terça-feira, 14 de dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Idealização da Humanidade Futura
Rugia nos meus centros cerebrais
A multidão dos séculos futuros
– Homens que a herança de ímpetos impuros
Tornara etnicamente irracionais! −
Não sei que livro, em letras garrafais,
Meus olhos liam! No húmus dos monturos,
Realizavam-se os partos mais obscuros,
Dentre as genealogias animais!
Como quem esmigalha protozoários
Meti todos os dedos mercenários
Na consciência daquela multidão...
E, em vez de achar a luz que os Céus inflama,
Somente achei moléculas de lama
E a mosca alegre da putrefac
ANJOS, Augusto de. Eu e outras poesiasquinta-feira, 9 de dezembro de 2010
O PAI PERDIDO
Quatro e meia da manhã, João Severo, agricultor, homem humilde e simples, viúvo há um ano, acordou mais uma vez sob fortes gritos do pequeno Carlos Severo, seu filho de apenas doze anos de idade, acometido de um terrível tumor cerebral que já tem comprometido boa parte do lado direito. Sem muito questionar o filho, João o põe em seu carro, uma velha camionete, sacrifício de anos de economia, que servia apenas para o transporte de capim e leite em sua pequena propriedade arrendada.
João tinha acabado de perder a mulher de forma trágica e o que lhe restou da família foi um único filho que ele muito amava. João era um autodidata, aprendeu dirigir sozinho, nunca foi a uma autoescola, nem para tirar a habilitação, também não podia, era analfabeto. Por causa disso restringia-se a dirigir no pequeno sítio em que morava.
Com o filho em grito, João levou-o ao hospital, na cidade mais próxima: Boi-só, um percurso de sete horas. Fosse um carro novo teria levado a metade.
O garoto ficou internado. João voltava para casa triste, porém para completar sua infelicidade, ele foi parado em uma blitz, apenas uma viatura da polícia militar. João explicou a situação e não obteve êxito. Teve a velha camionete apreendida e tomou uma multa por não ter a habilitação. João severo voltou a pé para casa, já que não tinha levado dinheiro e pago propina aos policiais que o tinham parado para liberar seu carro.
Com o filho internado, sem dinheiro para pagar a multa e retirar o veículo, João entrou em depressão. Era um ano muito difícil, a seca castigava, havia morrido algumas de poucas cabeças de gado que tinha. João Severo não tinha dinheiro nem para ir ao hospital visitar seu único filho.
João entrou em falência, vendeu tudo do pouco que ainda lhe restava. Caiu em desgraça. Sumiu das redondezas. Foi para outra cidade tentar a sorte, não teve êxito. Caiu na bebedeira.
Em um determinado dia, em um bar, alguém estava se despedindo de uma outra pessoa, pois estava indo fazer uma viagem para Boi-só. Então João lembrou de seu filho que tinha deixado internado. João pegou uma carona.
Lá chegando, soube que seu filho tinha sido adotado por um casal que o tinha levado.
-Mas é meu filho – Disse João Severo.
--O senhor o deixou aqui já fazia muitos anos. Nós não sabemos para onde foi. – Disse a enfermeira. – Ele não tinha noção que já fazia tanto tempo.
--Como ele estava quando saiu daqui? – Quis saber João.
--Bem, nós não temos muitos recursos... fizemos o que podíamos... é uma cidade pequena e esse tipo de tratamento é muito difícil...
-- Um dia eu encontrarei meu filho! – Disse João e saiu tristemente.
João Severo chorou copiosamente noite e dia. Sentindo-se traidor de seu próprio filho, João levantou cedo do banco da praça em que dormia, mexeu em vários papéis que guardava em sua mochila e viu o recibo da multa que tinha sofrido, mas sempre guardou, pensando em um dia que pudesse pagar. Dessa vez João olhou diferente para a multa e lembrou que foi a partir dela que tudo começou a ruir em sua vida. --Vou lutar, vou procurar meu filho! Disse João consigo mesmo. -- tomou um banho no chafariz da praça, já havia alguns dias que não sabia o que era isso, penteou-se, vestiu sua melhor roupa e foi até o fórum. Explicou a situação a um defensor público que escutou e o orientou com o processo.
