Um dos conteúdos mais cobrados no Enem no caderno de Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias são as funções da linguagem, que consistem em seis maneiras diferentes de utilizar a linguagem no momento de se comunicar. Como linguagem e comunicação estão estreitamente relacionadas, cada uma das funções da linguagem estão ligadas a um elemento da comunicação.
Função emotiva
Também conhecida como expressiva, essa função está ligada ao emissor e por isso expressa suas próprias emoções, opiniões, pensamentos, juízos de valor etc. As características dessa linguagem são o uso da 1ª pessoa do singular (eu) e pronomes pessoais (meu, minha). Exemplos de textos onde essa linguagem predomina são autobiografias, diários e blogs, entre outros.
Função conativa
Também chamada de função apelativa, tem como foco o receptor e busca criar vontade e convencê-lo de algo. Para isso, utiliza a 2ª pessoa do singular (você / tu), vocativos e verbos no imperativo (ordem, sugestão, pedido). É bastante comum em propagandas.
Função poética
Tem como foco a própria mensagem, ou seja, a construção do texto. Por isso, utiliza recursos estilísticos como figuras de linguagem, combinações visuais, jogos de palavras etc. Não necessariamente aparece em poemas (estrutura de texto na forma de estrofes e versos).
Função metalinguística
Uma das mais cobradas em provas, vestibulares e concursos, a metalinguagem trata-se do uso do código para falar sobre o próprio código. O exemplo mais claro é o dicionário, escrito no código de um idioma para se referir às palavras desse idioma. Fotos tiradas no espelho são outro exemplo, já que a fotografia mostra alguém tirando uma fotografia.
Função fática
Preocupa-se com o canal de comunicação, ou seja, tem como objetivo testar se o canal funciona. Um exemplo bastante comum é quando falamos “Alô” no telefone. A marca mais característica é o uso de interjeições.
Função referencial
Também chamada de função denotativa, é aquela que tem o objetivo de informar, transmitir conhecimento, como em livros didáticos, textos jornalísticos e na dissertação. O foco, portanto, é o contexto, a situação a qual a mensagem se referente, ou seja, o referente.
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domingo, 5 de julho de 2015
Funções da Linguagem
sexta-feira, 3 de julho de 2015
Por que, porque, por quê ou porquê
COMO USAR
| Forma | Quando usar | Exemplo |
| Por que |
Nas perguntas ou quando estiverem presentes (mesmo que não explícitas) as palavras “razão” e “motivo”.
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Por que você não aceitou o convite?
Todos sabem por que motivo ele recusou a proposta. Ela contou por que (motivo, razão) estava magoada.
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| Por quê | Nos finais de frases. | Por quê? Você sabe bem por quê. |
| Porque | Quando corresponder a uma explicação ou a uma causa. | “Não, Bentinho; digo isto porque é realmente assim, creio...” (M. Assis, Dom Casmurro). Comprei este sapato porque é mais barato. |
| Porquê | Quando é substantivado e substitui “motivo” ou “razão”. | Não sabemos o porquê de ela ter agido assim. É uma menina cheia de porquês. |
Crase: Regras de uso e emprego
A palavra crase é de origem grega e significa fusão, mistura. Em gramática, basicamente a crase se refere à fusão da preposição a com o artigo feminino a: Vou à escola. O verbo ir rege a preposição a, que se funde com o artigo exigido pelo substantivo feminino escola: Vou à (a+a) escola.
A ocorrência de crase é marcada com o acento grave (`). A troca de escola por um substantivo masculino equivalente comprova a existência de preposição e artigo: Vou ao (a+o) colégio.
No caso de ir a algum lugar e voltar de algum lugar, usa-se crase quando: "Vou à Bolívia. Volto da Bolívia". Não se usa crase quando: "Vou a São Paulo. Volto deSão Paulo". Ou seja, se você vai a e volta da, crase há. Se você vai a e volta de, crase para quê?
