terça-feira, 4 de agosto de 2015

Curso Gratuito Para Professor

Todos os cursos desta lista são grátis, mas alguns cobram para emitir certificado ou para fornecer alguma vantagem para o interessado; outros emitem certificados gratuitos.

  • Portal do Professor - Oferece 13 cursos para professores e gestores e que são realizados pelo MEC ou por instituições parceiras.

sábado, 1 de agosto de 2015

Redação no Enem: Objetividade e Clareza


Ao longo do trabalho de avaliação e correção no Curso de Redação do infoEnem, venho percebendo algumas tendências equivocadas de alguns alunos ao escreverem suas dissertações-argumentativas e, duas delas, é a falta de objetividade e de clareza ao tratarem dos temas das propostas de redação.
Vários alunos pensam que empregar palavras pouco usuais ou escrever de modo “difícil” e rebuscado é o mais adequado, pois pode chamar a atenção do corretor e demonstrar uma possível complexidade, mas isso é um equívoco. Na grande maioria das vezes, essa escrita complicada resulta em falta de objetividade e clareza, pois o texto fica circular, isto é, não nos diz nada no fim das contas e deixa o leitor com lacunas e dúvidas.

Treinar Redação

Primeiramente, o candidato ao Enem ou a qualquer outro exame ou vestibular não deve pensar no corretor no momento de escrever a sua redação, seja ela de que tipo textual ou gênero for. Um leitor universal deve ser imaginado, ou seja, qualquer pessoa deve ser capaz de ler e de compreender o texto que está sendo escrito e, por isso, a objetividade e a clareza são tão importantes, já que o leitor pode ser qualquer um e de qualquer lugar.
Neste sentido, mesmo que brevemente, por questões de espaço, tudo deve ser explicado e justificado ao seu leitor; o candidato nunca deve pressupor que seu leitor saiba do que está sendo posto nem é obrigado a adivinhar o que o autor quis dizer. Para tanto, organização e planejamento são fundamentais para que a dissertação-argumentativa desenvolva profundamente, sem ultrapassar o limite de linhas, a tese do autor de modo objetivo e claro ao leitor.
Outro equívoco cometido por alguns alunos é escrever de um modo muito abrangente, quase filosófico quando, na verdade, normalmente, os temas das propostas de redação do Enem são temas situados no contexto social, histórico, político e cultural brasileiro e não no âmbito mundial, internacional. O mais adequado é contextualizar o tema no cenário brasileiro e não falar em “sociedades humanas”, em “civilização”, “ser humano” etc.
As primeiras propostas de redação do Enem eram, de fato, abrangentes, mas já há muito tempo elas são mais específicas e restritas ao Brasil e isso deve ser levado em consideração no momento da produção textual a fim de cumprir o tema e de demonstrar compreensão da proposta de redação como um todo.
Portanto, simplicidade, objetividade, clareza e contextualização são quatro aspectos essenciais que não podem e não devem ser esquecidos pelos candidatos ao Enem 2015.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

A Importância das Variações Linguísticas para o Enem


Todos os falantes de um idioma sabem, empiricamente, as regras de funcionamento da língua. No entanto, conforme vivemos e convivemos, também descobrimos que essas normas não são utilizadas igualmente por todos os indivíduos, e isso ocorre por diversos fatores, como a faixa etária e o grupo social a qual pertence o falante. Essas diferenças recebem o nome de variedades ou variações linguísticas.
Por ser um tema atual que desperta debates na sociedade, tal assunto é abordado em um item da matriz de referências para o caderno de Linguagens, códigos e suas tecnologias. Neste artigo iremos abordar as causas mais comuns destas variações.

Variação Histórica

Ocorre por conta da transformação do idioma através do tempo. Como sabemos, a língua portuguesa não é estática e imutável e, durante sua utilização ao longo dos anos, pode haver a modificação da grafia de palavras, do significado e contexto para a utilização de expressões e até mesmo a forma de se falar. Para exemplos deste tipo de variação, veja na imagem abaixo como as palavras “crianças”, “farmacêutico”, “remédio” e “farmácia” estão grafadas.
variacao_historica

Variação Geográfica

Corresponde às variações ocorridas por causa da cultura regional do falante, influenciando não apenas a utilização de palavras, mas também a pronúncia característica de uma região, o que chamamos de sotaque.
Imagine o equipamento de trânsito utilizado pelas autoridades públicas para controlar o tráfego de veículos nas vias públicas. Dependendo da região em que você se encontra, esse equipamento poderá receber o nome de semáforo, sinaleiro ou sinal de trânsito. O mesmo ocorre quanto ao uso do termo biscoito e/ou bolacha para a denominação de doces recheados (caso você se sinta intrigado sobre esse assunto, recomendamos a leitra desta matéria.
Fonte: http://super.abril.com.br/blogs.
Fonte: http://super.abril.com.br/blogs.

