sexta-feira, 12 de junho de 2015

quarta-feira, 10 de junho de 2015

4 Vantagens de Estudar Por Provas Anteriores do Enem



  1. Fixar matérias estudadas – Certamente você já ouviu algum professor dizer que a melhor forma de fixar e consolidar um novo conteúdo é resolvendo exercícios que o envolvam. Afirmação extremamente pertinente, pois a prática o levará a dominar o tema, evitando “brancos” e esquecimentos durante a prova;
  2. Adaptação física e mental – Conforme informado no início do artigo, passar horas a fio lendo textos intermináveis, raciocinando e resolvendo inúmeras questões esgota o candidato física e mentalmente. E para se adaptar a esta maratona, não resta outra alternativa a não ser se treinar nestas mesmas condições;
  3. Controle do tempo – Apesar de longo e estressante, como explicado no tópico anterior, o Enem possui tantas questões que o tempo fica curto. Você sabia que, na prática, tem menos que 3 minutos para responder cada item? Para aprender a administrar o relógio no exame é necessário participar de simulados e resolver as provas marcando o tempo;
  4. Auto avaliação – Outro benefício de quem estuda por edições antigas é a possibilidade de auto avaliação. Com os resultados dos simulados e provas resolvidas é possível analisar se o desempenho está melhorando ou não. Caso a resposta seja negativa, ainda haverá tempo para mudança nas estratégias.
infoEnem

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Análise de Redação Nota 1000 do Enem 2014

 No texto de hoje, iremos analisar um desses textos a fim de gerar uma reflexão acerca do que a banca elaboradora e corretora espera de um candidato ideal.
Primeiramente, a fim de situar os nossos leitores, gostaríamos de resumir o que a coletânea de textos motivadores dessa proposta de redação do Enem traz aos candidatos.
primeiro texto é a adaptação de uma matéria publicada na página da BBC que discute a resolução do Conanda(Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente) que considera abusiva a publicidade infantil que tem como objetivo persuadir a criança ao consumo de qualquer produto e serviço ao apelar para aspectos como brinquedos, desenhos animados, linguagem infantil, trilhas sonoras, ofertas de prêmios dentre outros. O texto, além de definir o que é, para o Conanda, uma propaganda infantil abusiva, aborda os pontos de vistas favoráveis dos pais à resolução e desfavoráveis dos anunciantes, visto que estes argumentam que o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) já exerce o papel de controle e de combate a possíveis abusos.
segundo texto da coletânea de textos motivadores, por sua vez, é um texto multimodal, já que trata-se de um mapa mundial que mostra como alguns países lidam com a questão da publicidade voltada ao público infantil. Por meio de sua leitura e análise, os candidatos tomaram ciência de quais países regulamentam, proíbem (total ou parcialmente) e liberam tais propagandas e como essas ações são feitas.
Já o terceiro e último texto da coletânea de textos motivadores é uma citação adaptada de dois autores de um livro que trata sobre a questão do marketing2 infantil. Segundo a citação, a criança deve ser preparada, desde pequena, para receber mensagens do mundo exterior a fim de entender o que está por trás dessa mensagem, ou seja, o que está nas entrelinhas para que, no futuro, ela seja uma consumidora reflexiva e consciente de suas compras.
A redação que iremos analisar é de autoria de Antônio Ivan Araújo Monteiro Jr., residente do estado do Ceará. A seguir, o texto na íntegra:
A publicidade infantil movimenta bilhões de dólares e é responsável por considerável aumento no número de vendas de produtos e serviços direcionados às crianças. No Brasil, o debate sobre a publicidade infantil representa uma questão que envolve interesses diversos. Nesse contexto, o governo deve regulamentar a veiculação e o conteúdo de campanhas publicitárias voltadas às crianças, pois, do contrário, elas podem ser prejudicadas em sua formação, com prejuízos físicos, psicológicos e emocionais.
Em primeiro lugar, nota-se que as propagandas voltadas ao público mais jovem podem influir nos hábitos alimentares, podendo alterar, consequentemente, o desenvolvimento físico e a saúde das crianças. Os brindes que acompanham as refeições infantis ofertados pelas grandes redes de lanchonetes, por exemplo, aumentam o consumo de alimentos muito calóricos e prejudiciais à saúde pelas crianças, interessadas nos prêmios. Esse aumento da ingestão de alimentos pouco saudáveis pode acarretar o surgimento precoce de doenças como a obesidade.
Em segundo lugar, observa-se que a publicidade infantil é um estímulo ao consumismo desde a mais tenra idade. O consumo de brinquedos e aparelhos eletrônicos modifica os hábitos comportamentais de muitas crianças que, para conseguir acompanhar as novas brincadeiras dos colegas, pedem presentes cada vez mais caros aos pais. Quando esses não podem compra-los, as crianças podem ser vítimas de piadas maldosas por parte dos outros, podendo também ser excluídas de determinados círculos de amizade, o que prejudica o desenvolvimento emocional e psicológico dela.
Em decorrência disso, cabe ao Governo Federal e ao terceiro setor a tarefa de reverter esse quadro. O terceiro setor – composto por associações que buscam se organizar para conseguir melhorias na sociedade – deve conscientizar, por meio de palestras e grupos de discussão, os pais e os familiares das crianças para que discutam com elas a respeito do consumismo e dos males disso. Por fim, o Estado deve regular os conteúdos veiculados nas campanhas publicitárias, para que essas não tentem convencer pessoas que ainda não têm o senso crítico desenvolvido. Além disso, ele deve multar as empresas publicitárias que não respeitarem suas determinações. Com esses atos, a publicidade infantil deixará de ser tão prejudicial e as crianças brasileiras poderão crescer e se desenvolver de forma mais saudável.
Trecho de redação de Antônio Ivan Araújo. 