-- Senhor, gostaria de dizer que vai demorar um pouco a primeira audiência. —Disse o defensor.
-- Por quê? – Quis saber João.
-- Estamos sem Juiz. O juiz daqui foi transferido. Estamos esperando um novo.
-- Eu espero por esse novo juiz. Preciso recomeçar minha vida e encontrar meu filho. É tudo que eu quero. -- Disse João
-- Senhor Severo, só preciso de seu endereço para completar a ficha do processo. – Falou o defensor.
-- Desculpe, moço, mas não tenho endereço... Hoje moro na praça.
-- O senhor ainda sabe capinar? – Perguntou o defensor.
-- Sim, claro. Passei minha vida fazendo isso.
-- Então o senhor já tem um endereço. O endereço do meu sítio. Estou precisando de uma pessoa para cortar o capim que está muito alto. O senhor me aguarde que vou levá-lo lá. – Disse o defensor público.
João severo ficou muito feliz. O defensor o levou até o sítio.
--Seu João, o senhor vai ficar aqui neste sítio até que tudo se resolva.
Após longos e longos dias, João foi ao fórum para sua primeira audiência.
Ao entrar na sala do juiz, João não entendeu o que está acontecendo, o juiz estava lendo seu processo e chorando.
-- Senhor, o que está acontecendo? – Perguntou João perturbado.
O juiz, ainda chorando, levantou-se e abraçou João e disse: Pai... Sou eu seu filho Carlos. O que o senhor estava procurando acaba de encontrar. Deus me curou, pai, daquela doença. Hoje sou um cristão... Consegui porque Deus me deu a vitória e será feita justiça a ti também, meu pai.
Joerlândio Cordeiro
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
O PROFESSOR ESTÁ SEMPRE ERRADO
O material escolar mais barato
que existe na praça é o
PROFESSOR!
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia'.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta ao colégio, é um 'caxias'.
Precisa faltar, é um 'turista'.
Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, deu 'mole'.
É, o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!
Detalhe: eu finalizei com um ponto de exclamação. O de interrogação não é culpa minha (rs).
Jô Soares
sábado, 4 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
verbos auxiliares (em inglês)
VERBOS AUXILIARES são os que não mudam o sentido do verbo principal:
1 – To be
-auxilia na formação da voz passiva (passive voice) e dos progressive tenses (locuções verbais)
Exemplos:
The lamp was invented by Thomas Edison (A lâmpada foi inventada por Thomas Edison)
I am studying (Estou estudando)
2 – To do
- auxilia na forma interrogativa e negativa do presente simples (simple present) e pretéritos perfeito e imperfeito (simple past)
Exemplos:
Do you live here? (Você vive aqui?)
Does he play the guitar? (Ele toca guitarra?)
He didn´t go to the match yesterday (Ele não foi à partida ontem)
3 – To have
- auxiliar na formação dos tempos compostos (perfect tenses)
Exemplos:
I have studied a lot lately (present perfect) (Eu tenho estudado muito ultimamente)
He had already did that (past perfect) (Ele já havia feito isso)
Importante salientar que esses três verbos podem funcionar como verbo principal:
Exemplos:
I am late (Eu estou atrasado)
He has a fast car (Ele tem um carro veloz)
We did the homework (Nós fizemos o dever de casa)
Em perguntas você pode mudar o tempo verbal de uma frase simplesmente mudando o verbo auxiliar, em vez de memorizar as conjugações dos verbos.
Por exemplo:
Do you play soccer? = Você joga futebol?
Did you play soccer? = Você jogou futebol?
Will you play soccer? = Você jogará futebol?
Would you play soccer? = Você jogaria futebol?
Note que os verbos auxiliares não tem um significado próprio na frase::
Do you play soccer
= Você joga futebol?
É por isso que um auxiliar funciona como uma tabuleta. O que você entende quando vê uma placa com um cigarro cortado, por uma linha diagonal vermelha? Que não pode fumar ali, certo? Pois é a mesma coisa: quando lemos ou ouvimos um auxiliar, o nosso cérebro já interpreta a mensagem como sendo “Atenção essa frase está no presente! (ou no passado, ou no futuro, dependendo do auxiliar que foi usado).