Variações Socioculturais

São aquelas que ocorrem por causa das condições sociais dos indivíduos, já que estas influem diretamente no modo de se expressar. Pode-se dizer que o pertencimento a determinado grupo faz com que tenhamos um repertório específico, que se demonstra na maneira de falar e nas palavras escolhidas. Por exemplo, podemos citar as gírias utilizadas por adolescentes e os jargões profissionais – este último ilustrado na charge abaixo e explicado neste artigo sobre jargões corporativos.
Fonte: http://www.curseduca.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/01/jarg%C3%B5es.jpg

Pobre Poeta

 Pobre Poeta: Apodrecem os livros de poesias na prateleira do poeta que partiu; ninguém lê, ninguém vê...  Poeira, traças, moscas e mofo fazem  com...

Exemplo de Questão sobre Escolas Literárias no Ene...

 Exemplo de Questão sobre Escolas Literárias no Ene...: Como vimos em nossa nova série de artigos sobre as escolas literárias luso-brasileiras, o  Quinhentismo  foi um movimento literário imp...

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Dicas de Leitura sobre Maioridade Penal para o Enem


Como já alertamos diversas vezes, estar por dentro dos principais assuntos da atualidade, principalmente daqueles que envolvem uma problemática social brasileira, é de fundamental importância para todos que almejam uma boa nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Nos últimos meses, um dos debates mais acalorados certamente é a discussão da redução da maioridade penal. Um assunto que tem como plano de fundo a violência urbana brasileira e que, ainda por cima, traz diversos ingredientes do nosso conturbado cenário político atual. Ou seja, um receita ótima para aparecer no Enem, seja na parte objetiva ou mesmo como tema da redação da prova. Aliás, esse foi justamente o tema de redação do último vestibular da Unesp (clique aqui e veja a matéria!)
Afinal, um jovem de 16 anos deve responder à seus atos criminosos exatamente como um adulto?
Independente do seu posicionamento, separamos alguns artigos e matérias para que você possa fazer uma análise mais profunda sobre essa questão. Talvez, essas matérias reforcem suas convicções. Ou talvez, o faça repensá-las!
Vamos lá?

Matéria muito interessante do jornal Folha de São Paulo que revela como TODOS estamos discutindo a questão da redação sem, ao menos, ter um mapa sobre os crimes cometidos por jovens no país.

Uma frase muito comum em debates, dita principalmente pelos que são a favor da redução, é que um jovem de 16 anos sabe exatamente o que está fazendo e por isso deve responder pelos seus atos. Será mesmo? Que tal ler esta matéria, publicada pela revista Galileu, sobre o funcionamento do cérebro humano nessa fase da vida?

Esse assunto é tão importante que até nossa colunista de redação, a Professora Camila Dalla Pozza, já tratou de analisá-lo. E já que estamos tocando de novo nessa tecla, recomendamos que releia este artigo, no qual a professora levanta vários dados e pontos de vista, na tentativa de organizar a discussão de uma maneira sensata e coerente.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Escolas Literárias Luso-Brasileiras – Realismo

