sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Tipos textuais na redação

Os tipos textuais mais conhecidos são: descrição, narração e dissertação. “Dentro” de cada um desses tipos de texto, podemos novamente fazer novos grupos, através de características em comum cada vez mais específicas, dando origem aos gêneros textuais. Vejamos, abaixo, as características de cada tipo textual e alguns exemplos de gêneros que pertencem a cada um.

Descrição

Como o nome facilmente demonstra, a descrição tem como objetivo descrever um lugar, uma pessoa, um objeto, um sentimento etc. É como se fosse uma fotografia escrita, um fazer o outro enxergar através das palavras algo que não está vendo. Para isso, uma das principais características da descrição é o abundante uso de adjetivos.
No livro “A menina que roubava livros”, de Markus Zuzak, uma família de alemães esconde um judeu no porão durante a perseguição no Nazismo. Observe essa cena em que a menina Liesel conversa com o judeu Max:
“— Você me contou tudo sobre o gol — disse Max — mas não sei que tipo de dia está fazendo lá em cima. Não sei se você fez o gol ao sol, ou se as nuvens cobriam tudo.
Passou a mão pelo cabelo à escovinha, e seus olhos alagadiços imploraram a mais simples das coisas:
— Você pode subir e me dizer como está o tempo?
Naturalmente, Liesel subiu a escada correndo. Parou perto da porta manchada de cuspe e se virou ali mesmo, observando o céu. Ao voltar para o porão, contou-lhe:
— Hoje o céu está azul, Max, e tem uma nuvem grande e comprida, espichada feito uma corda. Na ponta dela, o sol parece um buraco amarelo…
Naquele momento, Max soube que só uma criança seria capaz de lhe fornecer um boletim meteorológico desses.”
Como Max não podia ver o céu, não bastava Liesel dizer “está sol” ou “está chuva”. Max queria detalhes para poder imaginar como realmente o céu estava naquele dia. Para isso, Liesel fez uma descrição, utilizando muitos adjetivos.
Geralmente, não há textos construídos inteiramente com descrição. Esse tipo textual costuma aparecer em gêneros de outros tipos de textos. A descrição é comumente encontrada em receitas, anúncios publicitários, bulas de remédio, cardápios, entre outros.

Narração

Se a descrição é como uma fotografia, a narração é como uma filmagem. Narrar é contar uma história ou um fato; é descrever cenas, ações. A narração envolve personagens e um contexto, isto é, um espaço e um determinado tempo. Há variações dentro de uma narração, como o tipo de narrador, se segue ou não uma ordem cronológica, se é fictício ou verdadeiro etc.
Há também diversos gêneros textuais pertencentes à tipologia narração, como fábulas, contos, crônicas, piadas, relatos, novelas, romances e outros.

Dissertação

A dissertação é o tipo de texto mais solicitado em redações, isso porque é necessário que o escritor desenvolva um raciocínio sobre uma determinada ideia. Dissertar significa discorrer, discursar. Dessa forma, a dissertação difere da narração por não ser um tipo de texto literário.
Deve-se expor uma ideia e discursar sobre ela, através da exposição de fatos ou de argumentação, traçando uma linha de raciocínio lógica, objetiva e coerente, com introdução, desenvolvimento e conclusão da discussão.
A dissertação é o tipo textual dos manifestos, monografias, textos jornalísticos, críticas, teses, editoriais, textos científicos etc.

Infoenem

Os números da redação do Enem 2014

Mais de 13 mil redações foram anuladas por terem copiado os textos motivadores da coletânea textual, fenômeno que pode estar relacionado com a falta de informação e de conhecimento acerca do tema e, consequentemente, falta de repertório específico. Os textos motivadores, para os candidatos que não conhecem o tema, devem servir, justamente, para os candidatos conhecerem o tema, ficarem a par dele e terem ideias para a sua redação e não se apoiarem totalmente na coletânea e correrem o risco de copiá-la e terem seu texto anulado por conta disso.
O texto insuficiente, isto é, com menos de sete linhas foi o motivo que anulou 7.824 redações, já o não atendimento ao tipo textual pedido, a dissertação-argumentativa, anulou 4.444 textos; os que escreveram partes desconectadas, intencionalmente ou não, foram 3.362 candidatos e 955 pessoas feriram os direitos humanos e, por isso, obtiveram nota zero em suas redações.

