domingo, 4 de agosto de 2013

EATING OUT (COMER FORA) - Veja algumas palavras

  1. bar stool – banqueta 
  2. black coffee – café puro
  3. brown bread sandwich – sanduíche de pão integral
  4. hamburger, burger – hambúrguer
  5. burger bar – lanchonete
  6. burger meal – hambúrguer com refrigerante e batatas fritas
  7. canned drink – bebida em lata
  8. chicken nuggets – pedacinhos de frango
  9. chips – batatas fritas (porção ou snacks)
  10. chutney – molho picante
  11. club sandwich – sanduíche que utiliza pão de forma
  12. doughnuts (or donuts) – rosquinhas
  13. crêpe – crepe
  14. eat-in – para comer no local
  15. espresso – café expresso
  16. fish and chips – peixe frito com batatas fritas (popular no Reino Unido)
  17. fried chicken – porção de frango frito (KFC and similars)
  18. fried noodles – macarrão frito, yakissoba
  19. home delivery – entrega em domicílio
  20. hot chocolate – chocolate quente
  21. lunch menu – cardápio do almoço
  22. mayonnaise, mayo – maionese
  23. mustard – mostarda
  24. napkin – guardanapo
  25. open sandwich – sanduíche no prato
  26. pizzeria (or pizza parlor/pizza place/pizza shop) – pizzaria
  27. re-heat – requentar
  28. sauce – molho
  29. sfiha – esfirra ou esfiha
  30. side order – acompanhamento
  31. skewer – espetinho
  32. specials – pratos do dia
  33. straw – canudinho
  34. take-away (or take-out) – para viagem
  35. tomato sauce (or ketchup) – ketchup
  36. tray – bandeja
  37. vending machine – máquina de venda automática
  38. white coffee – café com leite

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

ENEM - REDAÇÃO (ANÁLISE)


Hoje, falaremos sobe a proposta de redação do ENEM 2000, cujo tema foi Direitos da Criança e do Adolescente: Como Enfrentar Esse Desafio Nacional? que, aliás, como o tema de 1999, ainda é atual, pois esta é uma questão que traz novos desafios todos os dias, já que abarca vários aspectos como saúde, educação, moradia, família, acesso à cultura, violência, drogas etc. Esta é uma característica marcante da prova de produção textual do ENEM: temas de cunho social que permanecem atuais na realidade brasileira com o passar dos anos, pois, infelizmente, são muito abrangentes e de difícil solução.
Falando nisso e abrindo um breve parênteses, leitores nos perguntam se as manifestações marcantes do mês de junho, o programa do governo federal Mais Médicos e o próprio Ato Médico podem ser tema da prova de redação do ENEM deste ano e, pela nossa experiência, pensamos que a proposta já deve estar fechada ou sendo fechada (vejam na proposta de redação do ENEM 2000, abaixo, que a charge e a notícia adaptada que fazem parte da coletânea textual são de maio e junho daquele ano, ou seja, época em que a prova estava sendo elaborada e, assim, podemos afirmar que o tema estava definido antes disso) e que, obviamente, não devemos desprezar nenhum assunto, mas propriamente estes temas talvez não sejam o alvo do ENEM 2013. Claro que há a possibilidade de haver um tema que utilize algum viés das manifestações e das polêmicas que envolvem a Medicina atualmente no Brasil e, por isso, deve-se ficar atualizado quanto a estes assuntos. Nossa dica é: não despreze nenhum assunto, nenhum tema, nenhum conteúdo de nenhuma disciplina, pois exames como ENEM e demais vestibulares são verdadeiras caixinhas de surpresas.
Voltando ao ENEM 2000, a proposta aparecia já na primeira página do caderno de prova e deste modo:
“É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à saúde, à alimentação, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocálos a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, crueldade e opressão”.
Artigo 227, Constituição da República Federativa do Brasil.
(Angeli, Folha de São Paulo, 14.05.2000)
(…) Esquina da Avenida Desembargador Santos Neves com Rua José Teixeira, na Praia do Canto, área nobre de Vitória. A.J., 13 anos, morador de Cariacica, tenta ganhar algum trocado vendendo balas para os motoristas. (…)
“Venho para a rua desde os 12 anos. Não gosto de trabalhar aqui, mas não tem outro jeito. Quero ser mecânico”.
A Gazeta, Vitória (ES), 9 de junho de 2000.
Entender a infância marginal significa entender porque um menino vai para a rua e não à escola. Essa é, em essência, a diferença entre o garoto que está dentro do carro, de vidros fechados, e aquele que se aproxima do carro para vender chiclete ou pedir esmola. E essa é a diferença entre um país desenvolvido e um país de Terceiro Mundo.
Gilberto Dimenstein. O cidadão de papel. São Paulo, Ática, 2000. 19a. edição.
Com base na leitura da charge, do artigo da Constituição, do depoimento de A.J. e do trecho do livro O cidadão de papel, redija um texto em prosa, do tipo dissertativo-argumentativo, sobre o tema: Direitos da criança e do adolescente: como enfrentar esse desafio nacional?
Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender o seu ponto de vista, elaborando propostas para a solução do problema discutido em seu texto.
Observações:
Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da modalidade escrita culta da língua.
Espera-se que o seu texto tenha mais do que 15 (quinze) linhas.
A redação deverá ser apresentada a tinta na cor preta e desenvolvida na folha própria.
Você poderá utilizar a última folha deste Caderno de Questões para rascunho.