B) aqueles que mudam ou completam o sentido do verbo principal, sendo usados para indicar capacidade, habilidade, obrigação, permissão, ou possibilidade. São os denominados auxiliares modais:
Can, Could, May, Might, Must, Ought, Shall, Should
Exemplos:
-You might need this (Você talvez precise disso) – sentido de possibilidade
-You can use my car (Você pode usar meu carro) – sentido de permissão
1 – To be
-auxilia na formação da voz passiva (passive voice) e dos progressive tenses (locuções verbais)
Exemplos:
The lamp was invented by Thomas Edison (A lâmpada foi inventada por Thomas Edison)
I am studying (Estou estudando)
2 – To do
- auxilia na forma interrogativa e negativa do presente simples (simple present) e pretéritos perfeito e imperfeito (simple past)
Exemplos:
Do you live here? (Você vive aqui?)
Does he play the guitar? (Ele toca guitarra?)
He didn´t go to the match yesterday (Ele não foi à partida ontem)
3 – To have
- auxiliar na formação dos tempos compostos (perfect tenses)
Exemplos:
I have studied a lot lately (present perfect) (Eu tenho estudado muito ultimamente)
He had already did that (past perfect) (Ele já havia feito isso)
Importante salientar que esses três verbos podem funcionar como verbo principal:
Exemplos:
I am late (Eu estou atrasado)
He has a fast car (Ele tem um carro veloz)
We did the homework (Nós fizemos o dever de casa)
Em perguntas você pode mudar o tempo verbal de uma frase simplesmente mudando o verbo auxiliar, em vez de memorizar as conjugações dos verbos.
Por exemplo:
Do you play soccer? = Você joga futebol?
Did you play soccer? = Você jogou futebol?
Will you play soccer? = Você jogará futebol?
Would you play soccer? = Você jogaria futebol?
Note que os verbos auxiliares não tem um significado próprio na frase::
Do you play soccer
= Você joga futebol?
É por isso que um auxiliar funciona como uma tabuleta. O que você entende quando vê uma placa com um cigarro cortado, por uma linha diagonal vermelha? Que não pode fumar ali, certo? Pois é a mesma coisa: quando lemos ou ouvimos um auxiliar, o nosso cérebro já interpreta a mensagem como sendo “Atenção essa frase está no presente! (ou no passado, ou no futuro, dependendo do auxiliar que foi usado).
B) aqueles que mudam ou completam o sentido do verbo principal, sendo usados para indicar capacidade, habilidade, obrigação, permissão, ou possibilidade. São os denominados auxiliares modais:
Can, Could, May, Might, Must, Ought, Shall, Should
Exemplos:
-You might need this (Você talvez precise disso) – sentido de possibilidade
-You can use my car (Você pode usar meu carro) – sentido de permissão
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
advérbios (em inglês)
| ADVÉRBIO DE AFIRMAÇÃO | certainly, certamente evidently, evidentemente | indeed, sem dúvida obviously, obviamente yes, sim | surely, certamente indubitably, indubitavelmente etc... |
| ADVÉRBIO DE DÚVIDA | maybe, possivelmente perchance, porventura | perhaps, talvez possibly, possivelmente etc... | |
| ADVÉRBIO DE FREQÜÊNCIA | daily, diariamente monthly, mensalmente | occasionally, de quando em quando often, freqüentemente yearly, anualmente | rarely, raramente weekly, semanalmente etc... |
| ADVÉRBIO DE INTENSIDADE | completely, completamente enough, bastante entirely, inteiramente much, muito nearly, quase pretty, bastante wholly, inteiramente | quite, completamente rather,bastante slightly, ligeiramente equally, igualmente exactly, exatamente greatly, grandemente very, muito | sufficiently, suficientemente throughly, completamente too, demasiadamente largely, grandemente little, pouco merely, meramente utterly, totalmente |
| ADVÉRBIO DE LUGAR | above, em cima anywhere, em qualquer parte around, em redor below, abaixo evrywhere, em toda a parte | far, longe here, aqui hither, para cá near, perto nowhere,em parte alguma | there, lá thither, para lá where, onde younder, além |