Extraído de http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/os-erros-mais-comuns-de-quem-teve-a-redacao-anulada-no-enem.
Extraído de http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/os-erros-mais-comuns-de-quem-teve-a-redacao
-anulada-no-enem.

O fato de que mais de meio milhão de candidatos obtiveram nota zero na redação do Enem 2014 chamou muito a atenção de todo o país; por outro lado, apenas 250 redações obtiveram a nota máxima de 1000 pontos. A maioria dos candidatos ficou na média, ou seja, obteve a nota entre 501 e 600 pontos; estamos falando de 1.515.007 redações que ficaram no nível razoável.
Este resultado é semelhante a resultados de anos anteriores e é diferente de resultados de correções de redações de vestibulares nas quais é importante haver a curva de notas que contém todas os níveis de pontuação, já que o objetivo dos vestibulares é selecionar.
No Enem, o objetivo é, essencialmente, avaliar os candidatos, mas para o Sisu (Sistema de Seleção Unificada) a seleção está, inclusive, no nome e a impressão que temos é que o Enem “peneirou”, por meio de sua prova de produção escrita, como um vestibular. Vale lembrar que a redação, no Enem, representa 20% da nota total.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Seu filho vai estudar?


Veja algumas dicas:

Vá com seu filho, dê uma olhadinha na sala em que ele vai passar, no mínimo, quatro horas. Veja se tem ventiladores, e são suficientes; alguns ventiladores são muito barulhentos ou quase não ventilam. Ventilador barulhento incomoda a todos (professor e aluno) e prejudica a aprendizagem do educando. No caso de ar condicionado, procure saber quando foi limpo. O filtro do ar e o aparelho do ar condicionado têm que ser limpos regularmente. Olhe as carteiras; muitas delas têm pontas de prego  salientes no assento, no encosto ou na lateral; outras têm pernas tortas, trincadas ou (quase) soltas. Veja se a sala está limpa, os banheiros higienizados.
Reclame e exija o melhor para seu filho. Ele é o maior patrimônio que você tem. Cuide bem dele!

JSC

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Don`t e Doesn`t

Veja de forma bem resumida
1. don’t = do not
2. doesn’t = does not
3. don’t e doesn’t só são usado no Present Simple
4. use don’t para os pronomes I, you, we e they.
5. use doesn’t para os pronomes he, she e it.
6. don’t e doesn’t podem formar perguntas negativas.
Será que agora você entendeu bem quando usar don’t e doesn’t? Vejamos! Complete as sentenças abaixo usando don’t ou doesn’t.
01. He …………………. like spinach.
02. They …………………. read.
03. I …………………. watch movies.
04. She …………………. study Spanish.
05. We …………………. speak Chinese.
06. The bank …………………. open before 10 o’clock.
07. Fernanda and Carol …………………. work here anymore.
08. Sérgio …………………. talk to me.
09. She …………………. speak Italian.
10. I have a car but I …………………. drive.


Inglesnapontadalingua

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Veja Todos os Temas da Redação do Enem