No ano 2000, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) fazia dez anos de existência e, sem dúvida, foi um dos assuntos mais discutidos na mídia brasileira naquele ano e como abrange um tema social importantíssimo, os direitos da criança e do adolescente, como desafio, foi o tema da redação do ENEM daquele ano. Acreditamos que este não é um tema complexo de ser desenvolvido, pois basta ler os jornais e assistir a TV que vemos, infelizmente, todos os dias, casos que violam os direitos dos menores de idade no Brasil e a coletânea textual veio recheada de textos motivadores.
A charge de Angeli foi publicada na Folha de São Paulo no mês de maio de 2000, ou seja, o mês das mães e o dia das mães é o pano de fundo para ela, que mostra vários meninos de rua enrolados em cobertores cercados por propagandas do dia das mães e, um deles, associa a figura materna às mais marcantes personagens da infância (Papai Noel e Coelhinho da Páscoa) como não existentes, como se mães só existissem na imaginação das crianças como o Papai Noel e o Coelhinho da Páscoa e, para estes meninos, essa é a realidade, já que há muitos casos de abandono de bebês e crianças que, por diversos motivos, acabam ir morando nas ruas. A charge mostra o contraste entre a publicidade acerca do dia das mães (que em vendas perde, apenas, para o Natal) e o dia a dia dos menores abandonados, capitalismo x situação de rua, mães x órfãos.
Ao lado, a coletânea traz um dos mais célebres artigos da Constituição Federativa do Brasil, o 227, que diz respeito aos direitos da criança e do adolescente de ter assegurada, pela família e pelo Estado, saúde, alimentação, cultura, dignidade, respeito, liberdade e convivência familiar e comunitária, além de estar a salvo da negligência, discriminação, exploração, crueldade e opressão. Isto traz ao candidato a lembrança de que, além de haver menores sem acesso aos itens básicos de uma vida digna, há aqueles expostos à falta de cuidados, que são discriminados por sua etnia, classe social, religião, sexualidade etc; que são explorados, escravizados sexualmente e em questão de trabalhos forçados dos mais variados tipos (desde serviço doméstico até tarefas pesadas como trabalhar em carvoarias, lavouras, nas ruas etc) e, em consequência, são vítimas de crueldade e opressão.
A notícia adaptada do jornal capixaba exemplifica o que o artigo 227 da Constituição aborda, já que conta a situação de A.J, de 13 anos, que trabalha em uma esquina de um bairro nobre de Vitória vendendo balas, mas mora na periferia e sonha em ser mecânico, mas vê seu sonho distanciar-se ao ser obrigado, pois não gosta do que faz, a fazer isso. Trazer outros exemplos de exploração do trabalho infantil é uma excelente estratégia argumentativa para subsidiar sua tese, sua argumentação e, para isso, tem de estar atualizado ou lembrar-se do que, infelizmente, vemos todos os dias nas ruas das cidades. Explorar os motivos que levam uma criança ou um adolescente a trabalhar na rua e não a estudar também é um bom caminho; discutir o que há por detrás desta situação e suas consequências para o futuro desses jovens é um viés importante.
Esta estratégia argumentativa encontra alicerce no último texto da coletânea textual, de autoria do Gilberto Dimenstein, que discute exatamente isso: as razões de um menino estar na rua e não na escola, pois, para o autor, esta é a diferença entre ele e o garoto que está dentro de um carro com vidros fechados, ignorando ou temendo o seu igual que está à margem da sociedade e que entender esta distinção é o que diferencia um país desenvolvido de um de terceiro mundo, o que era o caso do Brasil naquele ano, pois ainda não éramos um país emergente.
Este texto da coletânea poderia ser muito bem utilizado para contemplar a quinta competência da grade avaliativa do ENEM (elaborar proposta de intervenção social); o candidato poderia propor uma solução que buscasse compreender os reais motivos da violação dos direitos da criança e do adolescente e, nesta reflexão, usar conceitos de outras áreas do conhecimento como geografia (questões populacionais como planejamento familiar – porque os mais pobres têm mais filhos – por exemplo, questões regionais, de moradia, que abordem os problemas das periferias, da falta de saneamento básico, transportes etc), história (grupos sociais historicamente marginalizados), economia (mão de obra infantil é muito mais barato do que mão de obra adulta, atividades exploratórias como carvoarias e lavouras) dentre outros, o que abarca a segunda competência da redação do ENEM.
Como o tema traz “como enfrentar esse desafio nacional?”, está intrínseco que a banca avaliadora requer uma proposta de intervenção social específica, já que questiona o candidato. Uma solução que resuma que os direitos dos menores brasileiros são violados, que pense sobre os motivos e mostre uma saída é fundamental para uma nota máxima nesta competência, além de mostrar que o candidato pode e deve ser detentor de uma opinião sobre o assunto.
Esperamos ter ajudado na análise do ENEM 2000 e, na próxima semana, abordaremos a prova de redação de 2001 cujo tema foi Desenvolvimento e Preservação Ambiental: Como Conciliar os Interesses em Conflito?. Já dê uma olhada na prova e pense a respeito acessando este link.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

