Os movimentos imigratórios sempre tiveram destaque no Enem. Prova disso foi a proposta de redação em 2012, cujo tema foi “O Movimento Imigratório para o Brasil no Século XXI”. Na atualidade, vivemos um momento de intensa discussão sobre este assunto no cenário internacional, pois a Europa já atraiu, até o terceiro trimestre deste ano, mais do que dobro de imigrantes do que no mesmo período do ano passado. A maioria destes é oriunda de países pobres do Oriente Médio e África, e chegam por vias marítimas ou fronteiras não vigiadas com países vizinhos.
Dada esta temática e sua recorrência nas provas anteriores, indicamos a você, caro estudante, a leitura do artigo Os desafios da imigração na Europa. Além disso, trazemos uma questão resolvida do Enem 2014, a qual abrange conhecimentos de geopolítica relacionados ao fluxo migratório.
InfoEnem |
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
Os Movimentos Imigratórios em Perspectiva no Enem
O professor `moderninho` x O PROFESSOR
Na escola, em um dia qualquer, na falta do material para o professor.
O professor `moderninho`: Diretora, só tem os alunos na sala?!! não consigo dar aula sem meu livro... ou sem data-show... ou sem xerox... ou sem giz... ou...
O PROFESSOR: Diretora, os alunos estão na sala? Dê-me apenas uma pedra para realizar minha aula.
O PROFESSOR: Diretora, os alunos estão na sala? Dê-me apenas uma pedra para realizar minha aula.
JSC
Tema Redação: Excesso de Peso e Obesidade no Brasil
Com a proximidade do próximo Enem – Exame Nacional do Ensino Médio – que será realizada nos dias 24 e 25 de outubro de 2015, a maioria dos candidatos fica muito preocupada e ansiosa em relação ao tema da proposta de redação e, por isso, nesta reta final, tentaremos abordar, nesta coluna, mais assuntos que podem ser temas da prova de produção escrita do Enem. Obviamente, temos de ter em mente que trata-se de uma caixinha de surpresas e, caso tenhamos abordado o tema neste espaço, ele pode ser tratado na proposta de redação sob uma outra ótica, situado em um outro contexto, sob uma perspectiva não apontada por nós etc.
O tema da coluna de hoje – excesso de peso e obesidade no Brasil – ganhou uma maior relevância na última semana de agosto com a divulgação de uma nova pesquisa, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que afirma que 56,9% dos brasileiros estão acima do peso e 20,8% dos cidadãos estão obesos.
A fim de distinguir um do outro, o excesso de peso é diagnosticado quando o cálculo do IMC (Índice de Massa Corporal) está igual ou superior a 25 quilos por metro quadrado; já a obesidade é constatada quando o resultado é maior do que 30 quilos por metro quadrado.
Excesso de peso e obesidade são assuntos que têm sido levantados há um bom tempo quando se fala em problemas de saúde pública, nutrição e preconceito no nosso país, já que o Sistema Único de Saúde (SUS) deveria estar preparado para tratar, clinicamente e por meio de cirurgias, com equipes multidisciplinares (compostas por médicos, nutricionistas, psicólogos, cirurgiões plásticos e educadores físicos), pessoas que estão acima do peso ou obesas; além disso, infelizmente, estes indivíduos são tratados como preguiçosos e não como doentes, já que obesidade é uma doença que deve ser tratada como outra qualquer, ou seja, há muito preconceito e discriminação acerca deste tema.

Recentemente os transportes públicos, como ônibus, metrôs e trens, passaram a ter assentos especiais para obesos, assim como salas de cinema e teatro, mas apenas isso não basta. Candidatos a concursos públicos já foram barrados na etapa do exame médico por estarem acima do peso, mas não por não estarem aptas ao cargo, mas por preconceito. Inclusive, crianças nestas condições são um dos maiores alvos de bullying nas escolas brasileiras.
A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo IBGE, entrevistou e avaliou fisicamente mais de 81 mil pessoas em toda a nação no segundo semestre de 2013 e relaciona o excesso de peso e a obesidade à má nutrição e ao sedentarismo. Resumindo, seis de cada dez brasileiros adultos estão acima do peso e dois de cada dez estão obesos e o resultado se mostra cada vez pior, pois há dez anos atrás o índice de pessoas com excesso de peso era de 42,3%; já entre 2008 e 2009, a porcentagem chegou aos 50%.
Segundo a PNS, o estado do Rio Grande do Sul concentra o maior número de pessoas com excesso de peso (63,3% dos adultos acima dos 18 anos), seguido do Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo, todos com 60,4%.