Posted: 29 Jan 2015 10:03 AM PST
A prova de redação do Enem faz parte da matriz de referência de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, já que esta abrange os conteúdos de Língua Portuguesa como gramática normativa, interpretação de textos e produção textual. O exame segue a tradição da maioria dos vestibulares do país: incluir uma avaliação de produção textual que, na verdade, não avalia apenas a escrita do candidato, mas também a leitura.
A prova redação está presente no Enem desde a sua primeira edição (1998) e tem como característica abordar temas com viés social, voltados para as realidades política e história do Brasil e, por isso, tem como especificidade buscar uma proposta de intervenção social por parte do candidato, a qual abordaremos a seguir.
Os temas de todas as propostas de redação do Enem, desde sua concepção até o ano de 2014 foram:
  • 1998: Viver e aprender
  • 1999: Cidadania e participação social
  • 2000: Direitos da criança e do adolescente: como enfrentar esse desafio social
  • 2001: Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?
  • 2002: O direito de votar: como fazer dessa conquista um meio para promover as transformações sociais que o Brasil necessita?
  • 2003: A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras desse jogo?
  • 2004: Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação
  • 2005: O trabalho infantil na sociedade brasileira
  • 2006: O poder de transformação da leitura
  • 2007: O desafio de se conviver com as diferenças
  • 2008: Como preservar a floresta Amazônica: suspender imediatamente o desmatamento; dar incentivos financeiros a proprietários que deixarem de desmatar ou aumentar a fiscalização e aplicar multas a quem desmatar?
  • 2009: O indivíduo frente à ética nacional
  • 2010: O trabalho na construção da dignidade humana
  • 2011: Viver em rede no século XXI: os limites entre o público e o privado
  • 2012: Movimento imigratório para o Brasil no século XXI
  • 2013: Os Efeitos da Implantação da Lei Seca no Brasil
  • 2014: Publicidade Infantil em Questão no Brasil
Podemos dizer que até 2003 os temas eram abordados de uma forma mais abrangente e generalizada e que a partir de 2004 essa abordagem passou a ser mais específica e detalhada, focando um determinado aspecto. Porém, desde o início do Enem, os temas têm enfoque social, abordando assuntos fundamentais como cidadania, direitos humanos, meio ambiente, educação, convívio social, ética, política, liberdade, comunicação etc. Por vezes, um mesmo tema abrange vários destes subtemas; por exemplo, o tema da prova de 2007 “O desafio de se conviver com as diferenças” engloba a questão da discriminação, dos inúmeros preconceitos (que, infelizmente, ainda estão enraizados na sociedade, não só brasileira) e, portanto, do convívio social e da liberdade de expressão, tanto corporal, sexual, religiosa, de informação, dentre outras.


InfoEnem

Sexo: televisão aberta para mente fechada

- Bom dia, diretora!
- Bom dia!
- Quero falar com o professor de ciências.
- Por quê?
- Minha filha chegou ontem em casa e me falou da aula do professor.
- Bem, você me poderia dizer o que foi.
- Ele tava falando de sexo pra classe toda.
- Como assim?
- Veja aqui no caderno... doença na vagina, no pênis... uso de preservativo...isso é um absurdo!
- Ontem a senhora assistiu alguma coisa?
- Tá... assisti as novelas.
- E depois?
- Big brother...
- Senhora, vá pra casa.
- Por quê?!!
- Sexo acontece na sua casa, em frente de seus filhos... transas nas novelas e nesse reality show, mulheres nuas dançando... ainda você vem tomar meu tempo, dizendo que o nosso professor está falando de sexo. Poupe-nos de sua ignorância e agradeça a nossa escola em ajudar na Educação Sexual de sua filha...
Parece mentira, mas isso ainda acontece em algumas escolas. 

JSC

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Por que brasileiro não aprende inglês?

