barros manifesta aspectos do repertório linguístico e cultural do Brasil. O verso que singulariza uma forma característica do falar popular regional é:
a) “Isso é um desaforo”.
b) “Diz que eu tou aqui com alegria”.
c) “Vou mostrar pr’esses cabras”.
d) “Vai, chama Maria, chama Luzia”.
e) “Vem cá morena linda, vestida de chita”


RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS
Alternativa C
A letra da música remete ao universo nordestino já no início, quando menciona o xaxado, ritmo originário do interior de Pernambuco, cujo nome alguns estudiosos atribuem ao som do arrastar dos pés durante a execução da dança. Além disso, no verso transcrito na alternativa C, encontra-se o termo cabra, empregado na região como sinônimo de ‘indivíduo’.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Curso Gratuito Para Professor

Todos os cursos desta lista são grátis, mas alguns cobram para emitir certificado ou para fornecer alguma vantagem para o interessado; outros emitem certificados gratuitos.

  • Portal do Professor - Oferece 13 cursos para professores e gestores e que são realizados pelo MEC ou por instituições parceiras.