ENEM - DICA DE FÍSICA

Para a maioria dos vestibulandos, a Física sempre foi apontada como um “bicho papão” entre as demais disciplinas. E de certo modo, esses estudantes tinham uma boa dose de razão, pois os vestibulares tradicionais sempre cobraram, além de muito conhecimento, um bocado de conta. Isso, claro, deixava as questões de física um tanto quanto complexas.
Mas uma coisa somos obrigados admitir: o novo modelo do Enem tem mudado, pelo menos em parte, essas características. Não que as contas acabaram. Mas a abordagem, o foco e a matemática exigida são, claramente, diferentes.
Para ilustrar essa situação, vamos usar como exemplo uma questão de física, sobre hidrostática, que apareceu no Enem do ano passado. Primeiramente vamos dar uma olhada no enunciado da questão.
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Questão: O manual que acompanha uma ducha higiênica informa que a pressão mínima da água para o seu funcionamento apropriado é de 20 kPa. A figura mostra a instalação hidráulica com a caixa d’água e o cano ao qual deve ser conectada a ducha.

O valor da pressão da água na ducha está associado à altura
a) h1.                        b) h2.                         c) h3.                      d) h4.                    e) h5.
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Agora,  antes de falarmos sobre dicas e orientações de como você deve encarar questões de hidrostática no Enem, vamos apresentar a solução feita pelos professores Fernando Buglia e Felipe Almendros, ambos formados na Unicamp e responsáveis por todas as questões de física das apostilas do infoEnem.

