quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Teste Seu Espanhol – Questão do Enem


Enem 2014 – Opção Espanhol – Qestão 91
Aunque me cuesta mucho trabajo y me hace sudar la gota gorda, y, como todo escritor, siento a veces la amenaza de la parálisis, de la sequía de la imaginación, nada me ha hecho gozar en la vida tanto como pasarme los meses y los años construyendo una historia, desde su incierto despuntar, esa imagen que la memoria almacenó de alguna experiencia vivida, que se volvió un desasosiego, un entusiasmo, un fantaseo que germinó luego en un proyecto y en la decisión de intentar convertir esa niebla agitada de fantasmas en una historia. “Escribir es una manera de vivir”, dijo Flaubert.
Discurso de Mario Vargas Llosa al recibir el Premio Nobel de Literatura 2010. Disponível em: www.nobelprize.org. Acesso em: 7 maio 2014 (fragmento).
O trecho apresentado trata do fazer literário, a partir da perspectiva de Vargas Llosa. Com base no fragmento “me hace sudar la gota gorda”, infere-se que o artifício da escritura, para o escritor,
a) ativa a memória e a fantasia.
b) baseia-se na imaginação inspiradora.
c) fundamenta-se nas experiências de vida.
d) requer entusiasmo e motivação.
e) demanda expressiva dedicação.

RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS
Alternativa E
“Sudar la gota gorda” é uma expressão idiomática em espanhol, utilizada para indicar algo que precisa de um esforço maior. É similar da expressão “suar a camisa”, em português, a qual se diz quando um trabalho pesado é feito. Se o candidato não conhece essa expressão, pode se confundir, no texto, com a letra “D – requer entusiasmo e motivação”, devido ao fato de o escritor mencionar que, algumas vezes, possui problemas de imaginação. Deve-se aqui, entretanto, focar na expressão idiomática em si.

InfoEnem 

Inglês ou Espanhol: Qual o Melhor Idioma Para o Enem 2015?


O caderno de Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias do Enem 2015 é constituído de 45 questões. Dessas, 5 questões são de Língua Estrangeira. Na inscrição para o Exame, o candidato tem a liberdade de escolher se deseja fazer as 5 questões de inglês ou as 5 questões de espanhol. As questões não são as mesmas, com apenas o idioma modificado. São questões diferentes, mas de mesmo nível de dificuldade.
O que pode ser uma felicidade para alguns, para outros é um ato de indecisão e preocupação. Se você é fluente ou tem um estudo relativamente avançado em um dos dois idiomas, a escolha é bem fácil. Mas para quem não tem domínio por Inglês nem Espanhol, vale a pena considerar algumas coisas antes de tomar essa decisão.

Origem da linguagem

Muitas pessoas pensam que o Espanhol é mais fácil por ser um idioma mais “próximo” do Português. Essa “proximidade” que tanto falam trata-se da origem da linguagem. O Português e o Espanhol têm origem românica e, por isso, possuem uma gramática mais parecida. Por exemplo, em ambos os idiomas, há conjugação dos verbos. Já no Inglês, idioma de origem anglo-saxônica, podemos dizer que o tratamento dos verbos é mais simples, pois há a utilização de verbos auxiliares para indicar o tempo e o modo verbal.

Palavras cognatas

inglês ou espanhol EnemDuas palavras de idiomas diferentes são cognatas quando apresentam igual ou semelhante grafia. Vejamos alguns exemplos de cada idioma. Entre Português e Inglês temos: different = diferente,other = outro, regular = regular, e muitos outros. Entre Português e Espanhol, alguns exemplos são: aire = ar, verdad = verdade, trabajo = trabalho.
Porém, existem os falsos cognatos que são as palavras de igual ou semelhante grafia, mas com significados muito distintos. O perigo de traduzir um cognato de maneira errada existe tanto no Espanhol como no Inglês. Entretanto, acredito que no Espanhol, isso se torna mais perigoso por causa da fama desse idioma ser parecido com o Português, de ter vocabulários parecidos e de fácil tradução. É o famoso “pero que si pero que no” que muitos brasileiros brincam ao afirmar “Espanhol? Sei me virar!”.
Vejamos alguns exemplos de falsos cognatos. Primeiramente, no Inglês: actually = realmente, charge = cobrar, come = entrar, lunch = almoço, relatives = parentes, tax = imposto. No Espanhol: abonar = pagar, borracha = bêbada, cadera = quadris, conozco = conheço, grasa = gordura, pipa = cachimbo.

