Temos estudado os períodos brasileiros face à produção literária. No Enem, são mais recorrentes questões que envolvam o Modernismo, que será o próximo período estudado. Para entendê-lo bem é necessário compreender o que ele trouxe de inovador e fazemos isso analisando o rompimento com as classes literárias anteriores e com o período de transição.
Para isso, relembre as principais características do Parnasianismo, Simbolismo e Pré-Modernismo. Em seguida, analise e resolva a questão abaixo, que caiu na edição de 2014.
Agora, você pode conferir a resolução comentada por nossa Professora Margarida Moraes. A resolução foi retirada das Apostilas Preparatórias para o Enem 2015. Clique Aqui e garanta já nosso material!
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quinta-feira, 20 de agosto de 2015
Enem – Exemplo de Questão de Literatura
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Acento Indicador de Crase: Modo de Usar
Já foi dito por Ferreira Gullar1 que a crase não foi feita para humilhar ninguém. Concordo com o poeta. E por concordar, vou dar aqui algumas dicas que ajudam a resolver aquelas situações embaraçosas em que ficamos diante da letra A, com o acento na ponta do lápis, prestes a pular para o papel.
Bem, a primeira situação em que podemos deixar o acento pular para o papel e aterrissar sobre a letra A é a seguinte:
Relembrando o artigo da semana passada (leia aqui), vimos que a crase gramatical é a fusão de A (preposição) + A (artigo definido feminino). Para ocorrer, então, essa fusão, o termo regente (à esquerda do A) deve ‘pedir’ preposição e o termo regido (à direita do A) deve admitir artigo. Assim, teremos dois As para fundir.
Então, se substituirmos mentalmente o termo da direita por uma expressão masculina (que usará artigo O), o resultado não será uma crase, mas a combinação AO. Resumindo: se no masculino empregarmos AO, no feminino empregaremos À:
Exemplo: Não tenho certeza se há ou não acento na frase
Fiz referência A obra de Camões.
Trocando ‘obra de Camões’ por ‘livro de Camões’, obterei:
“Fiz referência AO livro de Camões” – tenho certeza agora de que há uma preposição A + artigo O, portanto quando usar um feminino nessa construção terei uma preposição A + artigo A…
Bingo! Ou melhor, crase!
A frase inicial do exemplo deverá ficar: “Fiz referência À obra de Camões”.
Como contraprova, vejamos esta situação:
Assisti A várias peças de teatro.
Vamos conferir se o acento deve ou não ser colocado naquele A:
Trocando ‘várias peças de teatro’ por ‘vários filmes’, obterei:
“Assisti A vários filmes” – “vários filmes” não admite artigo algum, pois é uma informação genérica, não especificada, por isso não há artigo definido (se por acaso admitisse, seria OS, pois é masculino plural). Dessa forma, a frase “Assisti A várias peças de teatro” ficará assim mesmo, sem acento, pois não ocorreu fusão alguma.
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
Redação X Cursos de Exatas e Biológicas
Alunos de todas as regiões do Brasil se perguntam e questionam seus professores sobre os conteúdos de cada disciplina escolar passados em sala de aula e cobrados pelo Enem e pelos vestibulares. Eu mesma, durante toda a minha trajetória escolar, como sempre gostei mais e me saía melhor nas matérias humanas, questionava meus professores de matemática, química e física do porquê estudar aquilo se eu nunca iria usar, já que pensava em cursar Direito, mas no fim cursei Letras.
Tirando a minha impertinência juvenil, muito se tem discutido acerca do currículo da educação básica no Brasil e, portanto, do que deve e/ou pode ser ensinado nas escolas brasileiras e, assim, ser cobrado em exames para o ingresso na universidade. Este debate sempre esteve presente entre educadores, mas tomou maiores proporções com o lançamento, em 2014, do Plano Nacional da Educação (PNE) que foi aprovado por meio da Lei 13.005 assinada pela Presidente da República Dilma Rousseff.
O PNE terá uma vigência de 10 anos e lista uma série de metas para a educação brasileira que devem ser atingidas no fim deste prazo. Dentre universalizar, até o fim de 2016, a Educação Infantil, o Ensino Fundamental de nove anos e o Ensino Médio, alfabetizar todas as crianças até o 3º ano do Ensino Fundamental e oferecer ensino integral em, pelo menos, 50% das escolas públicas do país, está a meta da base curricular comum com direitos e objetivos de aprendizagem para cada aluno do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.
Obviamente que cada professor irá incentivar o ensino e o aprendizado de conteúdos de suas disciplinas, o que não é diferente nesta coluna de redação, já que vários alunos que prestam cursos nas áreas das exatas e das biológicas, por exemplo, questionam a obrigatoriedade da prova de redação e de Língua Portuguesa.

Todos nós, independente do curso que faremos na graduação e do emprego que teremos ou que já temos, podemos e devemos nos expressar adequadamente por meio da nossa língua materna, tanto na modalidade oral quanto na modalidade escrita. Infelizmente, por ser uma seleção massacrante, os grandes vestibulares precisam avaliar todos os candidatos em uma mesma prova (exceto alguns menores que realizam provas específicas para candidatos a Medicina, por exemplo, com conteúdos mais próximos ao curso como química e biologia e provas de redação com temas específicos) e aí está a necessidade de se realizar provas de produção textual com um único tema para todos os candidatos.
Mesmo em vestibulares especiais há propostas de redação, isto é, os candidatos devem ser avaliados, classificados e selecionados por meio de uma prova de leitura e escrita: leitura do tema e da proposta de redação como um todo e escrita de um determinado tipo textual ou gênero, no caso do vestibular da Unicamp, por exemplo, que exige a produção de dois gêneros.
