sábado, 13 de setembro de 2014
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Prosa e verso
Vou cantar a vida
Em verso e prosa
Vou me vestir de rosas
E me fazer toda prosa
Pra conquistar teu coração.
(Letícia Thompson)
Os textos em prosa apresentam uma característica marcante: as linhas são contínuas e se agrupam em parágrafos. Quando você lê uma carta, uma crônica, uma notícia ou reportagem de jornal, um conto ou um romance, você está lendo textos em prosa.
Nos textos em verso, as palavras são dispostas graficamente em linhas descontínuas chamadas versos, como nos poemas que aparecem no início desta parte ou no texto Cajueiro Pequenino, a seguir:
Os versos podem ser de duas espécies:
- verso medido ou tradicional
- verso livre ou moderno
3.2.1. O verso medido ou tradicional é o verso que tem o mesmo número de sílabas em toda a estrofe ou em todo o poema.
Observe o número de sílabas na primeira estrofe do poema Cajueiro Pequenino, de Juvenal Galeno:

No verso medido ou tradicional, contam-se as sílabas até a última sílaba tônica. Os versos do poema Cajueiro Pequenino têm, portanto, sete sílabas.
Duas ou mais vogais, quando se encontram no fim de uma palavra e no começo de outra e podem ser pronunciadas numa só emissão de voz, unem-se numa única sílaba.
Observe o exemplo:
Tu és um sonho querido
De minha vida infantil.
Desde esse dia... Me lembro...
Era uma aurora de abril.
Em verso e prosa
Vou me vestir de rosas
E me fazer toda prosa
Pra conquistar teu coração.
(Letícia Thompson)
3.1. A distinção entre prosa e verso
Os textos em prosa apresentam uma característica marcante: as linhas são contínuas e se agrupam em parágrafos. Quando você lê uma carta, uma crônica, uma notícia ou reportagem de jornal, um conto ou um romance, você está lendo textos em prosa.
Nos textos em verso, as palavras são dispostas graficamente em linhas descontínuas chamadas versos, como nos poemas que aparecem no início desta parte ou no texto Cajueiro Pequenino, a seguir:
3.2. O verso: classificação
Os versos podem ser de duas espécies:
- verso medido ou tradicional
- verso livre ou moderno
3.2.1. O verso medido ou tradicional é o verso que tem o mesmo número de sílabas em toda a estrofe ou em todo o poema.
Observe o número de sílabas na primeira estrofe do poema Cajueiro Pequenino, de Juvenal Galeno:
No verso medido ou tradicional, contam-se as sílabas até a última sílaba tônica. Os versos do poema Cajueiro Pequenino têm, portanto, sete sílabas.
Duas ou mais vogais, quando se encontram no fim de uma palavra e no começo de outra e podem ser pronunciadas numa só emissão de voz, unem-se numa única sílaba.
Observe o exemplo:
Tu és um sonho querido
De minha vida infantil.
Desde esse dia... Me lembro...
Era uma aurora de abril.
www.pucrs.br
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
10 aspectos fundamentais do tipo textual da redação do Enem
Todo candidato ao Enem ou a qualquer outro exame, vestibular ou concurso que peça, em sua prova de redação, uma dissertação-argumentativa,
deve preocupar-se em, primeiramente, atender ao tema solicitado e à
proposta elaborada; é repetitivo, mas este é o primeiro passo para
sair-se bem em uma avaliação de produção escrita.
Antes fosse apenas isso com que
se preocupar. Há outros fatores aos quais devemos nos atentar no momento
de escrevermos uma dissertação-argumentativa. Em geral, podemos
sintetizá-los em dez aspectos fundamentais e, portanto, muito
importantes que todo o texto dissertativo-argumentativo deve ter e,
consequentemente, com os quais os candidatos devem preocupar-se.
1. Estética: uso adequado das margens, das linhas e limpeza
Pode parecer bobagem, mas as
professoras do Ensino Fundamental I, ao nos alfabetizarem e ao nos
chamar a atenção para um texto limpo estavam pensando em nosso futuro,
já que ainda temos de escrever à mão em provas, exames e vestibulares.
