terça-feira, 9 de abril de 2013

CANETA




Na mão
Uma arma
Com poder avassalador,
Apontada para o alvo
Imóvel,
Sem palavras,
Branco;
Esperando apenas
O comando:
Faça!
Destrua seu inimigo,
Use sua imaginação...









PAPO BOM



Tô vendendo um terreno no céu.
Pode ir todo mundo,
Lá vai estar Papai Noel.
Você quer ir prá lá?
Você tem dinheiro?
Então, me compre uma vela.
Essa é diferente, tem papel
Que diz que vai te abençoar.
Ah, tem outra coisa mais,
Se você quer uma cura,
Tem um copo com água.
Não é qualquer água não,
É uma água santa, meu irmão.
Fui naquele monte, lá orei,
Chorei,  me ajoelhei...
Agora é sua vez.
Você tem dinheiro?
Não precisa ser muito...
Por enquanto não.




POEIRA


Palavra, poesia: poeira
Que asneira!
Limão é limão.
Coração é coração...
Por que criar,
Se não há
Ninguém
Ali,
Lá,
Acolá
Para interpretar?

AMOR ADOLESCENTE - A FILA ANDA


Não, não ficarei aqui te esperando.
O tempo está passando,
Tenho que caminhar.
Te esperar,
 Agora não dá;
Há tantas pessoas
Que preciso conhecer,
E, certamente, amar.
Volta, vai para mais longe,
Não tens mais o direito de me tocar,
Perdeste quando não me compreendias
Ou fingias não me entender;
Agora pertenço a mim mesmo.
Chorar, não mais!




segunda-feira, 8 de abril de 2013

Oração e Período


Oração e Período

Período
É a frase organizada em uma ou mais orações.

Pode ser:
Simples - quando constituído de uma só oração:
O casarão todo dormia.
Composto - quando formado de duas ou mais orações:
O senhor sabe, / são moças, / querem divertir-se.

O período termina sempre por uma pausa bem definida, que se marca na escrita com ponto, ponto de exclamação, ponto de interrogação, reticências e, algumas vezes, com dois pontos.


Termos essenciais da oração

São termos essenciais da oração o SUJEITO e o PREDICADO.

Sujeito - é o ser sobre o qual se faz uma declaração.
Predicado - é tudo aquilo que se diz do SUJEITO.

Assim, na oração:
O galo velho olhou de novo o céu.
temos:

SUJEITO: O galo velho.
PREDICADO: olhou de novo o céu.

1. Tipos de Sujeito:

1.1. Sujeito simples
Quando o sujeito tem apenas um núcleo, isto é, quando o verbo se refere a um só substantivo, ou a um só pronome, ou a um só numeral, ou a uma só palavra substantivada, ou a uma só oração substantiva, o SUJEITO é SIMPLES.

1.2. Sujeito composto
É COMPOSTO o sujeito que tem mais de um núcleo, ou seja, o sujeito constituído de:

a) mais de um substantivo:
Vozes, risos e palmas vieram lá de baixo.
b) mais de um pronome:
E assim galgamos ele e eu o rochedo.
c) mais de uma palavra ou expressão substantivada:
Falam por mim os abandonados de justiça, os simples de coração.

d) mais de um numeral:
Passavam devagar, em fila, seis ou sete.
e) mais de uma oração:
Era melhor esquecer o nó / e pensar numa cama igual à de seu Tomás da bolandeira.

1.3. Sujeito oculto (determinado)
É aquele que não está materialmente expresso na oração, mas pode ser identificado:

a) pela desinência verbal:
Gosto de chuva, Pedro.
O sujeito de gosto, indicado pela desinência -o, é o pronome eu.
b) pela presença do sujeito em outra oração do mesmo período ou de período contíguo:
O funcionário riu com esforço, e despediu-se enojado. Entrou numa livraria.
O sujeito de riu e despediu-se é o funcionário, mencionado apenas na primeira oração, antes de riu. E é também o sujeito do verbo entrou, pertencente ao período seguinte.

1.4. Sujeito indeterminado
Quando o verbo não se refere a uma pessoa determinada, ou por se desconhecer quem executa a ação, ou por não haver interesse no seu conhecimento, diz-se que o SUJEITO é INDETERMINADO. Nestes casos, põe-se o verbo:

a) ou na 3ª pessoa do plural:
Anunciaram que você morreu.
b) ou na 3ª pessoa do singular, com o pronome se:
Não se falava dele no Ateneu.