É erro colocar acento grave antes de palavras que não admitam o artigo feminino a, como verbos, a maior parte dos pronomes e as palavras masculinas.
A tabela resume os principais casos em que a crase deve (ou não) ser utilizada:
Vinte erros comuns em português
As dez palavras escritas erradas com mais frequência são:
1. asterístico – cuja forma certa é asterisco, pois significa “pequeno áster”, assim como o “chuvisco” é o diminutivo de chuva.
2. beneficiente – a forma correta é “beneficente”, pois a palavra não deriva de “ciência”, e sim de “fazer o bem”.
3. desinteria – o correto é “disenteria”. O prefixo “dis” significa “mau funcionamento”, e “entero” significa intestino.
4. impecilho – o certo é "empecilho". Não vem do verbo “impedir”, e sim do arcaico “empecer”, que é “criar obstáculo”.
5. freiada – não se deve colocar o “i”, apesar da palavra pertencer à família da palavra “freio”.
6. meretíssimo – vem de mérito, então o correto é “meritíssimo”
7. reinvindicação – o correto é “reivindicação”.
8. paralização – deve-se usar S em vez de Z, assim como nas palavras “paralisar” e “analisar”
9. côco – não se deve acentuar essa palavra, e sim a oxítona “cocô”.
10. rúbrica – a escrita correta é sem o acento, pois a sílaba tônica é “bri”.
Os erros que o professor considera imperdoáveis são:
2. beneficiente – a forma correta é “beneficente”, pois a palavra não deriva de “ciência”, e sim de “fazer o bem”.
3. desinteria – o correto é “disenteria”. O prefixo “dis” significa “mau funcionamento”, e “entero” significa intestino.
4. impecilho – o certo é "empecilho". Não vem do verbo “impedir”, e sim do arcaico “empecer”, que é “criar obstáculo”.
5. freiada – não se deve colocar o “i”, apesar da palavra pertencer à família da palavra “freio”.
6. meretíssimo – vem de mérito, então o correto é “meritíssimo”
7. reinvindicação – o correto é “reivindicação”.
8. paralização – deve-se usar S em vez de Z, assim como nas palavras “paralisar” e “analisar”
9. côco – não se deve acentuar essa palavra, e sim a oxítona “cocô”.
10. rúbrica – a escrita correta é sem o acento, pois a sílaba tônica é “bri”.
Os erros que o professor considera imperdoáveis são:
1. depedração – o correto é “depredação”.
2. estrupo – a grafia correta é “estupro”.
3. mortandela – não há N nessa palavra.
4. mendingo – também não há N em “mendigo”.
5. adevogado – não há E, muito menos I, alerta o professor.
6. seje – o correto é “seja”.
7. mixto – o X está errado. A forma correta é “misto”
8. simplismente – o professor culpa a pronúncia da palavra, pois apesar de ser escrita com E, ela é falada com I por muitas pessoas.
9. previlégio – “as pessoas acham que estão falando bonito, quando é ‘privilégio’”, alerta o professor.
10. derrepente – o correto é separar (“de repente”). Além disso, o professor vê o sentido ser trocado. Em vez de “repentinamente”, pessoas usam “de repente” como um sinônimo para “talvez”, como na construção “de repente ele é a favor”.
2. estrupo – a grafia correta é “estupro”.
3. mortandela – não há N nessa palavra.
4. mendingo – também não há N em “mendigo”.
5. adevogado – não há E, muito menos I, alerta o professor.
6. seje – o correto é “seja”.
7. mixto – o X está errado. A forma correta é “misto”
8. simplismente – o professor culpa a pronúncia da palavra, pois apesar de ser escrita com E, ela é falada com I por muitas pessoas.
9. previlégio – “as pessoas acham que estão falando bonito, quando é ‘privilégio’”, alerta o professor.