Resolução e comentários:
Alternativa C
Para esta questão vamos lembrar dois conceitos a respeito da hidrostática:
Teorema de Stevin:
Onde as grandezas envolvidas são:
Vasos comunicantes:
A figura abaixo ilustra que quando líquidos, confinados em tubos, independente de suas formas, que se comunicam pela base, terão a mesma altura por estarem submetidos à mesma pressão.
Voltando à questão e ao esquema apresentado, a altura a ser considerada, de acordo com o princípio dos vasos comunicantes, é aquela em relação à parte superior do sifão. Logo, podemos descartar as alternativas D e E que tomam a altura em relação à base do sifão. Agora, através do Teorema de Stevin, a pressão na saída da água na ducha está associada com a altura da coluna de fluido, no caso a água. Assim, a altura que representa corretamente a altura da coluna de líquido é a altura h3.
Comentário: Através dos conceitos apresentados o aluno não deve fazer confusão com as alturas h1 e h5. A altura h1 considera corretamente o limite inferior, porém erra na marcação do limite superior. Já a altura h5 acontece justamente o oposto, o limite inferior está errado e o limite superior está correto.
Conteúdo envolvido: Teorema Fundamental da Hidrostática (de Stevin).

*Essa resolução foi retirada das Apostilas preparatórias para o Enem 2013, que trazem as últimas 4 edições do exame resolvidas e comentadas por professores altamente gabaritados e experientes.

terça-feira, 30 de julho de 2013

VERSOS LIVRES : TESTE SEUS ESTUDOS PARA O ENEM

 Em diversos momentos da vida, é necessário refletir se o que estamos fazendo está certo ou errado, bom ou ruim, eficiente ou ineficaz. Ess...

sexta-feira, 26 de julho de 2013

AS ORIGENS DE "OK"

As funções gramaticais de O.K. também atestam a sua versatilidade. Num momento ele é um adjetivo que significa bom (He made an O.K. decision = Tomou um boa decisão), no outro significa aceitávelmais ou menos (The play is O.K., but I prefer the book = A peça é aceitável mas prefiro o livro). Quando você menos espera, O.K. vira verbo (Can you O.K. this for me, please? = Pode aprovar isto para mim, por favor?) ou substantivo (He gave his O.K. = Ele deu sua aprovação), ou interjeição (O.K., I hear you! = ‘Tá bom, estou ouvindo!) ou advérbio (He did O.K. = Ele deu-se bem). Mas tem mais. Existem nuanças de significado que dependem da entonação. Pode ser uma simples concordância (“Shall we go?” — “O.K.” = “Vamos?” — “O.K.”) ou expressão de grande entusiasmo (“O.K.!” = “Maravilha!”), como pode ser uma expressão sem significado especial (“O.K., let’s begin” = Tudo bem, vamos começar).O.K. também já deu filhote, embora com significado mais limitado: okey-doke (ou hokey-dokey, okie-doke e outras variações) que também quer dizer simtudo bem, e, claro, O.K.
origens de ok O Inglês Americanizado: as origens de O.K.
O professor Allen Walker Read, da Universidade de Columbia, dedicou-se a investigar as origens de O.K., durante vinte anos, numa tentativa de pôr fim às controvérsias. As possíveis origens da palavra eram tantas e tão variadas que algumas beiravam a idiotice. Exemplos: O.K. seria a abreviação da expressão only kissing (apenas beijando); a expressão teria sido usada pelo quase analfabeto presidente Andrew Jackson, que aparece nas cédulas de 20 dólares, que escrevia O.K. nos documentos para indicar sua aprovação quando estava tudo correto – para ele, a expressão por extenso seria oll korrect em vez de all correct. Outros diziam que O.K. vinha do nome de um biscoito muito popular na época, Orrin Kendall crackers, ou que vinha de okeh, da língua indígena choctaw, ou que era derivada da alcunha Old Kinderhook, do presidente Martin Van Buren, candidato à reeleição em 1840.
Graças ao professor Read, sabemos hoje que O.K. apareceu pela primeira vez na imprensa no jornal Boston Morning Post, no dia 23 de Março de 1839. Naquela época era moda entre os jovens grã-finos de Boston e Nova Iorque fazerem abreviaturas jocosas baseadas nos erros dos menos letrados. O.W. era a abreviatura de oll wright (em vez de all right = tudo bem); K.Y. no lugar de know yuse (em vez de no use = não adianta); O.K. em vez de oll korrect (all correct = tudo certo). Provavelmente, a coisa teria morrido por ali mesmo, como é normalmente o caso quando se trata de manias desse tipo. Mas é justamente aí que entra a campanha política para a reeleição de Martin Van Buren, apelidado de Old Kinderhook (Kinderhook era a sua cidade natal no estado de Nova Iorque). O partido democrata organizou o O.K. Club para promover o seu candidato e, da noite para o dia, O.K. virou chavão, bordão, verbo, adjetivo, enfim, tudo o que ainda é hoje. Infelizmente para os democratas, o O.K. Club não era tão O.K. assim – Van Buren foi derrotado por William Harrison.
Capa do livro Once Upon a Time um Inglês do autor John D. Godinho 2 O Inglês Americanizado: as origens de O.K.
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quinta-feira, 25 de julho de 2013