Confira agora uma análise parágrafo a parágrafo

Iniciaremos a análise pela introdução. O autor inicia o seu texto situando a publicidade infantil em termos econômicos mostrando que este tipo de propaganda movimenta milhões de dólares em todo o mundo. Porém, como o tema é a publicidade infantil no Brasil, essa especificação vem logo em seguida juntamente com a tese de que, em nosso país, essa discussão deve levar em consideração vários aspectos e que o governo deve regulamentar esse mecanismo, pois, ao contrário, pode haver prejuízo na formação das crianças em relação a sua saúde física e emocional. Assim, podemos perceber que o auto apresenta o tema e o seu ponto de vista ao leitor e já dá uma dica do que será a sua proposta de intervenção social, ou seja, a regulamentação por parte do governo.
Com o intuito de conectar a introdução ao primeiro parágrafo do desenvolvimento, o autor faz uso de um recurso conectivo para também referir-se à saúde física já citada anteriormente, fazendo alusão aos brindes que acompanham os lanches de restaurantes fast food (não é preciso dizer o nome da mais famosa rede desse tipo). Exemplificando como a publicidade infantil pode influenciar na questão da obesidade infantil, o autor embasa seu argumento e ainda mostra que leu a coletânea de textos motivadores cujo primeiro texto menciona brindes desse tipo. Problemas de saúde, deste modo, são uma das consequências da publicidade infantil apelativa por meio de brinquedos que acompanham comidas que não são saudáveis.
Atento à paragrafação, o autor faz uma segunda relação entre os parágrafos do desenvolvimento ao iniciar o terceiro parágrafo com “em segundo lugar”, dando sequência às suas estratégias argumentativas citando o aumento do consumismo oriundo desse tipo de propaganda, mostrando que foi além do que o terceiro texto motivador abordou. O argumento do autor é que as crianças querem acompanhar seus amigos nas brincadeiras e, por isso, pedem aos pais os brinquedos que conhecem pelas peças publicitárias e, se elas não tiverem tais brinquedos, podem virar motivo de gozação, o que acarretaria em danos psicológicos, como já fora adiantado na introdução.
Nesse parágrafo específico, há um pequeno desvio de acentuação, o que não prejudica em hipótese alguma a coesão e a fluência do texto e, por isso, assim mesmo, a nota dessa redação foi a máxima.
quarto parágrafo aborda, como já demonstrado pelo seu início, que em decorrência dessa problemática, o Governo Federal e o terceiro setor – definido pelo autor a fim de que seu leitor tome conhecimento – devem reverter esse quadro por meio da regulamentação e da punição através da aplicação de multas e da formação de consciência em palestras e grupos de discussão, respectivamente.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Filho de quem?



