terça-feira, 20 de maio de 2014

Cachorra no cio




Ela é jovem demais e  foge  como uma cadela no cio, que foge de muitos cachorros. Ela quer, mas tem medo. Tem medo do desejo do cachorro. Tem medo do cachorro. Se fosse apenas um desejo, não teria tanto medo, mas o cachorro tem muitos desejos.

Ela finge estar doente, quando percebe a vontade nos olhos do cachorro; assim  mostra-se indiferente a tanto desejo. Ela vê a vontade no corpo dele, ela sente vontade, que cachorra não sentiria, já que esta está no cio. Nunca  antes teve  um cachorro. Assim,  suporta suas ânsias com tamanho sofrimento  que a leva a sonhar por longo período. 

Deita, rola, range os dentes, saliva, uiva; cachorra determinada. Espanta, late, morde o pretendente para afastá-lo. Muitas vezes constrangido e intimidado com a situação, ele fica distante por alguns minutos e, como nada quer, aos poucos vai se aproximando daquela que finge não o vê, não está nem aí.  Tudo volta como estava antes.

Agora experiente,  já deitada, ela olha ao redor. É só mais um cachorro  que entra, que a cerca, que sente seu cheiro,  que a toca e a convida para o ato, porém não precisa mais convidar, ela já está preparada para a festa. Já conheceu muitos outros cachorros.  Seus desejos, então, são muitos. Um só cachorro não dá.  Ela precisa de  matilhas  para sobreviver, para pagar suas contas.

Joerlândio Cordeiro

Redação - Dez possíveis temas no ENEM

Atire o primeiro livro que nunca apostou todas as suas fichas num tema para a redação do ENEM. Anualmente aparecem nas redes sociais e nas salas de aula possíveis temas, os quais não passam de meros palpites. Em 2013, o maior exame do mundo (!) surpreendeu a todos enfocando a Lei Seca e suas implicações na sociedade brasileira, num momento em que a mistura álcool e direção não mais atraía atenções da mídia como em anos anteriores.
Tendo isso em vista, é salutar “tentar adivinhar” a proposta de redação já que os palpites instigam os estudantes a se informar cada vez mais sobre os assuntos mais votados. No entanto, deve-se opinar com propriedade, o que só é possível analisando toda a trajetória do ENEM (de 1998 a 2013) e levando em consideração um aspecto relevante: tal exame sempre enfoca um problema social da realidade brasileira, o que potencializa o número de possibilidades, afinal, problemas não nos faltam.
Nesse sentido, segue uma lista das 10 grandes apostas de possíveis “candidatos” ao tema sobre o qual irão dissertar provavelmente mais de sete milhões de pessoas. Com base no contexto sociocultural brasileiro, foram selecionadas problemáticas que, se não forem escolhidas este ano, provavelmente serão nos seguintes. Vamos à leitura?
1: Problemas educacionais: a educação ainda não apareceu como tema de redação do ENEM, por isso é uma das grandes apostas. Podem figurar na proposta a carência na qualidade da formação de crianças e adolescentes, os resultados insuficientes em exames internacionais (em relação a português e matemática), a destinação de 75% dos “royalties” do petróleo para esse setor (medida eficaz?) e a elevada taxa de analfabetismo funcional, embora o Brasil tenha atingido a universalização do acesso ao ensino básico.
2: Envelhecimento da população e os novos desafios: redução da população em idade economicamente ativa, o que exige novas políticas públicas acerca da previdência, da saúde e do trabalho.
3: Mobilidade urbana: uso de transportes alternativos, precariedade das estradas, crescimento exponencial de venda de automóveis, insatisfação da população quanto aos transportes atuais.
4: Reforma política: repulsa aos partidos políticos e necessidade de modificar a política brasileira, tendo em vista o descontentamento do eleitor e o descrédito no voto como mola propulsora de evolução social.
5: Manifestações populares: causas, consequências, impactos do ativismo digital,  legado para o Brasil (o que muda de fato após os protestos?).
6: Direitos das minorias na sociedade: crianças e adolescentes (questão da maioridade penal, da negligência afetiva), idosos, homossexuais, dependentes químicos (questão da internação involuntária), obesos e pessoas com deficiências (questão da acessibilidade).
7: Expansão da classe média: novos desafios referentes à ascensão social, como necessidade governamental de ofertar serviços públicos de qualidade a uma população cada vez mais exigente e importância de um novo plano de previdência social.
8: Lixo na sociedade de consumo: como lidar com o descarte de resíduos na natureza e quais as perspectivas para solucionar tal questão, tendo em vista que tende a se agravar no futuro.
9: Igualdade de gênero: como garantir igualdade de direitos numa sociedade marcada por resquícios patriarcais, em que a mulher, a despeito de ingressar na vida profissional, acumula funções no trabalho e em casa e ainda ganha menos que o homem, ocupando os mesmos cargos.
10: Desigualdade econômica: conquanto o Brasil esteja obtendo êxito na erradicação da miséria (e seja a sétima economia mundial), ainda existe discrepância entre os muito economicamente favorecidos e os desfavorecidos.
InfoEnem (adaptado)