Apresentar um texto que use adequadamente as margens da folha (dando espaço aos parágrafos, separando as sílabas corretamente, não ultrapassando os limites impostos etc) é algo que apenas nos auxilia, pois não devemos desperdiçar linhas e devemos mostrar que sabemos aproveitar todo o espaço útil da folha da melhor maneira possível.
Escrever o texto tendo em mente a sua estética é essencial. Como nas avaliações como o Enem não podemos entrar portando corretivos, o correto, ao errar uma palavra, é riscá-la e, em seguida, escrevê-la corretamente. Obviamente é adequado não haver tantas rasuras; para isso, aconselhamos rascunhar o seu texto e depois passá-lo a limpo na folha oficial atentando-se às eventuais rasuras.
Apresentar um texto que use adequadamente as margens da folha (dando espaço aos parágrafos, separando as sílabas corretamente, não ultrapassando os limites impostos etc) é algo que apenas nos auxilia, pois não devemos desperdiçar linhas e devemos mostrar que sabemos aproveitar todo o espaço útil da folha da melhor maneira possível.
Escrever o texto tendo em mente a sua estética é essencial. Como nas avaliações como o Enem não podemos entrar portando corretivos, o correto, ao errar uma palavra, é riscá-la e, em seguida, escrevê-la corretamente. Obviamente é adequado não haver tantas rasuras; para isso, aconselhamos rascunhar o seu texto e depois passá-lo a limpo na folha oficial atentando-se às eventuais rasuras.
2. Título significativo e introdução que apresenta o tema com eficiência
O título na
dissertação-argumentativa no Enem, segundo publicações oficiais dos
organizadores do Exame, é um item opcional; a redação que não estiver
intitulada não pode ser prejudicada por conta disso e a redação que
estiver intitulada, por outro lado, não pode ser beneficiada por este
fato.
Para quem optar por inserir um título, o ideal é que ele seja significativo, que tenha a ver com o tema e com a redação em si e deve ser diferente do tema da proposta, isto é, não devemos copiar o tema e colocá-lo como título do nosso texto. Além disso, ele deve vir na primeira linha, centralizado e ser iniciado com letra maiúscula; as aspas não são necessárias, a não ser que elas tenham a ver com alguma intenção do autor.
O leitor deve conhecer o tema da proposta por meio do seu texto; mais especificamente, devemos apresentar o tema, de forma eficiente, já na introdução da nossa redação. Não devemos pressupor que o leitor conheça o tema, a coletânea de textos motivadores e a proposta como um todo; nós devemos apresentá-los ao leitor e, na introdução, devemos introduzir o tema de forma clara e objetiva.
Para quem optar por inserir um título, o ideal é que ele seja significativo, que tenha a ver com o tema e com a redação em si e deve ser diferente do tema da proposta, isto é, não devemos copiar o tema e colocá-lo como título do nosso texto. Além disso, ele deve vir na primeira linha, centralizado e ser iniciado com letra maiúscula; as aspas não são necessárias, a não ser que elas tenham a ver com alguma intenção do autor.
O leitor deve conhecer o tema da proposta por meio do seu texto; mais especificamente, devemos apresentar o tema, de forma eficiente, já na introdução da nossa redação. Não devemos pressupor que o leitor conheça o tema, a coletânea de textos motivadores e a proposta como um todo; nós devemos apresentá-los ao leitor e, na introdução, devemos introduzir o tema de forma clara e objetiva.
3. Adequação ao tema e à proposta com estabelecimento de relações com outras situações e leituras
Como já dissemos anteriormente, devemos adequar o nosso texto ao tema da proposta de redação; não devemos tangenciar e muito menos fugir do tema. Também devemos escrever o tipo textual (dissertação-argumentativa, narrativa, carta etc) ou ao gênero exigido, no caso do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Não atender ao tipo ou ao gênero solicitado zera a redação, assim como fugir do tema.Estabelecer relações consistentes e pertinentes entre o tema e o nosso ponto de vista, por meio do uso de outras situações e leituras, mostra o quanto sabemos acerca daquele tema e o quanto somos capazes de irmos além da coletânea de textos motivadores.
