sexta-feira, 14 de agosto de 2015
VERSOS LIVRES : Como analisar um poema
VERSOS LIVRES : Como analisar um poema: Um Carnaval Vem ao baile vem ao baile Pelo braço ou pelo nariz Vem ao baile vem ao baile E vais ver como te ris Deixa a t...
VERSOS LIVRES : Vassala (escrava)
VERSOS LIVRES : Vassala: Mais uma vez vestida de luto Bruto o que assim te fez Arrancando mais um filho teu Carregado pelo próprio rei. Embria...
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
4 Dicas Para Melhorar sua Capacidade de Memorização
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segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Escolas Literárias Brasileiras – Simbolismo
Para dar continuação aos estudos sobre Linguagens e Códigos apresentamos mais uma escola literária. Dessa vez veremos a última escola que se apresentou no fim do século XIX, o Simbolismo, que foi um movimento literário surgido na França, na mesma época que nascia a pintura impressionista, como reação à poesia do parnasianismo e a poesia naturalista.

Os poemas simbolistas distinguiam-se por apresentar uma visão de mundo subjetiva, simbólica e espiritual, pela atitude reflexiva e afetiva, pela valorização da musicalidade verbal, da sutileza estética e da sugestão. Entre as características do simbolismo estão o uso de figuras de linguagem (metáfora, sinestesia e personificação) e a religiosidade(consequência da vocação para a espiritualidade).
Como vimos nos artigos anteriores, os movimentos artísticos fazem rupturas e retomadas, rompendo com determinados modelos da estética anterior e retomando marcas formais e temáticas de outras escolas anteriores. Os poetas parnasianos orientavam-se por objetividade, cientificismo e racionalismo em oposição aos subjetivos e inspirados poetas românticos. Já os poetas simbolistas aliaram a paixão pela estética e a preocupação formal dos parnasianos à subjetividade e a busca pela totalidade dos românticos.
Os simbolistas buscavam a realidade transcendental revelando seu desconforto em relação ao mundo exterior, marcado pelo materialismo, pelo Positivismo, pela ciência. Para os simbolistas, a beleza estava na sugestão, no mistério, no absoluto etéreo, na força do inconsciente. O eu lírico do simbolismo busca instituir a realidade do sonho, a fantasia e o misticismo por meio da investigação dos sentidos e da maximização das sensações.
Os poetas simbolistas brasileiros mais conhecidos foram Alphonsus de Guimarães, Cruz e Souza, Pedro Kilkerry e Mário Pederneiras. Abaixo, um trecho do poema “Violões que choram”, de Cruz e Souza, com aliteração (figura de linguagem – repetição de consoantes iguais ou de sonoridades semelhantes):
Vozes veladas, veludosas vozes,Volúpia dos violões, veladas vozes,Vagam nos velhos vórtices velozes,Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.
domingo, 9 de agosto de 2015
Crase
Crase ‘pra’ que?
Antes de chegar a uma resposta para essa questão, vamos esclarecer um ponto importante:
Crase NÃO é o acento que colocamos sobre o A!
Então, é o quê, afinal? Bem, para entender o conceito, vamos fazer uma ‘regressão’ para conhecer a origem do termo:
CRASE vem da palavra grega κράσις (krásis), que significa ‘fusão’, ou seja, a junção de elementos e, no caso específico da Língua Portuguesa, a junção de duas vogais iguais. Pode ocorrer ao longo da evolução das palavras (num recorte diacrônico do idioma), como observamos na passagem de algumas palavras do Latim ao Português:
Color> coor> cor (pela fusão dos dois ‘o’)
Ou ainda num recorte sincrônico (observando só a versão atual do idioma), quando ‘encavalamos’ as duas vogais e pronunciamos só uma:
“Querida amiga” acaba sendo pronunciado “queridAmiga” – essa é a crase no plano da sonoridade.
Existe também a crase na poesia. Quando separamos as sílabas poéticas de um verso (a chamada ‘escansão’ do verso), pode ocorrer de duas vogais, uma tônica e uma átona, de palavras diferentes, ficarem na mesma sílaba. Observe estes versos de Vinícius de Moraes:
(…) Mai/o/r a/mor/ nem/ mai/s es/tra/nho e/xis/teQue o/ meu/, que/ não/ so/sse/ga a/coi/sa a/ma/da (…)
Aqui temos duas crases, o final de ‘sossega’ que ‘gruda’ no artigo ‘a’ e o final de ‘coisa’ que emenda com o início de ‘amada’.