| ADVÉRBIO DE MODO | actively, ativamente amiss, erroneamente badly, mal boldly, audaciosamente faithfully, fielmente | fast, rapidamente fiercely, ferozmente gladly, alegremente ill, mal puposely, intencionalmente | quickly, rapidamente simply, simplesmente steadily, firmemente truly,verdadeiramente well, bem |
ADVÉRBIO DE NEGAÇÃO | no, not, não | ||
ADVÉRBIO DE ORDEM | firstly, primeiramente | secondly, em segundo lugar | thirdly, em terceiro lugar |
| ADVÉRBIO DE TEMPO | already, já always, sempre early, cedo formerly, outrora hereafter, doravante immediately, imediatamente | late, tarde lately, ultimamente never, nunca now, agora presently, dentro em pouco shortly, em breve | soon, brevemente still, ainda then, então today, hoje tomorrow, amanhã when, quando yesterday, ontem |
| ADVÉRBIO INTERROGATIVOS | how, como | when, quando | where, onde why, por que |
LOCUÇÕES ADVERBIAIS
Duas ou mais palavras podem ser usadas conjuntamente, formando LOCUÇÕES ADVERBIAIS, como:
| LOC. ADVERBIAL DE AFIRMAÇÃO | by all means, certamente in fact, de fato, na verdade no doubt, sem dúsvida | of course, naturalmente quite so, perfeitamente |
| LOC. ADVERBIAL DE DÚVIDA | as likely as not, com toda a probabilidade | very likely, provavelmente |
| LOC. ADVERBIAL DE FREQÜÊNCIA | again and again, repetidamente ever and again, repetidamente day by day, dia a dia | every other day, dia sim, dia não hardly ever, raramenteevery now and then, now and again, off and on, once in a while, de quando em quando |
| LOC. ADVERBIAL DE INTENSIDADE | almost nil, quase nada at most, no máximo in full, por extenso in the least, por pouco que seja little by little, pouco a pouco more or less, mais ou menos | next to nothing, quase nada on the whole, ao todo to a certain extent, até certo ponto to a great extent, em grande parte without stint, sem limites |
| LOC. ADVERBIAL DE LUGAR | across (the) country, através de uma região at home, em casa at the seaside, à beira-mar between two fires, entre dois fogos by and large, em conjunto far and near, por toda parte | far and wide, por toda parte on board, a bordo on shore, em terra firme to and from, para lá e para cá through and through, de lado a lado up hill and down vale, por montes e por vales |
| LOC. ADVERBIAL DE MODO | arm in arm, de braços dados at loggerheads, em desavença at random, ao acaso by fits and starts, ininterruptamente fairly well, razoavelmente | hand in hand, de mãos dadas head over heels, de cabeça para baixo just so, assim mesmo neck and neck, emparelhados on credit, a crédito |
| LOC. ADVERBIAL DE NEGAÇÃO | by no means, de maneira alguma in no case, em hipótese alguma | none of that, nada disso not at all, absolutamente |
| LOC. ADVERBIAL DE TEMPO | all at onde, subitamente all of a sudden, subitamente at first, a princípio at length, finalmente at present, atualmente at once, imediatamente at short notice, em breve prazo for ever and a day, para todo o sempre from now on, doravante in after years, em anos vindouros | of late, recentemente of yore, outrora on the spur of the moment, no mesmo instante sooner or late, mais cedo ou mais tarde up to now, até agorain a jiffy, in a trice, in a twinkling of an eye, in two shakes of a dog's tail, in two ticks, (em um momento, num abrir e fechar de olhos) |
domingo, 28 de novembro de 2010
Função do QUE
O termo “que” pode pertencer a categorias gramaticais diferentes e exerce funções sintáticas diferentes.
Vejamos, separadamente, cada uma das funções do que:
a) Pronome interrogativo: faz referência a pessoas (substantivo) ou a coisas (adjetivo).tivo
Exemplos: O que ocorreu nesta sala? (substantivo)
Que tema você escolheu? (adjetivo – acompanha o substantivo)
b) Pronome relativo: refere-se a um termo anterior.