Três amigos estão em uma mesa de bar. Enquanto um deles vai ao banheiro, um outro inicia uma nova conversa sobre filhos:
- É... meu filho, que é juiz, está muito bem de vida lá em São Paulo. Tá tão bem que o ano passado comprou uma casa, em Tambaú, para um amigo e ainda deu um carro para ele.
Enquanto isso, o que tinha ido ao banheiro, retorna, e a conversa segue: 
- Então, o que teu filho faz?
- Ah, meu filho é garoto de programa...
- Como você aceita uma coisa dessas?!... pois, meu filho é Juiz.
- Não vejo nada demais nisso... ele vive muito bem. O ano passado, ele ganhou da mulher dele, um gay, lá de São Paulo, uma casa em Tambaú e um carro.

JSC  

terça-feira, 2 de junho de 2015

Veja as Principais Dúvidas na Escrita da Redação


Cada tipo de texto tem uma determinada estrutura e características próprias. No caso da dissertação argumentativa, que é o gênero textual exigido no Enem, a estrutura consiste em proposição, argumentação e conclusão; e uma das características mais marcantes é o estilo de escrita com linguagem formal.
Como apontado pela Camila Pozza, nossa colunista de redação, não há um único modelo fixo para realizar a dissertação. Entretanto, alguns profissionais da área de Língua Portuguesa sugerem algumas regras como não utilizar a primeira pessoa do discurso, não colocar perguntas, fazer a introdução como se fosse um resumo dos argumentos, dentre outras sugestões. É necessário reforçar que essas não são regras fixas e, dependendo de como forem aplicadas, podem ser sugestões corretas ou não.
Porém, quando o estudante ainda não domina completamente a estrutura da dissertação-argumentativa, alguns “modelos” podem ser úteis para guiar o aluno em seus primeiros textos. Aos poucos, com o aumento do treino e consequente familiarização e entendimento da estrutura geral, o aluno automaticamente ganha “liberdade” na escrita.
Nesse momento de transição entre um modelo fixo dado pelo professor e o aumento de autonomia do estudante, algumas dúvidas surgem sobre o que é ou não adequado utilizar no texto. O objetivo desse artigo é sanar essas dúvidas contrastando “projetos inflexíveis” com a estrutura dissertativa.

Uso de perguntas na dissertação

É totalmente possível colocar questionamentos em qualquer parte do texto dissertativo. Na introdução, a indagação pode ser utilizada para levantar discussão sobre o tema e iniciar uma reflexão, ou ainda pode ser uma pergunta retórica que deixe seu posicionamento implícito. No desenvolvimento, podem ser questionamentos que instiguem o leitor a certo argumento ou pensamento. Na conclusão, as perguntas ganham um ar reflexivo. É comum ouvirmos falar que “os indagações colocadas no texto devem ser respondidas”. O que está por trás dessa afirmação é que elas não escondam o posicionamento do autor. Independente das perguntas colocadas no texto, o seu ponto de vista e seus argumentos devem ser claramente identificados pelo leitor para que não haja fuga ao gênero textual.

Uso da primeira pessoa do discurso

Proposta RedaçãoMuitas pessoas consideram proibido o uso da primeira pessoa do discurso (eu / nós) no texto dissertativo, principalmente no singular (eu). Novamente, o importante é não fugir ao gênero textual. Expressões que indicam o posicionamento do autor do texto na forma de uma opinião pessoal, como “Eu penso que…”, “Acredito que…” etc., são características do gênero artigo de opinião. Já na dissertação argumentativa, o ponto de vista deve ser defendido por argumentos (fatos, informações, citações de especialistas no assunto, estatísticas etc.). Isso não significa que as palavras “eu” e “nós” sejam proibidas no texto. Elas apenas não podem representar o autor do texto de maneira segregada, já que a escrita da dissertação deve ser neutra e impessoal. Dessa forma, “nós” pode ser utilizada para representar um grupo o qual tanto o escritor quanto qualquer leitor pertençam, como “seres humanos”, “cidadãos”, entre outros.
Na espera que essas dicas sejam úteis para sanar as dúvidas quanto as “regras” que costumamos ouvir sobre a dissertação-argumentativa, sugerimos também que utilize essa reflexão para ganhar autonomia em sua escrita sem fugir da estrutura geral do gênero textual. Para isso, como já dito anteriormente, é necessário praticar bastante sua escrita para aumentar a familiaridade com esse tipo de texto. Desta forma, recomendamos que confira nosso Treinamento de Redação para o Enem, para que possa realizar uma dissertação por semana com correção de especialistas na prova textual do exame.