1.5. Oração sem sujeito
Não deve ser confundido o SUJEITO INDETERMINADO, que existe, mas não se pode ou não se deseja identificar, com a inexistência do sujeito.
Em orações como as seguintes:
Chove. Anoitece. Faz frio.
Interessa-nos o processo verbal em si, pois não o atribuímos a nenhum ser. Diz-se, então, que o verbo é IMPESSOAL; e o SUJEITO, INEXISTENTE.
Principais casos de oração sem sujeito:

a) com verbos ou expressões que denotam fenômenos da natureza:
De noite choveu muito.
b) com o verbo haver na acepção de "existir":
Há flores, vidros, luz e sombra na casa das seis mulheres.
c) com os verbos haver, fazer e ir, quando indicam tempo decorrido:
Já estou aqui há dois dias.
d) com o verbo ser, na indicação de tempo em geral:
Era inverno na certa no alto sertão.

2. O predicado
O PREDICADO pode ser NOMINAL, VERBAL ou VERBO-NOMINAL.

2.1. Predicado nominal
O PREDICADO NOMINAL é formado por um VERBO DE LIGAÇÃO + PREDICATIVO DO SUJEITO.

2.1.1. O verbo de ligação
Os VERBOS DE LIGAÇÃO servem para estabelecer a união entre duas palavras ou expressões de caráter nominal. Não trazem propriamente idéia nova ao sujeito; funcionam apenas como elo entre este e o seu predicativo.
Os verbos de ligação podem expressar:

a) estado permanente:
O fato é vulgaríssimo.
b) estado transitório:
Os caboclos estavam desconfiados.
c) mudança de estado:
Fiquei sensibilizadíssimo.
d) continuidade de estado:
O rapaz continua indeciso.
e) aparência de estado:
Os olhos pareciam uma posta de sangue.

2.1.2. O predicativo do sujeito
PREDICATIVO DO SUJEITO é o núcleo do PREDICADO NOMINAL, ou seja, aquilo que se declara do sujeito.
Pode ser representado por:

a) substantivo ou expressão substantivada:
Eras marido e filho?
Não, eu não era o 301.
b) adjetivo ou locução adjetiva:
Ele ficou pasmo, sem palavras.
c) pronome:
Nunca fora nada na vida...
d) numeral:
Duas são as representações elementares do agradável realizado. (R. POMPÉIA)
e) oração:
O pior é que parti os óculos.

Odisseia, de Homero

Transposta para a literatura do século 20 por James Joyce, em Ulisses, e presente na estrutura de um sem-número de obras artísticas desde a Antiguidade em gêneros que vão do teatro às artes plásticas, a Odisseia é o que o crítico Otto Maria Carpeaux definiu como "a bíblia estética, religiosa e política dos gregos que se transformou na bíblia literária da civilização ocidental inteira". 

Continuação da Ilíada, a obra acompanha Odisseu (nome grego de Ulisses) em sua jornada de regresso à sua cidade natal, Ítaca, após a Guerra de Troia. Durante os dez anos de sua viagem, ele enfrenta a ira de deuses, a sedução de ninfas, é capturado por ciclopes e sofre o assédio de sereias, entre outras peripécias. Todo esse conjunto de acontecimentos fantásticos faz da Odisseia uma epopeia diferente da Ilíada, na qual os heróis épicos não participam de aventuras fabulosas ou enfrentam monstros e entidades anacrônicas. 


Segundo o escritor italiano Italo Calvino, uma das novidades da Odisseia foi justamente "ter colocado um herói épico como Ulisses às voltas com bruxas e gigantes, monstros e devoradores de homens". Dessa maneira, submetendo um herói, tradicionalmente um paradigma de virtudes aristocráticas e militares, às "mais duras fadigas, dor e solidão", Homero o aproxima do homem moderno. 

Assim, a persistência de Odisseu para atingir seus objetivos e sua luta contra o universo arcaico representam, em larga medida, o homem moderno em seu embate diário contra as angústias e dores de seu tempo. Lançando mão da sabedoria e do equilíbrio, mas também de astúcia, o herói constrói uma nova ordem que confronta o obscurantismo de um mundo dominado pelos caprichos dos deuses. 

A modernidade temática, construída sobre dicotomias - seja entre o mundo mítico e o mundo dos homens, seja entre a necessidade de prosseguir e os obstáculos que incitam à permanência -, encontra consonância com um registro de tipo mais realista. Esse mundo nos é apresentado por meio de uma técnica narrativa largamente empregada na literatura dos tempos modernos, a inversão temporal, segundo a qual os eventos são narrados em retrospectiva, em uma ordem não cronológica. 