4. Dados na dissertação: há escolha crítica dos elementos da proposta, argumentos críticos e relações consistentes
Para sustentarmos o nosso ponto de vista principal, isto é, nosso maior argumento, devemos recorrer às estratégias argumentativas e devemos escolhê-las da maneira mais crítica possível a fim de estabelecermos relações consistentes. Portanto, devemos escolher criticamente as estratégias argumentativas que usaremos, tendo a certeza de que elas tem a ver com o tema proposto e com a nossa tese.5. No desenvolvimento, a utilização dos recursos coesivos é sofisticada, clara e diversificada
A coesão deve permear toda a
dissertação-argumentativa, ou seja, o texto deve ter sentido do começo
ao fim. No desenvolvimento, mais especificamente, a utilização dos
recursos coesivos deve ser a mais sofisticada, clara e diversificada
possível.
6. Há coerência interna e externa, ótima articulação e progressão adequada entre as ideias (paragrafação)
A dissertação-argumentativa deve
ter coerência interna (sem contradições) e externa (verossimilhança) e
uma progressão temática adequada, isto é, ter um começo, um meio e um
fim coerentes; a paragrafação deve estar em consonância neste aspecto.
7. A concordância, regência e colocação estão de acordo com a norma culta da língua
Toda prova de redação de exames
como Enem, de vestibulares e de concursos deve ser escrita de acordo com
a norma culta da Língua Portuguesa e, portanto, obedecendo as normas de
concordância, regência, acentuação, ortografia etc. Não são admitidos
palavrões, gírias e demais inapropriações.
8. Vocabulário variado, demonstrando uso pessoal do léxico e boa adequação gramatical
Devemos mostrar que temos um
vocabulário variado, sem repetições de palavras próximas e de modo
excessivo, mostrando estilo ao recorrermos ao léxico e adequação
gramatical.
9. A conclusão retoma a tese e explora adequadamente as estratégias de finalização
O parágrafo conclusivo deve,
realmente, fechar o texto retomando a tese apresentada na introdução e,
no caso do Enem, reforçar este percurso citando as propostas de
intervenções sociais pertinentes ao tema da prova de redação.
10. Cumprimento do tipo e/ou gênero, com adequação à estrutura textual
Devemos cumprir integralmente a
proposta de redação do vestibular ou exame que estamos prestando e isso
relaciona-se com o tipo ou gênero exigido pela banca elaboradora.
Cumprir com o tipo ou com o gênero significa escrever o que foi pedido
de modo adequado e rigoroso, com as marcas genuínas do tipo ou do gênero
solicitado.
Até o momento, em todas as suas
edições, o Enem exigiu, apenas, dissertação-argumentativas e acreditamos
que seguirá nesta linha, já que não vemos nenhum sinal de mudança.
InfoEnem
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Dicas para interpretar charges no Enem
Para interpretá-la, é necessário
conhecimento de mundo e senso crítico. Geralmente, a charge é vinculada
à imprensa sendo utilizada para realizar críticas político-sociais.
InfoEnem
Antes de ver as dicas de interpretação, atente-se para essa regra geral:
Mantenha-se atualizado!
O tema abordado na charge pode
estar ligado a um acontecimento de um período específico, o que mostra a
importância de se manter informado quanto as atualidades do ano para
ter conhecimentos prévios que te sirvam como base para descobrir qual
fato ocorrido está sendo criticado na charge.
Se manter atualizado e ler bastante são regras da vida do vestibulando e úteis para todas as partes da prova, não é mesmo? Se você já pratica isso, veja agora as dicas específicas para analisar as charges.
Se manter atualizado e ler bastante são regras da vida do vestibulando e úteis para todas as partes da prova, não é mesmo? Se você já pratica isso, veja agora as dicas específicas para analisar as charges.
1. Questione a charge
Para fazer uma leitura crítica da charge, é importante levantar perguntas como:
Qual o tema da charge?
Conheço o cenário ou as pessoas retratadas?
Pode haver ambiguidade, ou seja, mais de uma maneira de interpretar o desenho ou o texto?