Exemplo de Questão envolvendo Filosofia no Enem



ENEM 2014 – QUESTÃO 13

Alguns dos desejos são naturais e necessários; outros, naturais e não necessários; outros, nem naturais nem necessários, mas nascidos de vã opinião. Os desejos que não nos trazem dor se não satisfeitos não são necessários, mas o seu impulso pode ser facilmente desfeito, quando é difícil obter sua satisfação ou parecem geradores de dano.
EPICURO DE SAMOS. Doutrinas principais. In: SANSON, V. F. Textos de filosofia. Rio de Janeiro: Eduff, 1974.
No fragmento da obra filosófica de Epicuro, o homem tem como fim
a) alcançar o prazer moderado e a felicidade.
b) valorizar os deveres e as obrigações sociais.
c) aceitar o sofrimento e o rigorismo da vida com resignação.
d) refletir sobre os valores e as normas dadas pela divindade.
e) defender a indiferença e a impossibilidade de se atingir o saber.

RESOLUÇÃO E COMENTÁRIO:

Alternativa A
Assim como é costume do Enem, essa questão também é iniciada por uma citação. O filósofo agora citado é Epicuro de Samos, apesar de ser menos conhecido do que Platão ou Aristóteles, ele também é um importante filósofo e essa questão vem resgatar suas reflexões. Para responder essa questão espera-se que o candidato não só conheça Epicuro como saiba quais são suas principais ideias filosóficas. Entre as principais delas, Epicuro procurou pensar os desejos e os prazeres como formas de alcançar a felicidade de forma segura e tranquila. É importante não confundir as ideias de Epicuro a qualquer forma de hedonismo: para ele o prazer e, por conseguinte, o desejo estão relacionados à Natureza, como, por exemplo, à saúde e às necessidades do corpo; ele preza a tranquilidade e foge dos excessos, assim como dos desejos frívolos e artificiais. O conhecimento das ideias de Epicuro, assim como e conjuntamente com a análise do trecho escolhido levariam o candidato à alternativa correta.