O poema se inicia com a Telemaquia, uma narrativa paralela à de Odisseu, que conta a viagem de seu filho, Telêmaco, em busca do pai. Depois de passar por Pilos, na Grécia, Telêmaco encontra-se com o rei Menelau e sua mulher, Helena, que narram as façanhas de Ulisses durante a Guerra de Troia. 

Enquanto isso, Ulisses aporta na ilha dos feácios, depois de passar sete anos na ilha da ninfa Calipso, e conta ao rei Alcínoo suas peripécias até chegar ali. Com o apoio de Zeus e Palas Atena, mas perseguido por Poseidon, deus dos mares, o herói fora obrigado a enfrentar inúmeros obstáculos e a lutar para não "esquecer do retorno", segundo Homero. 


Com a ajuda dos feácios, Odisseu consegue chegar a Ítaca. Em sua terra natal, se faz passar por mendigo até revelar sua identidade para a esposa, Penélope, que o havia esperado, preterindo seus vários pretendentes com a desculpa de que precisava terminar de tecer um véu para a mortalha do sogro Laertes, trabalho que fazia de dia e desfazia ao anoitecer - uma imagem que, como tantas outras desse épico, ficou gravada na história.

Questão de vestibular

Dadas as sentenças:
I. THE TITANIC sank in the beginning of the XX century.
II. THE BABY OF OUR UPSTAIRS NEIGHBORS is crying aloud.
III. MY PET is the smartest of the neighborhood. Everybody
enjoys seeing him.
– A alternativa que possui os pronomes que substituem
corretamente os termos em destaque é: 

a) It – She – It
b) It – She – He
c) He – She – He
d) She – He – He 
e) She – It – He 
A resposta correta é a letra E. 

Na sentença I usa-se "She" porque em carros, motos e navios em geral são coisas estimadas, queridas afetivamente pelo seu possuidor, por isso que se usa "She". Na sentença II usa-se "It" porque quando não se sabe o sexo do bebê, ou mesmo quando se sabe, é preferível usar o "It" para generalizá-lo, o que também ocorre no português, já que alguém raramente diz "A bebê" mesmo quando se é do sexo feminino. Na sentença III usa-se "He" porque quando se diz "MY PET is the smartest of the neighborhood. Everybody enjoys seeing him." já dá automaticamente para saber que é "He" porque há o pronome objeto "him" fazendo referência ao sujeito da primeira frase, e o correspondente de "him" para sujeito é o "he". 
Por Iridescent

sábado, 6 de abril de 2013

FIGURAS DE LINGUAGEM


FIGURAS DE LINGUAGEM
São recursos que tornam mais expressivas as mensagens. Subdividem-se em figuras de som, figuras de construção, figuras de pensamento e figuras de palavras.

Figuras de som

a) aliteração: consiste na repetição ordenada de mesmos sons consonantais.
“Esperando, parada, pregada na pedra do porto.”

b) assonância: consiste na repetição ordenada de sons vocálicos idênticos.
“Sou um mulato nato no sentido lato
mulato democrático do litoral.”

c) paronomásia: consiste na aproximação de palavras de sons parecidos, mas de significados distintos.
“Eu que passo, penso e peço.”

Figuras de construção

a) elipse: consiste na omissão de um termo facilmente identificável pelo contexto.
“Na sala, apenas quatro ou cinco convidados.” (omissão de havia)

b) zeugma: consiste na elipse de um termo que já apareceu antes.
Ele prefere cinema; eu, teatro. (omissão de prefiro)

c) polissíndeto: consiste na repetição de conectivos ligando termos da oração ou elementos do período.
“ E sob as ondas ritmadas
e sob as nuvens e os ventos
e sob as pontes e sob o sarcasmo
e sob a gosma e sob o vômito (...)”

d) inversão: consiste na mudança da ordem natural dos termos na frase.
“De tudo ficou um pouco.
Do meu medo. Do teu asco.”

e) silepse: consiste na concordância não com o que vem expresso, mas com o que se subentende, com o que está implícito. A silepse pode ser:

• De gênero
Vossa Excelência está preocupado.

• De número
Os Lusíadas glorificou nossa literatura.