Para o médico endocrinologista Walmir Coutinho, presidente da World Obsity Federation, se continuar assim, o Brasil poderá ter o maior número de obesos no mundo dentro de 15 anos, já que para ele trata-se de uma verdadeira epidemia. Em entrevista à página da BBC Brasil, Coutinho aponta para a ingestão de comidas e bebidas pouco ou nada saudáveis, por crianças e adultos, além do sedentarismo, como os maiores problemas em relação ao peso no país. O médico também aponta que Governo, família e escola têm responsabilidades nesta questão, já que as crianças comem o que os pais oferecerem e permitem, a escola proporciona poucas aulas de Educação Física e o Governo em relação a saúde pública.
E você, leitor, como pensa que devemos agir a fim de combatermos esta epidemia?
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Professor COBRA x Professor ARANHA
O mundo da cobra já está pronto: sua casa, sua cama, sua alimentação. Ela só tem que encontrar a presa.
Ao contrário da aranha que precisa formar sua casa, mantê-la limpa e forte suficiente para segurar a presa...
Há professor que, como uma cobra, arrasta-se no mundo da educação; com seu método simplório, repete o que outros já fizeram. Pesquisar, criar e/ou inovar não são pretensões dele.
Diferentemente do primeiro, o professor-aranha salta nessa rede da educação em busca de desafios e aprimoramentos. Carrega em seus tentáculos conhecimentos e experiências, além da disciplina que leciona, para transmitir e compartilhar com seus alunos...
JSC
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Teste Sua Interpretação de Gráficos Para o Enem
Como visto em um de nossos artigos, o Enem, assim como outros vestibulares, costuma utilizar-se de gráficos e infográficos para apresentar uma situação-problema ao candidato. Desta forma, ser capaz de interpretar títulos, legendas e porcentagens se torna crucial para ter bom desempenho, principalmente nos cadernos de Ciências da Natureza e Matemática.
Com o objetivo de ajudá-los nesta etapa final de preparo até o Enem, disponibilizamos uma questão resolvida por nossa equipe de professores. Confira abaixo e teste seus conhecimentos!
InfoEnem
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segunda-feira, 31 de agosto de 2015
Como Utilizar Corretamente Pronome Oblíquo
Vejamos um trecho de uma moda muito conhecida, gravada pela saudosa Inezita Barroso:
Nesse trecho aparecem alguns pronomes que funcionam como complementos dos verbos.
A norma culta define, para os pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o(s), a(s), lhe(s), nos, vos), três posições possíveis em relação ao verbo: próclise (antes do verbo), mesóclise (“dentro” do verbo) e ênclise (após o verbo) e, para entender essa relação, lembremos que a frase, em português, pode ser construída na ordem direta [sujeito + verbo+ complemento (OD/OI)+ adjunto adverbial] ou na ordem indireta, em que alteramos a posição de alguns desses elementos.
Como a intenção aqui é apenas dar as dicas (as regras um bom livro de Gramática trará em detalhes), vamos objetivamente ao que se pode e o que não se pode fazer nos textos:
A ênclise deve ser observada sempre no início das frases, ou seja, não se inicia frase com pronome oblíquo. Aqui temos uma das grandes diferenças de pronúncia entre a língua falada por aqui e a língua falada na terra de Camões. Nós, brasileiros, pronunciamos os pronomes átonos “com força”, o que nos permite começar as frases com eles (Me empreste seu caderno.). Já os lusitanos falam quase sem pronunciar a vogal, o que, aliás, produz o sotaque característico da terrinha, de modo que eles não conseguem começar as frases como nós… sairia algo como “M’empreste seu caderno” – muito difícil!
Como o idioma veio de lá, as regras acompanharam… Dessa diferença tão marcante entre a regra e o uso, o modernistaOswald de Andrade tirou assunto para poesia:
A mesóclise é empregada em textos muito formais, mas muito mesmo! Ocorre apenas no futuro do presente de indicativo e no futuro do pretérito do indicativo. Por que só com eles? Bem, lembremos que esses tempos são derivados. Na verdade, são a junção de um verbo no infinitivo + o verbo Haver e para fazer a colocação pronominal, o pronome vai entre os dois verbos (lembra que ‘meso’ significa ‘entre’, como em Mesopotâmia – entre os rios).
Daí, em
“Entregarei a você os livros”
substituindo ‘a você’ por ‘lhe’, teremos
Entregar-lhe-ei os livros. (entregar = infinitivo / (h)ei = verbo haver na 1.ªp.sing. e entre os dois, o pronome lhe).