Convívio com o idioma

Outro fator que vale a pena considerar para decidir em qual idioma realizar as questões é o convívio que você tem ou já teve durante toda sua vida com cada língua. Filmes legendados, músicas internacionais, viagens, aulas na escola (ensino fundamental e/ou médio), tudo isso deve ser considerado. Mas lembre-se de que, no Enem, o que importa não é o seu nível de comunicação no idioma, ou seja, conseguir falar ou entender o que foi dito naquela língua, mas sim seu nível de interpretação. Quanto mais palavras souber traduzir, mais fácil ficará para interpretar os textos dos enunciados das questões.

InfoEnem

Teste seu Inglês – Questão do Enem


If You Can’t Master English, Try Globish
PARIS — It happens all the time: during an airport delay the man to the left, a Korean perhaps, starts talking to the man opposite, who might be Colombian, and soon they are chatting away in what seems to be English. But the native English speaker sitting between them cannot understand a word.
They don’t know it, but the Korean and the Colombian are speaking Globish, the latest addition to the 6,800 languages that are said to be spoken across the world. Not that its inventor, Jean-Paul Nerrière, considers it a proper language.
“It is not a language, it is a tool,” he says. “A language is the vehicle of a culture. Globish doesn’t want to be that at all. It is a means of communication.”
Nerrière doesn’t see Globish in the same light as utopian efforts such as Kosmos, Volapuk, Novial or staunch Esperanto. Nor should it be confused with barbaric Algol (for Algorithmic language). It is a sort of English lite: a means of simplifying the language and giving it rules so it can be understood by all.
BLUME, M. Disponível em: www.nytimes.com. Acesso em: 28 out. 2013 (fragmento).
Considerando as ideias apresentadas no texto, o Globish (Global English) é uma variedade da língua inglesa que
a) tem status de língua por refletir uma cultura global.
b) facilita o entendimento entre o falante nativo e o não nativo.
c) tem as mesmas características de projetos utópicos como o esperanto.
d) altera a estrutura do idioma para possibilitar a comunicação internacional.
e) apresenta padrões de fala idênticos aos da variedade usada pelos falantes nativos.

RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOS
Alternativa D
Agora no seu papel de motivador à comunicação global, o Enem traz à tona o Globish. Um passo à frente do “International English”, o Globish trata de ser uma versão ainda mais simplória do inglês que o próprio “International English”.
Seu criador – Jean-Paul Nerrière – diz não se tratar de um idioma, mas uma simplificação do inglês com regras acessíveis que pode ser compreendida por todos.
Questão de interpretação simples, porém com vocabulário um pouco mais exigente.
Vocabulário chave:
  • Means of communicaton – meio de comunicação
  • A means of symplifying the language – um meio de simplificar o idioma
  • Giving it rules so it can be understood by all – dando regras que podem ser entendidas por todos.
InfoEnem

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Sonho

Nas estradas deste estado falido
Coitado dos visitantes e moradores,
Andar de carro é seu inimigo;
 Buracos infinitos pros caminhoneiros,
Coitado dos alunos e professores,
Escolas sem banheiro;
Mas há gente interesseira:
Escola de um só aluno,
 Merenda de terceira...
Mas, tudo isso já passou
Tenho pra ti um bom recado:
Depois de tanto tempo
 Entrou no palácio um professor,
Nosso governador;
E tudo  que era antes ruim melhorou.
Na seca ninguém passa fome,
Há muitos carros-pipa
Pr’ajudar  a gente,  homem;
E pros bichos, não  falta comida no cercado.
Ele agora é novamente candidato.
Aquela tristeza passou.
Temos também ajuda de trator
Que para as prefeituras doou.
Todos os filhos dos vizinhos
Vão pra escola em ônibus novinho.
O progresso, com estradas asfaltadas, chegou .                                        
Com todo esse sucesso,
Ninguém quer   mais retrocesso.
Volte pra casa, meu irmão...
Governador que é governador
Faz assim, vá arrumar as
Malas e volte logo pra aqui.  