Agora, a crase que tira o sono de muita gente é a crase gramatical. Essa pode ser a fusão:
- da preposição A com o artigo A; ou
- da preposição A com o pronome demonstrativo A; ou ainda
- da preposição A com a primeira letra dos pronomes demonstrativos AQUELE(S)/ AQUELA(S)/ AQUILO.
Podemos então responder à (crase!) pergunta inicial, ou melhor, reformular a pergunta inicial e então responder:
Acento grave ‘pra’ quê? Para indicar que ali existem duas letras iguais que se fundiram e passamos a escrever e a pronunciar como se fosse somente uma (sim! Pronunciamos como uma só!!! Não fale ‘vou AA feira’, pois já fundimos as duas justamente para ‘economizar o esforço’ de pronunciar duas coisas iguais!)
Esclarecidos os fundamentos – a diferença entre o conceito e o acento, já estamos aptos a passar para os casos práticos… na próxima semana!
InfoEnem
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Como se escreve?
1. Manteguera – a forma correta é “manteigueira”. A vogal “i” é omitida na pronúncia, mas está na palavra original (manteiga) e no sufixo “eira”, que indica local.
2. Xuxu – o correto é “chuchu”.
3. Apartir – deve vir separado, sem crase nem acento agudo: “a partir”. Assim como “a gente” (no sentido de “nós”).
4. Esteje – o certo é “esteja”. O professor já constatou o mesmo erro com os verbos “ser” (“seje” em vez de “seja”, o correto) e até “ter” (que vira “teje”, em vez da forma correta “tenha”).
5. Menas – “menos” é sempre com “o”.
2. Xuxu – o correto é “chuchu”.
3. Apartir – deve vir separado, sem crase nem acento agudo: “a partir”. Assim como “a gente” (no sentido de “nós”).
4. Esteje – o certo é “esteja”. O professor já constatou o mesmo erro com os verbos “ser” (“seje” em vez de “seja”, o correto) e até “ter” (que vira “teje”, em vez da forma correta “tenha”).
5. Menas – “menos” é sempre com “o”.
Gramática Para Quê?
capim o comeu boi
É claro que você entendeu a minha mensagem aí em cima, certo? Não? Ora, mas as palavras que eu queria dizer estão todas ali! Por que será que você não compreendeu? Será um problema seu? Ou meu?
Bem, o problema é da frase: nela falta uma ordem lógica (a sintaxe), que estabelece o ‘rumo’ da mensagem, a função e o significado dos termos, em linguagem técnica, falta o que se chama ‘gramaticalidade’. E que diabos é ‘gramaticalidade’?
Segundo o dicionário Houaiss, é “característica de uma sentença gramatical, ou seja, aquela que foi gerada pelas regras da gramática de uma língua”.
Isso quer dizer que não é possível apenas amontoar as palavras de qualquer jeito para construirmos nossas mensagens. Com isso concorda Othon Moacir Garcia, ao afirmar que: “Nossa liberdade de construir frases está, assim, condicionada a um mínimo de gramaticalidade – que não significa apenas nem necessariamente correção (há frases que, apesar de, até certo ponto, incorretas, são plenamente inteligíveis). Carentes da articulação sintática necessária, as palavras se atropelam, não fazem sentido – e, quando não há nenhum sentido possível, não há frase, mas apenas um ajuntamento de palavras.”1
“Então preciso saber de cor todas as regras da Gramática para escrever bem?” você poderá perguntar. E a resposta é “Não necessariamente!” Se eu afirmasse que sim, seria o mesmo que garantir que após decorar toda a Gramática do italiano, por exemplo, eu estaria habilitado a sair por aí me comunicando em italiano e sabemos que isso não acontece. Só o conhecimento da Gramática ou a aplicação automática das suas regras não garante a produção de um bom texto, mas podemos dizer que a gramática é o esqueleto do idioma.
