segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Idealização da Humanidade Futura


Rugia nos meus centros cerebrais
A multidão dos séculos futuros
– Homens que a herança de ímpetos impuros
Tornara etnicamente irracionais! −
Não sei que livro, em letras garrafais,
Meus olhos liam! No húmus dos monturos,
Realizavam-se os partos mais obscuros,
Dentre as genealogias animais!
Como quem esmigalha protozoários
Meti todos os dedos mercenários
Na consciência daquela multidão...
E, em vez de achar a luz que os Céus inflama,
Somente achei moléculas de lama
E a mosca alegre da putrefac                  
ANJOS, Augusto de. Eu e outras poesias

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O PAI PERDIDO

Quatro e  meia da manhã, João Severo, agricultor, homem humilde e simples, viúvo há um ano, acordou mais uma vez sob fortes gritos do pequeno Carlos Severo, seu filho de apenas doze anos de idade, acometido de um terrível tumor cerebral que já tem comprometido boa parte do lado direito. Sem muito questionar o filho, João o põe em seu carro, uma velha camionete, sacrifício de anos de economia, que servia apenas para o transporte de capim e leite em sua pequena propriedade arrendada.
João tinha acabado de perder a mulher de forma trágica e  o que lhe restou da família foi um único filho que ele muito amava. João era um autodidata, aprendeu dirigir sozinho, nunca  foi a uma autoescola, nem para tirar a habilitação, também não podia, era analfabeto. Por causa disso  restringia-se a dirigir no pequeno sítio em que morava.
 Com o filho em grito, João levou-o  ao hospital, na cidade mais próxima: Boi-só, um percurso de sete horas. Fosse um carro novo teria levado a metade.
O garoto ficou internado. João voltava para casa triste, porém para completar sua infelicidade, ele foi parado em uma blitz, apenas uma viatura da polícia militar. João explicou a situação e não obteve êxito. Teve a velha camionete apreendida e tomou uma multa por não ter a habilitação. João severo voltou a pé para casa, já que não tinha levado dinheiro e pago propina aos policiais que o tinham parado para liberar seu carro.
Com o filho internado, sem dinheiro para pagar a multa e retirar o veículo, João entrou em depressão. Era um ano muito difícil, a seca castigava, havia morrido algumas de poucas cabeças de gado que tinha. João Severo não tinha dinheiro nem para ir ao hospital visitar seu único filho.
João entrou em falência, vendeu tudo do pouco que ainda lhe restava. Caiu em desgraça. Sumiu das redondezas.  Foi para outra cidade tentar a sorte, não teve êxito. Caiu na bebedeira. 
Em um determinado dia, em um bar, alguém estava se despedindo de uma outra pessoa, pois estava indo fazer uma viagem para Boi-só. Então  João lembrou de seu filho que tinha deixado internado.  João pegou uma carona.
Lá chegando, soube que seu filho tinha sido adotado por um casal que o tinha levado. 
-Mas é meu filho – Disse João Severo.
--O senhor o deixou aqui já fazia muitos anos. Nós não sabemos para onde foi. – Disse a enfermeira. – Ele não tinha noção que já fazia tanto tempo.
--Como ele estava quando saiu daqui? – Quis saber João.
--Bem, nós não temos muitos recursos... fizemos o que podíamos... é uma cidade pequena e esse tipo de tratamento é muito difícil...
-- Um  dia eu encontrarei meu filho! – Disse João e saiu tristemente.
João Severo chorou  copiosamente noite e dia. Sentindo-se traidor de seu próprio filho, João  levantou cedo do banco da praça em que dormia, mexeu em vários papéis que guardava em sua mochila e viu o recibo da multa que  tinha sofrido, mas sempre guardou, pensando em um dia que pudesse pagar. Dessa vez João olhou diferente para a multa e lembrou que foi a partir dela que tudo começou a ruir em  sua vida. --Vou lutar, vou procurar meu filho! Disse João consigo mesmo. -- tomou um banho no chafariz da praça, já havia alguns dias que não sabia o que era isso, penteou-se, vestiu  sua  melhor roupa e foi até o fórum. Explicou a situação a um defensor público que  escutou e o orientou com o processo.
-- Senhor, gostaria de dizer que vai demorar um pouco a primeira audiência. —Disse o defensor.
-- Por quê? – Quis saber  João.
-- Estamos sem Juiz. O juiz daqui foi transferido. Estamos  esperando um novo.
-- Eu espero por esse novo juiz. Preciso recomeçar minha vida e encontrar meu filho. É tudo que eu quero. -- Disse João
-- Senhor Severo, só preciso de seu endereço para completar a ficha do processo. – Falou o defensor.
-- Desculpe, moço, mas não tenho endereço... Hoje moro na praça.
-- O senhor ainda sabe capinar? – Perguntou o defensor.
-- Sim, claro. Passei minha vida fazendo isso.
-- Então o senhor já tem um endereço. O endereço do meu sítio. Estou precisando de uma pessoa para cortar o capim  que está muito alto. O senhor me aguarde que vou levá-lo lá.  – Disse o defensor público.
João severo ficou muito feliz.  O defensor o levou até o sítio.
--Seu João, o senhor vai ficar aqui neste sítio até que tudo se resolva.
Após longos e longos dias,  João foi ao fórum para sua primeira audiência.
Ao  entrar na sala do juiz, João não entendeu o que está acontecendo, o juiz estava lendo seu processo e chorando. 
-- Senhor, o que está acontecendo? – Perguntou João perturbado.
O juiz, ainda chorando, levantou-se  e abraçou  João e disse: Pai... Sou eu seu filho Carlos. O que o senhor estava procurando  acaba de encontrar. Deus me curou, pai, daquela doença. Hoje sou um cristão... Consegui porque Deus me deu a vitória e será feita justiça a ti também, meu pai.