InfoEnem

terça-feira, 26 de maio de 2015

Redação Enem: Criando Introdução Por Contexto Histórico

Muitas pessoas têm dificuldade em iniciar um texto. Primeiramente, precisamos entender qual é o objetivo da introdução de uma dissertação-argumentativa: ela serve para contextualizar o leitor do tema que será tratado.
Isso é necessário pois devemos escrever o texto imaginando que qualquer pessoa possa fazer sua leitura, ou seja, deve ser compreensível a todos e não apenas ao corretor. Dessa forma, não podemos supor que o leitor da dissertação tenha lido a proposta de redação anteriormente e saiba qual é o tema.
Há várias formas de contextualizar o tema para o leitor, isto é, demonstrar brevemente sobre o que dissertaremos. Podemos fazer isso definindo uma palavra-chave, citando algum pensador ou especialista, apresentando dados estatísticos, realizando comparações socioeconômicas, geográficas etc.
Mas de todas as maneiras de introduzir a redação, a contextualização histórica parece ser a “queridinha” da maioria dos estudantes. E, por isso, ela merece atenção e muito cuidado. O método condiz em explicar um fato histórico que tem alguma ligação com o tema tratado. Vejamos alguns exemplos úteis retirados do Guia do Participante do Inep.
Tema: O movimento imigratório para o Brasil no século XXI (Enem 2012)
Durante, principalmente, a década de 1980, o Brasil mostrou-se um país de emigração. Na chamada década perdida, inúmeros brasileiros deixaram o país em busca de melhores condições de vida. No século XXI, um fenômeno inverso é evidente: a chegada ao Brasil de grandes contingentes imigratórios, com indivíduos de países subdesenvolvidos latino-americanos.
(Gabriela Araujo Attie)
Tema: Viver em rede no século XXI: os limites entre o público e o privado (Enem 2011)
Devido à sua natureza social, o ser humano, durante toda a sua história, dependeu dos relacionamentos para conviver em comunidade e assim transformar o mundo. Hoje, as redes sociais na internet adquirem extrema importância, visto que são os principais meios através dos quais as pessoas se relacionam diariamente.
(Wellington Gomes de Souza)
Percebe-se, nos dois casos, que o relato histórico citado no início do texto tem relação direta com o tema que é apresentado logo a seguir. (Emigração em 1980 e imigração no século XXI; Relacionamentos em “toda a história” e redes sociais atualmente).
Portanto, sempre que realizar uma introdução por contexto histórico, atente-se se o fato histórico tem relação com o tema a ser apresentado, evitando, assim, que a introdução fique desconectada com o restante do texto ou que ocorra fuga ou tangenciamento ao tema.
Na maioria das vezes, isso acontece porque o estudante deseja mostrar conhecimento de outras disciplinas (no caso, história) para a banca avaliadora. É comum ver textos citando “Desde os primórdios”, “Na Antiguidade”, “No tempo das cavernas”, “Na Roma Antiga” etc. Evite fazer referências assim pois elas são abstratas (não específicas) e muito provavelmente não terão ligação com o tema e com seu posicionamento.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Figuras de Linguagem – Antonomásia e Perífrase


Antonomásia
Trata-se da substituição de um nome próprio (de uma pessoa, povo, cidade ou país, ser real ou ficcional) por um nome comum e vice-versa, de modo que ambos os nomes utilizados tenham uma relação lógica e inconfundível entre si. Na linguagem coloquial, geralmente o uso de apelidos representa o emprego da antonomásia. Vejamos um exemplo:
Sampa é uma das cidades com mais opções gastronômicas do Brasil.
No caso acima, há a substituição do nome próprio São Paulo por Sampa, termo coloquial que se refere à cidade.
Após diversas vitórias, o Timão volta a atender às expectativas de seus torcedores.
Neste caso, o termo Timão está substituindo o nome próprio de um time de futebol, o Corinthians. Por fim, vejamos este último caso:
Após ouvir seu advogado, o judas entregou seus comparsas.
Neste exemplo, o termo judas é empregado como um nome comum (e por isso é grafado com letra inicial minúscula), substituindo o termo traidor. Aqui, a relação de substituição entre as palavras se dá por uma característica conhecida do personagem histórico Judas: o ato de traição para com Jesus.

Perífrase

Trata-se da figura de linguagem que substitui um termo único por uma sequência de palavras, por uma locução que o define e parafraseia. Coloquialmente, podemos dizer que se trata de uma “enrolação” para dizer algo que poderia ser expresso de modo mais conciso. Vejamos dois exemplos:
A exploração das camadas pré-sal promete revelar grandes bolsões de ouro negro.
Acima, a sequência de palavras ouro negro visa substituir o termo único petróleo.
Comerciantes do centro de São Paulo alertam sobre os prejuízos causados pelos amigos do alheio.
Neste caso, a expressão amigos do alheio, muito utilizada no início do período da República, visa substituir o termoladrões.
Como o leitor deve ter notado, algumas construções tornam possível a ocorrência simultânea de antonomásia e perífrase. Veja o exemplo abaixo:
A Terra da Garoa foi eternizada nas canções de Adoniran Barbosa.
Temos que Terra da Garoa, ao mesmo tempo em que substitui o nome próprio São Paulo, faz isto a partir de uma perífrase, pois aqui utilizamos uma sequência de palavras para fazermos alusão à cidade. O mesmo ocorre na oração “ACidade Maravilhosa continua linda”, porém desta vez substituímos Rio de Janeiro, um nome próprio, pela sequência de palavras Cidade Maravilhosa.