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Cidade do Terror





Chão sujo,
esburacado chão,
escura rua,
hospital abandonado,
povo esquecido,
representante escondido,
grito e mais grito de um sindicato de luta, 
escola paralisada,
aluno em casa,
filho na rua,
mãe preocupada,
enfermeiro do medo,
gente de segredo,          
médico sem temor,
cidade do terror...
Dó de ti, meu amor!
Tá te matando esse senhor.  
(JSC)

domingo, 18 de maio de 2014

Conheça as melhores estratégias para uma sessão de estudos para o Enem

Alguns dias atrás postamos um artigo contendo três técnicas de estudo obrigatórias para quem vai prestar o Enem, as quais devem ser aplicadas ao longo de todo o ano de preparação. Na ocasião, citamos o constante acompanhamento e atualização dos principais acontecimentos no Brasil e no mundo, a escrita de uma redação por semana e também a realização de simulados e resolução de provas anteriores do exame.
No texto de hoje traremos as principais estratégias para que você aplique em cada sessão diária de estudo. Fazer resumos, grifar as palavras / frases mais importantes e fazer associações com músicas ou objetos para otimizar a memória podem até ajudar, mas certamente não são as práticas mais eficientes para fixar os conteúdos abordados.
Veja na lista abaixo os métodos que são comprovadamente mais eficazes durante suas horas de estudo e preparação para o Enem e qualquer outro concurso ou prova desta grandeza.
Auto-explicação – Basicamente consiste na prática de, durante a leitura e aprendizado de um novo processo ou conteúdo, fazer pequenas pausas e explicá-lo para si mesmo e com suas próprias palavras. Esta técnica é mais eficiente para conteúdos teóricos (que não envolvem cálculos) e, de acordo com alguns estudos, é mais efetiva se aplicada durante o aprendizado, e não após o término do estudo.
Prática distribuída de estudos – Nada mais é do que a elaboração de um cronograma de estudos no qual cada disciplina será abordada com uma determinada frequência, intercalando-se com as outras. Trazendo para um exemplo prático, esta estratégia prega que você NÃO deve estudar matemática isoladamente durante uma semana, sendo que o ideal é estudá-la uma ou duas vezes neste período, fazendo o mesmo com as outras disciplinas. Algo que pode ajudar muito a seguir este método é a criação de um cronograma de estudos. Se você ainda não fez o seu, saiba como aqui.
Realização de listas de exercícios e testes práticos – Esta é, seguramente, a mais eficiente das estratégias deste texto. Utilizar apenas os recursos anteriores durante uma sessão de estudo não surtirá muito efeito se você não aplicar este último. Para fixar, de fato, uma matéria ou conteúdo estudado, é necessário resolver listas de exercícios e testar seus conhecimentos sobre o assunto. Obviamente tal prática deve vir acompanhada, no mínimo, de um gabarito para que você possa fazer a correção e entender o que e onde errou. Essa técnica é de suma importância para todas as disciplinas, mas em especial para ciências exatas. Quanto mais você praticar, mais irá se aperfeiçoar em cada conteúdo.