(...)
A grande maioria dos brasileiros acha que aprender inglês significa aprender a falar igualzinho a um nativo. Esse comportamento gera comentários assim: “eu quero falar inglês como americano/britânico“, “o inglês aqui é americano ou britânico? Eu só quero se for britânico” e outros do tipo. Essa coisa de falar inglês como um americano não deve ser o objetivo principal de ninguém que estuda inglês. Perder tempo com coisas do tipo “inglês britânico é melhor que inglês americano” só ajuda a atrapalhar e criar mais dificuldades. [Leia: O que é International English?]
O outro ponto é aquele de querer ser perfeito na gramática e na pronúncia. O desejo da perfeição gramatical é notada em comentários do tipo “não sabe nem português direito e quer aprender inglês“.
Como não sabemos português direito!? O fato de não sabermos todo o código gramatical estabelecido pela Academia Brasileira de Letras não nos torna burros em português. Não somos incapazes de bater um papo em português pelo simples fato de não sabermos todas as regras dos livros de gramática. “Nóis erra; mais nóis se comunica!” (Nós erramos; mas, nós nos comunicamos). Claro que não é bonito falar errado! Mas, é errando que se aprende. E aprender é algo que acontece ao longo da vida!
Há ainda pessoas que dizem o seguinte: “só vou falar inglês quando aprender mais e estiver no nível avançado“. Eu acho isso um absurdo! Se essa lógica valesse para o português, essas pessoas só começariam a falar português quando chegassem ao Ensino Médio. E olhe lá!
Para encerrar, pergunto: Você já viu um italiano falando inglês? Um coreano falando inglês? Que tal um chinês? Um grego? Um boliviano? Um venezuelano? Um francês? Um alemão? Um argentino?
As pessoas de outros países que falam (aprendem) inglês estão pouco se lixando com o fato de falarem igualzinho a um britânico ou a um americano. Os falantes de outros países podem falar errado, mas se comunicam. A pronúncia deles não é perfeita, mas ainda assim dizem o que querem.
O TH deles sai esquisito e nem por isso se acham incapazes de falar inglês. Com o passar do tempo, eles vão aprendendo e melhorando. Já no Brasil, a maioria só se sente à vontade se a pronúncia for perfeita (som do th, por exemplo), a gramática for impecável e o jeito de falar for como o de um nativo.
O resto do mundo aprende a falar inglês porque não é tão exigente consigo mesmo. A cobrança pela perfeição lá fora não é doentia e exagerada como é aqui. O resto do mundo sabe que fala inglês “errado“, mas fala assim mesmo. Se a mensagem não é entendida, o resto do mundo tenta de novo. Já o brasileiro espera aprender tudo de modo perfeito para só então se soltar. E acaba desistindo no meio do caminho por achar inglês uma língua difícil.
Essa exigência exagerada causa frustração, tristeza, angústia, estresse, senso de incapacidade e outros sentimentos que atrapalham a capacidade de aprender inglês. Se você é muito exigente, cuidado! Os erros sempre acontecerão e falar como um nativo é extremamente difícil e até mesmo impossível. Lembre-se: saber inglês não significa ser perfeito e falar tudo certinho; saber inglês significa diminuir a quantidade de erros conforme vamos aprendendo.
Por fim, meu objetivo neste texto é mostrar um comportamento comum entre a maioria dos estudantes de inglês no Brasil: a exigência da perfeição. Esse comportamento acaba com os sonhos de muitos. Não pegue pesado com você mesmo e nem permita que os comentários dos outros frustrem seus planos de aprender inglês. Não seja exigente demais na gramática e pronúncia e nem queira falar inglês como um nativo fala. Vá com calma! That’s it!
Inglesnapontadalingua

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Não Foi Aprovado? Inscreva-se na Lista de Espera do Sisu


Se você prestou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no ano passado, se inscreveu no primeiro Sisu de 2015 e não foi aprovado, não se desespere. Saiba que anida poderá ter uma chance na sua primeira opção de curso escolhida, caso sobrem vagas ociosas após o período para matrícula.
Para isso os candidatos não classificados podem manifestar interesse em participar da lista de espera, até a data limite de 6 de fevereiro. O processo é muito simples: basta acessar o endereço do Sisu na internet; clicar na opção “Ver meu Boletim”; preencher os campos com dados do Enem 2014 e depois clicar no botão “participar da lista de espera“, em verde. Concluído o procedimento o sistema irá informar a data e horário de confirmação.
Perceba que só é possível integrar a lista de espera para sua primeira opção de curso indicada durante as inscrições do Sisu. Desta forma, o candidato que foi aprovado para sua segunda opção também pode se inscrever na lista, mesmo pretendendo se matricular na instituição pela qual foi convocado.
Após o prazo de matrícula dos aprovados na chamada única, a lista de espera do Sisu será repassada as universidades / institutos que ainda possuírem vagas remanescentes. A partir de 11 de fevereiro estas instituições darão início as convocações subsequentes.
Neste momento o concorrente deve ficar atento, pois as próximas chamadas não serão divulgadas no Sisu, somente pelas próprias universidades. Portanto, os candidatos devem acompanhar os sites das instituições frequentemente para se manterem informados a respeito de listas de aprovados e prazos para matrícula.
Aqueles que forem selecionados e não comparecerem para providenciar registro acadêmico nos períodos estabelecidos perderão o direito a vaga.