InfoEnem.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Palavras homófonas em inglês

Hoje vamos estudar umas palavras homófonas, ou seja, palavras que são pronunciadas igual, mas têm significados diferentes e se escrevem de maneira diferente.

Let’s start with some very basic ones: “I” and “eye”.

“I” is the first person singular subject pronoun.

For example,

I live in Barcelona.
(Eu) moro em Barcelona.

We use our eyes to see.

For example,

I like your eye colour.
Gosto da cor dos teus olhos.

Let’s take a look at some more words and try to remember them to avoid confusion.

“ate” is the past simple form of the verb “to eat”.

Here is an example with “ate”:

We ate pizza for dinner last night.
Ontem à noite jantamos pizza.

“ate” is pronounced in the same way as “eight” (8).

Here’s an example with the word “eight”:

I have eight cousins.
Tenho oito primos.

“it’s” is the contraction of “it is” and “it has”.

It’s (=It is) sunny today.
Hoje faz sol.

It’s (=It has) been sunny all week.
Tem feito sol toda a semana.

“its” is a possessive pronoun.

The dog ate its food.
O cachorro comeu sua comida.

“to hear” is a verb which means “to perceive sound by the ear” while “here” is an adverb of place meaning “in or towards this place”.

Look at an example of each word:

I cannot hear you. Please speak louder.
Não te oiço. Fala mais alto, por favor.

Come here please!
Venha aqui, por favor!

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Redação no Enem: Obediência ao Recorte Temático


Das cinco competências avaliadas na correção da prova de redação do Enem, a segunda e a terceira são intimamente ligadas, pois dizem respeito ao modo como o candidato escreve o seu texto e, assim, podemos dizer que essas competências avaliam holisticamente, ou seja, analisam a qualidade com que a redação foi escrita.
A segunda competência, além de verificar se o candidato domina a estrutura composicional da dissertação-argumentativa, também analisa se ele compreendeu a proposta de redação e aplicou conceitos de várias áreas do conhecimento a fim de desenvolver o tema. Compreender a proposta de redação significa compreender o tema proposto e identificar o recorte temático estabelecido pela coletânea de textos motivadores. Em provas de produção textual, não só do Enem, mas dos demais vestibulares e concursos, esse é o primeiro passo para se sair bem.
Já a terceira competência da grade de correção do Enem avalia como o candidato selecionou, relacionou, organizou e interpretou informações, fatos, opiniões e argumentos (e quais foram esses dados) em defesa de um ponto de vista e um dos critérios que norteiam essa competência é a proximidade desses elementos com a coletânea de textos motivadores.
Para a banca elaboradora da proposta de redação do Enem, os textos da coletânea são chamados de “motivadores” porque possuem o papel de apresentar o tema ao candidato e de inspirá-lo e motivá-lo e, assim, textos muito presos à coletânea, limitados aos seus textos, não atingem a autonomia e a autoria, já que não são textos singulares.
Deste modo, é de fundamental importância o candidato ao Enem e aos demais vestibulares entender que deve-se cumprir o tema da proposta de redação, obedecendo o recorte temático estabelecido pela coletânea de textos motivadores, mas não os copiando nem extrapolando seus limites. Muitas pessoas pensam que não se prender aos textos motivadores significa ir além do que a proposta contempla, o que não é verdade. A coletânea deve servir de inspiração, mas não deve-se abordar aspectos que ela não aborda.
Podemos ter como exemplo uma proposta de redação que tenha como tema a gravidez na adolescência cuja coletânea contemple as estatísticas de meninas adolescentes que engravidam ao longo de um determinado período de tempo, o contexto social e familiar desses jovens, as consequências na vida escolar dos jovens pais (principalmente da mãe), o impacto psicológico sofrido, a reação dos garotos que tornam-se pais e como eles reagem a esse novo papel e como as jovens mães se veem nessa nova função até então praticada apenas na brincadeira, com bonecas.
O candidato que, diante dessa proposta de redação e desse recorte temático, escrever uma dissertação-argumentativa que aborde, quase que exclusivamente, as adolescentes que abortam no mínimo tangenciou o tema e corre o sério risco de ser avaliado como um candidato que fugiu ao tema, já que nenhum texto motivador aborda a questão do aborto. Obviamente é um aspecto que pode ser levado em consideração e discutido em um parágrafo que trate das possíveis consequências e saídas encontradas pelas jovens que engravidam, mas não como fio condutor de todo um texto.
Com este exemplo, esperamos ter deixado a questão da obediência ao recorte temático da proposta de redação mais clara a fim de ajudar os candidatos ao Enem a cumprirem o tema em sua totalidade.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Dica de Organização de Tempo: Conheça a Técnica Pomodoro