Mas podemos fugir dessa forma um tanto esnobe, colocando um sujeito expresso. Isso nos permite usar a próclise:
Eu lhe entregarei os livros.
E como a mencionei, vamos à próclise!
Existem regras para a colocação do pronome antes do verbo. Na frase, deve haver a presença dos chamados fatores de próclise – palavras que exercem atração, ‘puxam’ o pronome para antes do verbo (que podem ser, entre outras, uma palavra negativa, um advérbio, um pronome relativo…). Veja as frases abaixo:
Ninguém me deu o recado.
Amanhã a encontrarei na aula.
Eu sei que me entenderam.
No caso do português do Brasil, é considerado mais grave não levar em consideração um fator de próclise do que empregar a próclise mesmo que não haja a tal partícula atrativa.
Voltando à Moda da Pinga, é o que acontece com os pronomes destacados: não há nenhum fator de próclise, mas a ‘musicalidade’ do português do Brasil nos leva a colocar os pronomes antes do verbo. Tudo o que mencionei vale também para as locuções verbais (verbo auxiliar + verbo no infinitivo ou no gerúndio) e para os tempos compostos (verbo auxiliar + verbo no particípio). Nessas combinações, evite colocar o pronome entre os verbos. Ah, e particípio não aceita ênclise!
Assim, na prática, as regras se resumem a:
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sábado, 29 de agosto de 2015
1ª e 2ª Gerações do Modernismo
Primeira Geração (1922 – 1930)
No início do século XX, muitos artistas brasileiros sofreram influência da vanguarda europeia, como o Cubismo, o Expressionismo e o Futurismo. Por conta dessa influência, a arte brasileira começou a sofrer diversas mudanças. Essa inovação foi exibida em fevereiro de 1922, na Semana de Arte Moderna que ocorreu no Teatro Municipal de São Paulo.
A característica desse período foi de valorização do território e cultura do Brasil: a natureza tropical, o caboclo, a tranquilidade de pequenas cidades, a linguagem falada, a mistura de povos e de tradições.
Quanto à estética, os escritores buscavam liberdade de expressão com uma prosa mais solta ou poesia com verso livre, rompendo principalmente com a estética do Parnasianismo.
Os principais autores desse momento foram Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Manual Bandeira e Alcântara Machado.
Segunda Geração (1930-1945)
Essa geração é reconhecida pelo aprofundamento das ideias desenvolvidas na Semana de Arte Moderna e no amadurecimento do Modernismo.
Na poesia, já seguros da liberdade proporcionada pelo novo estilo, os autores vivem o momento e escrevem sobre o sentimento de participar da sociedade e do mundo, de existir. Ganham destaque, aqui, temas políticos, existenciais, religiosos e angústias do ser humano. Isso tem grande influência do contexto histórico em que vivem: A Segunda Guerra Mundial e o Governo autoritário de Getúlio Vargas.
Os principais autores foram Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Jorge de Lima, Murilo Mendes e Vinícius de Moraes.
Na prosa, o contexto histórico propiciou uma preocupação dos escritores com as regiões mais castigadas do Brasil e as obras ganham o papel de denunciar essa condições e de trazer um olhar mais crítico acerca da realidade brasileira.
As características, portanto, são: regionalismo, temática social e linguagem simples. Os principais escritores foram Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Raquel de Queirós, Jorge Amado e Érico Veríssimo.
Em breve, veremos a 3ª Geração do Modernismo e a Literatura Contemporânea, finalizando nossa trajetória do mundo literário brasileiro.
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
Temas Redação Enem 2015: Aplicativos VS Serviços
Desde o início deste ano, a sociedade brasileira tem sido telespectadora de pelo menos três guerras entre aplicativos de internet e serviços nas quais a concorrência, a preferência do consumidor, a qualidade do atendimento e da prestação de serviço e os impostos devidos estão no centro dos embates. Estamos nos referindo às brigas comerciais entre o Netflix® e as operadoras de TV a cabo, o Uber® e os taxistas e o WhatsApp® e as operadoras de telefonia móvel. Como o Enem já abordou em suas propostas de redação temas relacionados a internet, pensamos ser importante abordar esta questão na coluna de redação, até porque trata-se de uma discussão atual que envolve a grande maioria dos brasileiros, já que o uso da rede mundial de computadores e dos smartphones só cresce no Brasil.