A língua e a linguagem são de todos para todos e fazem parte do dia a dia de todos os cidadãos, independentemente se trata-se de um químico ou de um historiador: todos, em algum momento do dia, precisam escrever algo, desde uma mensagem eletrônica até um relatório.
Dados de alguns grandes vestibulares, como a Fuvest e o da Unicamp, mostram que os candidatos com maiores notas em redação são aqueles que disputam vagas nos cursos mais concorridos, como Medicina e Engenharias, ou seja, são aqueles que são das exatas e das biológicas, mas que sabem que devem se preparar o melhor possível. Assim, devemos dar valor à nossa língua e à linguagem e perceber os benefícios de saber ler e escrever bem, de modo adequado a cada situação comunicativa.
InfoEnem
Escolas Literárias Brasileiras – Pré-Modernismo
A Escola Literária desse período é a Parnasiana, contudo esta já não representava o contexto social da época e era chamada pelos idealistas modernos de “literatura sorriso”. Portanto, os movimentos de contestação por uma revolução artística, em todos os seus aspectos, se tornaram intensos e viáveis.
Vários escritores brasileiros assumiram uma postura mais crítica diante dos problemas sociais. Apresentavam, portanto, novas vertentes estilísticas e temáticas em nossa literatura. O avanço científico e tecnológico no início do século XX trouxe novas perspectivas à humanidade, criando um clima de conforto e praticidade com suas invenções. A literatura era vasta nos primeiros anos deste século, com poetas desde os parnasianos e simbolistas, até aqueles que escreviam sobre política e detalhes de sua região. A fase pré-modernista marca a transição literária entre o simbolismo e o modernismo.
Contexto histórico:
- Consolidação da República (Construção de um país mais justo e moderno).
- Conflitos sociais: Guerra da Vacina, Guerra do Contestado, Cangaço e Revolta da Chibata.
- Industrialização.
- Urbanização.
- Imigração europeia.
- Surgimento do proletariado.
Principais características do Pré-Modernismo no Brasil
- Abordagem de problemas sociais brasileiros (desigualdade, conflitos, pobreza, exclusão social e política).
- Regionalismo: valorização dos aspectos culturais de diversas regiões.
- Estética literária marcada por valores do naturalismo.
- Uso de linguagem coloquial.
É importante ressaltar que por não se tratar de uma escola literária, mas sim de um período de transição, as características acima não estão presentes nas obras de todos os escritores pré-modernistas. Cada escritor possui seu próprio estilo e suas próprias temáticas de destaque.
Principais autores Pré-modernistas
- Euclides da Cunha (Os Sertões).
- Lima Barreto (Triste Fim De Policarpo Quaresma, Recordações Do Escrivão Isaías Caminha, O Homem Que Sabia Javanês).
- Monteiro Lobato (Urupês, Cidades Mortas).
- Graça Aranha (Canaã).
- Augusto dos Anjos (Eu) – traz elementos pré-modernos no conteúdo, embora sua linguagem esteja mais para realismo/naturalismo e é considerado também um poeta simbolista e parnasiano pela estrutura formal (sonetos).
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quarta-feira, 12 de agosto de 2015
4 Dicas Para Melhorar sua Capacidade de Memorização
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segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Escolas Literárias Brasileiras – Simbolismo
Para dar continuação aos estudos sobre Linguagens e Códigos apresentamos mais uma escola literária. Dessa vez veremos a última escola que se apresentou no fim do século XIX, o Simbolismo, que foi um movimento literário surgido na França, na mesma época que nascia a pintura impressionista, como reação à poesia do parnasianismo e a poesia naturalista.

Os poemas simbolistas distinguiam-se por apresentar uma visão de mundo subjetiva, simbólica e espiritual, pela atitude reflexiva e afetiva, pela valorização da musicalidade verbal, da sutileza estética e da sugestão. Entre as características do simbolismo estão o uso de figuras de linguagem (metáfora, sinestesia e personificação) e a religiosidade(consequência da vocação para a espiritualidade).
Como vimos nos artigos anteriores, os movimentos artísticos fazem rupturas e retomadas, rompendo com determinados modelos da estética anterior e retomando marcas formais e temáticas de outras escolas anteriores. Os poetas parnasianos orientavam-se por objetividade, cientificismo e racionalismo em oposição aos subjetivos e inspirados poetas românticos. Já os poetas simbolistas aliaram a paixão pela estética e a preocupação formal dos parnasianos à subjetividade e a busca pela totalidade dos românticos.
Os simbolistas buscavam a realidade transcendental revelando seu desconforto em relação ao mundo exterior, marcado pelo materialismo, pelo Positivismo, pela ciência. Para os simbolistas, a beleza estava na sugestão, no mistério, no absoluto etéreo, na força do inconsciente. O eu lírico do simbolismo busca instituir a realidade do sonho, a fantasia e o misticismo por meio da investigação dos sentidos e da maximização das sensações.
Os poetas simbolistas brasileiros mais conhecidos foram Alphonsus de Guimarães, Cruz e Souza, Pedro Kilkerry e Mário Pederneiras. Abaixo, um trecho do poema “Violões que choram”, de Cruz e Souza, com aliteração (figura de linguagem – repetição de consoantes iguais ou de sonoridades semelhantes):
Vozes veladas, veludosas vozes,Volúpia dos violões, veladas vozes,Vagam nos velhos vórtices velozes,Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.
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