REDAÇÃO ENEM - ANÁLISE

Dando prosseguimento à nossa série de análises sobre os temas de redação do ENEM, hoje escreveremos sobre a prova de 1999 cujo tema foi “Cidadania e Participação Social” e que, quatorze ano depois, continua, e muito, atual, já que o nosso país vive um momento importante e fundamental, justamente, de cidadania, principalmente de cidadania jovem, através das manifestações do mês de junho que levaram, em todo o Brasil, milhões às ruas através da organização de passeatas e atos por meio das redes sociais e demais grupos sociais de todos os tipos.
A proposta apresentava-se já na primeira página da prova e do seguinte modo:
(HENFIL. Fradim. Ed. Codecri, 1997, nº 20.)
O encontro “Vem ser cidadão” reuniu 380 jovens de 13 Estados, em Faxinal do Céu (PR). Eles foram trocar experiências sobre o chamado protagonismo juvenil.
O termo pode até parecer feio, mas essas duas palavras significam que o jovem não precisa de adulto para encontrar o seu lugar e a sua forma de intervir na sociedade. Ele pode ser protagonista.
([Adaptado de] ”Para quem se revolta e quer agir”, Folha de S. Paulo, 16/11/1998

  • Eu não sinto vergonha de ser brasileiro. Eu sinto muito orgulho. Mas eu sinto vergonha por existirem muitas pessoas acomodadas. A realidade está nua e crua. (…) Tem de parar com o comodismo. Não dá para passar e ver uma criança na rua e achar que não é problema seu. (E.M.O.S., 18 anos, Minas Gerais)
  • A maior dica é querer fazer. Se você é acomodado, fica esperando cair no colo, não vai acontecer nada. Existe muita coisa para fazer. Mas primeiro você precisa se interessar. (C.S.Jr., 16 anos, Paraná)
  • Ser cidadão não é só conhecer os seus direitos. É participar, ser dinâmico na sua escola, no seu bairro. (H.A., 19 anos, Amazonas)
(Depoimentos extraídos de “Para quem se revolta e quer agir”, Folha de S. Paulo, 16/11/1998)
Com base na leitura dos quadrinhos e depoimentos, redija um texto em prosa, do tipo dissertativo-argumentativo, sobre o tema: Cidadania e participação social.
Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos ao longo de sua formação. Depois deselecionar, organizar e relacionar os argumentos, fatos e opiniões apresentados em defesa de seu ponto de vista, elabore uma proposta de ação social.
A redação deverá ser apresentada a tinta na cor azul ou preta e desenvolvida na folha grampeada ao Cartão-Resposta. Você poderá utilizar a última página deste Caderno de Questões para rascunho.