Basicamente, a técnica propõe a divisão de uma tarefa de modo que ela possa ser cumprida em ciclos de 25 minutos, durante os quais se trabalha sem interrupções, e que são seguidos de intervalos de 5 minutos de descanso.
Eis um exemplo: vamos supor que você precise fazer uma redação sobre o tema “Publicidade infantil em questão no Brasil”. Utilizando-se da técnica do Pomodoro, primeiramente você deve remover todas as distrações do ambiente – como televisão, conversas no Facebook ou em aplicativos de celular. A seguir, basta marcar um intervalo de 25 minutos, o que pode ser feito criando-se um alarme no celular ou utilizando-se um timer de cozinha. Quando o tempo começar a correr, concentre-se na atividade que você se propôs a fazer, o que, seguindo nosso exemplo, corresponde a esboçar e planejar o que será escrito em sua redação, conferindo-lhe estrutura. Assim que o tempo acabar, faça uma pausa de cinco minutos para, logo em seguida, iniciar outro ciclo de 25 minutos de trabalho ininterrupto, repetindo este processo até que tarefa seja concluída.
Nestes pequenos intervalos, procure realizar tarefas prazerosas, como ver um vídeo, tomar um café ou comer um chocolate. Caso você passe longos períodos de tempo estudando, o intervalo pode ser usado para fazer exercícios de alongamento ou de relaxamento. Vale ressaltar que o tempo do ciclo, bem como o de intervalo, pode e deve ser ajustado de acordo com as preferências de cada pessoa. Para experimentar esta técnica, inicie com os tempos sugeridos aqui e vá, pouco a pouco, testando novas combinações.

Fonte: http://mel-meow.com/uma-longa-noite-aprendendo/
                                         Fonte: http://mel-meow.com/uma-longa-noite-aprendendo/


Infoenem

domingo, 17 de maio de 2015

Enem - Conteúdos

  • 1. Linguagens, Códigos e suas Tecnologias 
  • Estudo do texto 
  • Estudo das práticas corporais
  • Produção e recepção de textos artísticos 
  • Estudo do texto literário 
  • Estudo dos aspectos linguísticos em diferentes textos 
  • Estudo do texto argumentativo, seus gêneros e recursos linguísticos 
  • Estudo dos aspectos linguísticos da língua portuguesa 
  • Estudo dos gêneros digitais

  • 2. Matemática e suas Tecnologias 
  • Conhecimentos numéricos
  • Conhecimentos geométricos 
  • Conhecimentos de estatística e probabilidade 
  • Conhecimentos algébricos
  • Conhecimentos algébricos/geométricos

  • 3. Ciências da Natureza e suas Tecnologias 
  • 3.1 Física 
  • Conhecimentos básicos e fundamentais 
  • O movimento, o equilíbrio e a descoberta de leis físicas 
  • Energia, trabalho e potência
  • A mecânica e o funcionamento do universo 
  • Fenômenos elétricos e magnéticos 
  • Oscilações, ondas, óptica e radiação 
  • O calor e os fenômenos térmicos
  • 3.2 Química 
  • Transformações químicas 
  • Representação das transformações químicas 
  • constante de Avogadro. Cálculos estequiométricos. 
  • Materiais, suas propriedades e usos 
  • Água 
  • Transformações químicas e energia 
  • Dinâmica das transformações químicas
  • Transformação química e equilíbrio 
  • Compostos de carbono 
  • Relações da Química com as tecnologias, a sociedade e o meio ambiente 
  • Energias químicas no cotidiano 

