sexta-feira, 21 de agosto de 2015

No Enem, não dá tempo de reler muitas questões

Quando estamos resolvendo uma questão, a primeira coisa a ser feita é ler atentamente o enunciado para entendermos o que está sendo pedido. Entretanto, como acontece quase sempre, a primeira leitura acaba servindo como um “mapeamento” do conteúdo. Tanto que acabamos relendo todo o enunciado no intuito de processar os dados de fato.
Só tem um “pequeno” problema nisso: na prova do Enem, você terá que realizar, em média, uma questão a cada 3 minutos! Na verdade, esse tempo é ainda menor, pois você precisa separar um tempo para preencher o gabarito! Em outras palavras: mal dá tempo de ler todas as questões! Inclusive, já escrevemos um artigo que mostra a importância de controlar o tempo na hora da prova. Caso não tenha lido, clique aqui.
Agora analise: se o tempo já é escasso para ler a prova uma vez, imagine ter que ler duas vezes cada enunciado. Ou seja, diferentemente de alguns “especialistas” por aí, reler as questões é uma alternativa que você deve evitar na hora da prova do exame.
Dito isso, cabe a seguinte pergunta:
Como posso fazer então para não precisar ler novamente os enunciados. Afinal, sempre que leio uma questão, tenho a impressão de não ter lido nada.
Essa sensação é normal. Para isso não ocorrer, cabe duas dicas:
1 – Treine seu cérebro para que ele, na primeira leitura, já processe a maioria das informações.
É isso mesmo! Como quase tudo na vida, treinando melhora. Na hora de estudar, comece a treinar seu cérebro para que ele já comece a primeira leitura focado. Depois de um certo tempo, perceberá que aquela leitura, que antes era superficial, começará a ter mais consistência.
2 – Para enunciados muito grandes, leia a pergunta antes.
Dica simples, mas que ajuda muito. Percebeu que o enunciado é muito extenso? Dê uma olhada na pergunta que será feita. Isso fará com que você se concentre no que terá de mais importante no enunciado.
Ok, boas dicas. Mas e se na hora da prova eu ler uma questão e precisar retomar alguns pontos?
Vale destacar que em nenhum momento estamos falando para que você NUNCA releia uma questão na hora do exame. Alás, isso dificilmente ocorrerá, pois envolveria uma concentração quase desumana. Além disso, retornar no enunciado para coletar dados (principalmente para questões de exatas) é um procedimento normal e totalmente válido. Estamos apenas alertando que, se não estiver condicionado o suficiente e necessitar reler a maioria dos enunciados, certamente faltará tempo no dia prova.

InfoEnem

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Enem – Exemplo de Questão de Literatura


Temos estudado os períodos brasileiros face à produção literária. No Enem, são mais recorrentes questões que envolvam o Modernismo, que será o próximo período estudado. Para entendê-lo bem é necessário compreender o que ele trouxe de inovador e fazemos isso analisando o rompimento com as classes literárias anteriores e com o período de transição.
Para isso, relembre as principais características do ParnasianismoSimbolismo e Pré-Modernismo. Em seguida, analise e resolva a questão abaixo, que caiu na edição de 2014.
Enem 2014 – Caderno Rosa – Questão 97
Psicologia de um vencido
Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênesis da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.
Profundíssimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância…
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.
Já o verme — este operário das ruínas —
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,
Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!
ANJOS, A. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.
Com relação à poética e à abordagem temática presentes no soneto, identificam-se marcas dessa literatura de transição, como
a) a forma do soneto, os versos metrificados, a presença de rimas e o vocabulário requintado, além do ceticismo, que antecipam conceitos estéticos vigentes no Modernismo.
b) o empenho do eu lírico pelo resgate da poesia simbolista, manifesta em metáforas como “Monstro de escuridão e rutilância” e “influência má dos signos do zodíaco”.
c) a seleção lexical emprestada ao cientificismo, como se lê em “carbono e amoníaco”, “epigênesis da infância” e “frialdade inorgânica”, que restitui a visão naturalista do homem.
d) a manutenção de elementos formais vinculados à estética do Parnasianismo e do Simbolismo, dimensionada pela inovação na expressividade poética, e o desconcerto existencial.
e) a ênfase no processo de construção de uma poesia descritiva e ao mesmo tempo filosófica, que incorpora valores morais e científicos mais tarde renovados pelos modernistas.
Agora, você pode conferir a resolução comentada por nossa Professora Margarida Moraes. A resolução foi retirada das Apostilas Preparatórias para o Enem 2015. Clique Aqui e garanta já nosso material!
RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS
Alternativa D
Augusto dos Anjos (1884-1914) vivenciou o Parnasianismo e o Simbolismo e dessas escolas manteve o rigor formal parnasiano (soneto dodecassílabo) e o gosto simbolista por imagens incomuns, porém trouxe inovação no modo de escrever, com termos científicos (Eu, filho do carbono e do amoníaco,/Monstro de escuridão e rutilância,/Sofro, desde a epigênese da infância,/A influência má dos signos do zodíaco) e a angústia existencial como tema. A divergência dos assuntos tratados por Augusto dos Anjos em seus poemas em relação aos dos autores da época faz com que sua obra se encaixe na fase de transição para o modernismo, chamada de Pré-modernismo.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Acento Indicador de Crase: Modo de Usar