Podemos ver que, já na segunda proposta da história do ENEM, a banca elaboradora trouxe um texto multimodal, o cartum de Henfil com a personagem Graúna que, interpelada pela outra personagem que afirma que o seu sonho de voar é impossível porque ela pertence a uma geração de graúnas que já nasceu sem asas, quando esta vai embora, abre suas lindas e enormes asas e fecha a historinha dizendo que “a juventude é uma caixinha de segredos…”.
Através da interpretação deste cartum, podemos inferir algumas outras coisas (faça esse exercício você também!): abrindo suas asas, a graúna mostra a força oculta dos jovens, o seu poder de alçar longos voos e, consequentemente, o de conseguir aquilo que deseja, que sonha, já que a juventude é a fase da vida dos sonhos, das conquistas e/ou do seu início. Também podemos afirmar que a “lição de moral” do cartum é o de nunca subestimar alguém pela sua idade e/ou característica física (no caso da graúna, parecer que não tem asas) e de que jamais devemos dizer a ninguém que o seu sonho é irrealizável, afinal, quem somos nós para isso?
Em seguida, a proposta de redação traz aos candidatos do ENEM 1999 um pequeno trecho de uma notícia publicada pela Folha de São Paulo que aborda o encontro “Vem ser cidadão” que reuniu, no Paraná, 380 jovens de 13 estados brasileiros que discutiram o protagonismo juvenil, ou seja, o papel principal, de destaque, de protagonista do jovem brasileiro na década de 90 que não precisa do adulto, do mais velho para encontrar seu lugar e intervir na sociedade do modo como ele acha melhor, o que vimos há um mês atrás, em 2013, nas ruas de todo o país.
Aliás, os jovens manifestantes de junho de 2013 chamaram os adultos, os mais velhos para os atos, para as passeatas e de uma certa forma renovaram a esperança e a luta pelos direitos básicos de todo nós, cidadãos, e contra os impostos e aumentos abusivos, corrupção, preconceitos, discriminações etc.
Logo abaixo da notícia, três depoimentos de jovens participantes do encontro mencionado completam a coletânea textual da prova de redação do ENEM 1999. O primeiro ressalta a importância de a população não acomodar-se e não acostumar-se com os problemas sociais, pensando que não é com ela, que não tem nada a ver; o segundo depoimento também vai no viés do comodismo, afirmando que a vontade move as pessoas e, finalmente, o terceiro, enfatiza não apenas o saber, mas também o participar, o engajamento, desde de atividades em seu bairro até em seu país.
Assim, a redação do ENEM 1999 especifica o tema cidadania e participação social do jovem, já que priorizou o papel protagonista que a juventude pode e deve ter em sua comunidade. Portanto, escrever a respeito da cidadania e participação social de todo e qualquer cidadão, de qualquer faixa etária, tangencia o tema.
A coletânea textual mostra o lado positivo da atuação dos jovens na sociedade, mostra que é possível (basta querer) que toda a juventude atue em projetos dos mais diversos segmentos que visem o bem estar do povo, a luta pelos direitos civis como saúde, educação, moradia, transporte, alimentação etc e contra a corrupção, os desvios de verbas públicas, o aumento abusivo de impostos e taxas dentre tantas outras causas importantes que o candidato pudesse se lembrar. Assim, escrever uma dissertação-argumentativa defendendo a participação juvenil na sociedade mostrando, através de exemplos de práticas de cidadania (adquiridos ao longo da formação, da vida do candidato) era um dos caminhos para desenvolver a redação do ENEM 1999.
Outra opção seria abordar o contrário, a ausência da participação social da sociedade como um todo mostrando como os jovens, se bem estimulados, motivados e orientados podem mudar este cenário, já que, como foi colocado por Henfil, a juventude é uma caixinha de segredos e pode surpreender, como supreendeu na campanha das Diretas Já!, no impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello e, agora, nas mais recentes manifestações.
A questão apontada pela notícia, na coletânea, de que os jovens podem ser protagonistas sem os adultos também deve ser levada em consideração, já que há pais que não permitem ou não engajam seus filhos politicamente falando por inúmeras razões e jovens que acomodam-se nesta situação.
No enunciado desta proposta, diferentemente da anterior, a banca elaboradora do ENEM cita a elaboração de uma proposta de ação social (5ª competência) acerca do tema e esta poderia indicar a “caixinha de segredos” de graúna como uma carta na manga pela qual a juventude deve mostrar a que veio e supreender os adultos, demonstrando sua força, seu alcance, potencial e desejo de participação, de mudança, reafirmando que pode e deve ser protagonista, sem ninguém a impedindo.
Concluindo, podemos ver que a proposta do ENEM 1999 é mais restrita em relação ao tema do que a do ENEM 1998, que se tratava de algo mais genérico e até um pouco filosófico (Clique aqui e leia o artigo da semana passada). Esta prova já traz, mais claramente e objetivamente, duas competências avaliadas: selecionar, organizar e relacionar os argumentos, fatos e opiniões em defesa do seu ponto de vista e elaborar uma proposta de ação social, as quais não estavam presentes na prova anterior.
Na próxima semana, abordaremos a proposta de redação do ENEM 2000: Direitos da criança e do adolescente: como enfrentar esse desafio social? Que tal se você já der uma olhada na proposta e já ir pensando nas possibilidades de desenvolvimento? Mas não vale procurar comentários já prontos; o importante é a reflexão! O ENEM 2000 pode ser visualizado emhttp://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/provas/2000/2000_amarela.pdf.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