  • 3.3 Biologia 
  • Moléculas, células e tecidos 
  • Hereditariedade e diversidade da 
  • Identidade dos seres vivos 
  • Ecologia e ciências 
  • Origem e evolução da vida 
  • Qualidade de vida das populações humanas 

  • 4. Ciências Humanas e suas Tecnologias 
  • Diversidade cultural, conflitos e vida em sociedade 
  • Formas de organização social, movimentos sociais, pensamento político e ação do Estado - 
  • Características e transformações das estruturas produtivas 
  • Os domínios naturais e a relação do ser humano com o ambiente 
  • Representação espacial
  • quinta-feira, 14 de maio de 2015

    10 técnicas de estudo de acordo com sua real eficiência, segundo a ciência

    10. Grifar

    A técnica mais usada de todos os tempos, talvez pela sua facilidade, já que é só passar o marca texto e pronto, o conteúdo já foi “todo arquivado na cabeça”.
    Porém, foi a técnica que apresentou menor eficácia na assimilação de conteúdo, pois como não requer quase nenhum esforço, o cérebro não reconhece a importância da atividade e não grava nada só porque tá colorido.

    9. Releitura

    Para essa técnica surtir efeito é necessário que a releitura seja feita imediatamente após a primeira leitura do conteúdo, caso contrario, em nada vai ajudar no seu desempenho.

    8. Mnemônica

    Essa técnica é bastante utilizada nas matérias de química, física e matemática. Consiste em fazer aquelas musiquinhas ou frases de efeitos para decorar o conteúdo.

    O problema dessa técnica é que o assunto deve ser revisado antes da prova, pois ela depende exclusivamente da memória a curto prazo. Agora imagina você que fez mil músicas com o conteúdo e mistura todas, sem saber onde fica cada verso da canção.

    7. Associação por imagens

    Fazer tabelas, mapas, infográficos mentais nem sempre são eficientes. De acordo com o estudo, esse engessamento do conteúdo corta a criatividade dos alunos, o que pode fazer falta durante a prova, pois em muitas situações terá que analisar casos hipotéticos.

    6. Resumos

    Produzir resumos é uma das atividades preferidas dos estudantes e do SOS Solteiros, mas o estudo afirmou que essa técnica é pouco eficaz para melhorar o entendimento da matéria estudada. Porém, a técnica se mostrou com bom desempenho nas provas discursivas, mas para os alunos que fizeram provas objetivas, quase que não se teve proveito.

    5. Interrogar-se

    Durante provas discursivas às vezes  é muito comum dar aquele famoso branco na mente. Para evitar isto, utilize-se do “por quê?” durante as horas de estudo.
    Sempre que se deparar com algum fato que achar importante, interrogue-se, procure saber as causas e os efeitos. Durante essa pesquisa o seu cérebro fará maior esforço para se concentrar e guardar as informações.

    4. Auto-explicação

    O negócio é ser seu próprio professor. Diante de um espelho você pode ler em voz alta e explicar os assuntos para você mesmo, importante lembrar de usar a entonação para indicar os assuntos mais relevantes. É importante também que você use as próprias palavras na hora da explicação.

    3. Intercalar matérias

    Não adianta tirar o dia pra estudar uma matéria só, o cérebro rapidamente vai se cansar e querer mudar de assunto. Para continuar concentrado o ideal é dividir suas horas de estudos para matérias diferente, se você tem 6 horas por dia, tente transitar por 3 ou 4 matérias.

    2. Distribuir a prática

    Nada de deixar tudo pra véspera da prova. O estudo comprovou que distribuir o conteúdo durante os dias da semana é muito mais eficaz do que decorar tudo algumas horas antes.
    Além disso, a pesquisa enfatizou que você precisa estudar de 10% a 20% do tempo que você precisa para manter o assunto na cabeça. Ou seja, você precisa lembrar de uma matéria por 5 anos, estude ela a cada 6 meses.

    1. Praticar testes

    Essa técnica consiste em fazer provas, resolver questões, lidar na prática com o que pode ser encarado na hora do vâmo-vê. Familiarizar-se em resolver questões dará mais habilidade na hora da prova.

    Uol.com