JSC




quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Temas Redação do Enem 2015: Trotes Universitários Violentos

Na coluna do InfoEnem sobre a redação do Enem de hoje trataremos de um tema que, infelizmente, tem ocupado as páginas policiais de jornais e portais de notícias na internet: os trotes universitários violentos. Com as matrículas nas universidades federais, estaduais e particulares no início do ano, este tema volta à tona e torna-se, anualmente,relevante, mas neste ano esta relevância aumentou, já que está sendo realizada a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Trote Universitário instalada na Assembleia Legislativa do estado de São Paulo.
trote1A CPI do Trote Universitário foi instaurada no dia 17 de dezembro de 2014 pelos deputados estaduais de São Paulo com o intuito de apurar violações aos direitos humanos em trotes promovidos por alunos veteranos de universidades do estado. Desde então, autoridades universitárias, como os reitores das universidades estaduais paulistas (USP, UNICAMP e UNESP) e diretores das faculdades e institutos destas respectivas instituições, assim como alunos estão sendo ouvidos em depoimentos. Dados do serviço do disk trote da USP foram requeridos pelos deputados a fim de serem investigadas denúncias.
Os trotes realizados pelos alunos veteranos que recepcionam os alunos calouros, aqueles que acabaram de entrar na universidade, deveria ser uma brincadeira saudável na qual todos se divertem e se conhecem, mas há muito tempo temos visto casos de violência, abuso e desrespeito.
A história dos trotes começa na Idade Média, quando os calouros eram colocados nos vestíbulos (daí a origem da palavra “vestibular”) que antecediam a sala de aula. Neste cômodo, eles tinham os cabelos raspados por medida profilática 1, pois havia a possibilidade de propagação de doenças, sobretudo da peste. Pintar os calouros, fazer pedágios nos cruzamentos das cidades para angariar dinheiro para festas e cortar os cabelos eram etapas conhecidas pelos alunos, mas recentemente denúncias de trotes violentos, humilhantes e vexatórios têm sido cada vez mais comuns. É comum, neste época do ano, lermos notícias de casos de queimaduras com ácidos, agressões físicas que acabam em lesões e humilhações com cunho racista e sexual.
trote2No caso da CPI instalada no fim de 2014, o foco está nas faculdades de medicina das universidades públicas e privadas de São Paulo, pois são delas o maior volume de denúncias e as mulheres são as depoentes em maior quantidade, relatando casos de assédio sexual e de estupro. Calouras relatam que em festas promovidas por veteranos foram forçadas a consumir, em grandes quantidades, bebidas alcoólicas e foram assediadas e estupradas; outras narram tentativas frustradas de violência sexual e afirmam terem sido caladas por coordenadores de curso e professores.
Estes fatos deixam de ser um ritual tradicional e passam a configurar crime. Segundo Antônio Ribeiro de Almeida Júnior, professor do departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura (Esalq/USP), “não tem nada a ver com tradição; a questão do trote é relação de poder. Um grupo político disputa o controle da situação. O menino que vai para a rua pedir dinheiro [nas brincadeiras de pedágio] é o soldado raso em uma hierarquia que tem general”. O especialista é autor de vários livros e estuda o tema desde 2001. “Ao longo do ano vejo o aumento da violência, e não da consciência.2”
O professor esteve presente na CPI no último dia 21 de janeiro e afirmou que “há um tipo de personalidade masculina, que bebe, que arruma briga, que maltrata mulheres”. Antonio ainda defendeu o afastamento da cultura universitária deste tipo de problema.
A UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas), por exemplo, já pune em seu regimento interno qualquer tipo de trote, inclusive a pintura corporal e o corte de cabelo, pois as considera práticas constrangedoras; o pedágio também é proibido, já que é uma atividade que coloca em risco os estudantes. De acordo com a instituição, o trote é proibido dentro e fora dos campus e os alunos envolvidos estão sujeitos a sanções acadêmicas3.
Além do trote, outro problema descrito pelas vítimas é a atitude das autoridades acadêmicas que, segundo elas, não as apoia em nenhum momento. Apesar de existirem queixas formais, muitas mulheres relatam que não receberam nenhum tipo de ajuda ou respaldo dos coordenadores de curso e dos reitores. O caso do calouro de medicina da USP morto em um trote em 1999, Edsion Hsueh, afogado em uma piscina, confirma a impunidade, já que seus algozes ficaram presos por um tempo, mas já sairiam, se formaram e exercem a medicina normalmente.
Conclui-se que o que vemos hoje é uma cultura do trote machista, violento e humilhante nas mais renomadas universidades paulistas para as quais é preciso estudar muito arduamente para ser aprovado em seus vestibulares, principalmente em se tratando do curso de medicina. Assim, temos a confirmação de que, no Brasil, existe a cultura do estupro em todos os segmentos da sociedade.
Tendo a prova de redação do Enem em mente, podemos relacionar o tema dos trotes ao tema da violência contra a mulher, ao machismo, às relações de poder, a questão da relevância de fazer parte de um grupo etc. Além disso, pensando na proposta deintervenção social, o candidato deve elaborar soluções viáveis para esta problemática tão grave, como punições acadêmicas (expulsão, por exemplo, dos autores dos trotes) e criminais (detenção, por exemplo), campanhas de conscientização, fiscalização por parte das universidades, incentivo às denúncias e amplo apoio às vítimas em termos de segurança e bem-estar.