10. derrepente – o correto é separar (“de repente”). Além disso, o professor vê o sentido ser trocado. Em vez de “repentinamente”, pessoas usam “de repente” como um sinônimo para “talvez”, como na construção “de repente ele é a favor”.
Sérgio Nogueira
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Redação Enem: Passo a Passo Para Proposta de Intervenção
Nosso objetivo hoje é entender como a pontuação é dada na Competência 5 da redação do Enem, a qual avalia a aplicação da proposta de intervenção na dissertação. Para isso, vamos primeiramente recorrer ao Guia do Participante 2013 (a última versão atualizada), disponibilizado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), que trata da Redação no Enem.
O quadro abaixo discrimina cada nível de pontuação dada na avaliação da proposta de intervenção. Podemos reparar que a pontuação mais alta exige detalhamento, enquanto que as mais baixas ocorrem se a proposta não está ligada à discussão dada no texto e/ou ao tema, ou se a proposta estiver vaga, abstrata (o que é o extremo oposto de estar detalhada).

Por isso, é importante que ao elaborarmos a proposta de intervenção, seguimos passo-a-passo respondendo às cinco questões a seguir, em busca da não abstração e do detalhamento.
- A proposta encontra-se explícita no texto? Ou seja, é fácil de identificá-la?
- A proposta está descrita na forma de uma ação?
- A proposta é viável? Ou seja, é possível realmente aplicá-la ou ela é utópica?
- Como ela será realizada? Ou seja, quais são os meios para ela se realizar? (Quem será responsável por aplicar essa ação? Quando e onde ela pode ser aplicada? Necessita de recursos, como financeiros, materiais, humanos etc?)
- A proposta soluciona ou ameniza o problema apresentado e discutido na argumentação do texto?
Ao responder essas questões, a proposta de intervenção torna-se explícita, viável, detalhada e relacionada à discussão, que são os pontos principais para alcançar a nota máxima na Competência 5 do Enem.
Repare que “criatividade” não é algo exigido nessa competência. Por isso, não se sinta propenso a receber um Prêmio Nobel por sua proposta de intervenção. Ela não precisa ser super inovadora. Mais importante do que isso é que seja viável, concreta, aplicável. Por exemplo, evite propor “conscientização das pessoas”, “atitudes sustentáveis”, “palestras para a comunidade” e outras coisas assim, dadas vagamente. Questione-se: como conscientizar? Quais atitudes sustentáveis? Cabe a quem realizá-las? Se a população não realiza, como incentivar? Leis ajudam? Palestras atingem esse determinado público alvo? As pessoas procuram por isso?
Outro detalhe que merece atenção é sobre a divisão dos poderes quanto aos órgãos municipais, estaduais e federais. Antes de propor uma ação do “governo”, pense em qual esfera essa determinada atividade tem como responsável: prefeituras, governos estaduais ou a União? E mais: também tem a divisão dos poderes em legislativo, executivo e judiciário. Portanto, não adianta propor que um presidente faça uma lei, por exemplo, já que presidência é cargo executivo e criação de leis cabe ao legislativo.
Tudo isso é fundamental para que sua proposta de intervenção obtenha pontuação 200 e você esteja ainda mais perto da sonhada nota 1000 na redação! Aproveite as dicas de hoje para colocá-las em prática treinando muito para o Enem!
terça-feira, 30 de junho de 2015
PRECONCEITO LINGÜÍSTICO
RESUMO: PRECONCEITO LINGÜÍSTICO, LIVRO DE MARCOS BAGNO.
Em "Preconceito Lingüístico", Marcos Bagno desconstrói oito mitos arraigados à cultura brasileira sobre a língua do Brasil. Apresentaremos os dois primeiros. No entanto, sugerirmos a leitura, na íntegra, da obra.