Para fazer uma leitura crítica da charge, é importante levantar perguntas como:
Qual o tema da charge?
Conheço o cenário ou as pessoas retratadas?
Pode haver ambiguidade, ou seja, mais de uma maneira de interpretar o desenho ou o texto?
2. Procure detalhes
Não há nada de excessivo na charge! Todo o conjunto é importante para entender a crítica do autor. Por isso, fragmente sua análise procurando detalhes que te sirvam como pista para responder a questão. Lembre, também, de se atentar à fonte para descobrir o local e a data de publicação.
Não há nada de excessivo na charge! Todo o conjunto é importante para entender a crítica do autor. Por isso, fragmente sua análise procurando detalhes que te sirvam como pista para responder a questão. Lembre, também, de se atentar à fonte para descobrir o local e a data de publicação.
3. Entenda o objetivo da charge
Pense nas questões sociais, políticas, culturais e ideológicas que envolvem o contexto da charge. Por que ela foi feita? Qual o público-alvo? Qual o objetivo do autor? Relacione, também, a imagem e o texto da charge. Ao fazer isso, você a aproxima de seu significado.
Pense nas questões sociais, políticas, culturais e ideológicas que envolvem o contexto da charge. Por que ela foi feita? Qual o público-alvo? Qual o objetivo do autor? Relacione, também, a imagem e o texto da charge. Ao fazer isso, você a aproxima de seu significado.
4. Relacione a charge com o enunciado da questão
Fazer uma leitura atenta de todo o enunciado e das alternativas da questão pode ser a melhor maneira de encontrar a pista final que fecha sua linha de raciocínio. Ao analisar a própria questão na qual a charge está inserida, você fica mais próximo de entender qual a mensagem transmitida.
Agora, que tal colocar em prática essas dicas? Veja no exemplo abaixo
uma questão que já apareceu no Enem, seguida da resolução da professora
Margarida.Fazer uma leitura atenta de todo o enunciado e das alternativas da questão pode ser a melhor maneira de encontrar a pista final que fecha sua linha de raciocínio. Ao analisar a própria questão na qual a charge está inserida, você fica mais próximo de entender qual a mensagem transmitida.
Questão 96 – Enem 2012 – Caderno AmareloO efeito de sentido da charge é provocado pela combinação de informações visuais e recursos linguísticos. No contexto da ilustração, a frase proferida recorre à
a) polissemia, ou seja, aos múltiplos sentidos da expressão “rede social” para transmitir a ideia que pretende veicular.
b) ironia para conferir um novo significado ao termo “outra coisa”.
c) homonímia para opor, a partir do advérbio de lugar, o espaço da população pobre e o espaço da população rica.
d) personificação para opor o mundo real pobre ao mundo virtual rico.
e) antonímia para comparar a rede mundial de computadores com a rede caseira de descanso da família.RESOLUÇÃO E COMENTÁRIOSAlternativa AA construção do humor se dá a partir da polissemia (característica de algumas palavras, que apresentam diferentes significações, em contextos diversos) da expressão “rede social”, que no âmbito da internet refere-se ao entrelaçamento de informações e relações no espaço virtual e o objeto ‘rede’, artefato que serve para dormir e na charge é ‘social’ pois é compartilhado com toda a família ao mesmo tempo.
InfoEnem
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Redação Enem 2014 - Temas possíveis
1 – A problemática dos animais abandonados e maltratados no Brasil
Quando vamos ao trabalho ou para a escola, muitas vezes já nem nos incomodamos com a quantidade de animais abandonados na rua. Isso acontece porque já estamos acostumados com isso no nosso dia a dia. Entretanto, o abandono de cães e gatos, além de violar o Artigo 32 da Lei Federal no. 9.605/98que criminaliza atos de maus tratos contra animais, pode gerar problemas na saúde pública, como aparecimento de pragas.