  1. Profilática: 1 – relativo a profilaxia; 2 – que serve para previnir doenças, preventiva. Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa.
  2. Disponível em http://g1.globo.com/educacao/noticia/2013/03/trote-universitario-nao-e-tradicao-e-relacao-de-poder-diz-especialista.html (adaptado).
  3. Disponível em http://www.sae.unicamp.br/blog/calouros/.
 Infoenem

Não Fui Aprovado Com Minhas Notas do Enem. E agora?


Um dos pensamentos que mais atrapalham vestibulandos é o “não quero perder um ano”. Geralmente, essa expressão é utilizada quando o estudante não foi aprovado no final do ensino médio e irá fazer cursinho pré-vestibular, ou quando já fez e precisará de mais um ano. Entretanto, como deve desconfiar, a mensagem contida em “perder um ano” é totalmente negativa.  E toda a negatividade da expressão é atribuída ao novo ano de estudo e aprendizagem. Você realmente acredita que esse seja um ano perdido?
Acreditando ou não, o fato é que não é. Aliás, bem longe disso! Duvida? Pergunte para algumas pessoas que já se formaram no ensino superior sobre suas experiências no cursinho pré-vestibular. Certamente irá se espantar com a quantidade de ótimas lembranças que serão reveladas à você!
Logo, esse pensamento deve mudar. Se você não foi aprovado nos processos seletivos deste ano, você tem todo o direito de ficar triste. Não é esse meu ponto. Não invente desculpas para a desaprovação. Enfrente a realidade e lide com seu sofrimento. Mas o choro deve durar pouco se você está de olho na aprovação do próximo vestibular!
Um ano a mais de estudo tem várias vantagens! E muitas delas você só irá perceber depois. Um ano passa rápido, mas muitas coisas acontecem e é um período muito útil para amadurecer. O primeiro amadurecimento garantido é aprender a lidar com erros e desaprovações, ou seja, aprender a ouvir “não” e não desistir do que você realmente quer só porque tem um “caminho mais fácil”.
A partir daí, novos aprendizados irão surgir conforme você tem novas experiências. Veja esse tempo como oportunidade para adquirir mais autoconhecimento, conhecer suas limitações, se tornar mais confiante, menos ansioso etc. Com isso, você também terá ganho mais tempo para ter certeza do curso que irá prestar e seguir. Muitos estudantes, ao final de um ano a mais de estudos, descobrem novos gostos, cursos ou faculdades. Além de tudo isso, é claro, a maior oportunidade mesmo é aumentar seu leque de conhecimento.
Portanto, tire essa bobagem da cabeça que um ano de estudo é “perda de tempo”! O momento é de começar planejar esse novo ano de estudos o mais breve possível! Para isso, é recomendável que você “quantifique” seu conhecimento atual e compare-o com o conhecimento necessário para ser aprovado. Depois, é importante conseguir um material que realmente transforme você num especialista no exame . Por fim, muito estudo e dedicação para transformar o “ano perdido” num dos melhores de sua vida!