Mito n° 1
“A língua portuguesa falada no Brasil apresenta uma unidade surpreendente”
O primeiro mito apontado por Marcos Bagno é introduzido pelo título: “A língua portuguesa falada no Brasil apresenta uma unidade surpreendente”, o que o autor classifica como “o maior e mais sério dos mitos” e como “(pre) conceito irreal”.
Bagno argumenta que este mito é prejudicial à educação porque retira a variabilidade linguística do que é ensinado nas escolas e passa a idéia da existência de uma única língua comum a todos os brasileiros, não se levando em consideração os múltiplos fatores inerentes a cada grupo da população.
Ainda, segundo o autor, o alto grau de variabilidade e diversidade linguística no Brasil tem como uma de suas causas a injustiça social, geradora de um abismo linguístico entre a norma padrão e não-padrão (presente na maioria dos brasileiros). Assim, se este mito for tido como verdade, haveria, como os sem-terra, os sem-língua, a grande maioria dos brasileiros que não tem acesso à “norma culta da língua, aquela norma literária, culta, empregada pelos escritores e jornalistas, pelas instituições oficiais, pelos órgãos do poder.”
As próprias mensagens enviadas pelo governo são dirigidas à massa em norma culta, o que dificulta sua compreensão pouco habilitada ao reconhecimento das formas de prestígio da língua, excluindo-os, inclusive do acesso das “benesses” públicas. E isto fica evidenciado, também, na própria Constituição que, apesar de igualar todos perante a lei, não os iguá-la quanto à sua legibilidade, constituindo essa mais uma pista da necessidade não de a Constituição ser escrita em língua não-padrão, mas a de que todos os brasileiros tenham o mesmo acesso à norma culta que têm as classes privilegiadas economicamente.
Apesar de a grande parcela dos brasileiros falar o português, não se pode dizer que haja uma “homogeneidade linguística”, pois há uma imensa diversidade linguística presente na língua. A escola e as instituições voltadas à educação precisam desmistificar o conceito de “unidade”, para “melhor planejarem suas políticas de ação junto à população amplamente marginalizada”, que traz para a sala de aula uma bagagem linguística que difere da que, naquele ambiente, será ensinada. É como se o aluno fosse aprender a língua estrangeira de sua própria língua.
Marcos Bagno finaliza o primeiro mito citando o PCN (Parâmetro Curriculares Nacionais) de 1998, onde se lê, entre outra coisa, o seguinte: “A variação é constitutiva das línguas humanas, ocorrendo em todos os níveis. Ela sempre existiu e sempre existirá, independentemente de qualquer ação normativa”.
Mito n° 2
“Brasileiro não sabe português / Só em Portugal se fala bem português”
A grande mitificação que confere ao português de Portugal “superioridade” em relação ao “português brasileiro” tem raízes histórias, pois ainda temos o complexo de termos sido colonizados por um país tido como “civilizado”, ideologia, aponta Bagno, “impregnada em nossa cultura há muito tempo”.
No curso da história, com exemplos citados pelo autor, várias declarações se basearam em “posturas preconceituosas — perpetuadas ao longo dos séculos pela desinformação ou má informação — do que em análises científicas acuradas dos fatos lingüísticos”. Houve até quem profetizasse, devido à “corrupção do português” original e a sua má utilização, o “fim” da língua. Isto não ocorreu como sabemos. Um dos argumentos dos puristas, no que tange ao declínio do português se refere ao abuso de estrangeirismos, o que Marcos Bagno sugere que deve ser analisado sob a “perspectiva da dependência político-econômica (e conseqüentemente cultural) do Brasil (e de Portugal) para com os centros mundiais de poder”.
Dizer que o brasileiro não sabe o português e que só em Portugal se fala bem a língua é um mito reproduzido dentro das escolas. O português falado no Brasil, embora não se reconheça formalmente, já possui uma gramática própria e muito se distancia do português de Portugal. Tanto que em alguns casos, no intercruzamento dos dois, há sérios níveis de incompreensão no uso da língua entre ambos. Também na estrutura gramatical da língua, os dois países já se distanciaram em muito, e Marcos Bagno expressa e exemplifica tal distância, através, por exemplo, da citação do uso dos pronomes o/a.