Exemplo: As crianças que gostam de fabricar seu próprio brinquedo se mostram mais criativas no futuro.
c) Pronome adjetivo indefinido: tem sentido de “quanto”, “quantas”.
Exemplo: Que horas são agora?
d) Conjunção coordenativa aditiva: liga orações e tem valor próximo da conjunção “e”.
Exemplo: Diz que diz, mas não faz nada!
e) Conjunção coordenativa explicativa: valor próximo de “pois”.
Exemplo: Devemos nos amar, que o ódio consome e destrói a alma.
f) Conjunção subordinativa integrante: introduz oração subordinada substantiva.
Exemplo: Ficou claro que você não vai mais discutir o mesmo assunto. /
g) Conjunção subordinativa causal: valor próximo de “porque”.
Exemplo: Corram, que o tornado está próximo da nossa cidade!
h) Conjunção subordinativa temporal: valor próximo de “desde que”.
Exemplo: Cinco anos passaram que dali fomos embora.
i) Conjunção subordinativa concessiva: valor próximo de “embora”, “ainda que”
Exemplo: Que não gostem de nosso companheirismo, continuaremos unidos!
j) Conjunção subordinativa consecutiva: exprime conseqüência.
Exemplo: Tanto pediu que foi atendido.
k) Substantivo: quando se refere à própria partícula “que”. Vem acentuado por ser monossílabo tônico, acompanhado ou de artigo ou de palavra com valor de adjetivo.
Exemplo: Este livro tem um quê de instigação e mistério.
l) Interjeição: exprime surpresa, espanto e vem acentuado:
Exemplo: Quê! Po?
m) Partícula de realce: não prejudica a estrutura sintática se retirado.
Exemplo: Que vontade que tenho de conversar com você às vezes.
n) Preposição: substitui a preposição “de” quando acompanhada dos verbos ter e haver.
Exemplo: Tenho que vestir algo apropriado.
Há que se perceber o equívoco.
Vejamos, separadamente, cada uma das funções do que:
a) Pronome interrogativo: faz referência a pessoas (substantivo) ou a coisas (adjetivo).tivo
Exemplos: O que ocorreu nesta sala? (substantivo)
Que tema você escolheu? (adjetivo – acompanha o substantivo)
b) Pronome relativo: refere-se a um termo anterior.
Exemplo: As crianças que gostam de fabricar seu próprio brinquedo se mostram mais criativas no futuro.
c) Pronome adjetivo indefinido: tem sentido de “quanto”, “quantas”.
Exemplo: Que horas são agora?
d) Conjunção coordenativa aditiva: liga orações e tem valor próximo da conjunção “e”.
Exemplo: Diz que diz, mas não faz nada!
e) Conjunção coordenativa explicativa: valor próximo de “pois”.
Exemplo: Devemos nos amar, que o ódio consome e destrói a alma.
f) Conjunção subordinativa integrante: introduz oração subordinada substantiva.
Exemplo: Ficou claro que você não vai mais discutir o mesmo assunto. /
g) Conjunção subordinativa causal: valor próximo de “porque”.
Exemplo: Corram, que o tornado está próximo da nossa cidade!
h) Conjunção subordinativa temporal: valor próximo de “desde que”.
Exemplo: Cinco anos passaram que dali fomos embora.
i) Conjunção subordinativa concessiva: valor próximo de “embora”, “ainda que”
Exemplo: Que não gostem de nosso companheirismo, continuaremos unidos!
j) Conjunção subordinativa consecutiva: exprime conseqüência.
Exemplo: Tanto pediu que foi atendido.
k) Substantivo: quando se refere à própria partícula “que”. Vem acentuado por ser monossílabo tônico, acompanhado ou de artigo ou de palavra com valor de adjetivo.
Exemplo: Este livro tem um quê de instigação e mistério.
l) Interjeição: exprime surpresa, espanto e vem acentuado:
Exemplo: Quê! Po?
m) Partícula de realce: não prejudica a estrutura sintática se retirado.
Exemplo: Que vontade que tenho de conversar com você às vezes.
n) Preposição: substitui a preposição “de” quando acompanhada dos verbos ter e haver.
Exemplo: Tenho que vestir algo apropriado.
Há que se perceber o equívoco.
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