• De pessoa
“O que me parece inexplicável é que os brasileiros persistamos em comer essa coisinha verde e mole que se derrete na boca.”

f) anacoluto: consiste em deixar um termo solto na frase. Normalmente, isso ocorre porque se inicia uma determinada construção sintática e depois se opta por outra.
A vida, não sei realmente se ela vale alguma coisa.

g) pleonasmo: consiste numa redundância cuja finalidade é reforçar a mensagem.
“E rir meu riso e derramar meu pranto.”

h) anáfora: consiste na repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases.
“ Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer”


a) elipse: consiste na omissão de um termo facilmente identificável pelo contexto.
“Na sala, apenas quatro ou cinco convidados.” (omissão de havia)

b) zeugma: consiste na elipse de um termo que já apareceu antes.
Ele prefere cinema; eu, teatro. (omissão de prefiro)

c) polissíndeto: consiste na repetição de conectivos ligando termos da oração ou elementos do período.
“ E sob as ondas ritmadas
e sob as nuvens e os ventos
e sob as pontes e sob o sarcasmo
e sob a gosma e sob o vômito (...)”

d) inversão: consiste na mudança da ordem natural dos termos na frase.
“De tudo ficou um pouco.
Do meu medo. Do teu asco.”

e) silepse: consiste na concordância não com o que vem expresso, mas com o que se subentende, com o que está implícito. A silepse pode ser:

• De gênero
Vossa Excelência está preocupado.

• De número
Os Lusíadas glorificou nossa literatura.

• De pessoa
“O que me parece inexplicável é que os brasileiros persistamos em comer essa coisinha verde e mole que se derrete na boca.”

f) anacoluto: consiste em deixar um termo solto na frase. Normalmente, isso ocorre porque se inicia uma determinada construção sintática e depois se opta por outra.
A vida, não sei realmente se ela vale alguma coisa.

g) pleonasmo: consiste numa redundância cuja finalidade é reforçar a mensagem.
“E rir meu riso e derramar meu pranto.”

h) anáfora: consiste na repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases.
“ Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer”

Figuras de pensamento

a) antítese: consiste na aproximação de termos contrários, de palavras que se opõem pelo sentido.
“Os jardins têm vida e morte.”

b) ironia: é a figura que apresenta um termo em sentido oposto ao usual, obtendo-se, com isso, efeito crítico ou humorístico.
“A excelente Dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças.”

c) eufemismo: consiste em substituir uma expressão por outra menos brusca; em síntese, procura-se suavizar alguma afirmação desagradável.
Ele enriqueceu por meios ilícitos. (em vez de ele roubou)

d) hipérbole: trata-se de exagerar uma idéia com finalidade enfática.
Estou morrendo de sede. (em vez de estou com muita sede)

e) prosopopéia ou personificação: consiste em atribuir a seres inanimados predicativos que são próprios de seres animados.
O jardim olhava as crianças sem dizer nada.

f) gradação ou clímax: é a apresentação de idéias em progressão ascendente (clímax) ou descendente (anticlímax)
“Um coração chagado de desejos
Latejando, batendo, restrugindo.”

g) apóstrofe: consiste na interpelação enfática a alguém (ou alguma coisa personificada).
“Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!”


a) antítese: consiste na aproximação de termos contrários, de palavras que se opõem pelo sentido.
“Os jardins têm vida e morte.”

b) ironia: é a figura que apresenta um termo em sentido oposto ao usual, obtendo-se, com isso, efeito crítico ou humorístico.
“A excelente Dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças.”

c) eufemismo: consiste em substituir uma expressão por outra menos brusca; em síntese, procura-se suavizar alguma afirmação desagradável.
Ele enriqueceu por meios ilícitos. (em vez de ele roubou)

d) hipérbole: trata-se de exagerar uma idéia com finalidade enfática.
Estou morrendo de sede. (em vez de estou com muita sede)

e) prosopopéia ou personificação: consiste em atribuir a seres inanimados predicativos que são próprios de seres animados.
O jardim olhava as crianças sem dizer nada.

f) gradação ou clímax: é a apresentação de idéias em progressão ascendente (clímax) ou descendente (anticlímax) “Um coração chagado de desejos
Latejando, batendo, restrugindo.”

g) apóstrofe: consiste na interpelação enfática a alguém (ou alguma coisa personificada).
“Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!”

Figuras de palavras

a) metáfora: consiste em empregar um termo com significado diferente do habitual, com base numa relação de similaridade entre o sentido próprio e o sentido figurado. A metáfora implica, pois, uma comparação em que o conectivo comparativo fica subentendido.
“Meu pensamento é um rio subterrâneo.”

b) metonímia: como a metáfora, consiste numa transposição de significado, ou seja, uma palavra que usualmente significa uma coisa passa a ser usada com outro significado. Todavia, a transposição de significados não é mais feita com base em traços de semelhança, como na metáfora. A metonímia explora sempre alguma relação lógica entre os termos. Observe:
Não tinha teto em que se abrigasse. (teto em lugar de casa)

c) catacrese: ocorre quando, por falta de um termo específico para designar um conceito, torna-se outro por empréstimo. Entretanto, devido ao uso contínuo, não mais se percebe que ele está sendo empregado em sentido figurado.
O pé da mesa estava quebrado.

