domingo, 18 de maio de 2014

Redação no Enem: Verossimilhança


A verossimilhança – qualidade do que é verossímil, isto é, verdadeiro, possível, plausível; o que possui ligação, nexo, harmonia; coerência – é um aspecto de fundamental importância na literatura em geral (com exceção da ficção científica e da literatura fantástica por serem gêneros que exploram, justamente, o inimaginável e, portanto, possuem licença poética para tal; porém, é importante enfatizar que mesmo entre elementos fantásticos é necessário haver verossimilhança) e nos textos que aprendemos na esfera escolar – tipos e gêneros – pois o que escrevemos deve ser possível, plausível e ter nexo, ou seja, sentido para o leitor.
A coerência, portanto, não deve ser uma preocupação apenas em relação ao interior da redação – coerência interna, isto é, entre as partes e os parágrafos do texto – mas também em relação ao mundo exterior, a qual chamamos de coerência externa.
Em narrativas, devemos tomar cuidado ao desenvolvermos os acontecimentos da história e as atitudes dos personagens; por exemplo, caso seja narrado algo que aconteceu na década de 1950, todo o texto deve ser coerente com esta época. O mesmo vale para histórias narradas nos dias atuais. Certa vez, um aluno escreveu em sua narrativa que “a mulher levou o filho ao hospital SUS para ele ser atendido”; pelo visto, este estudante não sabia que SUS é o Sistema Único de Saúde do Governo Federal e não um único hospital que chama-se SUS. Além de ser inverossímil, esta afirmação mostra o quanto este aluno não conhece o sistema público de saúde brasileiro.
Já em dissertações-argumentativas, como é o caso do Enem, a verossimilhança deve também estar presente em toda a redação, desde as estratégias argumentativas (exemplos, dados, números etc) até os argumentos em si. Construir a argumentação em cima de afirmações falsas ou inverossímeis é prejudicial a todo o texto, pois este fica sem credibilidade.
Na prova de redação específica do Enem, a verossimilhança também deve ser uma preocupação no momento de elaborar a proposta de intervenção social, já que esta deve ser algo plausível, praticável e possível. Escrever uma solução impraticável em todos os sentidos demonstra uma incapacidade do candidato de pensar em algo que possa, realmente, ser realizado e obter resultados positivos. Além de verossímil, a proposta de intervenção social deve respeitar os direitos humanos; não adianta nada ser algo possível se não for plausível perante a ética.

InfoEnem

REDAÇÃO - Erros que devem ser evitados

 REDAÇÃO - Erros que devem ser evitados:  Erros/descuidos que você deve evitar quando for escrever suas  redações. Leia com atenção e lembre-se deles sempre que estiver com o pape...

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Os maiores problemas do professor hoje

Atratividade e formação são os dois maiores problemas da docência no país. Sem desatar esse nó, fica difícil avançar


Formação inicial desvinculada da prática. Formação em serviço frágil. Longas jornadas de trabalho. Violência. Indisciplina. Turnos excessivos. Muitos alunos. Falta de apoio da gestão. Infraestrutura deficiente. A lista de problemas dos professores brasileiros é longa, mas a questão de fundo é uma só: o país precisa de uma ampla reforma educacional. "Não temos uma politica nacional para a docência", afirma Amábile Mansutti, coordenadora técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), em São Paulo.

Países como a Finlândia e a Coréia do Sul têm propostas consolidadas, que contemplam não apenas o salário dos profissionais, mas também planos de carreira bem estruturados, boa formação inicial e em serviço e ambientes de trabalho de qualidade. O resultado dessas medidas pode ser comprovado pela posição dessas nações em rankings como a do Pisa. Já no Brasil, onde não há uma política voltada aos docentes, os resultados continuam ruins, ano após ano. E a ausência de uma politica de Estado traz impactos já na atração e retenção dos profissionais.
Importância do Professor Especial Importância do Professor
Matérias especiais para você entender a importância do professor na sala de aula e como valorizar essa profissão.
Entre os jovens, a docência é vista como uma opção mal remunerada e cheia de problemas. Desvalorizada, ela é opção profissional de apenas 2% dos alunos do Ensino Médio, segundo pesquisa da Fundação Carlos Chagas (FCC) sob encomenda da Fundação Victor Civita (FVC). Hoje, o magistério atrai alunos com baixo rendimento acadêmico. "Em geral, eles fazem parte das camadas menos favorecidas da população. São os primeiros da família a chegar ao ensino superior e acreditam que dar aulas é uma opção segura, pois sempre há postos de trabalho", explica Marli André, professora da Pontifica Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), que pesquisa formação há 30 anos.