InfoEnem

Redação no Enem: Verossimilhança


A verossimilhança – qualidade do que é verossímil, isto é, verdadeiro, possível, plausível; o que possui ligação, nexo, harmonia; coerência – é um aspecto de fundamental importância na literatura em geral (com exceção da ficção científica e da literatura fantástica por serem gêneros que exploram, justamente, o inimaginável e, portanto, possuem licença poética para tal; porém, é importante enfatizar que mesmo entre elementos fantásticos é necessário haver verossimilhança) e nos textos que aprendemos na esfera escolar – tipos e gêneros – pois o que escrevemos deve ser possível, plausível e ter nexo, ou seja, sentido para o leitor.
A coerência, portanto, não deve ser uma preocupação apenas em relação ao interior da redação – coerência interna, isto é, entre as partes e os parágrafos do texto – mas também em relação ao mundo exterior, a qual chamamos de coerência externa.
Em narrativas, devemos tomar cuidado ao desenvolvermos os acontecimentos da história e as atitudes dos personagens; por exemplo, caso seja narrado algo que aconteceu na década de 1950, todo o texto deve ser coerente com esta época. O mesmo vale para histórias narradas nos dias atuais. Certa vez, um aluno escreveu em sua narrativa que “a mulher levou o filho ao hospital SUS para ele ser atendido”; pelo visto, este estudante não sabia que SUS é o Sistema Único de Saúde do Governo Federal e não um único hospital que chama-se SUS. Além de ser inverossímil, esta afirmação mostra o quanto este aluno não conhece o sistema público de saúde brasileiro.
Já em dissertações-argumentativas, como é o caso do Enem, a verossimilhança deve também estar presente em toda a redação, desde as estratégias argumentativas (exemplos, dados, números etc) até os argumentos em si. Construir a argumentação em cima de afirmações falsas ou inverossímeis é prejudicial a todo o texto, pois este fica sem credibilidade.
Na prova de redação específica do Enem, a verossimilhança também deve ser uma preocupação no momento de elaborar a proposta de intervenção social, já que esta deve ser algo plausível, praticável e possível. Escrever uma solução impraticável em todos os sentidos demonstra uma incapacidade do candidato de pensar em algo que possa, realmente, ser realizado e obter resultados positivos. Além de verossímil, a proposta de intervenção social deve respeitar os direitos humanos; não adianta nada ser algo possível se não for plausível perante a ética.

InfoEnem

REDAÇÃO - Erros que devem ser evitados

 REDAÇÃO - Erros que devem ser evitados:  Erros/descuidos que você deve evitar quando for escrever suas  redações. Leia com atenção e lembre-se deles sempre que estiver com o pape...

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Os maiores problemas do professor hoje

Atratividade e formação são os dois maiores problemas da docência no país. Sem desatar esse nó, fica difícil avançar


Formação inicial desvinculada da prática. Formação em serviço frágil. Longas jornadas de trabalho. Violência. Indisciplina. Turnos excessivos. Muitos alunos. Falta de apoio da gestão. Infraestrutura deficiente. A lista de problemas dos professores brasileiros é longa, mas a questão de fundo é uma só: o país precisa de uma ampla reforma educacional. "Não temos uma politica nacional para a docência", afirma Amábile Mansutti, coordenadora técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), em São Paulo.

Países como a Finlândia e a Coréia do Sul têm propostas consolidadas, que contemplam não apenas o salário dos profissionais, mas também planos de carreira bem estruturados, boa formação inicial e em serviço e ambientes de trabalho de qualidade. O resultado dessas medidas pode ser comprovado pela posição dessas nações em rankings como a do Pisa. Já no Brasil, onde não há uma política voltada aos docentes, os resultados continuam ruins, ano após ano. E a ausência de uma politica de Estado traz impactos já na atração e retenção dos profissionais.
Importância do Professor Especial Importância do Professor
Matérias especiais para você entender a importância do professor na sala de aula e como valorizar essa profissão.
Entre os jovens, a docência é vista como uma opção mal remunerada e cheia de problemas. Desvalorizada, ela é opção profissional de apenas 2% dos alunos do Ensino Médio, segundo pesquisa da Fundação Carlos Chagas (FCC) sob encomenda da Fundação Victor Civita (FVC). Hoje, o magistério atrai alunos com baixo rendimento acadêmico. "Em geral, eles fazem parte das camadas menos favorecidas da população. São os primeiros da família a chegar ao ensino superior e acreditam que dar aulas é uma opção segura, pois sempre há postos de trabalho", explica Marli André, professora da Pontifica Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), que pesquisa formação há 30 anos.