Fazendo uma analogia com a construção civil: alguém pode até levantar uma casa apenas assentando tijolo sobre tijolo e colocando um telhado por cima, mas sem os cálculos estruturais, possivelmente a obra iria ao chão mais cedo ou mais tarde. A Gramática é essa estrutura que serve para manter firme a mensagem e comunicar claramente para o receptor (leitor ou ouvinte) aquilo que temos em mente.
Outro exemplo? Compare as frases abaixo:
O mecânico cheirava a gasolina.
E
O mecânico cheirava à gasolina.
O que dizer delas? Ambas erradas? Ambas correta? Uma certa e outra errada?
Acertou que disse que ambas estão corretas. Mas elas não dizem a mesma coisa. Para informar que o mecânico sentia o cheiro da gasolina eu não uso o acento de crase, mas para dizer que o mecânico exalava o odor da substância, eu preciso acrescentar o acento. E é a Gramática que vai me ajudar a decidir.
Nesta coluna, nosso objetivo não é fornecer as regras da Gramática, pois isso pode ser obtido em qualquer bom livro sobre o assunto. A intenção é abordar as principais dificuldades que surgem no momento em que estamos redigindo, além de mostrar a aplicação prática de alguns tópicos que geralmente são abordados nas aulas de gramática de maneira isolada, sem sentido para o aluno na maior parte das vezes.
Por Margarida Moraes
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
A Estética da Redação no Enem
Primeiramente, gostaria de agradecer pelo carinho e apoio que recebi de alguns leitores por conta do falecimento de minha avó: muito obrigada! Foi muito bom ler palavras tão doces.
Em nossa coluna sobre a redação no Enem, abordamos questões complexas como organização, planejamento, cumprimento do tema, domínio da dissertação-argumentativa, coesão, coerência, norma culta da Língua Portuguesa, fluidez e por aí vai. Assim, algumas vezes, nos esquecemos de prestarmos atenção em detalhes estéticos que podem parecer banais, mas que no fundo também contribuem muito para com um bom desempenho em uma prova de produção textual.
Desde o momento em que somos alfabetizados, a professora do Ensino Fundamental nos lembra de escrevermos com letra legível, a não sujar a folha do caderno (algumas até proíbem o uso de corretivos quando os alunos passam a escrever à caneta), a rasurar o menos possível o texto, a obedecer as margens e as linhas e a respeitar o limite de linhas imposto.
Tudo isso pode parecer bobagem ou ter menos importância, mas na realidade conta muito e diz bastante sobre o autor de uma redação. A letra legível, de fôrma, técnica ou cursiva, é fundamental para que o leitor compreenda o que está escrito e em uma situação de avaliação oficial, como no Enem e nos demais vestibulares, é essencial para que a correção seja feita integralmente, pois o corretor não tem todo o tempo de mundo para tentar adivinhar o que está escrito se a letra não é legível; ele simplesmente vai pular aquela palavra indecifrável e seguir em frente.
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Já as questões da sujeira e das rasuras dizem respeito ao cuidado e à atenção empregadas pelo candidato no momento da escrita da redação. Muitas pessoas, pelo nervosismo, ansiedade e pressa, acabam escrevendo errado por pura falta de atenção, o que acarreta em perda de pontos na competência número um que avalia o domínio da norma culta da língua em sua variedade escrita formal. Além disso, eventuais sujeiras e rasuras podem atrapalhar a leitura do corretor, assim como a letra ilegível, e não é possível fazer mais nada se ambos os corretores tiveram dificuldades para ler o texto.
Em relação à obediência às margens da folha definitiva, é curioso como muitos candidatos não aproveitam todo o espaço disponibilizado ao não escrever até o fim da margem direita, o que pode acarretar em outro grave problema: extrapolar o limite de 30 linhas. Corretores de vestibulares são orientados pela banca elaboradora a não considerarem o que está escrito além do limite estipulado e textos que ultrapassam as 30 linhas, escrevendo nas margens, no verso da folha ou embaixo serão muito prejudicados. Sabemos que, dependendo do tema, a vontade é a de escrever sobre muitas coisas e mostrar conhecimento, mas aqui planejamento e organização são fundamentais.
Outro detalhe que muitos se esquecem: o texto deve ser escrito à tinta, ou seja, à caneta. Textos escritos à lápis não são corrigidos em vários vestibulares e em concursos públicos.
infoEnem
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