Outra questão crucial diz respeito à formação que esses jovens recebem ao ingressar no curso superior. O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de Pedagogia, de 2008, indica que 14% dos cursos apresentam desempenho insuficiente. Apenas 3% foram considerados excelentes. Além disso, a maioria dos currículos não contempla as questões práticas da sala de aula. A ênfase recai sobre saberes teóricos distantes da realidade, enquanto as metodologias de ensino e as didáticas de cada disciplina são negligenciadas. Segundo o estudo da FFC e da FVC, apenas 28% das matérias se referem à formação profissional específica. Depois da formatura, os problemas não se encerram. Não há planos de carreira que contemplem o desenvolvimento profissional, a fixação do docente em uma escola, a formação em serviço atrelada à oportunidades de estudo e de reflexão sobre a prática.

O resultado dessa conjuntura fica escancarado nas pontuações dos alunos brasileiros em exames como o Saeb e a Prova Brasil.

Educar Para Crescer

quarta-feira, 14 de maio de 2014

UMA BOA AULA

O professor olha para trás e se pergunta: eu aprendi com a aula de hoje? Se o professor também aprendeu, então a aula valeu a pena. 
JSC

domingo, 11 de maio de 2014

TALVEZ

Talvez, quando meu silêncio for maior que o seu.
Talvez, quando não escutar o sussurro  meu.
Talvez, quando a solidão te fizer companhia.
Talvez, quando seu corpo precisar de um abraço.
Talvez, quando você quiser meu rosto no seu.
Talvez, quando seus lábios quiserem os lábios meus.
Talvez, quando você  quiser voltar.
Talvez, quando talvez a gente se amar.
Talvez, quando talvez me encontrar.

A dúvida e o tempo muitas vezes seguem em caminhos opostos.
(JSC)

sábado, 10 de maio de 2014

Certeza



Quando este corpo repousar,
Quem  cobrirá?
Quem chorará?
O que dirá?
Por que dirá?
Alguns passos para trás, 
Já não lembrará.
E, se lembrar, o que dirá?
Perecerá  todo o corpo,
Em pó tornará toda a carne:
Pobre e rico, coxo, cego
Professor,  Juiz,  analfabeto.
Quando chegará?
Católico, espírita ou cristão,
Honesto,  desonesto, certinho ou não.
Todos na mesma barcaça, alguns ontem,
Outros hoje, e amanhã eu e você, meu irmão.

(JSC)

Uma foto pro FACE



- Peraí, mulher... mais uma foto!
- Essa tá boa!
- Tá nada. Fiquei feia demais!
- Não, mulher. Vou tirar mais não!
- Por quê?!
- Já tirei dez fotos, e tu não gostasse de nenhuma.
- É porque ficou feia!
- Então, a gente vai ter que mudar a tua cara!

Rssss

(JSC)

segunda-feira, 5 de maio de 2014

EU E VOCÊ APENAS


Passamos o dia todo e quase a noite toda juntos. Que prazer COMPARTILHAR esses momentos ao seu lado. Sabe, eu acho que aprendi alguma coisa com você. Ainda bem que você não me exige nada porque eu só quero CURTIR. Adoro COMENTAR suas ideias. Acho que estou viciada em você. Esqueço de fazer as refeições; quando faço, esqueço de lavar as louças, de limpar a casa, até de cuidar de mim mesma... enfim, minha casa vira um lixo, mas eu te amo, meu FACEBOOK. (JSC)