Para continuar os estudos em Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias do Enem, vamos apresentar uma nova escola literária, o Realismo/Naturalismo, que se inicia na segunda metade do século XIX, nos anos de 1881, com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, do memorável Joaquim Maria Machado de Assis. Vale lembrar que Machado tem uma fase no Romantismo e outra no Realismo, sendo considerado um autor dos dois movimentos literários.
O Realismo foi um movimento artístico e cultural, abordando um tratamento objetivo da realidade, reagindo ao subjetivismo do Romantismo. Suas principais características foram:
  1. Abordagem de temas sociais e a objetividade da realidade do ser humano.
  2. Forte caráter ideológico.
  3. Linguagem política e de denúncia dos problemas sociais, como: miséria, pobreza, exploração, corrupção, dentre outros.
  4. Linguagem clara e objetiva.
  5. Crítica às classes sociais dominantes.
  6. Racionalismo/Impessoalidade.
  7. Cientificismo/Verossimilhança/Psicologismo.
  8. Universalismo.
O Realismo e Naturalismo têm os mesmos princípios científicos, artísticos e filosóficos, divergindo apenas que o Naturalismo tem um aspecto mais intenso das teorias científicas vigentes na época, principalmente o determinismo. (O determinismo biológico atribui as capacidades físicas e psicológicas do ser humano à sua etnia, nacionalidade ou o grupo ao qual pertence).
Vale lembrar, portanto, características exclusivas do Naturalismo:
  1. Homem = animal = instinto
  2. Preferência por temas sobre anomalias humanas, patologias sexuais, focando a classe mais baixa da sociedade.
Contexto histórico e social:
  • Abolição da escravatura (1988).
  • Proclamação da República (1989).
  • Revoltas Militares.
  • Especulação na Bolsa de Valores.
  • Surgimento das primeiras escolas de direito.
  • Entrada da filosofia positivista.
Os principais autores desse movimento, indicados abaixo, pertencem respectivamente ao Realismo e ao Naturalismo:
  • Machado de Assis: Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, Dom Casmurro etc.
  • Aluísio Azevedo: O Cortiço, Casa de Pensão e O Mulato.
Temos ainda, no Realismo português, Eça de Queiroz e suas maiores obras, como: O crime do padre Amaro, O Primo Basílio, Os Maias, A Cidade e as Serras.
O próximo movimento na literatura brasileira será o último do século XIX: O Parnasianismo e o Simbolismo, que se desenvolveram concomitantemente

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Duas Dicas Para Encarar Melhor o Vestibular

O vestibular certamente é um dos grandes desafios de um jovem. Talvez, o maior deles. Isso porque é neste momento que o estuante decide o que irá fazer para o resto da vida e, além disso, arcará com todas as dificuldades e consequências de sua escolha.
Uma vaga num curso concorrido, numa universidade conceituada, tem obviamente muitos candidatos. Não é nada fácil. Somando-se ainda a pressão da família e dos amigos, a falta de tempo (muitos trabalham e estudam!) ou ainda a falta de dinheiro, temos uma situação extremamente delicada, na qual a carga emocional pode levar facilmente ao estresse e ao desespero, impedindo que o vestibulando consiga se concentrar nos estudos.
Foi pensando justamente nisso que decidi escrever este artigo. Uma tentativa de mostrar aos candidatos mais ansiosos uma maneira diferente de olhar para esse período tão crítico. Farei minhas considerações em dois tópicos, para deixá-las mais claras.
  1. Este momento é decisivo, mas nem tanto.
    Eu sei que você está decidindo seu futuro, mas tenha calma. Tudo tem volta e essa não é sua única chance. Caso não seja aprovado, ano que vem poderá tentar novamente e, caso erre na escolha, não há problema em recomeçar. Tenho muitos amigos que chegaram a terminar um curso e, só depois, perceberam que não era o que queriam para sua carreira profissional. Mudaram, fizeram outra faculdade e se “deram bem” na vida. Ou seja, ao escolher errado, dá tempo de voltar sim!
  2. Não se preocupe com a prova e sim com seus concorrentes.
    Vejo muitos alunos com medo da prova, vasculhando notas de cortes de anos e anos atrás. Essa atitude, além de estressar, não faz o menor sentido. Afinal, não importa se o exame será fácil ou difícil, nem se a nota de corte foi alta ou baixa nas edições anteriores. O importante é você ir melhor que os outros. Por exemplo, caso um curso tenha 50 vagas e 1.000 candidatos, não importa se a prova será fácil ou difícil. Serão aprovados os 50 melhores candidatos. Portanto, sua meta é estudar o necessário para estar entre os classificados. Esqueça notas de corte e concorrência, pois só irá perder seu tempo. Deixe isso com os outros. Enquanto eles buscam tais informações, você estará estudando e se colocando entre os melhores.
Essas duas dicas, embora bastante simples, podem fazer toda a diferença neste momento. Afinal, a primeira fará com que você diminua, pelo menos um pouco, o peso que é enfrentar um vestibular. Já a segunda ajudará a manter a concentração nos estudos e na prova que está por vir, e não no que já passou.


infoEnem