Já foi dito por Ferreira Gullar1 que a crase não foi feita para humilhar ninguém. Concordo com o poeta. E por concordar, vou dar aqui algumas dicas que ajudam a resolver aquelas situações embaraçosas em que ficamos diante da letra A, com o acento na ponta do lápis, prestes a pular para o papel.
Bem, a primeira situação em que podemos deixar o acento pular para o papel e aterrissar sobre a letra A é a seguinte:
Relembrando o artigo da semana passada (leia aqui), vimos que a crase gramatical é a fusão de A (preposição) + A (artigo definido feminino). Para ocorrer, então, essa fusão, o termo regente (à esquerda do A) deve ‘pedir’ preposição e o termo regido (à direita do A) deve admitir artigo. Assim, teremos dois As para fundir.
Então, se substituirmos mentalmente o termo da direita por uma expressão masculina (que usará artigo O), o resultado não será uma crase, mas a combinação AO. Resumindo: se no masculino empregarmos AO, no feminino empregaremos À:
Exemplo: Não tenho certeza se há ou não acento na frase
Fiz referência A obra de Camões.
Trocando ‘obra de Camões’ por ‘livro de Camões’, obterei:
“Fiz referência AO livro de Camões” – tenho certeza agora de que há uma preposição A + artigo O, portanto quando usar um feminino nessa construção terei uma preposição A + artigo A…
Bingo! Ou melhor, crase!
A frase inicial do exemplo deverá ficar: “Fiz referência À obra de Camões”.
Como contraprova, vejamos esta situação:
Assisti A várias peças de teatro.
Vamos conferir se o acento deve ou não ser colocado naquele A:
Trocando ‘várias peças de teatro’ por ‘vários filmes’, obterei:
“Assisti A vários filmes” – “vários filmes” não admite artigo algum, pois é uma informação genérica, não especificada, por isso não há artigo definido (se por acaso admitisse, seria OS, pois é masculino plural). Dessa forma, a frase “Assisti A várias peças de teatro” ficará assim mesmo, sem acento, pois não ocorreu fusão alguma.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Redação X Cursos de Exatas e Biológicas


Alunos de todas as regiões do Brasil se perguntam e questionam seus professores sobre os conteúdos de cada disciplina escolar passados em sala de aula e cobrados pelo Enem e pelos vestibulares. Eu mesma, durante toda a minha trajetória escolar, como sempre gostei mais e me saía melhor nas matérias humanas, questionava meus professores de matemática, química e física do porquê estudar aquilo se eu nunca iria usar, já que pensava em cursar Direito, mas no fim cursei Letras.
Tirando a minha impertinência juvenil, muito se tem discutido acerca do currículo da educação básica no Brasil e, portanto, do que deve e/ou pode ser ensinado nas escolas brasileiras e, assim, ser cobrado em exames para o ingresso na universidade. Este debate sempre esteve presente entre educadores, mas tomou maiores proporções com o lançamento, em 2014, do Plano Nacional da Educação (PNE) que foi aprovado por meio da Lei 13.005 assinada pela Presidente da República Dilma Rousseff.
O PNE terá uma vigência de 10 anos e lista uma série de metas para a educação brasileira que devem ser atingidas no fim deste prazo. Dentre universalizar, até o fim de 2016, a Educação Infantil, o Ensino Fundamental de nove anos e o Ensino Médio, alfabetizar todas as crianças até o 3º ano do Ensino Fundamental e oferecer ensino integral em, pelo menos, 50% das escolas públicas do país, está a meta da base curricular comum com direitos e objetivos de aprendizagem para cada aluno do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.
Obviamente que cada professor irá incentivar o ensino e o aprendizado de conteúdos de suas disciplinas, o que não é diferente nesta coluna de redação, já que vários alunos que prestam cursos nas áreas das exatas e das biológicas, por exemplo, questionam a obrigatoriedade da prova de redação e de Língua Portuguesa.
correção redação
Todos nós, independente do curso que faremos na graduação e do emprego que teremos ou que já temos, podemos e devemos nos expressar adequadamente por meio da nossa língua materna, tanto na modalidade oral quanto na modalidade escrita. Infelizmente, por ser uma seleção massacrante, os grandes vestibulares precisam avaliar todos os candidatos em uma mesma prova (exceto alguns menores que realizam provas específicas para candidatos a Medicina, por exemplo, com conteúdos mais próximos ao curso como química e biologia e provas de redação com temas específicos) e aí está a necessidade de se realizar provas de produção textual com um único tema para todos os candidatos.
Mesmo em vestibulares especiais há propostas de redação, isto é, os candidatos devem ser avaliados, classificados e selecionados por meio de uma prova de leitura e escrita: leitura do tema e da proposta de redação como um todo e escrita de um determinado tipo textual ou gênero, no caso do vestibular da Unicamp, por exemplo, que exige a produção de dois gêneros.
A língua e a linguagem são de todos para todos e fazem parte do dia a dia de todos os cidadãos, independentemente se trata-se de um químico ou de um historiador: todos, em algum momento do dia, precisam escrever algo, desde uma mensagem eletrônica até um relatório.
Dados de alguns grandes vestibulares, como a Fuvest e o da Unicamp, mostram que os candidatos com maiores notas em redação são aqueles que disputam vagas nos cursos mais concorridos, como Medicina e Engenharias, ou seja, são aqueles que são das exatas e das biológicas, mas que sabem que devem se preparar o melhor possível. Assim, devemos dar valor à nossa língua e à linguagem e perceber os benefícios de saber ler e escrever bem, de modo adequado a cada situação comunicativa.