d) antonomásia ou perífrase: consiste em substituir um nome por uma expressão que o identifique com facilidade:
...os quatro rapazes de Liverpool (em vez de os Beatles)

e) sinestesia: trata-se de mesclar, numa expressão, sensações percebidas por diferentes órgãos do sentido.
A luz crua da madrugada invadia meu quarto.


a) metáfora: consiste em empregar um termo com significado diferente do habitual, com base numa relação de similaridade entre o sentido próprio e o sentido figurado. A metáfora implica, pois, uma comparação em que o conectivo comparativo fica subentendido.
“Meu pensamento é um rio subterrâneo.”

b) metonímia: como a metáfora, consiste numa transposição de significado, ou seja, uma palavra que usualmente significa uma coisa passa a ser usada com outro significado. Todavia, a transposição de significados não é mais feita com base em traços de semelhança, como na metáfora. A metonímia explora sempre alguma relação lógica entre os termos. Observe:
Não tinha teto em que se abrigasse. (teto em lugar de casa)

c) catacrese: ocorre quando, por falta de um termo específico para designar um conceito, torna-se outro por empréstimo. Entretanto, devido ao uso contínuo, não mais se percebe que ele está sendo empregado em sentido figurado.
O pé da mesa estava quebrado.

d) antonomásia ou perífrase: consiste em substituir um nome por uma expressão que o identifique com facilidade:
...os quatro rapazes de Liverpool (em vez de os Beatles)

e) sinestesia: trata-se de mesclar, numa expressão, sensações percebidas por diferentes órgãos do sentido.
A luz crua da madrugada invadia meu quarto.

Vícios de linguagem

A gramática é um conjunto de regras que estabelece um determinado uso da língua, denominado norma culta ou língua padrão. Acontece que as normas estabelecidas pela gramática normativa nem sempre são obedecidas, em se tratando da linguagem escrita.  O ato de desviar-se da norma padrão no intuito de alcançar uma maior expressividade, refere-se às figuras de linguagem. Quando o desvio se dá pelo não conhecimento da norma culta, temos os chamados vícios de linguagem.

a) barbarismo: consiste em grafar ou pronunciar uma palavra em desacordo com a norma culta.
pesquiza (em vez de pesquisa)
prototipo (em vez de protótipo)

b) solecismo: consiste em desviar-se da norma culta na construção sintática.
Fazem dois meses que ele não aparece. (em vez de faz ; desvio na sintaxe de concordância)

c) ambiguidade ou anfibologia: trata-se de construir a frase de um modo tal que ela apresente mais de um sentido.
O guarda deteve o suspeito em sua casa. (na casa de quem: do guarda ou do suspeito?)

d) cacófato: consiste no mau som produzido pela junção de palavras.
Paguei cinco mil reais por cada.

e) pleonasmo vicioso:  consiste na repetição desnecessária de uma ideia.
O pai ordenou que a menina entrasse para dentro imediatamente.
Observação: Quando o uso do pleonasmo se dá de modo enfático, este não é considerado vicioso.

f) eco: trata-se da repetição de palavras terminadas pelo mesmo som.
O menino repetente mente alegremente.

A gramática é um conjunto de regras que estabelece um determinado uso da língua, denominado norma culta ou língua padrão. Acontece que as normas estabelecidas pela gramática normativa nem sempre são obedecidas, em se tratando da linguagem escrita.  O ato de desviar-se da norma padrão no intuito de alcançar uma maior expressividade, refere-se às figuras de linguagem. Quando o desvio se dá pelo não conhecimento da norma culta, temos os chamados vícios de linguagem.

a) barbarismo: consiste em grafar ou pronunciar uma palavra em desacordo com a norma culta.
pesquiza (em vez de pesquisa)
prototipo (em vez de protótipo)

b) solecismo: consiste em desviar-se da norma culta na construção sintática.
Fazem dois meses que ele não aparece. (em vez de faz ; desvio na sintaxe de concordância)

c) ambiguidade ou anfibologia: trata-se de construir a frase de um modo tal que ela apresente mais de um sentido.
O guarda deteve o suspeito em sua casa. (na casa de quem: do guarda ou do suspeito?)

d) cacófato: consiste no mau som produzido pela junção de palavras.
Paguei cinco mil reais por cada.

e) pleonasmo vicioso:  consiste na repetição desnecessária de uma ideia. O pai ordenou que a menina entrasse para dentro imediatamente.
Observação: Quando o uso do pleonasmo se dá de modo enfático, este não é considerado vicioso.

f) eco: trata-se da repetição de palavras terminadas pelo mesmo som.
O menino repetente mente alegremente.