                                                                                                                                 Joerlândio Cordeiro

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O PROFESSOR ESTÁ SEMPRE ERRADO


O material escolar mais barato
que existe na praça é o
PROFESSOR!
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia'.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta ao colégio, é um 'caxias'.
Precisa faltar, é um 'turista'.
Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, deu 'mole'.

É, o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!

Detalhe: eu finalizei com um ponto de exclamação. O de interrogação não é culpa minha (rs).
                                                                                                                                Jô Soares

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

verbos auxiliares (em inglês)

VERBOS AUXILIARES são os que não mudam o sentido do verbo principal:
1 – To be
-auxilia na formação da voz passiva (passive voice) e dos progressive tenses (locuções verbais)
Exemplos:
The lamp was invented by Thomas Edison (A lâmpada foi inventada por Thomas Edison)
I am studying (Estou estudando)
2 – To do
- auxilia na forma interrogativa e negativa do presente simples (simple present) e pretéritos perfeito e imperfeito (simple past)
Exemplos:
Do you live here? (Você vive aqui?)
Does he play the guitar? (Ele toca guitarra?)
He didn´t go to the match yesterday (Ele não foi à partida ontem)
3 – To have
- auxiliar na formação dos tempos compostos (perfect tenses)
Exemplos:
I have studied a lot lately (present perfect) (Eu tenho estudado muito ultimamente)
He had already did that (past perfect) (Ele já havia feito isso)
Importante salientar que esses três verbos podem funcionar como verbo principal:
Exemplos:
I am late (Eu estou atrasado)
He has a fast car (Ele tem um carro veloz)
We did the homework (Nós fizemos o dever de casa)
Em perguntas você pode mudar o tempo verbal de uma frase simplesmente mudando o verbo auxiliar, em vez de memorizar as conjugações dos verbos.
Por exemplo:
Do you play soccer? = Você joga futebol?
Did you play soccer? = Você jogou futebol?
Will you play soccer? = Você jogará futebol?
Would you play soccer? = Você jogaria futebol?
Note que os verbos auxiliares não tem um significado próprio na frase::
Do    you    play     soccer
=     Você    joga     futebol?
É por isso que um auxiliar funciona como uma tabuleta. O que você entende quando vê uma placa com um cigarro cortado, por uma linha diagonal vermelha? Que não pode fumar ali, certo? Pois é a mesma coisa: quando lemos ou ouvimos um auxiliar, o nosso cérebro já interpreta a mensagem como sendo “Atenção essa frase está no presente! (ou no passado, ou no futuro, dependendo do auxiliar que foi usado).
B) aqueles que mudam ou completam o sentido do verbo principal, sendo usados para indicar capacidade, habilidade, obrigação, permissão, ou possibilidade. São os denominados auxiliares modais:
Can, Could, May, Might, Must, Ought, Shall, Should
Exemplos:
-You might need this (Você talvez precise disso) – sentido de possibilidade
-You can use my car (Você pode usar meu carro) – sentido de permissão