InfoEnem

Escolas Literárias Brasileiras – Pré-Modernismo


A Escola Literária desse período é a Parnasiana, contudo esta já não representava o contexto social da época e era chamada pelos idealistas modernos de “literatura sorriso”. Portanto, os movimentos de contestação por uma revolução artística, em todos os seus aspectos, se tornaram intensos e viáveis.
Vários escritores brasileiros assumiram uma postura mais crítica diante dos problemas sociais. Apresentavam, portanto, novas vertentes estilísticas e temáticas em nossa literatura. O avanço científico e tecnológico no início do século XX trouxe novas perspectivas à humanidade, criando um clima de conforto e praticidade com suas invenções. A literatura era vasta nos primeiros anos deste século, com poetas desde os parnasianos e simbolistas, até aqueles que escreviam sobre política e detalhes de sua região. A fase pré-modernista marca a transição literária entre o simbolismo e o modernismo.

Contexto histórico:

  • Consolidação da República (Construção de um país mais justo e moderno).
  • Conflitos sociais: Guerra da Vacina, Guerra do Contestado, Cangaço e Revolta da Chibata.
  • Industrialização.
  • Urbanização.
  • Imigração europeia.
  • Surgimento do proletariado.

Principais características do Pré-Modernismo no Brasil

  • Abordagem de problemas sociais brasileiros (desigualdade, conflitos, pobreza, exclusão social e política).
  • Regionalismo: valorização dos aspectos culturais de diversas regiões.
  • Estética literária marcada por valores do naturalismo.
  • Uso de linguagem coloquial.
É importante ressaltar que por não se tratar de uma escola literária, mas sim de um período de transição, as características acima não estão presentes nas obras de todos os escritores pré-modernistas. Cada escritor possui seu próprio estilo e suas próprias temáticas de destaque.

Principais autores Pré-modernistas

  • Euclides da Cunha (Os Sertões).
  • Lima Barreto (Triste Fim De Policarpo Quaresma, Recordações Do Escrivão Isaías Caminha, O Homem Que Sabia Javanês).
  • Monteiro Lobato (Urupês, Cidades Mortas).
  • Graça Aranha (Canaã).
  • Augusto dos Anjos (Eu) – traz elementos pré-modernos no conteúdo, embora sua linguagem esteja mais para realismo/naturalismo e é considerado também um poeta simbolista e parnasiano pela estrutura formal (sonetos).

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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

4 Dicas Para Melhorar sua Capacidade de Memorização



  1. Procure, na medida do possível, contextualizar o que está tentando gravar.
    Por mais que seja uma tentativa de memorizar de forma totalmente mecânica uma repetição ou alguma sequência de nomes, faça pequenas leituras para contextualizar o mínimo possível o conteúdo. Essa atitude pode criar alguns atalhos para que sua memória consiga buscar mais facilmente as informações quando for preciso. Por exemplo: Estudou a taxonomia dos seres vivos? Que tal ler algum artigo sobre quando foram feitas tais divisões? Ou ainda, quem foram os responsáveis?

  2. Faça suas memorizações sempre que estiver tranquilo
    Nada de decorar conteúdos em momentos de estresse. Afinal, a decoreba já não é algo muito interessante. Imagine tentar realizá-la com outras preocupações na cabeça. A chance de sucesso é muito baixa.

  3. Apenas repetir não funciona. Faça algumas associações e, de preferência, divertidas!
    Vários estudos já revelaram que a pura repetição não ajuda muito. Associar o que está tentando fixar à alguma situação engraçada é um caminho bastante interessante. Tal habilidade requer treino, é verdade. Mas depois de “pegar o jeito”, sua capacidade de memorização aumenta significativamente. Sabe aquelas pessoas que conseguem decorar sequências enormes de cartas, por exemplo? Elas usam esse método! Inclusive, diversos professores de cursinhos utilizam muito essa técnica, inventando músicas ou piadas da matéria para seus alunos. Portanto, não se acanhe e abuse da criatividade!

  4. Escreve e rabisque.
    Dica simples, mas que pode ajudar um pouco. Caso esteja tentando memorizar alguma informação sem nenhum dos artifícios anteriores, ao menos coloque isso no papel! Escrever uma fórmula duas ou cinco vezes é mais eficiente que apenas lê-la dez vezes.