sábado, 26 de abril de 2014

OBRIGADO(A): é o suficiente

Na hora de agradecer a um elogio, não tente enfeitar. Apenas agradeça com um " (muito) obrigado(a)" ou "obrigado(a) pelo elogio".
Veja os exemplos:
1º)
- Como você está linda!
- Obrigada. (são seus olhos)
>>> Se alguém diz que você está linda, é lógico que ele vê pelos olhos. Então, pra que dizer "são seus olhos"?
2º)
- Como você está cheirosa!
- obrigada. (é o seu nariz)
>>> Se você não diz "é o seu nariz", então por que dizer "são seus olhos"?
3º)
- Que voz linda você tem!
- Obrigado. (são seus ouvidos)
>>> Você não diz "são seus ouvidos", não diz "é o seu nariz", então não dirá "são seus olhos".
Por isso, elimine de seus agradecimentos "são seus olhos".
>>> Não há como rejeitar a expressão "é muita gentileza sua". Cuidado para não sair por aí com esta expressão em todo ou  em qualquer  momento.

(JSC)

quarta-feira, 23 de abril de 2014

ENTREVISTA DE EMPREGO


- O que você gosta de ler?
- Não gosto. Mas, às vezes, olho "revista de novelas".
- Qual o seu site preferido?
- Facebook.
- Qual seu telejornal preferido?
- Não assisto nenhum telejornal; só novela. Mas gosto do Brasil Urgente.
- Qual o seu programa de televisão favorito?
- O Pânico.
- Tá empregada. Mas aguarde um pouco que o caminhão de limpeza de fossa tá chegando.
- Pra quê?
- Pra fazer uma limpeza no seu cérebro.
(JSC)

terça-feira, 15 de abril de 2014

SALAS CHEIAS DE MENTES VAZIAS



Infelizmente, a profissão de professor está cada vez  mais árdua.  Uma grande parcela dos alunos não quer "discutir" assuntos relevantes em sala. Falar de assunto supérfluo (futebol, novela, namoro de "a" ou "b", programas sem cunho educativo, entre outros) pode ser mais divertido, emocionante, atraente... nada de  assunto realmente importante para eles da atualidade vai atrair profundamente.
Nossas salas estão pobres de alunos antenados ou/e críticos nas questões políticas e sociais do nosso país. Nossos alunos não assistem a um bom Jornal, não gostam de MPB, não se interessam por literatura, não acessam sites de assuntos educativos.  
O professor, muitas vezes, fica refém dessa situação. "Algemado" por essa letargia mental, tenta ao máximo de suas forças trazer um pouquinho de informação e  tornar sua  aula um pouco mais `rica`... contudo, também, depara-se com um alunado de leitura artificial, isto é, não consegue ler as `entrelinhas`; apenas o básico. Muitos  apenas leem o suficiente para fazer uma avaliação.
O resultado está aí no índice de reprovação na Enem, principalmente em redação, com um número alto de alunos com nota zero. Nossas escolas estão com salas cheias de mentes vazias.

`Quem só curte uma `Xuxa` não tem como discutir um `Zé Ramalho`.

Joerlândio Cordeiro

segunda-feira, 14 de abril de 2014

MUDANÇA




Amo demais este, porém, infelizmente já não dá mais para mim.
Fiz de tudo por ele e com ele com muito carinho.
Quando descolou, colei.
 Quando  rasgou-se, costurei. 
Quando  sujo,  lavei. 
Suportou-me por muitos caminhos que percorri
Entre pedras, areia, mato, lamaçal...
Foi meu companheiro por um longo período.
Mas o tempo passou, ele ainda está lá.
Eu o amo.
Mas não dá para mim;
Tenho que substituí-lo.
Ele ainda me suporta,
Mas  aperta-me,  machuca-me, faz-me sofrer.
Ele não é culpado, sou eu que cresci e mudei.
Adeus, meu par de sapato.

Joerlândio Cordeiro

sexta-feira, 28 de março de 2014

JARDIM DOS PARASITAS


Algumas pessoas são como parasitas que vivem no jardim das mentiras, escondendo-se embaixo das sombras de flores da falsidade, germinando contendas e discórdias; alguns lindos na presença e, nas escondidas,  apodrecem as raízes dos que levaram muito tempo para crescer.

 (Joerlândio Cordeiro)