2 – Racismo
Um problema que já vem sendo discutido há muito tempo, como por exemplo a questão das cotas, mas que agora ganhou mais destaque na mídia nacional, principalmente após o flagra das agressões feitas ao goleiro Aranha, do Santos. Quais seriam suas ideias para combater esse mal?3- Conscientização em relação ao consumo de água
Embora o vasto recurso hídrico do nosso país, diversas cidades brasileiras estão sofrendo com falta de água. Parte da culpa, claro, é a falta de investimento dos órgãos públicos responsáveis. Mas o desperdício, no mínimo, agrava a situação. Assim sendo, uma redação propondo maneiras de conscientizar a população do consumo inteligente seria um ótimo tema para o Enem 2014.4 – Estado laico X Espaço público
Caso não saiba, o Brasil é um estado laico. Em outras palavras, nosso país tem como princípio a imparcialidade em assuntos religiosos, não apoiando nem discriminando nenhuma religião. Entretanto, diversos espaço públicos, como prefeituras, fazem referência à alguma religião, principalmente as mais praticadas. Isso é certo? O que pensa a respeito?5 – Intolerância Religiosa
Tema muito ligado ao anterior, mas que teria como foco discutir maneiras de garantir a liberdade religiosa, sem discriminação e/ou preconceito de qualquer grupo. Afinal, um estado laico deve se preocupar com a intolerância religiosa praticada por alguns membros mais extremistas.6 – Burocracia x Fraudes
Todo mundo já está cansado de saber que nosso país é um dos mais burocráticos do mundo. Uma das explicações para isso é a tentativa de controle de fraudes, princialmente com o dinheiro público. Entretanto, a questão torna-se interessante e largamente discutível quando analisamos que, mesmo sendo extremamente burocrático, o Brasil também apresenta altíssimos índices de corrupção. Esses dados, por serem paradoxais, certamente formariam um belo tema de redação, não acha?7 – Obsolescência planejada
Talvez você não saiba o que significa, mas certamente já foi vítima dela. Duvida? Caso tenha comprado um aparelho e depois de pouco tempo sentiu a necessidade de trocá-lo, pois já estava ultrapassado, saiba que armaram para você! Que tal pesquisar um pouco sobre o assunto? Assim, além de poder virar tema da redação do Enem, você estará mu pouco mais prevenido para não cair nessa silenciosa armadilha.8 – A questão da esmola nas ruas
Não é fácil ver um semelhante pedindo ajuda para comprar comida ou remédio. Entretanto, alguns dados revelam que dar esmola estimula a permanência nas ruas. Elaborar uma redação sobre o assunto, não se esquecendo de respeitar os direitos humanos, é banstante desafiador, não é?9 – Falência no sistema presidiário brasileiro
De acordo com a lei, o presídio
tem como função reabilitar pessoas que realizaram algum time de ato
considerado crime. Entretanto, na prática, sabemos que ocorre exatamente
o oposto. As prisões, em sua grande maioria superlotadas, acabam
piorando o detento. Quais medidas você acredita que seriam interessantes
para, pelo menos, minimizar esse complexo e preocupante problema?
10 – Automedicação
Dentre tantos problemas da saúde, a automedicação merece um certo destaque. Por que será que tantas pessoas ainda insistem em correr esse risco? Falta de informação? Deficiência no Sistema Único de Saúde (SUS)? Burocracia? Um assunto que tem várias explicações e poucas políticas públicas eficientes que amenizem o problema.InfoEnem
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Casimiro de Abreu
Vivendo três anos em Portugal, onde elaborou boa parte de Primaveras,
Casimiro de Abreu desenvolveu o sentimento de exílio, que tanto
perseguia os românticos. Inspirado em Gonçalves Dias, escreveu uma série
de poemas impregnados de nostalgia da terra natal, denominados Canções
do exílio. Neles, contudo, não chega a alcançar o nível de seu modelo.
No entanto, não é apenas a saudade do Brasil e a correspondente sensação de estar exilado que anima a sua lírica. O que o consagrou foi a nostalgia (tipicamente romântica) daquelas realidades pessoais que ficam para trás: a mãe, a irmã, o lar, a infância. Tornou-se, por excelência, o poeta da "aurora da vida", do tempo perdido, das emoções da meninice. Mesmo sabendo que a infância não significa o paraíso, sucumbiu à doçura dessas lembranças.
