sexta-feira, 10 de julho de 2015

Temas Redação Enem 2015 – Regulação da Mídia


Alguns falam em “regulação da mídia”; outros, em “democratização da mídia” e vários atacam a proposta argumentando que se trata, na verdade, de “censura da mídia”. O fato é que a proposta que prevê uma regulação da mídia provoca debates acirrados entre empresários de jornais, revistas, rádio, TV e internet, políticos e o público em geral. As concessões para canais de rádio e TV são públicas e as normas que as regem são da época da Ditadura Militar, quando a empresa televisiva que hoje ocupa 70% do mercado apoiou o regime totalitarista e hoje diz que foi um erro. Afinal, neste cenário polêmico, onde estão os direitos e deveres dos empresários, da população e a liberdade de expressão?
Este tema tem sido discutido, não amplamente, é verdade, desde o ano passado quando, na época da campanha eleitoral, Dilma Rousseff afirmou que, se reeleita, se empenharia em debater mais a fundo a questão da regulação da mídia. Em contrapartida, o candidato da oposição, Aécio Neves, afirmou que se tratava de implantar censura à mídia e não uma regulação.
midiaPor se tratar de um tema que vem se arrastando há algum tempo, mas de maneira discreta, como a publicidade infantil, pensamos que há aí um potencial considerável para este ser o tema da proposta de redação do Enem 2015, mesmo se tratando de algo contextualizado e situado no âmbito político. Vale a pena estudar e refletir sobre isso não só para possíveis exames, mas para ter uma opinião e uma posição como cidadão.
Para quem é a favor da regulação da mídia, não se trata de censurar conteúdo, mas sim de combater monopólios e oligopólios a fim de haver uma maior variedade de informações e pontos de vista, já que é um mito dizer que a imprensa deve ser neutra, pois não é neutralidade porque todos nós e todas as instituições pensam algo sobre todas as coisas; somos seres ideológicos, as palavras possuem carga ideológica e dizer que é neutro também é uma posição ideológica. Basta analisar uma mesma notícia veiculada por diferentes meios de comunicação.
A democratização é algo defendido pela regulação. Segundo o FNDC (Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação), apenas cinco emissoras de TV (Globo, SBT, Band, Record e Rede TV!) dominam o mercado televisivo brasileiro sendo que há, em todo o país, mais de 500 emissoras de televisão, incluindo as afiliadas regionais. A regulação respeitaria a diversidade regional e determinaria regras para a publicidade, inclusive a infantil, tema da proposta deredação do Enem 2014.
Outras determinações seriam a proibição de políticos serem donos de emissoras de rádio e TV, o aluguel de espaços e horários para grupos definidos, como Igrejas e grupos comerciais.
Quem é contrário à medida, afirma que já há uma certa regulação da mídia por meio de mais de 600 normas em forma de portarias, decretos ou leis que regulamentam o setor de comunicação social do país. Para Daniel Slaviero, presidente da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão)
Quando se fala em regulação da mídia no sentido de acompanhar, fiscalizar, o conteúdo das emissoras, controle social da mídia, é óbvio que isso tem um viés de interferência no conteúdo, e conteúdo não pode sofrer intervenção. A mídia pode ser responsabilizada pelos eventuais excessos: tem Código Civil, Penal etc. Mas acho que qualquer iniciativa que, mesmo de forma indireta, interfira no funcionamento é uma interferência indevida.”
(Disponível em http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/11/141128_regulacao_midia_lab. Acesso em 08/07/2015).
Slaviero cita como exemplo a determinação de períodos mínimos de programação para determinadas faixas etárias, como o público infantil e infanto-juvenil:
Depois determinam para público infanto-juvenil, para jovens-adultos… , o que retiraria, assim, a liberdade da emissora de determinar sua própria programação. (idem).
Para quem quer se aprofundar ainda mais no assunto e deseja saber como outros países lidam com esta questão, sugerimos a leitura de uma matéria no site da BBC Brasil que mostra como Estados Unidos, Inglaterra, Venezuela e Argentina tratam a mídia.
Assim, é fundamental ter em mente todos os aspectos envolvidos nessa questão: econômicos, políticos, sociais, históricos e que o poder está cercando todo esse debate, além da liberdade de expressão.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Como Estudar Restando Quase Três Meses Para o Enem?