FUTEBOL (SOCCER) - EXPRESSÕES E VOCABULÁRIO

Torcer é “to support”, então para perguntar “Você torce para que time?” você deve dizer “What team do you support?” (British English) ou “What team do you cheer/root for?” (American English). Vamos conhecer algumas perguntas úteis:
  • Como está o placar? - What’s the score?
  • Quem está ganhando? - Who’s winning?
  • Está 4 a 0 para o Barcelona. – It’s 4 to 0, Barcelona.
  • Deu zebra, o Íbis ganhou. – It was an upset, Íbis won.
  • Eles ganharam nos pênaltis. - They won by penalties.
Agora vamos conhecer um pouco o vocabulário do futebol (soccer).
Apito – whistle
Arremesso lateral – throw in
Banco – the bench
Convocação – Call-up
Cartão vermelho – red card
Chutar – to shoot
Chuteira – cleated shoes
Cruzamento – cross
Descontos – injury time
Empate – draw
Escanteio – corner, corner kick
Fã – fan (também pode ser ventilador)
Gol – goal
Gol de empate – equaliser
Goleiro – goalkeeper
Impedimento – offside
Lateral direito right back
Líbero – sweeper
Linha do meio de campo – halfway line
Mão na bola – handball
Marca do pênalti – penalty spot
Meio-campista – midfield, midfielder
Multidão – crowd
Passar – pass
Perder – to lose
Ponta-direita – right wing
Quarto zagueiro – left back
Reserva – substitute
Tiro livre – free kick
Travessão – crossbar
Zagueiro – defender, back

(englishexperts.com.br)

segunda-feira, 22 de julho de 2013

ENEM - GEOGRAFIA


Posted: 22 Jul 2013 08:37 AM PDT
No primeiro dia de prova do Enem, os estudantes resolvem, além de ciências da natureza, questões das ciências humanas e suas tecnologias. E quando analisamos os possíveis assuntos de ciências humanas (basicamente das disciplinas de história e Geografia), os problemas ambientais são presenças “mais que garantidas” na prova.
E você, caro estudante/leitor, está realmente preparado para não cometer equívocos e acertar os exercícios que certamente aparecerão sobre esses assuntos?
Aparentemente sim, não é? Afinal, esses assuntos acabam não assustando muito os candidatos, principalmente por serem bastante comentados na mídia e em salas de aula.
E é justamente nesse ponto que mora o perigo! A autoconfiança nas questões relacionadas com problemas ambientais pode levar a uma leitura desatenta do enunciado e, na hora de comparar com gabarito oficial, levar o estudante à uma (desagradável) surpresa! “Não acredito! Errei por besteira!” Infelizmente esses comentários são extremamente comuns após as provas e levam a perda de pontos importantíssimos.
Vamos usar como exemplo uma questão que apareceu no Enem de 2011 para discorrer um pouco mais de como você deve agir quando encontrar uma questão que fale sobre problemas ambientais na prova de ciências humanas e suas tecnologias.
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Um dos principais objetivos de se dar continuidade às pesquisas em erosão dos solos é o de procurar resolver os problemas oriundos desse processo, que, em última análise, geram uma série de impactos ambientais. Além disso, para a adoção de técnicas de conservação dos solos, é preciso conhecer como a água executa seu trabalho de remoção, transporte e deposição de sedimentos. A erosão causa, quase sempre, uma série de problemas ambientais, em nível local ou até mesmo em grande áreas.
GUERRA. A. J. T. Processos erosivos nas encostas. In: Guerra. A J. T. Cunha, S. B. Geomorfologia: uma atualização de bases e conceitos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. 2007 (adaptado).
A preservação do solo, principalmente em áreas de encostas, pode ser uma solução para evitar catástrofes em função da intensidade de fluxo hídrico. A prática humana que segue no caminho contrário a essa solução é
A) a aração.             B) o terraceamento.                 C) o pousio.                D) a drenagem.               E) o desmatamento.
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Antes de falarmos um poucos mais sobre as estratégias para não cometer erros infantis nesse tipo de questão, vamos ver a resolução e os comentários do Professor Bruno Picchi referente ao exemplo acima.