Outra questão crucial diz respeito à formação que esses jovens recebem ao ingressar no curso superior. O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de Pedagogia, de 2008, indica que 14% dos cursos apresentam desempenho insuficiente. Apenas 3% foram considerados excelentes. Além disso, a maioria dos currículos não contempla as questões práticas da sala de aula. A ênfase recai sobre saberes teóricos distantes da realidade, enquanto as metodologias de ensino e as didáticas de cada disciplina são negligenciadas. Segundo o estudo da FFC e da FVC, apenas 28% das matérias se referem à formação profissional específica. Depois da formatura, os problemas não se encerram. Não há planos de carreira que contemplem o desenvolvimento profissional, a fixação do docente em uma escola, a formação em serviço atrelada à oportunidades de estudo e de reflexão sobre a prática.

O resultado dessa conjuntura fica escancarado nas pontuações dos alunos brasileiros em exames como o Saeb e a Prova Brasil.

Educar Para Crescer

quarta-feira, 14 de maio de 2014

UMA BOA AULA

O professor olha para trás e se pergunta: eu aprendi com a aula de hoje? Se o professor também aprendeu, então a aula valeu a pena. 
JSC

domingo, 11 de maio de 2014

TALVEZ

Talvez, quando meu silêncio for maior que o seu.
Talvez, quando não escutar o sussurro  meu.
Talvez, quando a solidão te fizer companhia.
Talvez, quando seu corpo precisar de um abraço.
Talvez, quando você quiser meu rosto no seu.
Talvez, quando seus lábios quiserem os lábios meus.
Talvez, quando você  quiser voltar.
Talvez, quando talvez a gente se amar.
Talvez, quando talvez me encontrar.

A dúvida e o tempo muitas vezes seguem em caminhos opostos.
(JSC)

sábado, 10 de maio de 2014

Certeza



Quando este corpo repousar,
Quem  cobrirá?
Quem chorará?
O que dirá?
Por que dirá?
Alguns passos para trás, 
Já não lembrará.
E, se lembrar, o que dirá?
Perecerá  todo o corpo,
Em pó tornará toda a carne:
Pobre e rico, coxo, cego
Professor,  Juiz,  analfabeto.
Quando chegará?
Católico, espírita ou cristão,
Honesto,  desonesto, certinho ou não.
Todos na mesma barcaça, alguns ontem,
Outros hoje, e amanhã eu e você, meu irmão.

(JSC)

Uma foto pro FACE



- Peraí, mulher... mais uma foto!
- Essa tá boa!
- Tá nada. Fiquei feia demais!
- Não, mulher. Vou tirar mais não!
- Por quê?!
- Já tirei dez fotos, e tu não gostasse de nenhuma.
- É porque ficou feia!
- Então, a gente vai ter que mudar a tua cara!

Rssss

(JSC)

segunda-feira, 5 de maio de 2014

EU E VOCÊ APENAS


Passamos o dia todo e quase a noite toda juntos. Que prazer COMPARTILHAR esses momentos ao seu lado. Sabe, eu acho que aprendi alguma coisa com você. Ainda bem que você não me exige nada porque eu só quero CURTIR. Adoro COMENTAR suas ideias. Acho que estou viciada em você. Esqueço de fazer as refeições; quando faço, esqueço de lavar as louças, de limpar a casa, até de cuidar de mim mesma... enfim, minha casa vira um lixo, mas eu te amo, meu FACEBOOK. (JSC)

sábado, 26 de abril de 2014

OBRIGADO(A): é o suficiente

Na hora de agradecer a um elogio, não tente enfeitar. Apenas agradeça com um " (muito) obrigado(a)" ou "obrigado(a) pelo elogio".
Veja os exemplos:
1º)
- Como você está linda!
- Obrigada. (são seus olhos)
>>> Se alguém diz que você está linda, é lógico que ele vê pelos olhos. Então, pra que dizer "são seus olhos"?
2º)
- Como você está cheirosa!
- obrigada. (é o seu nariz)
>>> Se você não diz "é o seu nariz", então por que dizer "são seus olhos"?
3º)
- Que voz linda você tem!
- Obrigado. (são seus ouvidos)
>>> Você não diz "são seus ouvidos", não diz "é o seu nariz", então não dirá "são seus olhos".
Por isso, elimine de seus agradecimentos "são seus olhos".
>>> Não há como rejeitar a expressão "é muita gentileza sua". Cuidado para não sair por aí com esta expressão em todo ou  em qualquer  momento.

(JSC)