O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2015 acontecerá nos dias 24 e 25 de outubro. Pode até parecer que estamos longe, mas a pouco mais de três meses das provas muitos candidatos já começam a se preocupar com as matérias que provavelmente não terão tempo de estudar.
Antes de tudo, é importante manter o equilíbrio. Não adianta nada deixar a ansiedade e o desespero tomarem conta ao ponto de prejudicarem os estudos que ainda estão por vir.
Questões Enem
Com os nervos no lugar, faça uma análise das disciplinas mais importantes para o curso que pretende disputar e dos conteúdos nos quais acredita que pode conseguir uma melhora mais significativa. Essa reflexão ajudará você a focar seus esforços justamente no que mais precisa. E isso certamente pode fazer toda a diferença, afinal, muitas vezes a separação entre os que conseguem aprovação daqueles que “batem na porta” são pequenas pontuações.
Outra dica importante nesse momento é entender que, embora a teoria seja parte fundamental num processo de aprendizagem, estando tão perto da prova, fixar os conteúdos que você já entendeu pode garantir que seus esforços não sejam em vão. Por mais estranho que pareça, muitas vezes é mais interessante realizar diversas questões daquela matéria que já foi estudada do que tentar assimilar muita informação em tão pouco tempo.
Imagine, por exemplo, que você já tenha estudado um conteúdo A, mas não tenha praticado realizando exercícios. Caso tente compreender um conteúdo B, pode acontecer de errar os dois na hora da prova. Isso porque não “consolidou” nem A, nem B.
Portanto, certifique-se de ter fixado teorias estudas anteriormente para, aí sim, partir para novas informações. E como já ressaltamos muitas vezes, a melhor maneira para isso é através da resolução de itens de determinado assunto.

domingo, 5 de julho de 2015

Funções da Linguagem

Um dos conteúdos mais cobrados no Enem no caderno de Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias são as funções da linguagem, que consistem em seis maneiras diferentes de utilizar a linguagem no momento de se comunicar. Como linguagem e comunicação estão estreitamente relacionadas, cada uma das funções da linguagem estão ligadas a um elemento da comunicação.

Função emotiva

Também conhecida como expressiva, essa função está ligada ao emissor e por isso expressa suas próprias emoções, opiniões, pensamentos, juízos de valor etc. As características dessa linguagem são o uso da 1ª pessoa do singular (eu) e pronomes pessoais (meu, minha). Exemplos de textos onde essa linguagem predomina são autobiografias, diários e blogs, entre outros.

Função conativa

Também chamada de função apelativa, tem como foco o receptor e busca criar vontade e convencê-lo de algo. Para isso, utiliza a 2ª pessoa do singular (você / tu), vocativos e verbos no imperativo (ordem, sugestão, pedido). É bastante comum em propagandas.

Função poética

Tem como foco a própria mensagem, ou seja, a construção do texto. Por isso, utiliza recursos estilísticos como figuras de linguagem, combinações visuais, jogos de palavras etc. Não necessariamente aparece em poemas (estrutura de texto na forma de estrofes e versos).

Função metalinguística

Uma das mais cobradas em provas, vestibulares e concursos, a metalinguagem trata-se do uso do código para falar sobre o próprio código. O exemplo mais claro é o dicionário, escrito no código de um idioma para se referir às palavras desse idioma. Fotos tiradas no espelho são outro exemplo, já que a fotografia mostra alguém tirando uma fotografia.

Função fática

Preocupa-se com o canal de comunicação, ou seja, tem como objetivo testar se o canal funciona. Um exemplo bastante comum é quando falamos “Alô” no telefone. A marca mais característica é o uso de interjeições.

Função referencial

Também chamada de função denotativa, é aquela que tem o objetivo de informar, transmitir conhecimento, como em livros didáticos, textos jornalísticos e na dissertação. O foco, portanto, é o contexto, a situação a qual a mensagem se referente, ou seja, o referente.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Por que, porque, por quê ou porquê

COMO USAR

FormaQuando usarExemplo
Por que
Nas perguntas ou quando estiverem presentes (mesmo que não explícitas) as palavras “razão” e “motivo”.
Por que você não aceitou o convite?
Todos sabem por que motivo ele recusou a proposta. Ela contou por que (motivo, razão) estava magoada.
Por quêNos finais de frases.Por quê? Você sabe bem por quê.
PorqueQuando corresponder a uma explicação ou a uma causa.“Não, Bentinho; digo isto porque é realmente assim, creio...” (M. Assis, Dom Casmurro). Comprei este sapato porque é mais barato.
PorquêQuando é substantivado e substitui “motivo” ou “razão”.Não sabemos o porquê de ela ter agido assim. É uma menina cheia de porquês.

Crase: Regras de uso e emprego

A palavra crase é de origem grega e significa fusão, mistura. Em gramática, basicamente a crase se refere à fusão da preposição a com o artigo feminino a: Vou à escola. O verbo ir rege a preposição a, que se funde com o artigo exigido pelo substantivo feminino escola: Vou à (a+a) escola.
A ocorrência de crase é marcada com o acento grave (`). A troca de escola por um substantivo masculino equivalente comprova a existência de preposição e artigo: Vou ao (a+o) colégio.
No caso de ir a algum lugar e voltar de algum lugar, usa-se crase quando: "Vou à Bolívia. Volto da Bolívia". Não se usa crase quando: "Vou a São Paulo. Volto deSão Paulo". Ou seja, se você vai a e volta da, crase há. Se você vai a e volta de, crase para quê?
É erro colocar acento grave antes de palavras que não admitam o artigo feminino a, como verbos, a maior parte dos pronomes e as palavras masculinas.
A tabela resume os principais casos em que a crase deve (ou não) ser utilizada:

Vinte erros comuns em português


As dez palavras escritas erradas com mais frequência são:
1. asterístico – cuja forma certa é asterisco, pois significa “pequeno áster”, assim como o “chuvisco” é o diminutivo de chuva.
2. beneficiente – a forma correta é “beneficente”, pois a palavra não deriva de “ciência”, e sim de “fazer o bem”.
3. desinteria – o correto é “disenteria”. O prefixo “dis” significa “mau funcionamento”, e “entero” significa intestino.
4. impecilho – o certo é "empecilho". Não vem do verbo “impedir”, e sim do arcaico “empecer”, que é “criar obstáculo”.
5. freiada – não se deve colocar o “i”, apesar da palavra pertencer à família da palavra “freio”.
6. meretíssimo – vem de mérito, então o correto é “meritíssimo”
7. reinvindicação – o correto é “reivindicação”.
8. paralização – deve-se usar S em vez de Z, assim como nas palavras “paralisar” e “analisar”
9. côco – não se deve acentuar essa palavra, e sim a oxítona “cocô”.
10. rúbrica – a escrita correta é sem o acento, pois a sílaba tônica é “bri”.

Os erros que o professor considera imperdoáveis são:
1. depedração – o correto é “depredação”.
2. estrupo – a grafia correta é “estupro”.
3. mortandela – não há N nessa palavra.
4. mendingo – também não há N em “mendigo”.
5. adevogado – não há E, muito menos I, alerta o professor.
6. seje – o correto é “seja”.
7. mixto – o X está errado. A forma correta é “misto”
8. simplismente – o professor culpa a pronúncia da palavra, pois apesar de ser escrita com E, ela é falada com I por muitas pessoas.
9. previlégio – “as pessoas acham que estão falando bonito, quando é ‘privilégio’”, alerta o professor.
10. derrepente – o correto é separar (“de repente”). Além disso, o professor vê o sentido ser trocado. Em vez de “repentinamente”, pessoas usam “de repente” como um sinônimo para “talvez”, como na construção “de repente ele é a favor”.

 Sérgio Nogueira

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Você fala rápido?




Em nosso dia a dia,  por motivos diversos, tornamos nosso diálogo mais rápido ao modificar as palavras.  Abaixo temos alguns exemplos da língua inglesa.


Redação Enem: Passo a Passo Para Proposta de Intervenção


Nosso objetivo hoje é entender como a pontuação é dada na Competência 5 da redação do Enem, a qual avalia a aplicação da proposta de intervenção na dissertação. Para isso, vamos primeiramente recorrer ao Guia do Participante 2013 (a última versão atualizada), disponibilizado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), que trata da Redação no Enem.
O quadro abaixo discrimina cada nível de pontuação dada na avaliação da proposta de intervenção. Podemos reparar que a pontuação mais alta exige detalhamento, enquanto que as mais baixas ocorrem se a proposta não está ligada à discussão dada no texto e/ou ao tema, ou se a proposta estiver vaga, abstrata (o que é o extremo oposto de estar detalhada).
avaliacao competencia5
Por isso, é importante que ao elaborarmos a proposta de intervenção, seguimos passo-a-passo respondendo às cinco questões a seguir, em busca da não abstração e do detalhamento.
  1. A proposta encontra-se explícita no texto? Ou seja, é fácil de identificá-la?
  2. A proposta está descrita na forma de uma ação?
  3. A proposta é viável? Ou seja, é possível realmente aplicá-la ou ela é utópica?
  4. Como ela será realizada? Ou seja, quais são os meios para ela se realizar? (Quem será responsável por aplicar essa ação? Quando e onde ela pode ser aplicada? Necessita de recursos, como financeiros, materiais, humanos etc?)
  5. A proposta soluciona ou ameniza o problema apresentado e discutido na argumentação do texto?
Ao responder essas questões, a proposta de intervenção torna-se explícita, viável, detalhada e relacionada à discussão, que são os pontos principais para alcançar a nota máxima na Competência 5 do Enem.
Repare que “criatividade” não é algo exigido nessa competência. Por isso, não se sinta propenso a receber um Prêmio Nobel por sua proposta de intervenção. Ela não precisa ser super inovadora. Mais importante do que isso é que seja viável, concreta, aplicável. Por exemplo, evite propor “conscientização das pessoas”, “atitudes sustentáveis”, “palestras para a comunidade” e outras coisas assim, dadas vagamente. Questione-se: como conscientizar? Quais atitudes sustentáveis? Cabe a quem realizá-las? Se a população não realiza, como incentivar? Leis ajudam? Palestras atingem esse determinado público alvo? As pessoas procuram por isso?
Outro detalhe que merece atenção é sobre a divisão dos poderes quanto aos órgãos municipais, estaduais e federais. Antes de propor uma ação do “governo”, pense em qual esfera essa determinada atividade tem como responsável: prefeituras, governos estaduais ou a União? E mais: também tem a divisão dos poderes em legislativo, executivo e judiciário. Portanto, não adianta propor que um presidente faça uma lei, por exemplo, já que presidência é cargo executivo e criação de leis cabe ao legislativo.
Tudo isso é fundamental para que sua proposta de intervenção obtenha pontuação 200 e você esteja ainda mais perto da sonhada nota 1000 na redação! Aproveite as dicas de hoje para colocá-las em prática treinando muito para o Enem!