À parte isso, o poeta atrai o leitor com o ritmo fácil, a singeleza do pensamento, a ausência de abstrações, o caráter recitativo e o tratamento sentimental que empresta ao tema, garantindo a eternidade de pelo menos um poema, Meus oito anos:
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é - lago sereno,
O céu - um manto azulado,
O mundo - um sonho dourado,
A vida - um hino d'amor!
Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!
Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã.
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!
Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
De camisa aberto ao peito,
- Pés descalços, braços nus -
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!
Oh! Que saudades que tenho
Da aurora de minha vida (...)
educaterra.terra.com.br
No entanto, não é apenas a saudade do Brasil e a correspondente sensação de estar exilado que anima a sua lírica. O que o consagrou foi a nostalgia (tipicamente romântica) daquelas realidades pessoais que ficam para trás: a mãe, a irmã, o lar, a infância. Tornou-se, por excelência, o poeta da "aurora da vida", do tempo perdido, das emoções da meninice. Mesmo sabendo que a infância não significa o paraíso, sucumbiu à doçura dessas lembranças.
À parte isso, o poeta atrai o leitor com o ritmo fácil, a singeleza do pensamento, a ausência de abstrações, o caráter recitativo e o tratamento sentimental que empresta ao tema, garantindo a eternidade de pelo menos um poema, Meus oito anos:
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é - lago sereno,
O céu - um manto azulado,
O mundo - um sonho dourado,
A vida - um hino d'amor!
Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!
Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã.
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!
Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
De camisa aberto ao peito,
- Pés descalços, braços nus -
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!
Oh! Que saudades que tenho
Da aurora de minha vida (...)
educaterra.terra.com.br
domingo, 7 de setembro de 2014
Dia nebuloso
Hoje acordei, mas preferia estar dormindo,
Talvez preferisse não mais ter acordado.
Não há mais motivo para minha existência:
Enterrarei no lado frio do meu coração
Aquela que por tanto tempo amei.
Jogarei flores e rosas perfumadas,
Jogarei jasmim -- o perfume do nosso amor.
Queria ter ido contigo,
Pois assim ficaria ao teu lado,
Para sempre amar e sentir-se amado.
Hoje é um dia nebuloso para nós,
Tenho que enterrar uma parte de mim.
Vai em paz, minha amada; e eu, talvez, resistirei.
Dilacerada esta parte fica; a outra se foi.
Então o que fazer com ela, senão enterrar?
Hoje é um dia nebuloso: fim do nosso eterno amor.
Joerlândio Cordeiro
Talvez preferisse não mais ter acordado.
Não há mais motivo para minha existência:
Enterrarei no lado frio do meu coração
Aquela que por tanto tempo amei.
Jogarei flores e rosas perfumadas,
Jogarei jasmim -- o perfume do nosso amor.
Queria ter ido contigo,
Pois assim ficaria ao teu lado,
Para sempre amar e sentir-se amado.
Hoje é um dia nebuloso para nós,
Tenho que enterrar uma parte de mim.
Vai em paz, minha amada; e eu, talvez, resistirei.
Dilacerada esta parte fica; a outra se foi.
Então o que fazer com ela, senão enterrar?
Hoje é um dia nebuloso: fim do nosso eterno amor.
Joerlândio Cordeiro
ABAIXAR ou BAIXAR?
ABAIXAR - Usa-se em todos os casos: abaixar o volume do rádio; abaixar a voz, abaixar as calças, abaixar o tom de voz, abaixar o topete, exceto em dois outros, em que se dá preferência ao emprego de BAIXAR:
1. Usa-se quando não tem complemento:
- O custo de vida BAIXOU.
- O nível das águas do rio BAIXA dia a dia.
- BAIXOU o dólar.
- Tem de BAIXAR o preço da gasolina.
2. Quando o complemento é nome de economia, da
informática ou de parte do corpo:
- BAIXOU mil reais da sua poupança.
- BAIXAR uma música pela internet.
- BAIXE o dedinho, querida!
Pequenas Dicas de Português
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