Resolução e comentários:
Alternativa E
Problemas oriundos da degradação dos solos não são recentes, pois mesmo antes da intensa ação humana tais problemas já existiam, sendo causados exclusivamente por elementos naturais. Entretanto, atualmente, a preocupação em relação à degradação dos solos tem sido cada vez mais eminente, tendo em vista a intensiva e nociva ação humana. E uma das ações antrópicas mais nocivas é sem dúvida o grande avanço do desmatamento, provocados principalmente com o intuito de se obter propriedades voltadas ao plantio de produtos agrícolas ou de pastagens.
A retirada da vegetação natural gera uma série de problemas ambientais, pois é a vegetação a principal responsável pela diminuição do impacto direto das gotas de água provindas das chuvas no solo, causando o atrito direto e consequentemente a destruição da camada superior da superfície.
Além disso, a vegetação é responsável também por não permitir que toda a água provinda das chuvas escoe na superfície, e boa parte seja infiltrada no solo, evitando o carregamento excessivo de partículas que podem causar processos erosivos extremamente grandes, gerando grandes impactos ambientais e socioeconômicos de difícil solução. Preservar áreas florestais e investir em reflorestamento é uma das maneiras de se minimizar a incidência desses impactos.

*Essa resolução foi retirada das Apostilas preparatórias para o Enem 2013, que trazem as últimas 4 edições do exame resolvidas e comentadas pelos melhores professores do país. Clique aqui para adquirir suas apostilas.
Dois pontos aqui merecem atenção:
  1. Fique atento para perceber que as questões sobre problemas ambientais dentro da prova de ciências humanas sempre irão ressaltar a interferência humana nesses problemas. Tanto interferências negativas como positivas, provenientes principalmente do progresso e expansão das cidades. Questões de problemas ambientais que exigem dos candidatos conhecimentos mais técnicos (como conhecer uma reação química) geralmente estarão inseridas na prova de ciências da natureza.
  2. Como sempre, muita atenção na leitura. Neste exemplo, o enunciado dá uma dica escandalosa! “A preservação do solo, principalmente em áreas de encostas, pode ser uma solução para evitar catástrofes em função da intensidade de fluxo hídrico.” Qual interferência humana vai contra essa solução? Claro que é o desmatamento!
Portanto, para se dar bem em questões referentes a problemas ambientais, é necessário conhecer a problemática (estude todas que puder!), conseguir entender como o homem interfere (de maneira positiva ou negativa) na situação e NUNCA subestimar a questão. Quando você lê atentamente o texto, além de minimizar (e muito!) a chance de errar por besteiras, muitas vezes irá “pescar” dicas no próprio enunciado.

sábado, 20 de julho de 2013

6 DICAS SOBRE COMO ESCREVER BEM

1 – Em circunstância alguma utilize um vocábulo extenso onde um reduzido soluciona. Ou seja, não use uma palavra longa se uma curta resolve o problema.
2 – Se, por algum acaso, for possível cortar, eliminar, extirpar uma palavra, não se dê de rogado: elimine-a de uma vez por todas. Em outras palavras, desapareça com o desnecessário.
3 – A voz passiva não deve ser utilizada quando a voz ativa puder ser escrita. Nada de “aquela xícara será comprada por ele.” Usando a voz ativa, fica bem mais clara a sentença: “Ele comprará aquela xícara.”
4 – Nunca use uma metáfora ou outra figura de linguagem que você está acostumado a ver cotidianamente. Afinal, elas já perderam a força e possivelmente a graça.
5 – Não empregue um calão tecnicista quando tiver o arbítrio de elucubrar uma elocução de uso anfêmero. Ou seja, não use um jargão quando você puder imaginar uma palavra do cotidiano. E por último:
6 – Quebre qualquer uma dessas regras antes de escrever besteira.