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

advérbios (em inglês)

ADVÉRBIO
DE
AFIRMAÇÃO
certainly, certamente
evidently, evidentemente
indeed, sem dúvida
obviously, obviamente
yes, sim
surely, certamente
indubitably, indubitavelmente
etc...
ADVÉRBIO
DE
DÚVIDA
maybe, possivelmente
perchance, porventura
perhaps, talvez
possibly, possivelmente
etc...
ADVÉRBIO
DE
FREQÜÊNCIA
 
daily, diariamente
monthly, mensalmente
occasionally, de quando em quando
often, freqüentemente
yearly, anualmente
rarely, raramente
weekly, semanalmente
etc...
ADVÉRBIO
DE
INTENSIDADE
 
completely, completamente
enough, bastante
entirely, inteiramente
much, muito
nearly, quase
pretty, bastante
wholly, inteiramente
quite, completamente
rather,bastante
slightly, ligeiramente
equally, igualmente
exactly, exatamente
greatly, grandemente
very, muito
sufficiently, suficientemente
throughly, completamente
too, demasiadamente
largely, grandemente
little, pouco
merely, meramente
utterly, totalmente
ADVÉRBIO
DE
LUGAR
 
above, em cima
anywhere, em qualquer parte
around, em redor
below, abaixo
evrywhere, em toda a parte
far, longe
here, aqui
hither, para cá
near, perto
nowhere,em parte alguma
there, lá
thither, para lá
where, onde
younder, além
ADVÉRBIO
DE
MODO
 
actively, ativamente
amiss, erroneamente
badly, mal
boldly, audaciosamente
faithfully, fielmente
 
fast, rapidamente
fiercely, ferozmente
gladly, alegremente
ill, mal
puposely, intencionalmente
 
quickly, rapidamente
simply, simplesmente
steadily, firmemente
truly,verdadeiramente
well, bem

ADVÉRBIO
DE
NEGAÇÃO

 
no, not, não

ADVÉRBIO
DE
ORDEM

 
firstly, primeiramente
 
secondly, em segundo lugar
 
thirdly, em terceiro lugar
ADVÉRBIO
DE
TEMPO
 
already, já
always, sempre
early, cedo
formerly, outrora
hereafter, doravante
immediately, imediatamente
 
late, tarde
lately, ultimamente
never, nunca
now, agora
presently, dentro em pouco
shortly, em breve
 
soon, brevemente
still, ainda
then, então
today, hoje
tomorrow, amanhã
when, quando
yesterday, ontem
ADVÉRBIO
INTERROGATIVOS
 
how, como
 
when, quando
 
where, onde
why, por que

LOCUÇÕES ADVERBIAIS
  Duas ou mais palavras podem ser usadas conjuntamente, formando LOCUÇÕES ADVERBIAIS, como:
 
LOC. ADVERBIAL
DE
AFIRMAÇÃO
by all means, certamente
in fact, de fato, na verdade
no doubt, sem dúsvida
 
of course, naturalmente
quite so, perfeitamente
LOC. ADVERBIAL
DE
DÚVIDA
as likely as not, com toda a probabilidade
 
very likely, provavelmente
LOC. ADVERBIAL
DE
FREQÜÊNCIA
again and again, repetidamente
ever and again, repetidamente
day by day, dia a dia
 
every other day, dia sim, dia não
hardly ever, raramente
every now and then, now and again, off and on,
once in a while
, de quando em quando
LOC. ADVERBIAL
DE
INTENSIDADE
almost nil, quase nada
at most, no máximo
in full, por extenso
in the least, por pouco que seja
little by little, pouco a pouco
more or less, mais ou menos
 