Bagno afirma que no que diz respeito ao ensino do português no Brasil, o grande problema é que esse ensino é até hoje voltados para a norma lingüística de Portugal. Por isso, o erro de se pensar que o português só tem seu nível de “correção” se ouvido da boca de portugueses, como se eles falassem tudo “certo”. Isto fere nossa identidade, que é também marcada pelo livre e independente uso de nossa construção da língua.
O certo é que o errado não existe. O erro é querer sugerir o “certo” à matriz de nossa língua pelo simples fato de ela guardar o “gene” formal do que falamos. Brasileiros e portugueses cometem seus desvios naturalmente, sem que isso prejudique a andar da língua ou sirva, tendenciosamente, para justificar que em Portugal, por originar o idioma, seja mais “puro” lingüisticamente que o Brasil.
A gramática normativa estabelece e obriga os brasileiros a, supostamente, falarem um português de Portugal, quando já deixamos, há tempos, a condição de colônia, quando já superamos Portugal em todos os âmbitos possíveis, e aqui se inclui o econômico, fora a evidente dimensão territorial. É óbvio que um país com as dimensões do Brasil, muitas vezes maior que Portugal, inevitavelmente, tem razões óbvias para que suas variantes sejam mais vivas que as da península ibérica.
Teófilo Leite Beviláqua
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Dica de leitura para Enem: Maus, a história de um sobrevivente
Hoje temos mais um título interessante para complementar seus estudos para o Enem. O quadrinho Maus – a história de um sobrevivente – escrito por Art Spiegelman e vencedor do prêmio Pulitzer de literatura em 1992 – retrata a história de Vladek Spiegelman, pai de Art, que foi enviado ao campo de concentração de Auschwitz por ser judeu. Nesta HQ há a utilização de um recurso estilístico curioso: os nazistas são apresentados como gatos, enquanto os judeus poloneses são ratos, poloneses são porcos e, por fim, americanos, cachorros. Essa antropomorfização pode ser encarada como tentativa de estabelecer um comparativo entre cada animal e o papel de cada nacionalidade para com a perseguição aos judeus na Segunda Guerra Mundial. Desta forma, os judeus são representados como o animal mais frágil, dando nome à obra (maus, em alemão, significa rato). Devemos salientar que esta escolha do autor não foi impensada: representar os judeus por ratos foi uma forma de retomar uma artimanha nazista de propaganda: a de comparar o povo de Israel com animais que transmitiam doenças, povoam continentes e findam seus recursos.
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Fonte: Maus – a história de um sobrevivente, editora Brasiliense, 1987.
O quadrinho não apresenta estrutura narrativa linear, recorrendo a diversas mudanças do foco narrativo para compor a história: por vezes somos colodos no presente e presenciamos o autor falar da vida de seu pai já na velhice; em outros momentos, acompanhamos a trajetória de Vladek em sua juventude durante a época do nazismo. Desta forma, o livro, apesar da sensibilidade do tema, possui tons de ironia e reflexão, os quais ocorrem quando o autor retrata sua convivência com o pai e o rumo da vida deste após o término do conflito e fuga para os Estados Unidos.
Apesar de ser por vezes classificado como uma biografia de Vladek Spiegelman, Maus, em uma análise mais profunda, revela uma complexa correlação entre os eventos traumáticos do passado de Vladek e suas consequências para seu filho, o qual foi criado sob o peso de ser filho de sobreviventes do Holocausto.
Após ler esta obra, recomendamos a leitura do excelente artigo de Fabiano Andrade (clique aqui para acessá-lo), o qual aprofunda as reflexões possíveis sobre Maus e apresenta comparações e conceitos literários que podem ser interessantes para qualquer vestibulando.
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