De forma simplista, já que o Netflix utiliza um aplicativo para fornecer o seu serviço, os aplicativos chamam muito a atenção e atraem cada vez mais pessoas por serem gratuitos ou por cobrarem valores muito menores do que os praticados pelos concorrentes, além de oferecerem um serviço mais personalizado de acordo com o perfil e as necessidades de seu público alvo. Além disso, por terem sido criados pensando na internet em todos os sentidos, a divulgação dos mesmos é rápida e abrangente e, consequentemente, sua disseminação também.
O Netflix®, por exemplo, oferece um serviço chamado streaming no qual você pode assistir – por meio de celulares,tablets, computadores, notebooks e televisões – filmes, séries, shows, novelas, documentários, dentre outros gêneros, por menos de R$20,00 mensais cobrados na fatura do cartão de crédito. O telespectador pode pausar o que está assistindo e voltar a assistir do ponto em que parou, pode classificar o que assistiu e, assim, gêneros e temas semelhantes aos que ele mais gostou serão mostrados e os que obtiveram as notas mais baixas não aparecerão mais e pode escolher entre assistir um filme dublado ou legendado (em várias línguas, inclusive). Ou seja, neste caso, o cliente escolhe o que quer assistir e não depende da grade de programação e dos horários do canal de televisão a cabo ou aberto.
Para as operadoras de TV a cabo, trata-se de uma concorrência desleal, já que, segundo elas, o Netflix® não paga os mesmos impostos, argumento rebatido pela empresa. As operadoras desejam regulamentar esse tipo de serviço no Brasil que já conta com quase três milhões de assinantes com apenas cinco anos presente no país.
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Outra briga envolvendo um aplicativo e uma série de empresas é a entre o WhatsApp® e as operadoras de telefonia einternet móvel. Estas acusam o aplicativo, que foi comprado pelo Facebook®, de usarem o número de celular de cada cliente para criar um usuário e, por meio deste número, realizar chamadas de voz. Recentemente, o WhatsApp® lançou as chamadas de voz, pois até o momento era possível apenas enviar mensagens de voz e, mais uma vez, os impostos estão no cerne do embate, pois as operadoras alegam que pagam taxas por cada número de celular ativado no Brasil, o que não é feito pelo aplicativo. Para os órgãos de defesa do consumidor, não se trata de uma operadora pirata, mas sim de chamadas de voz realizadas através da internet e, portanto, diferentes de ligações entre dois celulares.
Apesar destas duas brigas de cachorros grandes, como se diz no Português popular, nenhuma causou tanta confusão e gerou manifestações e até agressões como a briga entre o Uber® e os taxistas. O Uber® é um aplicativo de celular pelo qual um carro pode ser chamado pelo cliente a fim de buscá-lo e levá-lo aonde quiser, isto é, trata-se de um serviço de transporte alternativo, semelhante aos táxis, porém com algumas diferenças que estão no centro dos debates.
O motorista Uber®, pelas regras do aplicativo, deve sempre estar vestindo roupas sociais e estar dirigindo um carro preto, de preferência de luxo, com ar-condicionado e bancos de couro, do qual arca com todos os custos, diferentemente dos taxistas que ganham descontos no momento da compra do carro, assim como obtém isenção de alguns impostos e não pagam IPVA, direitos não concedidos aos motoristas do aplicativo. No entanto, os taxistas devem pagar uma licença para trabalhar e a cada cinco ano devem passar por exames, algo que não precisa ser feito pelos motoristas do Uber®.
Taxistas que são contra o aplicativo por considerarem que ele concorre deslealmente, realizaram manifestações em várias cidades brasileiras e alguns chegaram a agredir motoristas Uber® e a cometer atos de vandalismos contra seus carros.
Um dos contra-argumentos relacionados a estas três guerras comerciais diz respeito à qualidade do serviço: muitas pessoas afirmam que os taxistas e as operadoras de TV a cabo e de telefonia e internet móvel deveriam se preocupar em melhorar a qualidade de seus serviços e de seu atendimento ao invés de reclamarem de concorrência desleal e de pirataria. Ou seja, o direito de escolha e a opinião do consumidor estão no centro destes três debates, além de toda a questão da customização e da globalização e acessibilidade dos serviços por meio da internet, já que estamos falando, no caso das operadoras, de grandes marcas de grandes empresas.
Não podemos nos esquecer de que as operadoras de telefonia móvel lideram, há um bom tempo, a lista de reclamações de órgãos de defesa do consumidor pela má qualidade no atendimento e pela cobrança indevida de taxas extras.
E você, leitor, como se coloca nesta questão? De qual lado você está e por quê?
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