next to nothing, quase nada
on the whole, ao todo
to a certain extent, até certo ponto
to a great extent, em grande parte
without stint, sem limites
LOC. ADVERBIAL
DE
LUGAR
across (the) country, através de uma região
at home, em casa
at the seaside, à beira-mar
between two fires, entre dois fogos
by and large, em conjunto
far and near, por toda parte
 
far and wide, por toda parte
on board, a bordo
on shore, em terra firme
to and from, para lá e para cá
through and through, de lado a lado
up hill and down vale, por montes e por vales
LOC. ADVERBIAL
DE
MODO
arm in arm, de braços dados
at loggerheads, em desavença
at random, ao acaso
by fits and starts, ininterruptamente
fairly well, razoavelmente
 
hand in hand, de mãos dadas
head over heels, de cabeça para baixo
just so, assim mesmo
neck and neck, emparelhados
on credit, a crédito
LOC. ADVERBIAL
DE
NEGAÇÃO
by no means, de maneira alguma
in no case, em hipótese alguma
 
none of that, nada disso
not at all, absolutamente
 
LOC. ADVERBIAL
DE
TEMPO
all at onde, subitamente
all of a sudden, subitamente
at first, a princípio
at length, finalmente
at present, atualmente
at once, imediatamente
at short notice, em breve prazo
for ever and a day, para todo o sempre
from now on, doravante
in after years, em anos vindouros
of late, recentemente
of yore, outrora
on the spur of the moment, no mesmo instante
sooner or late, mais cedo ou mais tarde
up to now, até agora
in a jiffy, in a trice, in a twinkling of an eye,
in two shakes of a dog's tail, in two ticks
,
(em um momento, num abrir e fechar de olhos)

domingo, 28 de novembro de 2010

Função do QUE

O termo “que” pode pertencer a categorias gramaticais diferentes e exerce funções sintáticas diferentes.

Vejamos, separadamente, cada uma das funções do que:

a) Pronome interrogativo: faz referência a pessoas (substantivo) ou a coisas (adjetivo).tivo
Exemplos: O que ocorreu nesta sala? (substantivo)
Que tema você escolheu? (adjetivo – acompanha o substantivo)

b) Pronome relativo: refere-se a um termo anterior.

Exemplo: As crianças que gostam de fabricar seu próprio brinquedo se mostram mais criativas no futuro.

c) Pronome adjetivo indefinido: tem sentido de “quanto”, “quantas”.

Exemplo: Que horas são agora?

d) Conjunção coordenativa aditiva: liga orações e tem valor próximo da conjunção “e”.

Exemplo: Diz que diz, mas não faz nada!

e) Conjunção coordenativa explicativa: valor próximo de “pois”.

Exemplo: Devemos nos amar, que o ódio consome e destrói a alma.

f) Conjunção subordinativa integrante: introduz oração subordinada substantiva.

Exemplo: Ficou claro que você não vai mais discutir o mesmo assunto. /

g) Conjunção subordinativa causal: valor próximo de “porque”.

Exemplo: Corram, que o tornado está próximo da nossa cidade!

h) Conjunção subordinativa temporal: valor próximo de “desde que”.

Exemplo: Cinco anos passaram que dali fomos embora.

i) Conjunção subordinativa concessiva: valor próximo de “embora”, “ainda que”

Exemplo: Que não gostem de nosso companheirismo, continuaremos unidos!

j) Conjunção subordinativa consecutiva: exprime conseqüência.

Exemplo: Tanto pediu que foi atendido.

k) Substantivo: quando se refere à própria partícula “que”. Vem acentuado por ser monossílabo tônico, acompanhado ou de artigo ou de palavra com valor de adjetivo.

Exemplo: Este livro tem um quê de instigação e mistério.

l) Interjeição: exprime surpresa, espanto e vem acentuado:

Exemplo: Quê! Po?

m) Partícula de realce: não prejudica a estrutura sintática se retirado.

Exemplo: Que vontade que tenho de conversar com você às vezes.

n) Preposição: substitui a preposição “de” quando acompanhada dos verbos ter e haver.

Exemplo: Tenho que vestir algo apropriado.
Há que se perceber o equívoco.