InfoEnem

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Como Elaborar Uma Dissertação Argumentativa


Não sabe como começar sua dissertação argumentativa? Começou, mas travou no desenvolvimento? Não consegue concluir sua redação? Veja como solucionar o problema neste artigo.
Percebo que grande parte dos alunos tem as mesmas dificuldades quando se trata de uma dissertação argumentativa: não sabem como começar, travam no meio do desenvolvimento e se perdem na conclusão. Com intuito de sanar essas dificuldades, criei um “esqueleto” de redação que, se feito previamente e seguido, ajuda o aluno a manter uma sequência lógica das ideias.
Vejamos:
Tema: A exploração sexual infantil no mundo virtual.

Esqueleto
O que é? Como isso ocorre? ( Faça a pergunta se referindo ao tema e dê, por escrito, uma resposta)
Exemplo: A exploração sexual infantil no mundo virtual é o abuso sexual feito pela internet, geralmente através de redes sociais. Isso ocorre devido ao avanço tecnológico e a facilidade de acesso que as crianças possuem a esses meios de comunicação.
Depois, apresente 2 ou 3 argumentos ( opiniões impessoais) sobre o tema:
  • Argumento 1 : as crianças e adolescentes estão passando muito tempo conectadas na internet.
  • Argumento 2: os pais não tem controle sobre o que os filhos fazem no mundo virtual.
  • Argumento 3: as fotos, selfies, podem ser um prato cheio para os pedófilos de plantão.
Conclusão: apresente soluções para esse problema. Exemplo: os pais vistoriarem sempre o que os filhos fazem na internet, conversar abertamente com as crianças sobre os riscos de fotografias expostas na rede e ressaltar o velho ditado: nunca converse com estranhos ( mesmo se ele disser ter a mesma idade sua).
Feito isso, o seu esqueleto está pronto e agora é hora de dar um corpo a ele! Você o seguirá para fazer sua redação. No primeiro parágrafo, de introdução, você deve levar em consideração as respostas dadas às perguntas do esqueleto, pode até mesmo copiar essa resposta e introduzir nela os dois ou três argumentos.
Exemplo:
A exploração sexual infantil no mundo virtual é o abuso sexual feito pela internet, geralmente através de redes sociais. Isso ocorre devido ao avanço tecnológico e a facilidade de acesso que as crianças possuem a esses meios de comunicação. Nessa era digital em que qualquer aparelho de celular vira um mini computador de mão e que a internet já é para todos, as crianças e adolescentes passam praticamente o tempo todo conectados, os pais, quase sempre, não têm controle sobre o que os filhos fazem no mundo virtual e essa onda de “selfies” aumenta ainda mais o risco, sendo um prato cheio para os pedófilos de plantão que adoram as fotos postadas nas redes em tempo real.
Pronto! O seu parágrafo de introdução já está estruturado! Note que inserimos nele os 3 argumentos, esses três argumentos serão a base para o desenvolvimento de sua redação. Seguindo a ordem, faça um parágrafo discorrendo sobre cada um dos argumentos citados na introdução ( aqueles do esqueleto, que inserimos na introdução). Se são três argumentos, o seu desenvolvimento terá 3 parágrafos, entendido?
Por fim, faça a sua conclusão apresentando soluções para a resolução do problema, veja no seu esqueleto quais foram as soluções que você colocou. Não esqueça de fazer referências ao que foi citado na introdução. Exemplo:
Portanto, para combater a exploração sexual no mundo virtual é preciso que os pais…
Lembre-se que isso não é uma receita de bolo, é apenas um método para ajudar àqueles que têm muita dificuldade nessa modalidade de redação. Seguindo o esqueleto diminuem-se os risco de fugir do tema e de travar no meio da escrita. Espero ter contribuído com vocês! Na próxima matéria escreverei sobre o uso da vírgula!

Márcia Bezerra

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Ainda sou teu amigo

Faz tempo que  já não falas mais comigo
Nossas  madrugadas não são mais as mesmas
O teu dia-a-dia é tão estranho para mim
E estás distante por quê?

Teus joelhos já não se dobram mais
A madrugada era nossa confidente
O que na vida te trai?
O que te fez parar de ser crente?

Vem, dobra teu joelho
Vem, fala de teu desespero
Vem, eu quero te ajudar.

Se estiveres fraco, vou te fortalecer
Se estiveres com sede, vou te dar de beber
Se estiveres com fome, vou te alimentar
Sou teu amigo, sempre vou te amar.

Seja fiel comigo, amigo
Vamos reatar nosso pacto
Venha lutar com teu Cristo
E vencer a maldade do inimigo.

JSC